Num dia abafado e chuvoso - igualzinho ao dia que eu nasci, pela descrição de minha mãe - Natane Fernandes Nalin(eu, no caso...), estudante, paulistana, semi-apaixonada porém solteira, na flor da idade, descobre que eu morreu!!!
Não, eu não estou surtando, não usei drogas, a dieta não tá me fazendo mal e nem estudei demais a ponto de alterar meus neurônios, eu morri mesmo!!!
Estava eu, em casa, gastando meus neurônios num pedaço da minha prova de Filosofia... eis que surge minha mãe no recinto, carregando um papel na mão, e o papel dizia isso, eu morri! Tanto é verdade, que foi publicado no Diário Oficial!
Dali a pouco, liga o meu advogado, pra me tranquilizar, dizer que eu não morri (ufa!Estava preocupada!)... Aconteceu o seguinte: Desde que meu pai faleceu, lá se vão quatro anos e meio de rolos com o inventário. Sabe Deus a razão, porque não tem nada de errado que justificasse esse tempo todo.
Nos primeiros dois anos, ficamos em cima, atormentamos o advogado, demos piti, fizemos tudo... Depois, entregamos pra Deus e assim ficou até esses dias. E então o Dr Heitor liga: Saiu!
Eeeeeeee! Agora falta só publicar, e correr pro abraço! Acendemos velas para agradecer, começamos a pagar todas as promessas...
Até que hoje, descobrimos que sei lá porque raios, quem saiu no Diário como "morta" fui EU!!! E minha mãe como minha herdeira... e neeeeeeem sinal do nome do meu pai! Servicinho dos mais ridículos!!! E lá vai Dr Heitor dar piti com a Exma. Sra. Dra. Juíza-meu-cú-que-brilha... Provavelmente agora vai demorar mais uns 4 anos pra consertar tudo?!?!?!
Eu mereço... eu mereço!!!
Me desculpem meus amigos/colega/conhecidos do Direito... mas Ô RAÇA!!!