26 julho, 2007

Se isso não é amor... o que mais pode ser?

... Já dizia o Jota Quest! Ok, amor é um nome muito pesado pra ser usado, até mesmo por mim, a mais passional, iludida e boba das criaturas. Seria melhor dizer "se isso não é paixonite, o que mais pode ser?", rsrs! Mas ia ficar feio e diferente da música. Enfim.
Mas que diabo de relação é essa? Eu te adoro, a gente conversa, ri, sai, eu te conto coisas que não contaria pra ninguém, ou melhor, só pros amigos gays! Você também me adora, se abre comigo, me diverte, conta seus planos, essas coisas todas que grandes amigos fazem. Mas tanto eu, quanto você, temos outros 'grandes amigos'... e algo de diferente acontece. Não sei bem onde, se no tratamento, se no carinho, se no cuidado... você sabe! Eu tava acostumada a disfarçar esse meu tratamento 'plus' pra você, mas e agora você resolveu fazer também!
Eu não entendo a tal da relação, essa amizade que eu adoro, mas com cuidados de namorado, e intimidade de 'amigo gay' (rs, sou recorrente nesse assunto né?!).
E ainda como diria o Flausino "Estou aprendendo também..."

25 julho, 2007

Passando do prazo

Tava ficando tudo certinho. A nossa distância tava fazendo eu pensar em outras coisas. Aí, só uma história mal colocada, fez com que eu ficasse nervosa de novo, a gente nunca prevê a atitude das pessoas, e as vezes elas podem fod*r tudo sem que a gente possa interferir. Mas quer saber? Eu não quero pensar nisso agora!!! Como diria o Zé Renato e sua sááábia filosofia "Pisou na merda, abre os dedos".

Tem feito um frio do cão, e chovido muito, o suficiente pra me deprimir, mesmo que eu não tivesse motivos... Essa coisa de férias+frio+chuva, na melhor das hipóteses, me rende uns quilos a mais.
Por incrível que pareça, não vejo a hora das férias acabarem. Já fiz uma quantidade razoável das coisas que eu tinha prometido resolver nas férias. Estou feliz, pois a minha 'bad' dos últimos dias está indo embora, estou voltando ao meu normal, vendo as coisas como elas realmente são, sem muita ilusão. Além disso, fiz bons contatos profissionais, e finalmente minha tatuagem, coisa que jurei que não ia deixar passar dessas férias. Ah! E não me 'isolei' das pessoas, como acontecem em algumas férias minhas... vi bastante gente, saí um número considerável de vezes, meus amigos me fizeram muuuuuuuuuuito bem.
Claro, não cumpri tudo que prometi, férias a partir de certo ponto, acabam comigo, pois fico mais preguiçosa e indisciplinada do que ja sou naturalmente, se é que isso é possível! Ou seja, fiz um monte de cagada nesses dias também. Muitas coisas adiadas, muitas fugas... da dieta, das obrigações, etc. Senão não seria eu!
Por isso meu desespero pelo fim das férias!!! Esse tempo de bosta, é um mega fator agravante, pra essa preguiça dominar meu ser, e eu não conseguir mais cumprir obrigação nenhuma! Algo me domina, quando eu vou ver, a merda já tá feita! Chega de férias antes que eu adquira dupla personalidade! E antes que eu perca o emprego, engorde 400kg, seja posta pra fora de casa... porque vontade mesmo... só de comer e dormir! Credo!

24 julho, 2007

Antonio Prata

Adoro crônicas, vez ou outra brinco de rascunhar alguma. Mas tô longe de prestar, quem sabe um dia.
Na minha "ronda" diária pelos blogs, cruzei com essa no blog do Antonio Prata (http://blogdoantonioprata.blogspot.com/), ao mesmo tempo tem tudo e nada a ver comigo agora. Mas isso não faz diferença, o que importa é que é bem bacana:
(tem uma muito boa dele no Blônicas hoje, mas resolvi diversificar um pouco a fonte, rsrs!)

