Sim, estou empolgada! Dias legais possivelmente legais se aproximando!
Eu fico extremamente ansiosa, planejando tudo, arrumando, correndo atrás, é legal! Talvez na hora H as coisas nem sejam tão boas, ou não aconteçam como planejado. Mas esse clima de preparação é gostoso... Dá pra 'tapear' o ócio de férias desempregada...
Dá também pra abafar os problemas e ficar bem. Estou feliz esses dias... fazendo questão de ignorar o que me chateia, e sem a menor paciência de escutar problemas alheios... Aliás, acho isso um defeito em mim, me torna uma amiga nem tão boa... mas eu não dou trabalho pra quase ninguém... por isso não quero trabalho pra mim, certo?!
De resto, ainda tô brigando com a minha indisciplina, meu sono, minha fome, minha preguiça... mas não está mais me chateando tanto... tô naquela fase "o importante é ter saúde", sabe? Pelo menos até a próxima Tpm chegar, rs!
24 junho, 2007
Strange feeling
Sempre tem algum momento, onde nos vemos obrigados a presenciar cenas chatas. Não dá pra fechar o olho na hora, esperar passar pra abrir de novo. Tem horas que tem que segurar "no carão", e fingir que tá tudo ótimo, que é super normal, que é lindo! Não, não é...
Mas nesse caso, nem chega a ser o fim do mundo, afinal, já era esperado o fatídico encontro alguma hora. É "normal", mas vamos combinar que tá longe de ser bacana... Pra quem vê, pelo menos, pro protagonista está tudo ótimo aparentemente.
Você está linda, com aquela cara de "fico feliz de ter ver feliz" ou então de "nem lembro o que houve"... - tá você realmente não lembra muito, mas ainda ficou um pouquinho - mas no fundo, rola aquela coceirinha de incomodo...
Mas melhor ser a favor da política da boa vizinhança... ahasar na amizade... a gente nunca sabe o dia de amanhã!
Mas nesse caso, nem chega a ser o fim do mundo, afinal, já era esperado o fatídico encontro alguma hora. É "normal", mas vamos combinar que tá longe de ser bacana... Pra quem vê, pelo menos, pro protagonista está tudo ótimo aparentemente.
Você está linda, com aquela cara de "fico feliz de ter ver feliz" ou então de "nem lembro o que houve"... - tá você realmente não lembra muito, mas ainda ficou um pouquinho - mas no fundo, rola aquela coceirinha de incomodo...
Mas melhor ser a favor da política da boa vizinhança... ahasar na amizade... a gente nunca sabe o dia de amanhã!
23 junho, 2007
Mini-flashback
Me senti hoje fazendo mini flashback's, como diriam "Os Normais"... Frenqüentar lugares que ia na adolescência (eu sei, não faz tanto tempo, mas é que eu era precoce e comecei cedo), é uma experiência muito louca após uns anos....
Eu, com a minha velhice e meu instinto materno precoces, me sinto a perfeita "tia" vendo a galera que eu via tão novinha, tão mudada, ou tão igual... Aquele grupinho de amigas fofoqueiras que continua, aquele amigo que era chatão e virou o maior gato, aquele que era vagabundo e agora é nerd, aquele que você não apostava muita coisa e hoje mora na Europa, aquele que era cdf e hoje virou maconheiro, e por aí vai...
Essa sensação louca, de tudo tão igual e tão diferente ao mesmo tempo. Alguns reecontros são bem vindos, outros faço questão de fazer cara de paisagem e fingir que nem conheço. E Alphacity é sempre Alphacity. A mulecada tem a mesma cara, a cada "galera" que passa. É engraçado de olhar os 13, 14 anos, e lembrar de mim. É tão recente, mas nesse tempo amadureci tão bruscamente, que parece que tenho uns 30 e tô lembrando de mim há quinze anos.
Aquele clima de "amigas antigas" foi muito bacana... dá segurança saber que não é preciso o "todo-dia", pra que os laços continuem fortes. As coisas acontecem, vem e vão, pro bem e pro mal, mas nós seguimos nos conhecendo só de olhar.
