18 dezembro, 2011

Adeus Ano Velho

2011 foi um ano sem passar vontade. Comprei, andei, fui, fiz, beijei, falei e mil outros verbos, muito mais do que em todos os outros anos da vida. Claro que não 100%, não evoluí meu espirito tanto assim ainda, mas proporcionalmente posso falar que cheguei aos 80%... e isso é bom, muito bom.


Essa sensação de plenitude chegando é muito boa, mas dá um certo medo, medo de uma hora parar e a coisa começar a regredir. O que é natural, afinal a vida é um gráfico mesmo. Mas medo é uma coisa que eu não consigo deixar de ter.

De toda forma, predominam os motivos para agradecer e comemorar. As minhas ondinhas puladas na última virada deram quase todas certo. Nada também foi um mar de rosas, termino o ano exausta... mentalmente, fisicamente, sentimentalmente. Mas é a primeira vez que posso dizer que sou responsável por tudo que aconteceu. E para uma capricorniana, só Deus sabe como é gratificante dizer isso.

Também me confundi muito, mas é porque agora quem decide sou eu e eu não quero ajuda, então devo até “curtir” essa confusão toda. Mas passa, uma hora passa e passou e voltou várias vezes esse ano e o resto da minha vida. E com isso, cresci como há anos não fazia. O que me custou umas noites de sono, uns choros no trânsito, um certo distanciamento de bastante gente, amigos antigos, novos, família. Mas apesar de nem tudo mundo entender, foi proposital e necessário. A parte boa é que descobri muitas coisas sobre mim, muito do que quero e não quero. E acho que isso só vai “piorar” no próximo ano.

E que ele – o próximo ano – venha com muitas decisões a serem tomadas e programas, além de sonhos a serem realizados. A grande certeza que aprendi em 2011 e vou trabalhar em 2012, é que eu não preciso ter tanta certeza de tudo.

17 novembro, 2011

Adolescência Materna

Eis um fenômeno muito comum na atualidade, e em todas as atualidades, de todos os tempos ao que parece. A adolescência materna. Os filhos crescem, tomam o rumo de suas vidas – ou ao menos seguem tentando – e abandonam em casa mães no auge da puberdade da maturidade. Antes dependentes e indefesos, agora sabem o que querem, fazem tatuagens, sexo e ganham o próprio dinheiro. Claro, o vínculo sentimental nunca morre, mas como “bicho homem”, de repente os filhos estão quase equiparados aos pais.

Elas, as mães, ao perceberem que estão perdendo o controle da situação – mesmo que tivessem sido avisadas disso, todos os dias, durante mais ou menos os vinte anos anteriores – entram em um processo árduo e automático de “adolescentinização”, que pode durar muito mais que uma puberdade “normal”.

Há duas opções comportamentais: As “rebeldes sem causa”, que resolvem ser eternamente jovens e modernas. Se divorciadas, certamente irão fazer uma tatuagem maior que a sua, pintarão o cabelo de loiro platinado ou irão querer pegar os seus amigos. Ou vão até achar os seus amigos velhos demais para elas. Irão para mais baladas que você aos vinte e poucos anos, e acharão o máximo se você for meio porra-louca. Aliás, elas sempre irão querer ser mais que você, parecer mais jovens que você, mais independentes que você. Mostrar que a sua independência será sempre menos livre que a dela. Mas em geral, essas mães têm filhos bastante caseiros, tranquilos, de namoros longos, que não se importam com porra-louquice. Ou filhos “nerds”, que morrerão de vergonha quando estiverem com algum amigo em casa e ela chegar meio bêbada, de make up borrado, com a sandália na mão.

E há as “problemáticas”, tradicionais. Estas, vão se achar feias, gordas, solitárias, etc. Baterão a porta do quarto quando vocês brigarem, quebrarão coisas quando estiverem nervosas, como se estivessem em uma cena de novela (Porque elas acham mesmo que estão). Farão birra, biquinho, beicinho, chorinho – e toda a gama de “inhos” que houver (Muitas vezes você ficará esperando a hora dela “sapatear” ou se jogar no chão, como uma criança mimada). Dirão “Você não me entende! NINGUÉM me entende!”. Acharão que o mundo é uma grande conspiração contra elas. Chorarão pelos motivos mais banais, jogarão a culpa do mundo em você e farão todo tipo de chantagem emocional para conseguir o que querem e/ou te deixar com a sensação de que a culpa é mesmo sua de ter crescido e se tornado independente.

