25 julho, 2007

Passando do prazo

Tava ficando tudo certinho. A nossa distância tava fazendo eu pensar em outras coisas. Aí, só uma história mal colocada, fez com que eu ficasse nervosa de novo, a gente nunca prevê a atitude das pessoas, e as vezes elas podem fod*r tudo sem que a gente possa interferir. Mas quer saber? Eu não quero pensar nisso agora!!! Como diria o Zé Renato e sua sááábia filosofia "Pisou na merda, abre os dedos".

Tem feito um frio do cão, e chovido muito, o suficiente pra me deprimir, mesmo que eu não tivesse motivos... Essa coisa de férias+frio+chuva, na melhor das hipóteses, me rende uns quilos a mais.
Por incrível que pareça, não vejo a hora das férias acabarem. Já fiz uma quantidade razoável das coisas que eu tinha prometido resolver nas férias. Estou feliz, pois a minha 'bad' dos últimos dias está indo embora, estou voltando ao meu normal, vendo as coisas como elas realmente são, sem muita ilusão. Além disso, fiz bons contatos profissionais, e finalmente minha tatuagem, coisa que jurei que não ia deixar passar dessas férias. Ah! E não me 'isolei' das pessoas, como acontecem em algumas férias minhas... vi bastante gente, saí um número considerável de vezes, meus amigos me fizeram muuuuuuuuuuito bem.
Claro, não cumpri tudo que prometi, férias a partir de certo ponto, acabam comigo, pois fico mais preguiçosa e indisciplinada do que ja sou naturalmente, se é que isso é possível! Ou seja, fiz um monte de cagada nesses dias também. Muitas coisas adiadas, muitas fugas... da dieta, das obrigações, etc. Senão não seria eu!
Por isso meu desespero pelo fim das férias!!! Esse tempo de bosta, é um mega fator agravante, pra essa preguiça dominar meu ser, e eu não conseguir mais cumprir obrigação nenhuma! Algo me domina, quando eu vou ver, a merda já tá feita! Chega de férias antes que eu adquira dupla personalidade! E antes que eu perca o emprego, engorde 400kg, seja posta pra fora de casa... porque vontade mesmo... só de comer e dormir! Credo!

24 julho, 2007

Antonio Prata

Adoro crônicas, vez ou outra brinco de rascunhar alguma. Mas tô longe de prestar, quem sabe um dia.
Na minha "ronda" diária pelos blogs, cruzei com essa no blog do Antonio Prata (http://blogdoantonioprata.blogspot.com/), ao mesmo tempo tem tudo e nada a ver comigo agora. Mas isso não faz diferença, o que importa é que é bem bacana:
(tem uma muito boa dele no Blônicas hoje, mas resolvi diversificar um pouco a fonte, rsrs!)

O SALTO
(crônica para a revista Capricho)


A gente não tem como saber se vai dar certo. Talvez, lá adiante, haja uma mesa num restaurante, onde você mexerá o suco com o canudo, enquanto eu quebro uns palitos sobre o prato -- pequenas atividades às quais nos dedicaremos com inútil afinco, adiando o momento de dizer o que deve ser dito. Talvez, lá adiante: mas entre o silêncio que pode estar nos esperando então e o presente -- você acabou de sair da minha casa, seu cheiro ainda surge vez ou outra pelo quarto –, quem sabe não seremos felizes? Entre a concretude do beijo de cinco minutos atrás e a premonição do canudo girando no copo pode caber uma vida inteira. Ou duas.
Passos improvisados de tango e risadas, no corredor do meu apartamento. Uma festa cheia de amigos queridos, celebrando alguma coisa que não saberemos direito o que é, mas que deve ser celebrada. Abraços, borrachudos, a primeira visão de seu necessaire (para que tanto creme, meu Deus?!), respirações ofegantes, camarões, cafunés, banhos de mar – você me agarrando com as pernas e tapando o nariz, enquanto subimos e descemos com as ondas -- mãos dadas no cinema, uma poltrona verde e gorda comprada num antiquário, um tatu bola na grama de um sítio, algumas cidades domesticadas sob nossos pés, postais pregados com tachinhas no mural da cozinha e garrafas vazias num canto da área de serviço. Então, numa manhã, enquanto leio o jornal, te verei escovando os dentes e andando pela casa, dessa maneira aplicada e displicente que você tem de escovar os dentes e andar ao mesmo tempo e saberei, com a grandiosa certeza que surge das pequenas descobertas, que sou feliz.
Talvez, céus nublados e pancadas esparsas nos esperem mais adiante. Silêncios onde deveria haver palavras, palavras onde poderia haver carinho, batidas de frente, gritos até. Depois faremos as pazes. Ou não?
Tudo que sabemos agora é que eu te quero, você me quer e temos todo o tempo e o espaço diante de nossos narizes para fazer disso o melhor que pudermos. Se tivermos cuidado e sorte – sobretudo, talvez, sorte -- quem sabe, dê certo? Não é fácil. Tampouco impossível. E se existe essa centelha quase palpável, essa esperança intensa que chamamos de amor, então não há nada mais sensato a fazer do que soltarmos as mãos dos trapézios, perdermos a frágil segurança de nossas solidões e nos enlaçarmos em pleno ar. Talvez nos esborrachemos. Talvez saiamos voando.
Não temos como saber se vai dar certo -- o verdadeiro encontro só se dá ao tirarmos os pés do chão --, mas a vida não tem nenhum sentido se não for para dar o salto.

