Eu não sei ser moderna.
Não sei achar tudo normal, embora lute diariamente pra parecer que sei.
Não, não sei não ser neurótica, nem ciumenta, nem achar que as nossas borboletas voam e voltam pro nosso jardim. Se a borboleta é minha, eu quero ela aqui!
Não sei não ficar esperando a ligação do dia seguinte, e pensar se foi bom, ruim, lindo, traumático, ou se você vai me odiar a vida inteira.
Não sei não me sentir uma vaca depois de qualquer primeira noite.
Não sei não ficar puta com as grosserias alheias e nem sei também não me derreter toda com um pedido de desculpas bem manso.
Não sei não julgar, as coisas, os outros e principalmente eu mesma. E achar que meus erros são os maiores erros, e minhas inseguranças as menos seguras do planeta.
Não sei achar que sou forte e encaro tudo, antes de ter uma crise existencial e depois ser forte e encarar tudo...
Não sei não ser mulher típica, no melhor dos dias de surto!
26 outubro, 2009
21 outubro, 2009
Não, não é o tcc, você ficou 3 anos se planejando pra isso.
Não, não é o trabalho, qualquer ser humano normal trabalha e estuda, isso não é desculpa.
Não, não é o mundo conspirando contra você, afinal, você é só mais uma.
É um negócio, um treco, uma coisa. É maior que você. Não cabe na sua sala, no seu carro, na sua mesa do escritório, nem na sua bolsa.
É um aperto, uma interrogação que fica cutucando sua nuca, sua barriga, seu olho, tudo que te incomoda. E fica cochichando no seu ouvido, umas coisas que você não consegue entender.
É uma placa confusa, que não mostra o caminho. Ou mostra vários e não te ninguém pra pedir informação.
É um calendário, cheio de dias passando correndo, e você parada olhando e ficando pra trás. E um desespero vindo, uma sensação que só você tá perdendo. E ninguém sabe em que parte da história tudo virou essa zona. A lembrança é que estava tudo bem e o furacão veio, mas não marcou dia. Só derrubou tudo. E você não tem idéia de qual coisa é pra levantar primeiro.
Não, não é o trabalho, qualquer ser humano normal trabalha e estuda, isso não é desculpa.
Não, não é o mundo conspirando contra você, afinal, você é só mais uma.
É um negócio, um treco, uma coisa. É maior que você. Não cabe na sua sala, no seu carro, na sua mesa do escritório, nem na sua bolsa.
É um aperto, uma interrogação que fica cutucando sua nuca, sua barriga, seu olho, tudo que te incomoda. E fica cochichando no seu ouvido, umas coisas que você não consegue entender.
É uma placa confusa, que não mostra o caminho. Ou mostra vários e não te ninguém pra pedir informação.
É um calendário, cheio de dias passando correndo, e você parada olhando e ficando pra trás. E um desespero vindo, uma sensação que só você tá perdendo. E ninguém sabe em que parte da história tudo virou essa zona. A lembrança é que estava tudo bem e o furacão veio, mas não marcou dia. Só derrubou tudo. E você não tem idéia de qual coisa é pra levantar primeiro.
É que tem horas que dá vontade de surtar...
E não saber mais que você é, de onde veio, pra onde foi. E vomitar tudo isso que você tá empurrando, mas não sei pra onde, porque ninguém sabe. E dar um grito de desespero, mesmo que seja abafadinho no travesseiro pra não acordar ninguém.
Por que de tanto empurrar, uma hora o espaço acaba. E você continua forçando, como se desse pra andar e ignorar aquela parede te avisando. A parede que mostra que você já perdeu o controle de tudo, e pode ou ficar empurrando o 'nada' ou achar outra parede, outro lado. Mas dói, confunde. A parede está ali mesmo? Você que perdeu as forças? O outro lado parece mais leve?
Tem horas também que dá vontade de chorar...
E não saber mais que você é, de onde veio, pra onde foi. E vomitar tudo isso que você tá empurrando, mas não sei pra onde, porque ninguém sabe. E dar um grito de desespero, mesmo que seja abafadinho no travesseiro pra não acordar ninguém.
Por que de tanto empurrar, uma hora o espaço acaba. E você continua forçando, como se desse pra andar e ignorar aquela parede te avisando. A parede que mostra que você já perdeu o controle de tudo, e pode ou ficar empurrando o 'nada' ou achar outra parede, outro lado. Mas dói, confunde. A parede está ali mesmo? Você que perdeu as forças? O outro lado parece mais leve?
Tem horas também que dá vontade de chorar...
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