Seja lá por qual adolescência a mãe tenha escolhido passar, o importante é entender que é uma fase – mesmo tendo vontade de torcer os pescoços delas por muitas vezes - e que, na pior das hipóteses, passará quando ela tiver netos. Afinal, alguém voltará a depender dela de alguma forma. Então, se você é filho de uma mãe adolescente, é melhor apressar os bebês da família!

17 outubro, 2011

Guardados


Resolvi fazer uma limpeza nas minhas coisas antigas, abri uma gaveta e encontrei você. Tomei um baita susto, afinal, eu jurava que eu já tinha te jogado fora há muito tempo. Talvez junto com aquelas roupas antigas que eu doei, quando os móveis da sala foram trocados ou quando eu dei um fim naquela minha papelada toda da época de faculdade.

Mas não, você estava lá, paradinho na minha gaveta. Abri uma porta de armário e outro susto, tinha você de novo.

Achei engraçado, uma coisa meio aquela música da Adriana Calcanhoto que eu amava cantar na “sua época”, que ainda tinha você na sala e tal. E olha que louco, dessa vez tinha você mesmo dentro de um livro! Quem diria, você em livros! Mas quem mandou você ficar aí? Não fui eu que botei! Lembro bem, eu juntei todos os caquinhos que você deixou de você mesmo, e joguei tudo fora daquela vez, e daquela outra, e daquela terceira também! Agora, forças sobrenaturais te refizeram e te espalharam pelos meus “guardados”? Tem que ver isso aí, porque tá errado!

Veja bem, você não combina mais com a decoração da casa. Não combina mais com minhas roupas de cama, eu troquei tudo depois que você foi embora, porque seu gosto era muito duvidoso. Não que eu tenha essas coisas de classe social, sabe? Mas você é meio, sei lá, “povão” demais pra mim. Sem querer ofender, claro. Você não deveria estar mais entre os meus cds, afinal você sempre foi mais “samba e pagode” e não tem nenhum desse gênero aqui. O mais perto disso que eu cheguei na vida foi um carnaval em Salvador. E sem você.

Você não combina com os meus gostos, com os meus amigos, com as viagens que eu quero fazer. Você não combina com a minha rotina e eu, depois de te guardar aqui nesses armários, tenho certeza absoluta que já te joguei fora antes. E vou jogá-lo de novo e quantas vezes forem necessárias, junto com esses cacarecos velhos que ficam perdidos pelos armários da gente. Coisas que definitivamente, não combinam mais com o ambiente da minha vida.

Então me responde: Que diabos você tá fazendo aqui ainda???

10 outubro, 2011

Comédia Pós Romântica

Assisti um filme hoje em que a mocinha - típica jovem com problemas amorosos e frustrações vindas da infância - dizia que queria que as coisas na vida dela acontecessem como em um filme. E aconteciam. Como uma comédia romântica, assim como era o filme em questão.

Amigos, que faziam sexo casual e se apaixonaram. Perfect! E no final tinha tudo aquilo que eles mesmo tiram sarro durante a história: Os dois percebendo que se amam, casualmente se encontrando, a sonoplastia para o encontro do casal, a declaração dos dois se reconciliando, o beijo apaixonado, o final feliz. Tinha até um flashmob só para ela! E depois uma música pop sem conexão alguma com a história termina o filme e você vai embora feliz.

E ninguém sabe o que acontece depois. Devia ter um filme, que contasse o pós das histórias fofas de amor. Será que esses casais de comédia romântica casaram?  Brigaram? Jogaram a toalha molhada em cima da cama? Trairam? Tiveram filhos? Ficaram sem grana? Foram embora pra Brasília com os gêmeos, tipo aquela música do Eduardo e da Mônica? A mocinha acorda descabelada e de TPM alguns dias do mês? O galã para de treinar e fica com barriga de chopp? Que música o sonoplasta escolheria para o depois do fim?

Todo mundo quer uma vida de comédia romântica. Fofa, mas com algum conflito para não ser monótona, que se resolva sozinho depois. E pronto. Felizes para sempre. Todo mundo quer, eu quero. E aí vira um eterno "desejar", porque não tem. O filme da nossa vida é de outro gênero. E eu acho que quem deveria dirigir era o Woody Allen.