Ah sim! O amor da adolescência... nossa, que loucura ver de novo! Sim, porque foi platônico, como tantos... ou melhor, foi frustrado! Mas olhando hoje, era muita pretensão minha querer que funcionasse, naqueles tempos de 'gata borralheira'. Eu sempre fui pretensiosa, e boa parte das portadas que levei na cara foram por isso. Mas não aprendo.
Enfim, de fato na época, a diferença de idade pesava, eu tava na fase do patinho feio, e era mesmo muita, mas muuuuita pretensão achar que haveria chance. Acho que foi meu primeiro pé na bunda assim, digamos... concreto, que eu me recorde. Reencontrar após tanto tempo e tanta coisa, é no mínimo interessante. Perceber o meu "semi-bom gosto" é legal, entender o tamanho da pretensão na época me conforta, e ver que hoje em dia o cenário é diferente também é ótimo. Me acho muito longe da transição "gata borralheira-cinderela", mas agora sei o quanto de areia cabe no meu caminhão. Antes diferença de idade era pretensão, agora é necessidade. E é possível notar isso. Enfim... voltei pra casa mexida, não sei bem como, nem porquê. Mas não é ruim a sensação, esperemos até o próximo mini-flashback para saber a definição!
Eu, com a minha velhice e meu instinto materno precoces, me sinto a perfeita "tia" vendo a galera que eu via tão novinha, tão mudada, ou tão igual... Aquele grupinho de amigas fofoqueiras que continua, aquele amigo que era chatão e virou o maior gato, aquele que era vagabundo e agora é nerd, aquele que você não apostava muita coisa e hoje mora na Europa, aquele que era cdf e hoje virou maconheiro, e por aí vai...
Essa sensação louca, de tudo tão igual e tão diferente ao mesmo tempo. Alguns reecontros são bem vindos, outros faço questão de fazer cara de paisagem e fingir que nem conheço. E Alphacity é sempre Alphacity. A mulecada tem a mesma cara, a cada "galera" que passa. É engraçado de olhar os 13, 14 anos, e lembrar de mim. É tão recente, mas nesse tempo amadureci tão bruscamente, que parece que tenho uns 30 e tô lembrando de mim há quinze anos.
Aquele clima de "amigas antigas" foi muito bacana... dá segurança saber que não é preciso o "todo-dia", pra que os laços continuem fortes. As coisas acontecem, vem e vão, pro bem e pro mal, mas nós seguimos nos conhecendo só de olhar.
Ah sim! O amor da adolescência... nossa, que loucura ver de novo! Sim, porque foi platônico, como tantos... ou melhor, foi frustrado! Mas olhando hoje, era muita pretensão minha querer que funcionasse, naqueles tempos de 'gata borralheira'. Eu sempre fui pretensiosa, e boa parte das portadas que levei na cara foram por isso. Mas não aprendo.
Enfim, de fato na época, a diferença de idade pesava, eu tava na fase do patinho feio, e era mesmo muita, mas muuuuita pretensão achar que haveria chance. Acho que foi meu primeiro pé na bunda assim, digamos... concreto, que eu me recorde. Reencontrar após tanto tempo e tanta coisa, é no mínimo interessante. Perceber o meu "semi-bom gosto" é legal, entender o tamanho da pretensão na época me conforta, e ver que hoje em dia o cenário é diferente também é ótimo. Me acho muito longe da transição "gata borralheira-cinderela", mas agora sei o quanto de areia cabe no meu caminhão. Antes diferença de idade era pretensão, agora é necessidade. E é possível notar isso. Enfim... voltei pra casa mexida, não sei bem como, nem porquê. Mas não é ruim a sensação, esperemos até o próximo mini-flashback para saber a definição!
19 junho, 2007
Lá se vai mais um...
Minha vida ultimamente é dividida em semestres... e um já está na beira do precipício, logo mais acaba. Ontem, em mais uma noite de insônia, fiz aquela retrospectiva básica de sempre...