O SALTO
(crônica para a revista Capricho)


A gente não tem como saber se vai dar certo. Talvez, lá adiante, haja uma mesa num restaurante, onde você mexerá o suco com o canudo, enquanto eu quebro uns palitos sobre o prato -- pequenas atividades às quais nos dedicaremos com inútil afinco, adiando o momento de dizer o que deve ser dito. Talvez, lá adiante: mas entre o silêncio que pode estar nos esperando então e o presente -- você acabou de sair da minha casa, seu cheiro ainda surge vez ou outra pelo quarto –, quem sabe não seremos felizes? Entre a concretude do beijo de cinco minutos atrás e a premonição do canudo girando no copo pode caber uma vida inteira. Ou duas.
Passos improvisados de tango e risadas, no corredor do meu apartamento. Uma festa cheia de amigos queridos, celebrando alguma coisa que não saberemos direito o que é, mas que deve ser celebrada. Abraços, borrachudos, a primeira visão de seu necessaire (para que tanto creme, meu Deus?!), respirações ofegantes, camarões, cafunés, banhos de mar – você me agarrando com as pernas e tapando o nariz, enquanto subimos e descemos com as ondas -- mãos dadas no cinema, uma poltrona verde e gorda comprada num antiquário, um tatu bola na grama de um sítio, algumas cidades domesticadas sob nossos pés, postais pregados com tachinhas no mural da cozinha e garrafas vazias num canto da área de serviço. Então, numa manhã, enquanto leio o jornal, te verei escovando os dentes e andando pela casa, dessa maneira aplicada e displicente que você tem de escovar os dentes e andar ao mesmo tempo e saberei, com a grandiosa certeza que surge das pequenas descobertas, que sou feliz.
Talvez, céus nublados e pancadas esparsas nos esperem mais adiante. Silêncios onde deveria haver palavras, palavras onde poderia haver carinho, batidas de frente, gritos até. Depois faremos as pazes. Ou não?
Tudo que sabemos agora é que eu te quero, você me quer e temos todo o tempo e o espaço diante de nossos narizes para fazer disso o melhor que pudermos. Se tivermos cuidado e sorte – sobretudo, talvez, sorte -- quem sabe, dê certo? Não é fácil. Tampouco impossível. E se existe essa centelha quase palpável, essa esperança intensa que chamamos de amor, então não há nada mais sensato a fazer do que soltarmos as mãos dos trapézios, perdermos a frágil segurança de nossas solidões e nos enlaçarmos em pleno ar. Talvez nos esborrachemos. Talvez saiamos voando.
Não temos como saber se vai dar certo -- o verdadeiro encontro só se dá ao tirarmos os pés do chão --, mas a vida não tem nenhum sentido se não for para dar o salto.

21 julho, 2007

Onde aperta o "off"?

Não ando na melhor das fases.
Estou numas de não conseguir me auto-controlar... uma coisa meio "anjinho X diabinho" falando na minha cabeça. Estabeleço um monte de coisas, e no dia seguinte descubro que não tenho "peito" (trocadilho infame no meu caso, eu sei) ou disposição suficiente pra cumprir as coisas. Mas tá errado! Eu sempre tive! What the hell?
E essa briga de anjo e diabo, que na verdade tá mais pra "Natane 30 anos X Natane 14 anos", deixa um conflito constante de escolha-conseqüência, vontade-responsabilidade e qualquer outra coisa do tipo na minha cabeça. Tem alguma entidade me dominando, pois nem tudo que eu tenho feito é realmente aquilo que eu gostaria/deveria fazer!
Tô louquinha! Me sentindo personagem de filme, aquelas bem problemáticas, que se apaixonam pela pessoa errada, fracassam no trabalho, rompem com a família... Mas no filme, um belo dia aparece um bofe novo, um emprego lindo e uma reconciliação e tudo fica bem.
No meu caso, enquanto eu espero meu bofe e meu emprego, fico louca, tomando atitudes erradas e me culpando depois, comendo igual uma porca, tomando remédio pra emagrecer, e arrasando na insônia... Dormir pra quê?
A cabeça ligadona, as responsabilidades, os erros, as escolhas, sempre devendo algo, sempre em falta com alguém, escolhendo as coisas erradas, as pessoas erradas, o coração descontrolado, a insegurança, a vontade de tomar atitudes, nem sempre a coragem... tô meio surtando, e não consigo nem relaxar um pouco, porque a cabeça simplesmente não para!!!
Aline Durel, eu quero uns 3 Lexotan's...