Talvez você se apaixone pelo galã do sexo casual. Mas ele só vai querer te comer e no máximo se tornar seu brother. Talvez você sofra com isso. Talvez você conviva com isso. Talvez você mande o galã pra puta que pariu ele. Talvez você desista desse e encontre outro, e outro, e outro.

Você não vai acordar bonita e maquiada e possivelmente, nem ter seu próprio apartamento. Seu emprego não vai ser exemplar. Mas ele pode até ser divertido. Nem você vai superar seus traumas com a sua família. Você vai afogá-lo mais e mais junto com os outros bloqueios emocionais que você esconde. Ou vai resolver na terapia.

E vai continuar a assistir a mil comédias românticas. Rir assistindo, chorar assistindo. Chorar muito na TPM assistindo. Sonhar assistindo, pensando porque a sua vida não é daquele jeito. Mas sabendo que no fundo, ela nem deveria ser mesmo.

25 agosto, 2011

Eu era feliz e eu sabia!

Outro dia me perguntaram qual foi o dia mais feliz da minha vida e eu não sabia ao certo responder. Nem se isso era bom ou ruim. Fiquei na dúvida se era legal por eu ter pensando em vários momentos, ou se nenhum deles foi tão intenso assim para marcar dessa forma.
No final, acabei achando legal, pois lembrei de pelo menos uns cinco dias diferentes, que eu fui feliz pácaralho, e não tive coragem de eleger só um. Talvez quando se tenha filhos, seja mais fácil determinar o clichê de que o nascimento é o dia mais feliz, mas como eu não tenho ainda, me dei o benefício da dúvida. Além disso, fiquei pensando "E se eu tiver mais de um filho, como faz?"

Não acredito nessa coisa de "fui feliz e não sabia". Eu sempre soube. A gente sempre sabe. É que cada "feliz" é diferente do outro. Muda de fase, muda o "estilão" da felicidade. E nem precisa isso de ser feliz o tempo todo. Isso é chato. É bom não ser feliz as vezes. Estou feliz hoje, mas sei que já fui mais, muito mais e também menos, muito menos. E não há pecado nisso.

Visitei um lugar hoje, onde eu fui top of the tops de tão feliz. Tipo, difícil de bater. Com as pessoas, com o trabalho, comigo mesma, com tudo. E eu sabia. Sabia que dificilmente eu seria tão feliz em outro lugar. Não que eu não seja feliz hoje. Eu sou. Mas como eu disse, é feliz diferente.
E saí de lá bem feliz, de saber o quanto eu fui feliz. E sabia.

18 agosto, 2011

Do trabalho pra casa, da casa pro trabalho

Devo ser capricorniana demais, fria demais, sem coração demais, mas tem certas coisas que minha pequena mente não consegue processar e parece normal ao senso comum.

Tipo essa coisa de confundir trabalho com relacionamentos. Qualquer tipo de relacionamento. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Veja bem, não estou dizendo "misturar", e sim confundir mesmo. Nem muito menos estou dizendo que as coisas devem acontecer separadamente, essas paradas de "onde se ganha o pão não se come a carne", nada disso. Até porque, eu também como a carne, o pão, tudo ao mesmo tempo! A vida é uma só, e as vezes a gente acaba convivendo tanto com o ambiente de trabalho, que as coisas vão acontecendo ali mesmo, amigos, amores, burradas. Tudo.

Agora, o que não rola é uma coisa pesar na outra. A pegação virar proteção. A briga dos brothers virar picuinha. A promoção da amiga virar motivo para cara feia. O amor descomunal ser razão de dar aquela "facilitada" no trabalho. A carcada do chefe vira mágoa eterna no churrasco do final de semana. Desculpa amor, pode me chamar de sem coração, mas eu não vou facilitar pro seu lado só porque a noite foi ótima. Nem muito menos porque nós somos amigas de infância. Sejamos profissionais. É foda, eu sei. Mas a gente pode pelo menos se esforçar? Depois a gente sai pra tomar uma cerveja.

06 julho, 2011

Só para registrar.

Reli agora um texto, do aniversário de 5 anos de morte do meu pai, onde eu recapitulei, todos os momentos que eu lembrava do pré e pós morte dele. Detalhe por detalhe.

