Juliana entrou, deu um "oi" meio sem graça e sentou. Ficou olhando aquele cara desconhecido, que até parecia interessante, mas nada demais...
Logo ele começou a falar... meio louco, dava a impressão que tinha fumado um "dos bons" antes de aparecer por ali. Não tinha um discurso chato, mas confuso, incoerente, um tanto quanto "viajante", saca?!
Ela reparou que o jeito de falar, o tom de voz, parecia com seu pai. Achou engraçado, pois esperava alguém mais enérgico, nada assim tão calmo e "aparentemente centrado", que chegasse até a lembrar o pai. Cada vez mais ela se convencia que ele realmente era adepto de um "cigarrinho do capeta" (rs!)... e lembrava demais do Fred, personagem de um livro que o amigo dela escreveu, e tinha lido há bem pouco tempo. Só que no livro, o tal do Fred até subia na mesa pra falar... No caso de Juliana não, ele estava ali sentado, olhando pra ela de minuto em minuto, coisa que já estava deixando-a meio incomodada. Foi quando ele puxou papo, e passou a falar umas coisas muitos estranhas, coisas que só ela sabia... ou melhor, ela achava que só ela sabia. Logo ele partiu pra outro assunto, Juliana ficou ali pensando... seria um curioso? Um maníaco? Detetive? Assassino? Admirador?
Só sei que ela foi embora meio com mania de perseguição...