18 julho, 2007

Estado civil: S-O-L-T-E-I-R-A

Nessa vibe de 'amigos antigos', percebi que 99,9% deles estão namorando. Meus primos todos namoram, sério, aqueles de aaaanos mesmo. Se não namoram, já tiveram algum relacionamento longo. O mesmo vale pros amigos. Sobra um ou dois.
E eu não. Pois é, nunca namorei, nada de compromisso, relacionamento longo, conhecer família, nadinha! Ok, confesso que já quis, mas esse meu dedo podre, escolheu errado; ou o universo nunca conspirou pra que fosse a pessoa certa, no lugar certo, na hora certa; ou eu nunca parei pra pensar com carinho no assunto. Não sei, não tem resposta.
O fato é: depois de algum tempo, as pessoas cobram.
Na família, porque você é a única que nunca levou ninguém pro almoço dominical, porque você está ficando "velha" e não sai da gandaia, porque sua mãe não dorme a noite, achando que você está desprotegida. Seus amigos, saem todos de casalzinho e você lá ou se sujeita a ficar belíssima de 'vela', ou põe seu pijaminha simpático, vê o Jô e dorme. Coisa aliás que tende a aumentar conforme seus amigos acham legal sair de casalzinho, pois não tem graça ir pro fervo sozinha! Aí, você está automaticamente rotulada como 'a encalhada', que só trabalha, ou só estuda, e vai ser assim a vida toda, tadinha... Mas imagina que alguém vai comentar isso né... coitada, vamos abafar o caso. Mas... "a gente podia pensar em alguém pra apresentar pra ela né?Vai que dá certo!"... As pessoas ficam com dó! Pode ter sentimento pior, pode ter frase pior que "Tadinha..."
ODEIO "tadinha..."!!! ODEIO!
A questão é: e se eu não quero namorar? Juro, não quero agora, nem depois, nem daqui a pouco! Óbvio, que falo a curto prazo, não quero morrer sozinha, se bem que sou uma grande companhia a mim mesma, mas quero alguém sim. Mas... NÃO AGORA! Tá tudo bem do jeito que tá, sempre esteve, no geral. Também não estou dizendo que quero ficar largada. É bom alguém, um 'affair', uma ligação de vez em quando, uma pessoa pra pensar, um "belisco", um rolo, um "algo", pra esquentar um pouco a cabeça... e o coração. Mas isso precisa significar um namoro? Desses que todos cobram? De por foto no orkut, ficar babona, apresentar família? Se significar deixa quieto, que eu não quero! Não acho que eu vá ter paciência e tempo pra isso agora, pois tô concentrada em juntar histórias e conselhos do que "não fazer" pros meus netos...
Então, que fique claro, chega de "tadinha", eu QUERO estar solteira! Até que o próximo "amor da minha vida" apareça e me faça mudar de idéia, ok?!
Engraçado demais esse 'trem' de ver a vida de amigos antigos não? Tava aqui, fuçando na vida alheia de gente antiga no orkut... época de colégio.
Loucura né?! Ver pra onde foi, o que virou, o que sobrou de cada um na minha vida. Sinceramente, quase nada além de uma ou duas amizades com contato freqüente até hoje, umas promessas nunca cumpridas de sair pra tomar uma, por o papo em dia, essas coisas...
Tenho boas lembranças do tempo de escola... fiz maternal no Mackenzie (o bom filho a casa torna!), por isso acho engraçado e as vezes até emocionante ver algumas coisas do Campus da faculdade. Outro dia sozinha, quase chorei em pleno banheiro da piscina, lembrando daquela época, hahaha! Mack marcou!!!
Depois, mudei de escola, Pio X, onde fiquei quase até o colegial... Muito tempo, bastante história, as freiras, as professoras, os 'platônicos', a natação... mas pouquíssimas amizades que continuaram. Hoje as vezes encontro algumas pessoas, e me pergunto o que eu tinha na cabeça de ser amiga de gente tão "uó".
Terminei na Fieb, lugar pra onde eu relutei demais pra ir, mas que hoje não me arrependo nadinha vendo o povo do Pio. Jesus me chicoteie! Lá... muuuuuuitas histórias, uma adolescência "bem vivida, bem bebida (rs) e mal dormida", alguns amigos, muitos 'conhecidos', muitos churrasco, alguns porre, muitas risadas. Talvez pela própria fase da vida, tenha sido onde eu mais aproveitei. Outro dia tava comentando, que talvez essa minha 'velhice precoce', seja porque comecei a causar muito novinha, e causei messssmo!!! É a época onde eu mais me culpo de não conservar as amizades. Claro, sempre tem aquelas 3, 4 que você saí as vezes, que entendem do que passa atualmente na sua vida... mas boa parte das pessoas eu "perdi".
E saber como elas andam hoje em dia é muito engraçado. Eu com esse "instinto materno exacerbado", olho e fico tão "Nossa! Como vocês cresceram!!!", parece que só eu posso ficar velha, trabalhar, dirigir, ter responsabilidade, mudar... Eles deviam ser "minhas crianças" pra sempre! Tá errado isso!!! Rs!
Provavelmente ao final da faculdade o mesmo se repita, sobrem só "aquela meia dúzia", se bem que a nossa relação é tão diferente das minhas outras "salas" da vida, que vai saber né... vai que a gente continua namorando pra sempre?! Quarentões, tomando porre em churrasco, seria no mínimo engraçado!!!