Foi um semestre "de férias", bem divertido... no geral, cumpri a minha promessa de aproveitar e pensar na "vida real" outra hora...
Na faculdade, fiz o suficiente. Passei longe de fazer o meu máximo, mas a intenção era essa, acho eu...
Agora vivo aquele momento "pré-férias" que a gente faz mil planos pra fazer em um mês, mas eu quero fazer tudo em uma semana, rs! Só que a falta de disciplina que reinou nos últimos tempos, e continua aqui, briga com a minha ansiedade de querer resolver tudo, e o tempo vai passando... Quer apostar quanto, que as férias vão terminar, eu vou passar um mês e meio a toa, e não vou resolver metade das coisas que eu quero?!!?!
É duro quando a gente se conhece né?!
Foi um semestre "de férias", bem divertido... no geral, cumpri a minha promessa de aproveitar e pensar na "vida real" outra hora...
Na faculdade, fiz o suficiente. Passei longe de fazer o meu máximo, mas a intenção era essa, acho eu...
Agora vivo aquele momento "pré-férias" que a gente faz mil planos pra fazer em um mês, mas eu quero fazer tudo em uma semana, rs! Só que a falta de disciplina que reinou nos últimos tempos, e continua aqui, briga com a minha ansiedade de querer resolver tudo, e o tempo vai passando... Quer apostar quanto, que as férias vão terminar, eu vou passar um mês e meio a toa, e não vou resolver metade das coisas que eu quero?!!?!
É duro quando a gente se conhece né?!
14 junho, 2007
Mesmo em meio a provas, falta de grana, ressaca moral e tudo mais que seja, está tudo dentro dos conformes...
Esse clima de fim de provas me lembra que vou passar um mês provavelmente no puro ócio (odeio isso), mas tenho que admitir que dá um certo alívio... Principalmente quando sair minha nota de fisiologia, rs! Já estou naqueles dias onde todos os neurônios foram gastos, faltam duas horas pra minha próxima prova, e eu não tenho condições psicológicas nem de olhar a matéria...
O problema da ressaca moral já foi devidamente enterrado, afinal o que eu iria contar pros netos, não fossem as minhas super cagadas? Não resisti só fazendo cara de "não lembro" e me redimi do pecado, e fui perdoada, até a página dois pelo menos. Mas o que vale é a intenção, então é um peso a menos nas minhas costas...
A tpm já passou, o mundo não é mais uma merda, é só algo não muito agradável, mas que eu tento ignorar o tempo todo, muitas vezes com êxito.
De resto, fico aqui com minhas frustrações culturais e profissionais à respeito de tanta coisa que eu queria fazer, aprender, trabalhar... mas meu fator financeiro ou qualquer outra coisa que o valha, não permite... Essa coisa de ter outras obrigações e por isso ter que "esconder" os meus objetivos, pra usar só quando der tempo, realmente me frustra... mas acho que deve ser à mim e a torcida do Flamengo né?
Uma hora a coisa dá certo... aaaaaaaaaaaaah dá!
Esse clima de fim de provas me lembra que vou passar um mês provavelmente no puro ócio (odeio isso), mas tenho que admitir que dá um certo alívio... Principalmente quando sair minha nota de fisiologia, rs! Já estou naqueles dias onde todos os neurônios foram gastos, faltam duas horas pra minha próxima prova, e eu não tenho condições psicológicas nem de olhar a matéria...
O problema da ressaca moral já foi devidamente enterrado, afinal o que eu iria contar pros netos, não fossem as minhas super cagadas? Não resisti só fazendo cara de "não lembro" e me redimi do pecado, e fui perdoada, até a página dois pelo menos. Mas o que vale é a intenção, então é um peso a menos nas minhas costas...
A tpm já passou, o mundo não é mais uma merda, é só algo não muito agradável, mas que eu tento ignorar o tempo todo, muitas vezes com êxito.