21 julho, 2007

Onde aperta o "off"?

Não ando na melhor das fases.
Estou numas de não conseguir me auto-controlar... uma coisa meio "anjinho X diabinho" falando na minha cabeça. Estabeleço um monte de coisas, e no dia seguinte descubro que não tenho "peito" (trocadilho infame no meu caso, eu sei) ou disposição suficiente pra cumprir as coisas. Mas tá errado! Eu sempre tive! What the hell?
E essa briga de anjo e diabo, que na verdade tá mais pra "Natane 30 anos X Natane 14 anos", deixa um conflito constante de escolha-conseqüência, vontade-responsabilidade e qualquer outra coisa do tipo na minha cabeça. Tem alguma entidade me dominando, pois nem tudo que eu tenho feito é realmente aquilo que eu gostaria/deveria fazer!
Tô louquinha! Me sentindo personagem de filme, aquelas bem problemáticas, que se apaixonam pela pessoa errada, fracassam no trabalho, rompem com a família... Mas no filme, um belo dia aparece um bofe novo, um emprego lindo e uma reconciliação e tudo fica bem.
No meu caso, enquanto eu espero meu bofe e meu emprego, fico louca, tomando atitudes erradas e me culpando depois, comendo igual uma porca, tomando remédio pra emagrecer, e arrasando na insônia... Dormir pra quê?
A cabeça ligadona, as responsabilidades, os erros, as escolhas, sempre devendo algo, sempre em falta com alguém, escolhendo as coisas erradas, as pessoas erradas, o coração descontrolado, a insegurança, a vontade de tomar atitudes, nem sempre a coragem... tô meio surtando, e não consigo nem relaxar um pouco, porque a cabeça simplesmente não para!!!
Aline Durel, eu quero uns 3 Lexotan's...

18 julho, 2007

Estado civil: S-O-L-T-E-I-R-A

Nessa vibe de 'amigos antigos', percebi que 99,9% deles estão namorando. Meus primos todos namoram, sério, aqueles de aaaanos mesmo. Se não namoram, já tiveram algum relacionamento longo. O mesmo vale pros amigos. Sobra um ou dois.
E eu não. Pois é, nunca namorei, nada de compromisso, relacionamento longo, conhecer família, nadinha! Ok, confesso que já quis, mas esse meu dedo podre, escolheu errado; ou o universo nunca conspirou pra que fosse a pessoa certa, no lugar certo, na hora certa; ou eu nunca parei pra pensar com carinho no assunto. Não sei, não tem resposta.
O fato é: depois de algum tempo, as pessoas cobram.
Na família, porque você é a única que nunca levou ninguém pro almoço dominical, porque você está ficando "velha" e não sai da gandaia, porque sua mãe não dorme a noite, achando que você está desprotegida. Seus amigos, saem todos de casalzinho e você lá ou se sujeita a ficar belíssima de 'vela', ou põe seu pijaminha simpático, vê o Jô e dorme. Coisa aliás que tende a aumentar conforme seus amigos acham legal sair de casalzinho, pois não tem graça ir pro fervo sozinha! Aí, você está automaticamente rotulada como 'a encalhada', que só trabalha, ou só estuda, e vai ser assim a vida toda, tadinha... Mas imagina que alguém vai comentar isso né... coitada, vamos abafar o caso. Mas... "a gente podia pensar em alguém pra apresentar pra ela né?Vai que dá certo!"... As pessoas ficam com dó! Pode ter sentimento pior, pode ter frase pior que "Tadinha..."
ODEIO "tadinha..."!!! ODEIO!
A questão é: e se eu não quero namorar? Juro, não quero agora, nem depois, nem daqui a pouco! Óbvio, que falo a curto prazo, não quero morrer sozinha, se bem que sou uma grande companhia a mim mesma, mas quero alguém sim. Mas... NÃO AGORA! Tá tudo bem do jeito que tá, sempre esteve, no geral. Também não estou dizendo que quero ficar largada. É bom alguém, um 'affair', uma ligação de vez em quando, uma pessoa pra pensar, um "belisco", um rolo, um "algo", pra esquentar um pouco a cabeça... e o coração. Mas isso precisa significar um namoro? Desses que todos cobram? De por foto no orkut, ficar babona, apresentar família? Se significar deixa quieto, que eu não quero! Não acho que eu vá ter paciência e tempo pra isso agora, pois tô concentrada em juntar histórias e conselhos do que "não fazer" pros meus netos...
Então, que fique claro, chega de "tadinha", eu QUERO estar solteira! Até que o próximo "amor da minha vida" apareça e me faça mudar de idéia, ok?!
Engraçado demais esse 'trem' de ver a vida de amigos antigos não? Tava aqui, fuçando na vida alheia de gente antiga no orkut... época de colégio.
Loucura né?! Ver pra onde foi, o que virou, o que sobrou de cada um na minha vida. Sinceramente, quase nada além de uma ou duas amizades com contato freqüente até hoje, umas promessas nunca cumpridas de sair pra tomar uma, por o papo em dia, essas coisas...
Tenho boas lembranças do tempo de escola... fiz maternal no Mackenzie (o bom filho a casa torna!), por isso acho engraçado e as vezes até emocionante ver algumas coisas do Campus da faculdade. Outro dia sozinha, quase chorei em pleno banheiro da piscina, lembrando daquela época, hahaha! Mack marcou!!!
Depois, mudei de escola, Pio X, onde fiquei quase até o colegial... Muito tempo, bastante história, as freiras, as professoras, os 'platônicos', a natação... mas pouquíssimas amizades que continuaram. Hoje as vezes encontro algumas pessoas, e me pergunto o que eu tinha na cabeça de ser amiga de gente tão "uó".
Terminei na Fieb, lugar pra onde eu relutei demais pra ir, mas que hoje não me arrependo nadinha vendo o povo do Pio. Jesus me chicoteie! Lá... muuuuuuitas histórias, uma adolescência "bem vivida, bem bebida (rs) e mal dormida", alguns amigos, muitos 'conhecidos', muitos churrasco, alguns porre, muitas risadas. Talvez pela própria fase da vida, tenha sido onde eu mais aproveitei. Outro dia tava comentando, que talvez essa minha 'velhice precoce', seja porque comecei a causar muito novinha, e causei messssmo!!! É a época onde eu mais me culpo de não conservar as amizades. Claro, sempre tem aquelas 3, 4 que você saí as vezes, que entendem do que passa atualmente na sua vida... mas boa parte das pessoas eu "perdi".
E saber como elas andam hoje em dia é muito engraçado. Eu com esse "instinto materno exacerbado", olho e fico tão "Nossa! Como vocês cresceram!!!", parece que só eu posso ficar velha, trabalhar, dirigir, ter responsabilidade, mudar... Eles deviam ser "minhas crianças" pra sempre! Tá errado isso!!! Rs!
Provavelmente ao final da faculdade o mesmo se repita, sobrem só "aquela meia dúzia", se bem que a nossa relação é tão diferente das minhas outras "salas" da vida, que vai saber né... vai que a gente continua namorando pra sempre?! Quarentões, tomando porre em churrasco, seria no mínimo engraçado!!!