14 julho, 2007

Sexta 13,

Que o blog vai publicar como sábado 14.
Ontem comentaram sobre a cara "confissões de adolescente" que o blog tá ficando, rs! Eu também acho, e de-tes-to. Mas ando com necessidade de desanuviar escrevendo, e sem a menor vontade de gastar neurônios fazendo textos bacanas. Então vão esses com cara de "meu querido diário..." mesmo. É o que tem!

Sexta feira 13. Não que eu seja de acreditar nessas coisas, mas hoje e os dias que antecederam estavam "osso"!!! Aliás, acho que hoje foi só o fechamento de uma seqüência de dias terríveis!
Tô numa puta bad desde a volta do Intermack, com vontade de 'me jogar do trio elétrico' (vide posts bem antigos), sumir, mandar todo mundo à merda, or something like this.
E olha que eu até tentei... tive um surto meio "Cris Nicolloti", e mandei umas coisas tomarem no cú. Assim, tudo muito bem pensado, de maneira que eu pudesse reverter. Coisa que saí correndo e fiz, assim que o surto passou. Sabia! Tem horas que eu detesto me conhecer muito bem. Mas tá certo, fui bela e responsável, e ainda posso tirar proveito disso futuramente.
Pra fechar a semana, acordei "com a macaca", aliás eu diria que acordei com o zoológico todo! Fui a um compromisso que só me fez passar nervoso, e me sentir despreparada, na frente daquele monte de gente formada, com pós, mestrado e o cacete... Mas eles tinham uma cara de "vaso" tão grande, que eu tenho certeza que trabalharia melhor que todos, só por ser um pouquinho mais viva que aquele bando de cones! Eu já tinha brigado em casa, já tava querendo atropelar as pessoas na rua, e me vem com essa? Pelamor!!!
A companhia da Camila aliviou um pouco minha revolta, tanto que ela foi comigo pro meu "ato transgressor" do dia, fazer uma tatuagem!!!!!!!!!!
Fiquei feliz, pois consegui cumprir a auto-promessa que desse mês não passaria. A decisão foi 'na loka', super do nada, mas foi ótimo! Tava adiando demais, e hoje parecia o dia mais que ideal! A dor foi suave, ficou uma graça! Agora estou na espera do quebra pau que vai rolar em casa, pois minha 'patroa' ainda não avistou as minhas três belíssimas estrelinhas!
Ainda assim, não supriu minha necessidade de cometer desvios de conduta, com a intenção de melhorar essa bad... O fim de semana tem churrasco em casa... onde eu pretendo ser normal, e no dia seguinte, uma vontade louca de morder a língua e se deixar influenciar por amigos perdidos, e fazer coisas perdidas...
Ai ai ai, se controla Dona Nat