De resto, fico aqui com minhas frustrações culturais e profissionais à respeito de tanta coisa que eu queria fazer, aprender, trabalhar... mas meu fator financeiro ou qualquer outra coisa que o valha, não permite... Essa coisa de ter outras obrigações e por isso ter que "esconder" os meus objetivos, pra usar só quando der tempo, realmente me frustra... mas acho que deve ser à mim e a torcida do Flamengo né?
Uma hora a coisa dá certo... aaaaaaaaaaaaah dá!
12 junho, 2007
Valentines
Minha opinião sobre o dia dos namorados é mais ou menos as mesma que sobre dia das mães, pais, mulher, criança... Se você ama alguém, todo dia é dia... odeio obrigação de presentear, ser legal, carinhosa... essas coisas acontecem quando dá vontade! Não num dia específico onde todo mundo ganha presente e não briga... me soa falso. Mas deixa pra lá, pra não parecer desculpa de mulher solteira em pleno dia dos namorados... Bom proveito pra quem namora!!!
Pra mim, que ganhei uma caixa de bombons da mamy (fofa né? meu pai sempre me deu quando criança, rs!), é mais um dia normal, de prova de vôlei, e uma noite que provavelmente passarei em claro............... por causa da Fisiologia de amanhã... belo motivo!
Feliz dia da prova de vôlei e da caixa de chocolates!
Pra mim, que ganhei uma caixa de bombons da mamy (fofa né? meu pai sempre me deu quando criança, rs!), é mais um dia normal, de prova de vôlei, e uma noite que provavelmente passarei em claro............... por causa da Fisiologia de amanhã... belo motivo!
Feliz dia da prova de vôlei e da caixa de chocolates!
09 junho, 2007
Mais uma do Blonicas...
Cada vez que visito esse blog, encontro algo que gostaria de ter escrito... nesse dia de ressaca moral... outro texto que diz muito, esse é do Henrique Szklo:
Sinto que perdi o rumo de minha vida para sempre. Não há como recuperá-lo. Não há retorno. Não tem um trevo lá na frente onde eu possa pegar o caminho de volta e descobrir o exato momento onde eu estraguei tudo. O que está feito está feito.E a pergunta que me surge agora é: o que fazer? Se estou no caminho errado eu devo continuar em frente ou parar de vez? Para piorar, o que significa continuar e o que significa parar ainda são incógnitas para mim. Por enquanto gasto meu tempo apenas lamentando as escolhas que fiz no passado. Mesmo sem saber qual delas exatamente me tirou do caminho. Não importa. E o pior de tudo é que nem a consciência desta situação está me preocupando. Parece que a coisa que eu mais temia na vida aconteceu: desisti de lutar. Perdeu-se em algum lugar no passado recente aquela chama que me fazia espernear a cada obstáculo. O choque elétrico já não me faz gritar, apenas me provoca uma dormência momentânea. Tenho a sensação agora de que nada é necessário, nada é imprescindível, nada tem importância. Deixa a vida me levar, vida leva eu. Não tenho mais motivação para criar. Pra quê criar? Como diria a minha mãe, que vantagem Maria leva? Tanto faz. Se eu fizer ou deixar de fazer a vida vai continuar igual. Meus impulsos naturais para o trabalho criativo sempre foram a minha vaidade intelectual e uma certa vontade de ser celebridade. Agora que não reconheço em mim nem uma coisa nem outra, ficou difícil manter o interesse num assunto que só traz inseguranças e dúvidas. Lamentavelmente sinto que o bambu quebrou. Acostumado a viver vergado, tinha a sensação de que isso nunca iria acontecer. Que eu sempre, de um jeito ou de outro, acabaria encontrando uma maneira de lutar, de me indignar, de exercer o meu inconformismo atávico. Honestamente não sei o que fazer. Tento escrever coisas engraçadas mas sinto que perdi a graça. Não sinto mais dentro de mim aquele espírito zombeteiro tão necessário à manufatura do humor. Não me irrito mais com quase nada, nada me incomoda demais e as coisas que faço não têm nenhuma importância. Faço por fazer. Acabou o tesão. Impotência criativa. Causada por falta de fluxo sanguíneo na alma. Não me relaciono com quase ninguém, abandonei quase