14 julho, 2007

Sexta 13,

Que o blog vai publicar como sábado 14.
Ontem comentaram sobre a cara "confissões de adolescente" que o blog tá ficando, rs! Eu também acho, e de-tes-to. Mas ando com necessidade de desanuviar escrevendo, e sem a menor vontade de gastar neurônios fazendo textos bacanas. Então vão esses com cara de "meu querido diário..." mesmo. É o que tem!

Sexta feira 13. Não que eu seja de acreditar nessas coisas, mas hoje e os dias que antecederam estavam "osso"!!! Aliás, acho que hoje foi só o fechamento de uma seqüência de dias terríveis!
Tô numa puta bad desde a volta do Intermack, com vontade de 'me jogar do trio elétrico' (vide posts bem antigos), sumir, mandar todo mundo à merda, or something like this.
E olha que eu até tentei... tive um surto meio "Cris Nicolloti", e mandei umas coisas tomarem no cú. Assim, tudo muito bem pensado, de maneira que eu pudesse reverter. Coisa que saí correndo e fiz, assim que o surto passou. Sabia! Tem horas que eu detesto me conhecer muito bem. Mas tá certo, fui bela e responsável, e ainda posso tirar proveito disso futuramente.
Pra fechar a semana, acordei "com a macaca", aliás eu diria que acordei com o zoológico todo! Fui a um compromisso que só me fez passar nervoso, e me sentir despreparada, na frente daquele monte de gente formada, com pós, mestrado e o cacete... Mas eles tinham uma cara de "vaso" tão grande, que eu tenho certeza que trabalharia melhor que todos, só por ser um pouquinho mais viva que aquele bando de cones! Eu já tinha brigado em casa, já tava querendo atropelar as pessoas na rua, e me vem com essa? Pelamor!!!
A companhia da Camila aliviou um pouco minha revolta, tanto que ela foi comigo pro meu "ato transgressor" do dia, fazer uma tatuagem!!!!!!!!!!
Fiquei feliz, pois consegui cumprir a auto-promessa que desse mês não passaria. A decisão foi 'na loka', super do nada, mas foi ótimo! Tava adiando demais, e hoje parecia o dia mais que ideal! A dor foi suave, ficou uma graça! Agora estou na espera do quebra pau que vai rolar em casa, pois minha 'patroa' ainda não avistou as minhas três belíssimas estrelinhas!
Ainda assim, não supriu minha necessidade de cometer desvios de conduta, com a intenção de melhorar essa bad... O fim de semana tem churrasco em casa... onde eu pretendo ser normal, e no dia seguinte, uma vontade louca de morder a língua e se deixar influenciar por amigos perdidos, e fazer coisas perdidas...
Ai ai ai, se controla Dona Nat

13 julho, 2007

Xico é tudo!!!

