28 outubro, 2010

Bola de cristal

Essa minha mania de descobrir tudo ainda me mata! Eu faço meio a linha vidente, tenho uma intuição desnecessariamente precisa, e sim, descubro TUDO! Não adianta querer esconder, eu saberei. Não adianta fazer longe de mim, eu perceberei. Eu deduzo e concluo corretamente até coisas que não tem nada a ver comigo. Aí que tá a merda. Eu descubro tudo sobre você e esse tudo é muita coisa pra mim. Eu não suporto ficar sabendo de tudo e ter que agir como não soubesse de nada, ou não achasse nada de tudo que eu sei.
Eu sei de tudo e odeio tudo isso. Esse monte de informações, fofocas, babado e confusão. Odeio saber como essa sua agenda é cheia que não sobra tempo pra mim. Ou sobra e eu sou obrigada a rejeitá-lo, por ser orgulhosa demais para aceitar minha fatiazinha. Pois eu sei de tudo, sei de todas as outras fatias que você distribui por aí. Algumas eu não sei, mas "eu sei", sabe?! Eu sei de tudo e nem todo mundo sabe. E por um lado isso é até divertido, afinal eu posso jogar com as informações que as outras pessoas nem imaginam de você. E nem você sabe que eu sei. Mas eu sei. E isso é engraçado. Conversar em mensagens subliminares de você com alguém, ou de alguém com você. E tudo estar envolvido, escondido. Mas eu saber, e fingir que nem imagino. É engraçado, e triste. Porque também dá vontade de pedir para parar com essa farsa e fazer sumir todo mundo da minha frente e eu nunca mais saber nada. E nunca mais imaginar que existam outras fatias. E nunca mais precisar fingir não saber algo que eu sei todos os detalhes. Dá vontade de jogar essa bola de cristal na parede, e parar de descobrir pra sempre!

22 outubro, 2010

Chumbo Trocado

Descobri que todo mundo sabia algo que eu achei que já soubessem mesmo. Não, não me assustei com quem "contou", afinal, se isso não acontecesse aí sim era pra eu estranhar. O ser humano é assim mesmo, precisa ostentar, gongar ou seja lá o que for, pros outros, aos quatro, oito, mil ventos.

O fato é que eu fiquei "meio assim", óbvio, ninguém gosta de "cair na boca do povo" sem dar a devida permissão.

 
E em seguida pensei: Poxa, mas eu fiz a mesmíssima coisa (ou pior, vai saber) com essa pessoa.

Logo, conclui racional e justamente, que não deveria ficar "meio assim", nem nada, afinal nós fizemos a mesma coisa um com o outro, então eu deveria ficar quieta, assumir minha parte da culpa e tocar a vida pra frente, afinal não tem aquela máxima de:





"Não faça com os outros aquilo que não deseja que façam com você"





É O CACETE!!!!

Desculpa meu amor, mas lá na minha terra, EU posso fazer coisas com as pessoas que, OS OUTROS não podem fazer comigo e pronto! Eu quero assim e acabou, quem é você pra dizer alguma coisa?!

Foda-se que eu falei de você com Deus e o mundo, quem te deu o direito de falar de mim pra alguém? Hein? Hein?

E eu quero sim, ficar "meio assim", "mais assim", "muito assim". Eu quero sim ficar puta, louca, surtar de ódio, te bater, te matar!

Eu não quero esse negócio de "Chumbo trocado não dói", eu quero é meter chumbo no meio da sua cara!!!

20 outubro, 2010

Assuntinho

Agora nós somos civilizados. Fiz questão de sublimar meu ódio/ciúme/birra/loucura de você e mostrar o quanto sou legal. Ok, eu não sou muito. Na verdade eu vi que não tinha muito o que fazer, a não ser que eu surtasse e fizesse a paranóica apaixonada, que não é o caso. E se não tinha o que fazer e eu não pretendia simplesmente eliminar você do meu convívio, resolvi socializar.
Eu gosto de você perto. Não tão longe que eu morra de saudades, nem tão perto que eu fique com vontade de te matar ou casar com você. Então é essa a estratégia pra ter você. Socializando. Falando sobre amenidades e coisas engraçadinhas. Mas não sempre também, pra não ficar muito próximo Assim a gente sempre tem assunto e parece que tá tudo legal. E dói menos, porque eu lembro menos. Mas também não esqueço, pois eu não gosto de simplesmente deixar as coisas "pra lá" assim. A gente vai ter sempre uma conversinha pra ter, você vai soltar suas indiretas, eu vou  fingir que não entendi, ou vou rir ironicamente e seguir o papo. E sentir que continua tudo como sempre foi. Vem na minha, eu já usei essa estratégia antes, com um monte de gente igual você. Deu certo. Quer dizer... mais ou menos. Tá, não muito. Enfim, nevermind, posso tentar de novo com você?