todos os meus amigos, estou fumando que nem um condenado, não estou fazendo nenhum tipo de exercício e a minha dívida artística está impagável. São tantos os projetos encavalados que não dá pra saber por onde começar. É melhor nem começar. Às vezes me dá vontade de largar tudo e sair por aí como um maltrapilho sem-teto. Ou me internar numa casa de saúde. Ou ainda virar hare-krishna, sei lá. Dá vontade de ser qualquer coisa, menos o que eu sou. Me sinto fracassado, me sinto imaturo, me sinto inútil. Não sou uma pessoa confiável nem pra mim mesmo. Sou uma farsa. Ironicamente, uma ópera-bufa. Eu não acredito em mim. E o mais chato é saber que este tipo de auto-comiseração é deprimente e só vai me levar mais e mais pra longe do caminho que eu pretendia seguir. Só a auto-estima e a confiança em si mesmo faz o ser humano avançar. Mas saber disto não está adiantando nada neste momento. Agora eu só quero descansar. Estou cansado e não quero mais lutar. Eu só quero dormir, ver televisão, navegar na internet. Eu sei que esta é uma atitude deplorável, mas até por isso mesmo, muito condizente com meu estado atual. Eu sei que se eu acreditasse em mim (com ou sem razão para isso), tudo iria melhorar. Mas depois de tudo o que eu já fiz ou deixei de fazer na vida, acreditar em mim seria quase uma ofensa à minha inteligência. No mais, vai tudo bem...
Sinto que perdi o rumo de minha vida para sempre. Não há como recuperá-lo. Não há retorno. Não tem um trevo lá na frente onde eu possa pegar o caminho de volta e descobrir o exato momento onde eu estraguei tudo. O que está feito está feito.E a pergunta que me surge agora é: o que fazer? Se estou no caminho errado eu devo continuar em frente ou parar de vez? Para piorar, o que significa continuar e o que significa parar ainda são incógnitas para mim. Por enquanto gasto meu tempo apenas lamentando as escolhas que fiz no passado. Mesmo sem saber qual delas exatamente me tirou do caminho. Não importa. E o pior de tudo é que nem a consciência desta situação está me preocupando. Parece que a coisa que eu mais temia na vida aconteceu: desisti de lutar. Perdeu-se em algum lugar no passado recente aquela chama que me fazia espernear a cada obstáculo. O choque elétrico já não me faz gritar, apenas me provoca uma dormência momentânea. Tenho a sensação agora de que nada é necessário, nada é imprescindível, nada tem importância. Deixa a vida me levar, vida leva eu. Não tenho mais motivação para criar. Pra quê criar? Como diria a minha mãe, que vantagem Maria leva? Tanto faz. Se eu fizer ou deixar de fazer a vida vai continuar igual. Meus impulsos naturais para o trabalho criativo sempre foram a minha vaidade intelectual e uma certa vontade de ser celebridade. Agora que não reconheço em mim nem uma coisa nem outra, ficou difícil manter o interesse num assunto que só traz inseguranças e dúvidas. Lamentavelmente sinto que o bambu quebrou. Acostumado a viver vergado, tinha a sensação de que isso nunca iria acontecer. Que eu sempre, de um jeito ou de outro, acabaria encontrando uma maneira de lutar, de me indignar, de exercer o meu inconformismo atávico. Honestamente não sei o que fazer. Tento escrever coisas engraçadas mas sinto que perdi a graça. Não sinto mais dentro de mim aquele espírito zombeteiro tão necessário à manufatura do humor. Não me irrito mais com quase nada, nada me incomoda demais e as coisas que faço não têm nenhuma importância. Faço por fazer. Acabou o tesão. Impotência criativa. Causada por falta de fluxo sanguíneo na alma. Não me relaciono com quase ninguém, abandonei quase todos os meus amigos, estou fumando que nem um condenado, não estou fazendo nenhum tipo de exercício e a minha dívida artística está impagável. São tantos os projetos encavalados que não dá pra saber por onde começar. É melhor nem começar. Às vezes me dá vontade de largar tudo e sair por aí como um maltrapilho sem-teto. Ou me internar numa casa de saúde. Ou ainda virar hare-krishna, sei lá. Dá vontade de