27 dezembro, 2009

Um dia de insônia, achado no meio da limpeza de fim de ano...

Olha eu te amo tanto e você sabe...

... é assim. Cafona como uma música do Roberto Carlos. Por que esse negócio de amor já é meio cafona, e esse é pior ainda.
E você sabe, e eu sei que eu amo tanto que chega a doer um pouquinho. Mas é daquelas dores "gostosas", que eu fui deixando aqui, e cultivando todos os dias pra ela doer um pouco mais.
E você sabe, e todo mundo sabe, e eu sei... desde aquele bendito dia na piscina naquele ano que eu nem lembro mais qual era, que você veio chegando todo "homem da minha vida" com as suas tatuagens, e seu ódio por Legião Urbana (Quer alguém mais "homem da minha vida" que alguém da sua geração que odeia Legião?), e sua idade que eu achei sexy, suas piadas sem tanta graça que eram hilárias, sua voz meio estranha e sua coragem de mudar tudo já naquela altura do campeonato... E tem essa coisa de todo mundo te adorar, e o tanto de coincidências que aconteceram nas nossas vidas antes, e na "nossa vida" depois. E todas as minhas gafes que você, do alto do seu cavalheirismo, fingiu que nem percebeu. Você é mesmo um gentleman e acho que percebe que tem horas que fica difícil segurar tudo isso sozinha. Não cabe, transborda.
Mas esse "tudo isso" é tão meu, que dá pavor de dividir, embora você já saiba há um tempão, porque você, telepaticamente, sempre sabe o que eu sinto, o que eu preciso, como naquelas horas que você me dá aqueles abraços que me dão vontade de chorar de alívio e ficar presa ali dentro pra sempre.
E é tanto, que é melhor ficar subentendido mesmo, como naquela música (eu disse que esse treco de amor é meio cafona...). Porque eu quero te deixar aqui guardado comigo o tempo todo, levar você dentro da bolsa. Não importa se eu for casar e ter 3 filhos lindos com você, ou se eu só for ver você novamente daqui 15 anos, num encontro casual num restaurante ou num consultório médico. Eu sei que desse jeito, cafona, dolorido, eu tenho sempre uma versão de "você" aqui comigo, intacto, platônico. Mas meu. Pra sempre.

25 dezembro, 2009

Balanço geral

Teoricamente 2009 foi o ano mais perfeito dos últimos tempos.
Tudo que eu sempre materializei aconteceu, se concretizou, deu certo. Exceto no campo sentimental, mas esse eu já havia previsto que iria abdicar por um tempo, e assim o fiz.
Na prática, eu não sei até onde tudo foi perfeito. Nunca fiquei tão confusa, nunca tive tantas escolhas importantes, nunca fiquei tão nervosa, nem levei tantos projetos ao mesmo tempo. Caos total durante muitos meses.
E o pior, nunca tive tantas dúvidas. Se tudo o que eu quis aconteceu de um jeito ou de outro esse ano, porque eu ainda não sei se é tudo isso que eu quero mesmo?
Comecei um 2009 muito, mas muito diferente de como termino, e de como virá 2010. Talvez mais madura, talvez menos. A única coisa que posso afirmar, é que termino realizada, ao menos na teoria. Eu quis, eu consegui. Seja lá quais foram os efeitos depois, mas consegui.
Talvez eu comece um 2010 tentando ser mais tranquila, deixando a vida me levar... feliz e agradecendo, por tudo que Deus me deu, como na música...