13 julho, 2007

Xico é tudo!!!

UM GAY É TUDO NAS NUESTRAS VIDAS

Nada como um gay nas nossas pobres existências sobre a terra, essa passagenzinha de nada, velho e bom Allan Kardec, meu camarada.
Sim, um gay de verdade, com toda a sua riqueza & almodovares corazones.
Agora falando mais sério ainda: um gay é tudo em nossas pobres & toscas vidas.
Duas ou três coisas que deveríamos saber mesmo sobre eles: toda grande mulher tem um gay como principal e inseparável amigo; festa sem gay não decola, não emplaca, não orna; o mundo sem estas alegres criaturas seria chato pacas.
Festa sem gay não tem liga, nossas mulheres sem eles não são as mesmas malucas.
São sentenças bíblicas. Deveriam constar de lei federal, nas tábuas de Moisés, em todos os testamentos. Você já viu uma festa sem gay animada?
A pista não pega fogo, as mulheres não têm com quem tricotar sobre o modelito da perua de vermelho... Seja forró, o velho e flamejante roque, música eletrônica ou um sambinha esquema novo na laje da gostosa.
Seja em Nova York, Moça Bonita, Crato, Aratama, Floripa, seja ouvindo a Nhocuné Soul na vila homônina da ZL paulistana.
A mesma lição da festa perfeita vale para a amizade das nossas gazelas. Mulher sem um amigo gay nos arredores não tem graça. Com um gay como melhor amigo, ela fica mais inteligente, mais bem-humorada, mas faceira, acerta a roupa que veste, endoida o cabelo pra sair da rotina, melhora tudo, incluindo as filosofias e mumunhas de alcova.
E você, cabrón, enquanto a amada vai ver o filme-cabeça com a biba amiga, ainda pode ficar em casa curtindo tranqüilamente aquele Santos x São Paulo, aquele Sport x Corinthians, aquele Grêmio x Boca, aquele Fla X Galo, aquele Fogão x Goiás, aquele Icasa x Porto pela terceirona...
Ora, nada melhor para nos livrar daquele filme iraniano, paquistanês, taiwanês, tibetano...
Uma beleza, uma mão-na-roda essa parelha. Sem esquecer, claro, que você, cabrón, também terá um grande amigo, normalmente brilhante, para quebrar um pouco a rotina da testosterona à milanesa do boteco, pra sair um pouco daquela prosa oleosa de macho, saco.
E você ainda pode aquendá-lo, vez por outra, com uma graça do tipo “amigo gay para mim é homem eu só... ". Bem, deixa pra lá, meu bom rapaz, vou nessa, valeu, a gente se fala.



www.carapuceiro.zip.net

11 julho, 2007

Parabéns!