ser qualquer coisa, menos o que eu sou. Me sinto fracassado, me sinto imaturo, me sinto inútil. Não sou uma pessoa confiável nem pra mim mesmo. Sou uma farsa. Ironicamente, uma ópera-bufa. Eu não acredito em mim. E o mais chato é saber que este tipo de auto-comiseração é deprimente e só vai me levar mais e mais pra longe do caminho que eu pretendia seguir. Só a auto-estima e a confiança em si mesmo faz o ser humano avançar. Mas saber disto não está adiantando nada neste momento. Agora eu só quero descansar. Estou cansado e não quero mais lutar. Eu só quero dormir, ver televisão, navegar na internet. Eu sei que esta é uma atitude deplorável, mas até por isso mesmo, muito condizente com meu estado atual. Eu sei que se eu acreditasse em mim (com ou sem razão para isso), tudo iria melhorar. Mas depois de tudo o que eu já fiz ou deixei de fazer na vida, acreditar em mim seria quase uma ofensa à minha inteligência. No mais, vai tudo bem...
Super bad trip da madrugada...
Nossa mãe... embarquei numa bad daquelas... deve ser porque até pouco tempo atrás, tava bebada, mas enfim...
Tô eu, chorando compulsivamente, as duas da manhã, após me matar de dar risada em mais um daquele churrascos de histórias pra contar pros netos... bateu a bad, não sei se pelo celular afogado no "suco de uva", se pelas coisas acontecidas, se pelas coisas não acontecidas, se pela confusão que arrumei aqui em casa amanhã, se pelas coisas faladas, as atitudes ridículas, as engraçadas, se por não ter mantido a famosa compostura que sempre tive, JUSTO no momento onde eu mais devia ter... se por ter falado bobagem, ter parecido boba, apaixonada ou ter parecido tarada...ter parecido tanta coisa, ter agido fora da minha racionalidade capricorniana que sempre me seguiu... ô coisa louca essa! Acho que não tô acostumada em agir por instinto... é dolorido...
Analisando friamente, foi tudo quase como sempre é, eu bebo, nós bebemos, eu falo bobagem, nós falamos bobagem... mas eu acho que essa minha tpm, ou algo assim, fez com que eu visse o quanto é triste voltar pra casa sozinha. Como se eu fosse, fizesse, acontecesse... mas na real, não trago nada de bom pra casa, além de um fígado meio maltratado e uma ressaquinha moral... sensação ruim... bad solitária.
Meu lado mãe de mim mesma, sabe, que é parte desses meus 19 anos, esse tipo de coisa... que logo mais vai passar, que vou arrumar algo mais importante pra pensar, que a solidão pós churrasco... mas nesse momento, nunca tive tanta vontade de escrever pra desabafar, e nenhum texto nunca me descreveu tão bem como esse:
"Depois, no dia seguinte, lá vem a ressaca. Sempre. Adoro minhas dancinhas e gracinhas e loucurinhas. Mas no dia seguinte acordo e me pergunto: por que é que você não faz cara de paisagem e permanece fina e permanece intocável?(...)Aí a música começa e quando vou ver já imitei o Michael Jackson, a Madonna e o Tiririca, porque adoro me trair e estragar tudo. E todo mundo ri, mas ninguém me leva a sério. Mas será que quero? Mas será que alguém leva alguma coisa a sério? Eu queria me levar menos a sério. (...)Um milhão de amigos e chorando sozinha no carro. Mas no meu ap de 40 metros quadrados só cabe eu mesma. Ainda bem. A coisa que eu menos queria era alguém aqui, agora, me vendo chorar porque não tem ninguém aqui, agora.E aí o Dom Juan de saias dorme de pijama cor-de-rosa. Não peguei ninguém hoje mas ri bastante. E amanhã vou acordar num tremendo mau humor e morrendo de nojo das pessoas que falam “peguei alguém”. E amanhã vou querer acordar depois de dez anos ou há dez anos. E vou querer congelar na vida de agora, que acontece mais do que antes ou depois. E vou querer sair da gaiola da mesmice. E vou me perguntar de novo quando é que o efeito da droga que eu nunca experimentei vai passar. E vou ler esse texto que minha mão de massinha escreveu e querer me esconder ou nas dancinhas de macaco ou no pijama cor-de-rosa. Mas vou acabar publicando o que eu nunca deveria ter dito, como sempre."