Lulucão

Um cachorro não é só um animal. É um companheiro de vida. Não é a toa sua fama de melhor amigo do homem. É melhor amigo QUE os homens. Só não devia morrer tão cedo. É muito pouco pra dividir, é muito rápido pra aproveitar. Deixa um vazio estranho, uma sensação esquizofrênica de ser "só" um cachorro e ao mesmo tempo um cachorro que valia muito mais que muita gente. Aliás, mais que quase todo mundo que eu conheço.
E uma casa triste, sem vida. Mesmo que a vida significasse uma dormida de quase um dia todo, em sua confortável almofada vermelha.

12 outubro, 2010

Quanto tempo dura um mês?

30 fatos que cabem dentro de um mês: Reencontrar um grande amor. E perdê-lo pelo caminho, ou descobrir que o amor de repente ficou meio pequeno. E ter a melhor noite da sua vida. E chorar uma noite inteira depois. E dançar como se ninguém estivesse vendo. E rir de qualquer coisa. E achar que tem tudo na vida. E amar o que você faz. E não estar satisfeita com nada. E achar o mundo hipócrita, cheio de gente falsa. E amar todas as pessoas que estão com você. E realizar um sonho que achou que nunca fosse, mas que no fundo nem é tudo isso. E ter um relacionamento moderno, achando sexo casual o máximo. E desistir de achar que você é moderna. E acreditar em alguém, em algum propósito. E ver que seus "ídolos" são gente como a gente, ou piores até. E emagrecer de felicidade e auto-estima. E ser disciplinada. E odiar sexo casual, querer um grande amor casamento e filhos. E gastar tudo pra suprir carências. E querer poupar pra ser responsável. E achar viável jogar tudo pro alto, mas sentir medo. E querer ligar pra alguém e falar umas verdades. E esnobar quem está sempre atrás de você. E se achar o ser humano mais poderoso do mundo. E em seguida o menos, afinal você também queria. E sofrer, ficar carente e ingerir todo o carboidrato do mundo de baixa-estima. E achar divertido. E seguir rindo da própria tragédia/loucura.
Nem sei quem você é. Mas já te odeio. E talvez você seja uma pessoa super bacana, com quem eu me daria super bem e me divertiria horrores. Mas eu te odeio. Com todas as minhas forças. Odeio de chorar de ódio. Quando você chora de ódio, é porque já esgotou todo o repertório de sentimentos ruins e reações pra esses sentimentos. Porque chorar não é pra isso. Mas eu choro de ódio. Muito. Porque você me lembra daquilo que eu não consigo ser. Não porque eu tenha inveja do que você tem. Eu não queria ter nada disso. Eu só não queria que ninguém mais tivesse. Eu não queria que você existisse. Só isso. Você deve estar feliz e contente na sua vidinha, e eu aqui me dedicando a gastar meu tempo te odiando. E nem é culpa sua. E eu nem te conheço. Mas eu te odeio mesmo assim. Te odeio pelo ódio que você dá de mim.

09 outubro, 2010

Onde vende esse remédio que faz a gente parar de inventar pessoas e guardá-las dentro, só pelo prazer de ter um choque de realidade?
Não, não era como eu pensei. Mas eu sempre soube que não. Então porque essa mente criativa insiste em ver fantasmas do que eu queria que fosse?
É possível a necessidade de um psiquiatra, pois é quase esquizofrênico. Saber que algo não existe. E saber mesmo, por fatos e dados, como diriam lá na metanóia. E mesmo assim ter em mente algo que eu criei só pra mim e não é de carne e osso. E aí dá raiva disso não existir e eu ju-rar que existe. E tristeza. Por que é triste essa vontade de vomitar o nada de tanta raiva de mim. Essa coisa de querer sair pra rua e de querer ficar escondida debaixo da cama, tudo ao mesmo tempo, porque o mundo não acontece como eu quero. E de me culpar por toda ação e achar que é tudo culpa minha. Das coisas serem assim não é, pois as coisas são assim. Mas de eu inventar tudo, é. Que ódio.