E que bom que eu gosto de escrever. Registrar é importante. Hoje fazem nove. E ler é bom pra relembrar, porque esse tipo de experiência não deve ser apagada, por mais dolorida que seja. É bom para relembrar que, por exemplo, eu continuo com a mesma sensação de não saber ao certo se parece que foi ontem, ou se parece que tem muitos e muitos anos. E com o passar do tempo a memória falha, os detalhes se perdem.

É aquele tipo de coisa que dói mas é bom, se é que você me entende. Porque eu li o texto novamente hoje e fiquei feliz. Muito feliz mesmo. Feliz de ler que quem estava lá me apoiando ainda está na minha vida. Feliz de ter sido firme o bastante na época. Feliz porque eu sempre achei meu pai tão, mas tão foda, que eu acho que até a morte foi feita de uma maneira inteligente e pensando sempre em nós, antes dele mesmo (é uma longa teoria, mas que faz sentido). Como sempre foi. Feliz porque se não fosse isso, exatamente naquele momento, o "susto" nunca viria, e eu não teria crescido tão forte. Eu não seria um terço do que eu sou hoje. É meio engraçado alguém ficar feliz em um aniversário de morte.
Mas foi isso que eu fiquei, feliz porque eu tive um pai incrível, que mesmo indo embora logo me fez ser uma pessoa muito melhor.

E é por isso que é importante registrar. Pra não perder. Para saber de onde vem as coisas. E que eu guarde esse texto dos nove anos de morte, para daqui sei lá quantos, eu relembrar que qualquer coisa que eu seja, aconteceu por causa dele.

05 julho, 2011

O melhor dos dois mundos

Terra do Nunca é aquela ilha da história do Peter Pan, um lugar fictício onde as pessoas não envelhecem. Um universo a parte, uma fuga da realidade. Eu costumo acreditar que na nossa vida vira e mexe aparecem umas Terras do Nunca no caminho para nos “enganar”. Seja lá que grupo for, é aquela coisa toda que parece encantadora a ponto de ser muito melhor que o restante todo.
Na Terra do Nunca as coisas são legais e fazem muito bem pro ego, na Terra do Nunca todo mundo é bonito e simpático. E se ama. E fala a verdade. E quer seu bem. A Terra do Nunca sempre é um lugar muito tentador. E emocionante. Afinal, lá você será sempre jovem! Não poderia ter coisa melhor. E de fato é verdade, a Terra do Nunca é sempre um puta lugar legal. Eu já estive por lá, e frequentemente eu volto.
Acontece que o triste é que as vezes as pessoas caem lá e perdem completamente a identidade. Se tornam meros “Nunquistas”, que só falam assuntos nunquistas e tem preocupações nunquistas, como qual a maneira de conquistar mais “barras de ego” (um dos primeiros posts desse blog foi sobre isso, lembram?) ou coisas assim. Aí você se torna um Nunquista legítimo e abandona toda sua “realidade” em prol de não crescer nunca.

Sabe o que acontece? Um dia o Peter Pan enjoa de você e te bota pra fora da Terra. E aí? Aí você perdeu a identidade, a ocupação, todos os amigos, a família, não tem mais assunto pra conversar e descobre que precisa envelhecer, mas ficou tão por fora de tudo isso o tempo todo, que não sabe como. Eis o castigo, ficar no “limbo” do Nunca!
Por isso, é preciso muito controle e sabedoria. É preciso saber transitar nos dois mundos! Pois o Mundo Real não tem tanto glamour e talvez não tanta diversão, mas é REAL. É de carne e osso. Existe. As pessoas envelhecem e mudam de verdade, e acreditem: isso é bom! As pessoas nem sempre são tão legais assim e isso também é bom! Porque é verdadeiro!
O segredo é conseguir ir e voltar dos dois mundos, se manter jovem de espírito e envelhecer de corpo, ao mesmo tempo. Se divertir, ser bonito e glamuroso, mas também ser de verdade e ter defeito. A Terra do Nunca e o Mundo Real quando visitados na freqüência correta, proporcionam pra gente o melhor dos dois mundos!

07 junho, 2011

E agora, José?

Foi assunto de um almoço com o pessoal da empresa esses dias uma coisa meio: eu quero estar aqui, mas eu também não quero, mas eu também quero um monte de coisas ao mesmo tempo que eu não sei o que eu quero. Sabe? Não? Mas é isso.