www.blonicas.zip.net
Tô eu, chorando compulsivamente, as duas da manhã, após me matar de dar risada em mais um daquele churrascos de histórias pra contar pros netos... bateu a bad, não sei se pelo celular afogado no "suco de uva", se pelas coisas acontecidas, se pelas coisas não acontecidas, se pela confusão que arrumei aqui em casa amanhã, se pelas coisas faladas, as atitudes ridículas, as engraçadas, se por não ter mantido a famosa compostura que sempre tive, JUSTO no momento onde eu mais devia ter... se por ter falado bobagem, ter parecido boba, apaixonada ou ter parecido tarada...ter parecido tanta coisa, ter agido fora da minha racionalidade capricorniana que sempre me seguiu... ô coisa louca essa! Acho que não tô acostumada em agir por instinto... é dolorido...
Analisando friamente, foi tudo quase como sempre é, eu bebo, nós bebemos, eu falo bobagem, nós falamos bobagem... mas eu acho que essa minha tpm, ou algo assim, fez com que eu visse o quanto é triste voltar pra casa sozinha. Como se eu fosse, fizesse, acontecesse... mas na real, não trago nada de bom pra casa, além de um fígado meio maltratado e uma ressaquinha moral... sensação ruim... bad solitária.
Meu lado mãe de mim mesma, sabe, que é parte desses meus 19 anos, esse tipo de coisa... que logo mais vai passar, que vou arrumar algo mais importante pra pensar, que a solidão pós churrasco... mas nesse momento, nunca tive tanta vontade de escrever pra desabafar, e nenhum texto nunca me descreveu tão bem como esse:
"Depois, no dia seguinte, lá vem a ressaca. Sempre. Adoro minhas dancinhas e gracinhas e loucurinhas. Mas no dia seguinte acordo e me pergunto: por que é que você não faz cara de paisagem e permanece fina e permanece intocável?(...)Aí a música começa e quando vou ver já imitei o Michael Jackson, a Madonna e o Tiririca, porque adoro me trair e estragar tudo. E todo mundo ri, mas ninguém me leva a sério. Mas será que quero? Mas será que alguém leva alguma coisa a sério? Eu queria me levar menos a sério. (...)Um milhão de amigos e chorando sozinha no carro. Mas no meu ap de 40 metros quadrados só cabe eu mesma. Ainda bem. A coisa que eu menos queria era alguém aqui, agora, me vendo chorar porque não tem ninguém aqui, agora.E aí o Dom Juan de saias dorme de pijama cor-de-rosa. Não peguei ninguém hoje mas ri bastante. E amanhã vou acordar num tremendo mau humor e morrendo de nojo das pessoas que falam “peguei alguém”. E amanhã vou querer acordar depois de dez anos ou há dez anos. E vou querer congelar na vida de agora, que acontece mais do que antes ou depois. E vou querer sair da gaiola da mesmice. E vou me perguntar de novo quando é que o efeito da droga que eu nunca experimentei vai passar. E vou ler esse texto que minha mão de massinha escreveu e querer me esconder ou nas dancinhas de macaco ou no pijama cor-de-rosa. Mas vou acabar publicando o que eu nunca deveria ter dito, como sempre."
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03 junho, 2007
Vida social em frangalhos, assim como minha conta bancária... sinal claro: sábado a noite rezando pro celular não tocar, inventando desculpas quando ele toca.