UM GAY É TUDO NAS NUESTRAS VIDAS

Nada como um gay nas nossas pobres existências sobre a terra, essa passagenzinha de nada, velho e bom Allan Kardec, meu camarada.
Sim, um gay de verdade, com toda a sua riqueza & almodovares corazones.
Agora falando mais sério ainda: um gay é tudo em nossas pobres & toscas vidas.
Duas ou três coisas que deveríamos saber mesmo sobre eles: toda grande mulher tem um gay como principal e inseparável amigo; festa sem gay não decola, não emplaca, não orna; o mundo sem estas alegres criaturas seria chato pacas.
Festa sem gay não tem liga, nossas mulheres sem eles não são as mesmas malucas.
São sentenças bíblicas. Deveriam constar de lei federal, nas tábuas de Moisés, em todos os testamentos. Você já viu uma festa sem gay animada?
A pista não pega fogo, as mulheres não têm com quem tricotar sobre o modelito da perua de vermelho... Seja forró, o velho e flamejante roque, música eletrônica ou um sambinha esquema novo na laje da gostosa.
Seja em Nova York, Moça Bonita, Crato, Aratama, Floripa, seja ouvindo a Nhocuné Soul na vila homônina da ZL paulistana.
A mesma lição da festa perfeita vale para a amizade das nossas gazelas. Mulher sem um amigo gay nos arredores não tem graça. Com um gay como melhor amigo, ela fica mais inteligente, mais bem-humorada, mas faceira, acerta a roupa que veste, endoida o cabelo pra sair da rotina, melhora tudo, incluindo as filosofias e mumunhas de alcova.
E você, cabrón, enquanto a amada vai ver o filme-cabeça com a biba amiga, ainda pode ficar em casa curtindo tranqüilamente aquele Santos x São Paulo, aquele Sport x Corinthians, aquele Grêmio x Boca, aquele Fla X Galo, aquele Fogão x Goiás, aquele Icasa x Porto pela terceirona...
Ora, nada melhor para nos livrar daquele filme iraniano, paquistanês, taiwanês, tibetano...
Uma beleza, uma mão-na-roda essa parelha. Sem esquecer, claro, que você, cabrón, também terá um grande amigo, normalmente brilhante, para quebrar um pouco a rotina da testosterona à milanesa do boteco, pra sair um pouco daquela prosa oleosa de macho, saco.
E você ainda pode aquendá-lo, vez por outra, com uma graça do tipo “amigo gay para mim é homem eu só... ". Bem, deixa pra lá, meu bom rapaz, vou nessa, valeu, a gente se fala.



www.carapuceiro.zip.net

11 julho, 2007

Parabéns!

Seus planos estão dando certo!
Sim, porque eu sei que mesmo sem saber, você tem planos maléficos no seu sub-consciente, de tentar me enlouquecer, confundir minha cabeça, embaralhar meus sentimentos... Muito bom! Está conseguindo!!!
Eu não sei mais se quero ficar perto ou longe de você, se quero ser sua amiga, se quero te pedir em casamento. Você tem o dom de me fazer sentir amor e ódio ao mesmo tempo, alternar momentos em que te vejo como irmão e momentos onde quero te atacar loucamente.
Realmente tem horas que a gente tem tudo a ver... gostamos das mesmas coisas, temos os mesmos objetivos, histórias parecidas, histórias em comum, coincidências das mais variadas... até detestamos as mesmas coisas! As nossas conversas são boas e longas, damos muita risada juntos.
Quem vê de fora, acha a gente perfeito! Tem horas que eu também acho... Começo a imaginar como seria... Depois, acho melhor não, afinal é tão legal do jeito que é, que poderia estragar tudo depois. Gosto das coisas como são, me divirto pelo menos, e sei que você também gosta. É legal se sentir querida.
Suas atitudes me confundem, me fazem as vezes que é sério, que é coisa da minha cabeça, que é tesão, que é brincadeira sua, que é pra sempre... cada hora uma coisa. Você poderia ser mais claro não? Mas acho que você vê graça exatamente nisso, em jogar comigo...
O que me fod* é gostar demais de você, não no sentido 'homem e mulher' da coisa, mas de você como amigo, como pessoa. Não quero correr o risco de ter ver longe, independente do "cargo" que você tenha na minha vida. Isso causa essa confusão mental toda... esse medo de fazer alguma cagada que possa te afastar, junto com esse seu "morde-assopra" comigo, estão indo direto ao objetivo: me deixar louca!
Eu me conheço, e sei que essa 'mini-bad' toda vai passar logo, é só uma crise e vamos continuar nesse chove não molha divertido que sempre foi... o importante é você perto.
Feriadinho mackenzista, viagem, jogos de faculdade.
Foi ótimo, tô ficando meio velha pra esse negócio de causar muito, tomar muito porre tudo e tal.
Mas a vibe que eu tava também era bem gostosinha. Grandes amigos, boas risadas, conversas como 'amigos de longa data', um empréstimo fabuloso de colchão, alergia, cerveja, tpm, caminhadas pra comer, mais risadas, táxis, baladinha, cervejada, música, sono atrasado, voz rouca hoje, alguns dias 'desligada'... foi tudo muito bem. Apenas alguns momentos de confusão mental, graças á uma puta amizade, que é boa, mas me dá ódio as vezes. Bom, isso não vem ao caso...
Agora é hora de voltar, programar a diversão nas férias, e correr atras das coisas. Alguns projetos, e uma luta contra a preguiça... trabalhar é preciso!!!

04 julho, 2007

5 anos...