Seus planos estão dando certo!
Sim, porque eu sei que mesmo sem saber, você tem planos maléficos no seu sub-consciente, de tentar me enlouquecer, confundir minha cabeça, embaralhar meus sentimentos... Muito bom! Está conseguindo!!!
Eu não sei mais se quero ficar perto ou longe de você, se quero ser sua amiga, se quero te pedir em casamento. Você tem o dom de me fazer sentir amor e ódio ao mesmo tempo, alternar momentos em que te vejo como irmão e momentos onde quero te atacar loucamente.
Realmente tem horas que a gente tem tudo a ver... gostamos das mesmas coisas, temos os mesmos objetivos, histórias parecidas, histórias em comum, coincidências das mais variadas... até detestamos as mesmas coisas! As nossas conversas são boas e longas, damos muita risada juntos.
Quem vê de fora, acha a gente perfeito! Tem horas que eu também acho... Começo a imaginar como seria... Depois, acho melhor não, afinal é tão legal do jeito que é, que poderia estragar tudo depois. Gosto das coisas como são, me divirto pelo menos, e sei que você também gosta. É legal se sentir querida.
Suas atitudes me confundem, me fazem as vezes que é sério, que é coisa da minha cabeça, que é tesão, que é brincadeira sua, que é pra sempre... cada hora uma coisa. Você poderia ser mais claro não? Mas acho que você vê graça exatamente nisso, em jogar comigo...
O que me fod* é gostar demais de você, não no sentido 'homem e mulher' da coisa, mas de você como amigo, como pessoa. Não quero correr o risco de ter ver longe, independente do "cargo" que você tenha na minha vida. Isso causa essa confusão mental toda... esse medo de fazer alguma cagada que possa te afastar, junto com esse seu "morde-assopra" comigo, estão indo direto ao objetivo: me deixar louca!
Eu me conheço, e sei que essa 'mini-bad' toda vai passar logo, é só uma crise e vamos continuar nesse chove não molha divertido que sempre foi... o importante é você perto.
Feriadinho mackenzista, viagem, jogos de faculdade.
Foi ótimo, tô ficando meio velha pra esse negócio de causar muito, tomar muito porre tudo e tal.
Mas a vibe que eu tava também era bem gostosinha. Grandes amigos, boas risadas, conversas como 'amigos de longa data', um empréstimo fabuloso de colchão, alergia, cerveja, tpm, caminhadas pra comer, mais risadas, táxis, baladinha, cervejada, música, sono atrasado, voz rouca hoje, alguns dias 'desligada'... foi tudo muito bem. Apenas alguns momentos de confusão mental, graças á uma puta amizade, que é boa, mas me dá ódio as vezes. Bom, isso não vem ao caso...
Agora é hora de voltar, programar a diversão nas férias, e correr atras das coisas. Alguns projetos, e uma luta contra a preguiça... trabalhar é preciso!!!

04 julho, 2007

5 anos...