Ando travando uma batalha difícil nos ultimos dias, contra a minha indisciplina... Tô revoltada comigo mesma! Como pode alguém se "auto-administrar" tão mal quanto eu?
Todo dia, minha cabeça resolve funcionar antes de dormir... traço mil metas, choro as mágoas, acho novos objetivos, faço planos, prometo coisas, tenho idéias brilhantes... Chega no outro dia de manhã, anoto tudo... e lá fica. Não tenho vergonha na cara o suficiente pra cumprir o que pensei...
Tem algum curso que ensine a gente a administrar a própria vida?
Como já disse, minha vida social é ridícula... as vezes acho que está certo, pois tenho que ser responsável, e cuidar de tudo, pra depois pensar em diversão. Depois penso que tenho 20 anos, e logo mais se continuar assim, nada terei pra contar pros netos... Depois acho que estou exagerando... ah sei lá o que penso mais!!!
Meu dinheiro é algo sob o qual não tenho a menor influência... ele vai e volta sem que eu mande... ou quando eu mando acho que fiz merda.
Minha auto-estima como qualquer outra pessoa que tem hormônios descontrolados, é bipolar... e nesse quesito a minha ausência ABSOLUTA de disciplina, faz toda a diferença... Por que que quando eu me proponho a levantar cedo e ir correr, eu simplesmente não consigo "levantar cedo e ir correr"? Não é tão complicado assim, é?!
Minha vida amorosa... essa eu nem sei direito se "é" alguma coisa... acho mais fácil dizer que "não é"... por culpa minha mesmo, que apesar de na teoria, saber que eu procuro o que não existe - e que se continuar assim, terei filhos de inseminação artificial com um amigo gay - na prática continuo procurando olhando pra cima, ao invés de olhar para os lados.
Meu tempo... coitado... esse é o campeão da falta de administração, e a grande influência do caos de todo o resto. Sobra tanto tempo à toa... mas quando ele é mesmo necessário... cadê?!
Ando travando uma batalha difícil nos ultimos dias, contra a minha indisciplina... Tô revoltada comigo mesma! Como pode alguém se "auto-administrar" tão mal quanto eu?
Todo dia, minha cabeça resolve funcionar antes de dormir... traço mil metas, choro as mágoas, acho novos objetivos, faço planos, prometo coisas, tenho idéias brilhantes... Chega no outro dia de manhã, anoto tudo... e lá fica. Não tenho vergonha na cara o suficiente pra cumprir o que pensei...
Tem algum curso que ensine a gente a administrar a própria vida?
Como já disse, minha vida social é ridícula... as vezes acho que está certo, pois tenho que ser responsável, e cuidar de tudo, pra depois pensar em diversão. Depois penso que tenho 20 anos, e logo mais se continuar assim, nada terei pra contar pros netos... Depois acho que estou exagerando... ah sei lá o que penso mais!!!
Meu dinheiro é algo sob o qual não tenho a menor influência... ele vai e volta sem que eu mande... ou quando eu mando acho que fiz merda.
Minha auto-estima como qualquer outra pessoa que tem hormônios descontrolados, é bipolar... e nesse quesito a minha ausência ABSOLUTA de disciplina, faz toda a diferença... Por que que quando eu me proponho a levantar cedo e ir correr, eu simplesmente não consigo "levantar cedo e ir correr"? Não é tão complicado assim, é?!
Minha vida amorosa... essa eu nem sei direito se "é" alguma coisa... acho mais fácil dizer que "não é"... por culpa minha mesmo, que apesar de na teoria, saber que eu procuro o que não existe - e que se continuar assim, terei filhos de inseminação artificial com um amigo gay - na prática continuo procurando olhando pra cima, ao invés de olhar para os lados.
Meu tempo... coitado... esse é o campeão da falta de administração, e a grande influência do caos de todo o resto. Sobra tanto tempo à toa... mas quando ele é mesmo necessário... cadê?!
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