Dia 5, 5 anos...
Na verdade não lembro muito bem da noite do dia 4 de julho de 2002... lembro sim da manhã... eu tinha acabado de voltar de férias, minha mãe estava quase boa da cirurgia... tava tudo aparentemente bem. E de repente eu me vi na sala de espera de um hospital, meio de pijama ainda, de óculos escuros marrom, chorando... chorando muito. Sou péssima pra essas coisas de doença na família... sempre procurei fugir, e voltar só quando estivesse tudo bem. Mas daquela vez não dava... as coisas aconteceram em cima de mim, literalmente. Acho que chorei tanto durante o dia, que a noite minha memória deletou. Provavelmente eu dormi na casa da minha tia, com a Camila, minha prima, fiel escudeira e sempre minha distração nesses momentos fodas...
O dia 5 eu lembro quase tudo... visitamo-os de manhã... foi uma sensação estranha, tava feio de olhar. Saí literalmente sem saber o que achava melhor. Fomos pra casa da minha avó, almoçamos. Logo após, a gente ainda tava na mesa, tocou o telefone. Aí nem precisava muita explicação, era tão óbvia aquela ligação... Parece que tava só esperando a nossa visita de manhã. Saí na área da casa, sentei, e fazer o quê? E pensar o quê? Dessa parte em diante tem um pequeno "apagão", rs. Depois lembro da lanchonete do hospital, e eu ligando pra Lays pra avisar, mas ela não estava, lembro do carro da minha tia, no caminho pro cemitério, lembro da minha indignação (¬¬) ao ser perguntada se queria escolher caixão (pode?!!!), lembro do único momento que vi a Camila chorar por algo realmente relevante, lembro do nosso diálogo tão sincero, tão cúmplice... Acho que de alguma forma ela o tinha como pai também, afinal, era seu padrinho. Lembro da noite mal dormida, o único momento que eu realmente desabei, sozinha (claro, rs, senão não seria eu). O dia 6 também tenho algumas "fotos" na memória... a ligação da Lays, a minha tia semi-desmaiando (ai... que uó! ¬¬), eu me mantendo afastada o máximo possível do velório, indo me distrair com pessoas engraçadas, o enterro em si, que vi sozinha e meio de longe... As coisas que uma amiga espírita disse, no único momento que me aproximei, e me arrancam lágrimas até hoje, aquilo foi a sensação mais louca de toda a minha vida, porque só nós três (eu, ele e minha mãe) sabíamos daquilo que ela falava... e só!
Não lembro nada sobre a minha mãe, não faço idéia de como foram esses dias pra ela... Quanto a mim, me orgulho da minha postura na época, e até hoje... Acho que nunca "sofriiiiiii", sabe? Porque sei que no fundo as coisas aconteceram da maneira certa, sei que talvez o sofrimento fosse muito maior se ele estivesse aqui agora, pois as coisas estariam muuuuuito diferentes da minha atual realidade. Me orgulho da força que tive e tenho, e de toda a maturidade que ganhei com isso tudo...
Sei também que ele se orgulha da minha postura também, afinal, alguém que lutou a vida toda pra me dar tudo e me ver feliz, não ia curtir ver meu sofrimento logo por sua causa! Além do mais, esse negócio de ser forte, e só fraquejar sozinha nas noites de insônia é hereditário, né?!
E assim completam 5 anos... que as vezes parecem ter passado rápido, as vezes parecem ser 10, 20, 50... e a saudade sempre bate, mas a vida continua.

03 julho, 2007

Pit Stop

Essa semana é aquela de reorganizar as coisas, por o sono em dia, pra continuar a pauleira...
Fim de semana foi bem legal, bem dentro do esperado. Sexta ótima pizza, com ótimos amigos, e um novidade surpreendente... Mas que confirma a tradição de que 'o proibido é mais gostoso'... agora que tá "permitido" eu tô meio desencantada... Mas o futuro a Deus pertence!!!
Sábado e domingo de trabalho louuuuco no WS, ninguém subiu e desceu tanto a rampa daquele ginásio como eu!!! Haja perna! Haja número pra contar aquele tanto de gente! Mas foi um evento lindo, e tem um grande valor "emocional" pra mim... Fora que é ótimo, porque a gente mata saudades de um monte de gente querida... E eu me divirto horrores com os meninos, dormimos todos juntos (ou melhor, eles dormem e roncam, eu fico acordada), rimos, aproveitamos, afinal é só de 3 em 3 meses...
Mas cansou hein?! Me dei o direito de dormir o dia todo ontem, estou nova... agora planejando a viagem do feriado, que vai ser só fervo também! Rezando pra que eu não esqueça de levar minha compostura na mala, e use-a lá!!!
Assim, os dias passam mais rápido, eu continuo fazendo cara de paisagem pros problemas e pras encheções de saco que rodeiam o meu dia-a-dia... TÔ BOA!

26 junho, 2007

Animação!

Sim, estou empolgada! Dias legais possivelmente legais se aproximando!
Eu fico extremamente ansiosa, planejando tudo, arrumando, correndo atrás, é legal! Talvez na hora H as coisas nem sejam tão boas, ou não aconteçam como planejado. Mas esse clima de preparação é gostoso... Dá pra 'tapear' o ócio de férias desempregada...
Dá também pra abafar os problemas e ficar bem. Estou feliz esses dias... fazendo questão de ignorar o que me chateia, e sem a menor paciência de escutar problemas alheios... Aliás, acho isso um defeito em mim, me torna uma amiga nem tão boa... mas eu não dou trabalho pra quase ninguém... por isso não quero trabalho pra mim, certo?!
De resto, ainda tô brigando com a minha indisciplina, meu sono, minha fome, minha preguiça... mas não está mais me chateando tanto... tô naquela fase "o importante é ter saúde", sabe? Pelo menos até a próxima Tpm chegar, rs!

