09 outubro, 2010

Onde vende esse remédio que faz a gente parar de inventar pessoas e guardá-las dentro, só pelo prazer de ter um choque de realidade?
Não, não era como eu pensei. Mas eu sempre soube que não. Então porque essa mente criativa insiste em ver fantasmas do que eu queria que fosse?
É possível a necessidade de um psiquiatra, pois é quase esquizofrênico. Saber que algo não existe. E saber mesmo, por fatos e dados, como diriam lá na metanóia. E mesmo assim ter em mente algo que eu criei só pra mim e não é de carne e osso. E aí dá raiva disso não existir e eu ju-rar que existe. E tristeza. Por que é triste essa vontade de vomitar o nada de tanta raiva de mim. Essa coisa de querer sair pra rua e de querer ficar escondida debaixo da cama, tudo ao mesmo tempo, porque o mundo não acontece como eu quero. E de me culpar por toda ação e achar que é tudo culpa minha. Das coisas serem assim não é, pois as coisas são assim. Mas de eu inventar tudo, é. Que ódio.