14 maio, 2010

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Eu tenho essa mania chata, de criar significado pra tudo. E de querer escrever posts pra tudo. Deve ser muito neurônio, muita sinapse aí eu fico criando, criando, criando. E o corpo não dá conta de transformar tudo em realidade.
O fato é, eu tenho certeza que tem alguma ligação eu amar tanto gente nascida no dia 14. Do primeiro semestre do ano. De março e abril. Sim! Eu tenho certeza que tem algum significado! Assim como eu ter melhores amigas aquarianas e muitos problemas, mas ao mesmo tempo muita afinidade com homens aquarianos e piscianos. Tudo significa algo, nem que eu mesma tenha criado isso.
Mas fora o 14 de janeiro que esta magnífica e modesta criatura que vos escreve nasceu, e ela se ama pra caralho apesar de ter muita vontade de fugir de si mesma boa parte das horas. Fora isso, devo agradecer pelos 14 de marços e 14 de maios do mundo, que brindam mais outonos de gente tão especial.
Nos marços estão o Fabio, aquele das aulas da Cia Brasil, aquele que me divertia só de ficar assistindo aulas de hidro e natação (que saudade de ter tempo pra "perder" assim), que me trancava no carro pra ter DR com a namorada, que me fez achar do caralho dar aula, que mesmo sem saber me enfiou na Ed. Física, que arrasou no último WS SP e me fez ter certeza que ele "não me enganou", que hoje em dia pode lembrar tudo isso comigo quando vem tomar cerveja nos meus aniversários ou me dá aulas "como nos velhos tempos" na Bio toda terça e quinta.
E o Olavo... que eu nem sei o que é, de tanta coisa que é. Só de pensar em continuar esse texto eu já tenho vontade de chorar. Se o Fabio me fez valer escolher a Ed. Física, o Olavo fez valer cada dia e cada centavo gasto em 4 anos de Mackenzie. E faz valer cada minuto junto e faz valer qualquer vontade de ser como ele. Ultrapassou todos os limites de professor, de mestre, de orientador, de exemplo, de pai, de inspiração. É isso, o Olavo pra mim é alguém que ultrapassou os meus limites de gostar e de respeitar alguém assim tão "de graça". Porque sim, ele nunca fez nada para ser tão especial, muito pelo contrário. Mas ele simplesmente É.

Já nos maios, e visto que escrevo isso as 0h40 de um 14 de maio, podemos chamar também de "hoje"... Ticiana, Tici, Atum, Johnny - pra mim o apelido preferido, com história, rs. O que a tecnologia não faz, né?! Eu não faço a menor idéia, como/quando foi nosso primeiro contato. Ela lá, e eu aqui. Talvez eu saiba o porque, e embora esse porque hoje em dia não faça tanto sentido, obrigada viu Dona Body Systems?! Taí uma coisa boa que essa empresa fez/faz por mim: me apresenta meus melhores amigos. E aí a moral da história é: a gente descobriu um monte de coisa igual, e outro monte de diferente. E descobriu que dá pra acompanhar junto mesmo que os caminhos fiquem tão diferentes. E que Fortaleza nem fica tão longe assim quando a gente não quer. E nem Paris, e nem Belém. E nem sei lá onde essa menina vai parar da próxima vez. Tomara que não seja mais na Benedito Calixto.
E o Top, digo... o San, o Sandrinho. Aff, que aperto que dá no coração digitar esse nome! Porque diferente dessa menina bonita e fashion de Fortaleza do parágrafo acima, esse aqui eu ainda não me habituei em conviver virtualmente. O caminho foi inverso, e assim dói mais. Mas eu preciso agradecer a Body Systems de novo e eternamente. E cada dia que ele sentou ali do lado da Paty e do Capi. E cada risada cínica que ele deu sentado ali que me fez rir também. E a carta que ele "respondeu" a minha carta do Big Bang. E o meu aniversário estilo "transparência nível 10", até o dia amanhecer, literalmente. E os buffalos que ele relutou em aparecer, mas acabou ficando um pouquinho. Preciso agradecer ter achado alguém tão "eu", profissional na arte de ser cuzão com si mesmo e um pouquinho com os outros, mas no fundo, um puta tonto rs! Ele foi tão eu, mas tãããão eu, que fez exatamente o que eu disse que era certo fazer, mas nunca tive coragem. Agora ele é como se fosse um "eu" com coragem, sabe?! E assim como o Olavo que nunca fez nada pra ser e "É", ele nunca fez nada pra me matar de orgulho, mas me mata. E de saudades!

Meus piscianos, meus taurinos, meus amigos. Muitos outonos, catorzes, maios, marços...

09 maio, 2010

Bem vinda ao mundo!

É a primeira vez que eu parei. É a primeira vez que eu posso escolher o que fazer assim "do nada". É a primeira vez que ninguém espera mais nada de mim. É a primeira vez que eu não sei o que fazer, de verdade.
Apesar da maravilha de ter uma vida mais "própria", ainda que longe do ideal de "independência". Mas é muito estranho ninguém esperar nada de você. Sempre houve uma expectativa... de tirar uma nota boa, de passar de ano, de não dar vexame, de ser formar, de tirar carta, de arrumar um marido. Sempre teve.
Agora, nada. Agora são as minhas. Quais são elas? Alguém viu minhas expectativas por aí?

Mas aí o que eu faço com esse monte de plano que eu fiz e agora eu já não sei mais se quero colocar em prática? E mais ainda, o que eu faço com esses planos todos que já deram certo, e agora eu não sei se era mesmo pra ter dado? Eu parecia tão firme nos meus propósitos, que eles foram acontecendo um a um, guardadas as devidas proporções. Mas e aí, qual é a graça? Será que foi tudo um baita engano? Ou eu sou mesmo uma pessoa abençoada, que teve a sorte de ter até hoje quase tudo o que quis na vida (até porque, se fosse tudo, ficaria até chato)?

Nestes tempos de crise, relacionamentos patético e hormônios descontrolados (ando meio monotemática em relação aos dois últimos itens citados) eu perdi toda e qualquer certeza que carreguei pelos anos todos. E estou quase enlouquecendo por causa disso! Por isso, peço compreensão com posts chatos, crises de humor, transparência exagerada ou qualquer outra reação desproporcional aos fatos banais da vida!
Mas sei que adquiri uma certeza nova, única: Que aos pouquinhos (afinal, lembrem-se, eu sou capricorniana, pessoa apegaaaaaada) eu vou me dar o direito de mudar de idéia, de não cumprir mais os planos só porque estavam planejados. De parar mais vezes.