24 junho, 2007

Strange feeling

Sempre tem algum momento, onde nos vemos obrigados a presenciar cenas chatas. Não dá pra fechar o olho na hora, esperar passar pra abrir de novo. Tem horas que tem que segurar "no carão", e fingir que tá tudo ótimo, que é super normal, que é lindo! Não, não é...
Mas nesse caso, nem chega a ser o fim do mundo, afinal, já era esperado o fatídico encontro alguma hora. É "normal", mas vamos combinar que tá longe de ser bacana... Pra quem vê, pelo menos, pro protagonista está tudo ótimo aparentemente.
Você está linda, com aquela cara de "fico feliz de ter ver feliz" ou então de "nem lembro o que houve"... - tá você realmente não lembra muito, mas ainda ficou um pouquinho - mas no fundo, rola aquela coceirinha de incomodo...
Mas melhor ser a favor da política da boa vizinhança... ahasar na amizade... a gente nunca sabe o dia de amanhã!

23 junho, 2007

Mini-flashback

Me senti hoje fazendo mini flashback's, como diriam "Os Normais"... Frenqüentar lugares que ia na adolescência (eu sei, não faz tanto tempo, mas é que eu era precoce e comecei cedo), é uma experiência muito louca após uns anos....
Eu, com a minha velhice e meu instinto materno precoces, me sinto a perfeita "tia" vendo a galera que eu via tão novinha, tão mudada, ou tão igual... Aquele grupinho de amigas fofoqueiras que continua, aquele amigo que era chatão e virou o maior gato, aquele que era vagabundo e agora é nerd, aquele que você não apostava muita coisa e hoje mora na Europa, aquele que era cdf e hoje virou maconheiro, e por aí vai...
Essa sensação louca, de tudo tão igual e tão diferente ao mesmo tempo. Alguns reecontros são bem vindos, outros faço questão de fazer cara de paisagem e fingir que nem conheço. E Alphacity é sempre Alphacity. A mulecada tem a mesma cara, a cada "galera" que passa. É engraçado de olhar os 13, 14 anos, e lembrar de mim. É tão recente, mas nesse tempo amadureci tão bruscamente, que parece que tenho uns 30 e tô lembrando de mim há quinze anos.
Aquele clima de "amigas antigas" foi muito bacana... dá segurança saber que não é preciso o "todo-dia", pra que os laços continuem fortes. As coisas acontecem, vem e vão, pro bem e pro mal, mas nós seguimos nos conhecendo só de olhar.
Ah sim! O amor da adolescência... nossa, que loucura ver de novo! Sim, porque foi platônico, como tantos... ou melhor, foi frustrado! Mas olhando hoje, era muita pretensão minha querer que funcionasse, naqueles tempos de 'gata borralheira'. Eu sempre fui pretensiosa, e boa parte das portadas que levei na cara foram por isso. Mas não aprendo.
Enfim, de fato na época, a diferença de idade pesava, eu tava na fase do patinho feio, e era mesmo muita, mas muuuuita pretensão achar que haveria chance. Acho que foi meu primeiro pé na bunda assim, digamos... concreto, que eu me recorde. Reencontrar após tanto tempo e tanta coisa, é no mínimo interessante. Perceber o meu "semi-bom gosto" é legal, entender o tamanho da pretensão na época me conforta, e ver que hoje em dia o cenário é diferente também é ótimo. Me acho muito longe da transição "gata borralheira-cinderela", mas agora sei o quanto de areia cabe no meu caminhão. Antes diferença de idade era pretensão, agora é necessidade. E é possível notar isso. Enfim... voltei pra casa mexida, não sei bem como, nem porquê. Mas não é ruim a sensação, esperemos até o próximo mini-flashback para saber a definição!

19 junho, 2007

Lá se vai mais um...

Minha vida ultimamente é dividida em semestres... e um já está na beira do precipício, logo mais acaba. Ontem, em mais uma noite de insônia, fiz aquela retrospectiva básica de sempre...
Foi um semestre "de férias", bem divertido... no geral, cumpri a minha promessa de aproveitar e pensar na "vida real" outra hora...
Na faculdade, fiz o suficiente. Passei longe de fazer o meu máximo, mas a intenção era essa, acho eu...
Agora vivo aquele momento "pré-férias" que a gente faz mil planos pra fazer em um mês, mas eu quero fazer tudo em uma semana, rs! Só que a falta de disciplina que reinou nos últimos tempos, e continua aqui, briga com a minha ansiedade de querer resolver tudo, e o tempo vai passando... Quer apostar quanto, que as férias vão terminar, eu vou passar um mês e meio a toa, e não vou resolver metade das coisas que eu quero?!!?!
É duro quando a gente se conhece né?!

14 junho, 2007

Mesmo em meio a provas, falta de grana, ressaca moral e tudo mais que seja, está tudo dentro dos conformes...
Esse clima de fim de provas me lembra que vou passar um mês provavelmente no puro ócio (odeio isso), mas tenho que admitir que dá um certo alívio... Principalmente quando sair minha nota de fisiologia, rs! Já estou naqueles dias onde todos os neurônios foram gastos, faltam duas horas pra minha próxima prova, e eu não tenho condições psicológicas nem de olhar a matéria...
O problema da ressaca moral já foi devidamente enterrado, afinal o que eu iria contar pros netos, não fossem as minhas super cagadas? Não resisti só fazendo cara de "não lembro" e me redimi do pecado, e fui perdoada, até a página dois pelo menos. Mas o que vale é a intenção, então é um peso a menos nas minhas costas...
A tpm já passou, o mundo não é mais uma merda, é só algo não muito agradável, mas que eu tento ignorar o tempo todo, muitas vezes com êxito.
De resto, fico aqui com minhas frustrações culturais e profissionais à respeito de tanta coisa que eu queria fazer, aprender, trabalhar... mas meu fator financeiro ou qualquer outra coisa que o valha, não permite... Essa coisa de ter outras obrigações e por isso ter que "esconder" os meus objetivos, pra usar só quando der tempo, realmente me frustra... mas acho que deve ser à mim e a torcida do Flamengo né?
Uma hora a coisa dá certo... aaaaaaaaaaaaah dá!