A grama do vizinho é mesmo mais verde que a nossa. Não, não me venha com esse papo de dar valor para o que se tem, pois isso eu já sei e já dou. Sou muito grata a tudo que tenho, todos que tenho e tudo que fiz. Sem dúvida alguma, posso dizer que além de uma certa competência, tenho uma sorte (toc, toc, toc) danada, pois até mesmo as coisas ruins da minha curta vida aconteceram em prol de alguma outra coisa boa.

Mas acontece que nunca é "só isso". Esse negócio de possibilidades enlouquece a gente, eu acho. Ver tanta gente, fazendo tantas coisas. Mesmo sabendo que elas também devem olhar para você de vez em quando e pensar a mesma coisa.

Afinal, eu poderia estar aqui e feliz, como de fato estou. Mas eu também poderia largar tudo e ir abrir uma pousada em Itacaré, ou ir trabalhar num bar em Londres, ou me enfiar num navio em Cozumel, ou estudar moda em Nova York, ou comprar um apartamento em Puerto Madero, ou só trocar o colchão e reformar meu quarto. Porque eu sinto mesmo vontade de fazer tudo isso, mas eu ainda não tive a sorte de ganhar na loteria, afinal só assim eu poderia fazer tudo com um grau mínimo de conforto, sem precisar me preocupar em "construir" nada!

E ao mesmo tempo, eu não sei se eu queria mesmo... Itacaré pode ser quente demais, eu posso enjoar no navio, ou achar os ingleses sem graça demais, e de repente não conseguir conviver com a correria de NY ou o atendimento ruim dos argentinos sem educação. Vai ver aqui é melhor mesmo, mas aí... como é que eu vou saber?

O que parece na verdade, é que fizeram a vida curta demais, para o tanto de possibilidades que ela tem. Definitivamente, não dá tempo de fazer tudo. E ó... vou dizer que escolher não anda nada fácil!

01 junho, 2011

Climão!

Preciso confessar: adoro constrangimentos. Sei que isso não é uma coisa muito legal, mas tenho um prazer mórbido por deixar as pessoas sem graça, o que eu posso fazer? Vou pro inferno? É pecado? Desculpa, mas é incontrolável. Não posso ver alguém tentando dar um truquezinho em alguma história que pronto, já estou lá soltando algo constrangedor para a pessoa!

Na verdade é uma verdadeira paixão por deixar revelar tudo aquilo que as pessoas tentam esconder (e eu sou muito boa em descobrir coisas escondidas). Porque isso de varrer poeira para debaixo dos tapetes não é muito a minha, eu quero mesmo é soprar a poeira, para que ela espalhe por aí. Afinal, sou partidária de que as pessoas deveriam ter "culhão" - como diria meu pai - suficiente para não precisar esconder ou camuflar o que fazem. E o culhão também vale para as moças, nesse caso. É um "Seje homi" que eu acho que deveria independer de sexo, idade ou classe social!

Veja bem, não confunda discrição com não assumir os próprios atos. Tem coisas que você simplesmente não espalha e outras que você não assume. Veja bem...

E por isso, eu crio climão, com todo gosto! E pior, sou boa nisso. Sempre vem a palavra certa, no momento oportuno. Mas claro, com muita classe. Afinal, eu não conto nada, apenas um "só para você saber que eu sei" que geralmente já é suficiente. Se você tem algo a esconder, você merece!

21 março, 2011

Feromônio é coisa do capeta!

Mulher é tudo bicho besta. Fato. Umas mais, umas menos, mas não há como fugir.
Aí você resolve que vai ser a da turma das "umas menos", e se livrar da vidinha sem sentido e dos seus relacionamentos hipócritas que vive.
E tá tudo bem, tá tudo certo. Você é linda, equilibrada e auto-suficiente. Você se basta e é feliz com isso. A típica mulher moderna, saca? Daquelas que dá entrevista nessas revista de mulheres modernas, bem resolvidas, que se bastam, e são felizes, e todas aquelas coisas de mulheres modernas. E que não precisam se envolver com homens idiotas ou qualquer outro adjetivo ruim a sua escolha, para ter algum tipo de benefício amoroso, financeiro, sexual, nada. Veja bem o verbo. "Precisam".