Dia 5, 5 anos...
Na verdade não lembro muito bem da noite do dia 4 de julho de 2002... lembro sim da manhã... eu tinha acabado de voltar de férias, minha mãe estava quase boa da cirurgia... tava tudo aparentemente bem. E de repente eu me vi na sala de espera de um hospital, meio de pijama ainda, de óculos escuros marrom, chorando... chorando muito. Sou péssima pra essas coisas de doença na família... sempre procurei fugir, e voltar só quando estivesse tudo bem. Mas daquela vez não dava... as coisas aconteceram em cima de mim, literalmente. Acho que chorei tanto durante o dia, que a noite minha memória deletou. Provavelmente eu dormi na casa da minha tia, com a Camila, minha prima, fiel escudeira e sempre minha distração nesses momentos fodas...
O dia 5 eu lembro quase tudo... visitamo-os de manhã... foi uma sensação estranha, tava feio de olhar. Saí literalmente sem saber o que achava melhor. Fomos pra casa da minha avó, almoçamos. Logo após, a gente ainda tava na mesa, tocou o telefone. Aí nem precisava muita explicação, era tão óbvia aquela ligação... Parece que tava só esperando a nossa visita de manhã. Saí na área da casa, sentei, e fazer o quê? E pensar o quê? Dessa parte em diante tem um pequeno "apagão", rs. Depois lembro da lanchonete do hospital, e eu ligando pra Lays pra avisar, mas ela não estava, lembro do carro da minha tia, no caminho pro cemitério, lembro da minha indignação (¬¬) ao ser perguntada se queria escolher caixão (pode?!!!), lembro do único momento que vi a Camila chorar por algo realmente relevante, lembro do nosso diálogo tão sincero, tão cúmplice... Acho que de alguma forma ela o tinha como pai também, afinal, era seu padrinho. Lembro da noite mal dormida, o único momento que eu realmente desabei, sozinha (claro, rs, senão não seria eu). O dia 6 também tenho algumas "fotos" na memória... a ligação da Lays, a minha tia semi-desmaiando (ai... que uó! ¬¬), eu me mantendo afastada o máximo possível do velório, indo me distrair com pessoas engraçadas, o enterro em si, que vi sozinha e meio de longe... As coisas que uma amiga espírita disse, no único momento que me aproximei, e me arrancam lágrimas até hoje, aquilo foi a sensação mais louca de toda a minha vida, porque só nós três (eu, ele e minha mãe) sabíamos daquilo que ela falava... e só!
Não lembro nada sobre a minha mãe, não faço idéia de como foram esses dias pra ela... Quanto a mim, me orgulho da minha postura na época, e até hoje... Acho que nunca "sofriiiiiii", sabe? Porque sei que no fundo as coisas aconteceram da maneira certa, sei que talvez o sofrimento fosse muito maior se ele estivesse aqui agora, pois as coisas estariam muuuuuito diferentes da minha atual realidade. Me orgulho da força que tive e tenho, e de toda a maturidade que ganhei com isso tudo...
Sei também que ele se orgulha da minha postura também, afinal, alguém que lutou a vida toda pra me dar tudo e me ver feliz, não ia curtir ver meu sofrimento logo por sua causa! Além do mais, esse negócio de ser forte, e só fraquejar sozinha nas noites de insônia é hereditário, né?!
E assim completam 5 anos... que as vezes parecem ter passado rápido, as vezes parecem ser 10, 20, 50... e a saudade sempre bate, mas a vida continua.

03 julho, 2007

Pit Stop

Essa semana é aquela de reorganizar as coisas, por o sono em dia, pra continuar a pauleira...
Fim de semana foi bem legal, bem dentro do esperado. Sexta ótima pizza, com ótimos amigos, e um novidade surpreendente... Mas que confirma a tradição de que 'o proibido é mais gostoso'... agora que tá "permitido" eu tô meio desencantada... Mas o futuro a Deus pertence!!!
Sábado e domingo de trabalho louuuuco no WS, ninguém subiu e desceu tanto a rampa daquele ginásio como eu!!! Haja perna! Haja número pra contar aquele tanto de gente! Mas foi um evento lindo, e tem um grande valor "emocional" pra mim... Fora que é ótimo, porque a gente mata saudades de um monte de gente querida... E eu me divirto horrores com os meninos, dormimos todos juntos (ou melhor, eles dormem e roncam, eu fico acordada), rimos, aproveitamos, afinal é só de 3 em 3 meses...
Mas cansou hein?! Me dei o direito de dormir o dia todo ontem, estou nova... agora planejando a viagem do feriado, que vai ser só fervo também! Rezando pra que eu não esqueça de levar minha compostura na mala, e use-a lá!!!
Assim, os dias passam mais rápido, eu continuo fazendo cara de paisagem pros problemas e pras encheções de saco que rodeiam o meu dia-a-dia... TÔ BOA!