12 junho, 2007

Valentines

Minha opinião sobre o dia dos namorados é mais ou menos as mesma que sobre dia das mães, pais, mulher, criança... Se você ama alguém, todo dia é dia... odeio obrigação de presentear, ser legal, carinhosa... essas coisas acontecem quando dá vontade! Não num dia específico onde todo mundo ganha presente e não briga... me soa falso. Mas deixa pra lá, pra não parecer desculpa de mulher solteira em pleno dia dos namorados... Bom proveito pra quem namora!!!

Pra mim, que ganhei uma caixa de bombons da mamy (fofa né? meu pai sempre me deu quando criança, rs!), é mais um dia normal, de prova de vôlei, e uma noite que provavelmente passarei em claro............... por causa da Fisiologia de amanhã... belo motivo!

Feliz dia da prova de vôlei e da caixa de chocolates!

09 junho, 2007

Mais uma do Blonicas...

Cada vez que visito esse blog, encontro algo que gostaria de ter escrito... nesse dia de ressaca moral... outro texto que diz muito, esse é do Henrique Szklo:

Sinto que perdi o rumo de minha vida para sempre. Não há como recuperá-lo. Não há retorno. Não tem um trevo lá na frente onde eu possa pegar o caminho de volta e descobrir o exato momento onde eu estraguei tudo. O que está feito está feito.E a pergunta que me surge agora é: o que fazer? Se estou no caminho errado eu devo continuar em frente ou parar de vez? Para piorar, o que significa continuar e o que significa parar ainda são incógnitas para mim. Por enquanto gasto meu tempo apenas lamentando as escolhas que fiz no passado. Mesmo sem saber qual delas exatamente me tirou do caminho. Não importa. E o pior de tudo é que nem a consciência desta situação está me preocupando. Parece que a coisa que eu mais temia na vida aconteceu: desisti de lutar. Perdeu-se em algum lugar no passado recente aquela chama que me fazia espernear a cada obstáculo. O choque elétrico já não me faz gritar, apenas me provoca uma dormência momentânea. Tenho a sensação agora de que nada é necessário, nada é imprescindível, nada tem importância. Deixa a vida me levar, vida leva eu. Não tenho mais motivação para criar. Pra quê criar? Como diria a minha mãe, que vantagem Maria leva? Tanto faz. Se eu fizer ou deixar de fazer a vida vai continuar igual. Meus impulsos naturais para o trabalho criativo sempre foram a minha vaidade intelectual e uma certa vontade de ser celebridade. Agora que não reconheço em mim nem uma coisa nem outra, ficou difícil manter o interesse num assunto que só traz inseguranças e dúvidas. Lamentavelmente sinto que o bambu quebrou. Acostumado a viver vergado, tinha a sensação de que isso nunca iria acontecer. Que eu sempre, de um jeito ou de outro, acabaria encontrando uma maneira de lutar, de me indignar, de exercer o meu inconformismo atávico. Honestamente não sei o que fazer. Tento escrever coisas engraçadas mas sinto que perdi a graça. Não sinto mais dentro de mim aquele espírito zombeteiro tão necessário à manufatura do humor. Não me irrito mais com quase nada, nada me incomoda demais e as coisas que faço não têm nenhuma importância. Faço por fazer. Acabou o tesão. Impotência criativa. Causada por falta de fluxo sanguíneo na alma. Não me relaciono com quase ninguém, abandonei quase todos os meus amigos, estou fumando que nem um condenado, não estou fazendo nenhum tipo de exercício e a minha dívida artística está impagável. São tantos os projetos encavalados que não dá pra saber por onde começar. É melhor nem começar. Às vezes me dá vontade de largar tudo e sair por aí como um maltrapilho sem-teto. Ou me internar numa casa de saúde. Ou ainda virar hare-krishna, sei lá. Dá vontade de ser qualquer coisa, menos o que eu sou. Me sinto fracassado, me sinto imaturo, me sinto inútil. Não sou uma pessoa confiável nem pra mim mesmo. Sou uma farsa. Ironicamente, uma ópera-bufa. Eu não acredito em mim. E o mais chato é saber que este tipo de auto-comiseração é deprimente e só vai me levar mais e mais pra longe do caminho que eu pretendia seguir. Só a auto-estima e a confiança em si mesmo faz o ser humano avançar. Mas saber disto não está adiantando nada neste momento. Agora eu só quero descansar. Estou cansado e não quero mais lutar. Eu só quero dormir, ver televisão, navegar na internet. Eu sei que esta é uma atitude deplorável, mas até por isso mesmo, muito condizente com meu estado atual. Eu sei que se eu acreditasse em mim (com ou sem razão para isso), tudo iria melhorar. Mas depois de tudo o que eu já fiz ou deixei de fazer na vida, acreditar em mim seria quase uma ofensa à minha inteligência. No mais, vai tudo bem...

Super bad trip da madrugada...

