2011 foi um ano sem passar vontade. Comprei, andei, fui, fiz, beijei, falei e mil outros verbos, muito mais do que em todos os outros anos da vida. Claro que não 100%, não evoluí meu espirito tanto assim ainda, mas proporcionalmente posso falar que cheguei aos 80%... e isso é bom, muito bom.
Essa sensação de plenitude chegando é muito boa, mas dá um certo medo, medo de uma hora parar e a coisa começar a regredir. O que é natural, afinal a vida é um gráfico mesmo. Mas medo é uma coisa que eu não consigo deixar de ter.
De toda forma, predominam os motivos para agradecer e comemorar. As minhas ondinhas puladas na última virada deram quase todas certo. Nada também foi um mar de rosas, termino o ano exausta... mentalmente, fisicamente, sentimentalmente. Mas é a primeira vez que posso dizer que sou responsável por tudo que aconteceu. E para uma capricorniana, só Deus sabe como é gratificante dizer isso.
Também me confundi muito, mas é porque agora quem decide sou eu e eu não quero ajuda, então devo até “curtir” essa confusão toda. Mas passa, uma hora passa e passou e voltou várias vezes esse ano e o resto da minha vida. E com isso, cresci como há anos não fazia. O que me custou umas noites de sono, uns choros no trânsito, um certo distanciamento de bastante gente, amigos antigos, novos, família. Mas apesar de nem tudo mundo entender, foi proposital e necessário. A parte boa é que descobri muitas coisas sobre mim, muito do que quero e não quero. E acho que isso só vai “piorar” no próximo ano.
E que ele – o próximo ano – venha com muitas decisões a serem tomadas e programas, além de sonhos a serem realizados. A grande certeza que aprendi em 2011 e vou trabalhar em 2012, é que eu não preciso ter tanta certeza de tudo.