Mas aí essa tal dessa mulher moderna descobre uma coisa: os feromônios. Que distorcem completamente a noção entre querer e precisar. E atração não leva em consideração a ficha corrida do homem em questão, nem muito menos todas as merdas que ele pode fazer com você, como subestimar sua inteligência, por exemplo (crime número um na lista das mulheres de revista de mulher moderna). "Ok, eu não preciso mesmo dessa merda, mas eu quero loucamente." E é isso. Mas a sua inteligência nem está mais em questão, e sim os seus hormônios. Na primeira bobeada, o carnal ganha do racional e lá está você, possuída pela mulher bicho besta, desejando um babaca novamente a todo custo. 
Depois você que se entenda com a mulher moderna, tá?! Que essa porra aí vai dar um problemão.

09 março, 2011

Começomeioefim

Tenho uma certa dificuldade com desapegos, mas cada vez mais acho que a vida é feita de ciclos.

As coisas começam e terminam e isso não precisa ser um grande desastre. No trabalho, nos relacionamentos, na vida.

É difícil encerrar ciclos quando se fala de amizade. Eu ainda sou partidária de que deveria existir algo nas amizades tipo o "dar um tempo" nos namoros, ou aquele esquema de férias que eu já escrevi em algum post aí. Cansou? Tira uns 15 dias e depois fica tudo bem!

Mas mesmo assim, amizades terminam. Umas mais cedo, outras mais tarde. (sim, existem as eternas, existem as que vão e voltam, mas isso é papo pra outro post) Assim como namoros, contratos, filmes, livros... terminam.

E ok, sabe?! Ou deveria.

Acontece que, diferentemente das outras ocasiões, uma amizade não se termina explicitamente. Ela simplesmente dilui. Ou a pessoa deixa de fazer parte do seu contexto, ou você percebe que não faz mais parte da realidade da pessoa. E isso é o mais cruel. Você perceber que não está mais naquela "cena" e não saber ao certo como fechar a cortina.

O foda é que não é muito normal para o senso comum "demitir amigos". E deveria ser! Passamos muito tempo nos culpando, dando murro em ponta de faca... literalmente usando aquela expressão "forçar a amizade". Ô gastinho de energia desnecessário... O universo seria mais bacana se fosse normal fazer isso, sem parecer um monstro falso e mal agradecido. É só "incompatibilidade de agendas/objetivos/contexto"!

Posso começar a lista?

14 fevereiro, 2011

Cadê aquela eu que estava aqui?

Voltar as origens é bom. É bom mas dói.
É bom quando a gente acha o que a gente era um dia, e vê como é fácil ficar feliz, e rir e ter momentos legais.
É bom quando a gente percebe que tem pessoas que serão para sempre, mesmo que o para sempre acabe em alguns momentos. Quando ele recomeça, é como se nada tivesse acontecido e tá tudo bem.
É bom ser melhor amiga de alguém e vice versa, mesmo que você nem saiba mais o que acontece na vida da pessoa.
É bom só pela segurança de ter uma "melhor amiga", que mesmo que não faça idéia do que está acontecendo hoje, vai acertar e dizer a frase que você precisa ouvir.
É bom perceber que não é tão difícil assim mudar de ares, nem tão arriscado.
Mas dói. Muito.
Dói saber que perdeu seu próprio mapa e rumou para onde o vento levou.
Dói saber que não dá pra ser assim o tempo todo.
Dói não entender ao certo onde isso se perdeu, ou de quem foi a culpa.
Dói não ter controle suficiente na realidade para simplesmente optar por voltar.
Dói se perder no meio da rotina, das cobranças ou daquilo que você nem sabe o que é.
Dói encontrar você mesmo de novo, no meio dos cacos disso tudo tão legal que você era.

02 fevereiro, 2011

Dados

Peão de jogo de tabuleiro. É o que parece. E você está jogando, comigo. Arremessam os dados e lá vou eu, peão, pulando casinhas. O mundo e tudo que está jogando só tiram números altos, me levando pra frente. Vem você, joga na sua vez e tira toda a minha vantagem. Em um mexer de mãos. Se os dados tivessem números negativos, eles apareceriam na sua vez. -6, -15, -100 lá vou eu regredindo as casas. Se fosse um Banco Imobiliario, eu teria falido toda vez que você aparece. Eu perco todas a propriedades. Mesmo sabendo que já já vão aparecer números novos e eu vou casas para frente. Mas acabo nunca saindo do mesmo pedaço do tabuleiro, indo e voltando sem parar. É sempre assim. Parece que eu não vou ganhar esse jogo nunca. Eu só queria mesmo, que alguém passasse e esbarrace na mesa. Assim cairia tudo e eu ia pedir pra jogar uma nova partida com outra pessoa.