Nossa mãe... embarquei numa bad daquelas... deve ser porque até pouco tempo atrás, tava bebada, mas enfim...
Tô eu, chorando compulsivamente, as duas da manhã, após me matar de dar risada em mais um daquele churrascos de histórias pra contar pros netos... bateu a bad, não sei se pelo celular afogado no "suco de uva", se pelas coisas acontecidas, se pelas coisas não acontecidas, se pela confusão que arrumei aqui em casa amanhã, se pelas coisas faladas, as atitudes ridículas, as engraçadas, se por não ter mantido a famosa compostura que sempre tive, JUSTO no momento onde eu mais devia ter... se por ter falado bobagem, ter parecido boba, apaixonada ou ter parecido tarada...ter parecido tanta coisa, ter agido fora da minha racionalidade capricorniana que sempre me seguiu... ô coisa louca essa! Acho que não tô acostumada em agir por instinto... é dolorido...
Analisando friamente, foi tudo quase como sempre é, eu bebo, nós bebemos, eu falo bobagem, nós falamos bobagem... mas eu acho que essa minha tpm, ou algo assim, fez com que eu visse o quanto é triste voltar pra casa sozinha. Como se eu fosse, fizesse, acontecesse... mas na real, não trago nada de bom pra casa, além de um fígado meio maltratado e uma ressaquinha moral... sensação ruim... bad solitária.
Meu lado mãe de mim mesma, sabe, que é parte desses meus 19 anos, esse tipo de coisa... que logo mais vai passar, que vou arrumar algo mais importante pra pensar, que a solidão pós churrasco... mas nesse momento, nunca tive tanta vontade de escrever pra desabafar, e nenhum texto nunca me descreveu tão bem como esse:

"Depois, no dia seguinte, lá vem a ressaca. Sempre. Adoro minhas dancinhas e gracinhas e loucurinhas. Mas no dia seguinte acordo e me pergunto: por que é que você não faz cara de paisagem e permanece fina e permanece intocável?(...)Aí a música começa e quando vou ver já imitei o Michael Jackson, a Madonna e o Tiririca, porque adoro me trair e estragar tudo. E todo mundo ri, mas ninguém me leva a sério. Mas será que quero? Mas será que alguém leva alguma coisa a sério? Eu queria me levar menos a sério. (...)Um milhão de amigos e chorando sozinha no carro. Mas no meu ap de 40 metros quadrados só cabe eu mesma. Ainda bem. A coisa que eu menos queria era alguém aqui, agora, me vendo chorar porque não tem ninguém aqui, agora.E aí o Dom Juan de saias dorme de pijama cor-de-rosa. Não peguei ninguém hoje mas ri bastante. E amanhã vou acordar num tremendo mau humor e morrendo de nojo das pessoas que falam “peguei alguém”. E amanhã vou querer acordar depois de dez anos ou há dez anos. E vou querer congelar na vida de agora, que acontece mais do que antes ou depois. E vou querer sair da gaiola da mesmice. E vou me perguntar de novo quando é que o efeito da droga que eu nunca experimentei vai passar. E vou ler esse texto que minha mão de massinha escreveu e querer me esconder ou nas dancinhas de macaco ou no pijama cor-de-rosa. Mas vou acabar publicando o que eu nunca deveria ter dito, como sempre."

www.blonicas.zip.net

03 junho, 2007

Vida social em frangalhos, assim como minha conta bancária... sinal claro: sábado a noite rezando pro celular não tocar, inventando desculpas quando ele toca.
Ando travando uma batalha difícil nos ultimos dias, contra a minha indisciplina... Tô revoltada comigo mesma! Como pode alguém se "auto-administrar" tão mal quanto eu?
Todo dia, minha cabeça resolve funcionar antes de dormir... traço mil metas, choro as mágoas, acho novos objetivos, faço planos, prometo coisas, tenho idéias brilhantes... Chega no outro dia de manhã, anoto tudo... e lá fica. Não tenho vergonha na cara o suficiente pra cumprir o que pensei...
Tem algum curso que ensine a gente a administrar a própria vida?

Como já disse, minha vida social é ridícula... as vezes acho que está certo, pois tenho que ser responsável, e cuidar de tudo, pra depois pensar em diversão. Depois penso que tenho 20 anos, e logo mais se continuar assim, nada terei pra contar pros netos... Depois acho que estou exagerando... ah sei lá o que penso mais!!!
Meu dinheiro é algo sob o qual não tenho a menor influência... ele vai e volta sem que eu mande... ou quando eu mando acho que fiz merda.
Minha auto-estima como qualquer outra pessoa que tem hormônios descontrolados, é bipolar... e nesse quesito a minha ausência ABSOLUTA de disciplina, faz toda a diferença... Por que que quando eu me proponho a levantar cedo e ir correr, eu simplesmente não consigo "levantar cedo e ir correr"? Não é tão complicado assim, é?!
Minha vida amorosa... essa eu nem sei direito se "é" alguma coisa... acho mais fácil dizer que "não é"... por culpa minha mesmo, que apesar de na teoria, saber que eu procuro o que não existe - e que se continuar assim, terei filhos de inseminação artificial com um amigo gay - na prática continuo procurando olhando pra cima, ao invés de olhar para os lados.
Meu tempo... coitado... esse é o campeão da falta de administração, e a grande influência do caos de todo o resto. Sobra tanto tempo à toa... mas quando ele é mesmo necessário... cadê?!