21 novembro, 2007

Voltei e nem dei as caras!
Dias ótimos, essas viagens são aquelas de extravazar mesmo... Se eu fosse uns 5 anos mais velhas, detestaria... mas como eu pretendo ter as tais histórias pros netos, é tudo muito divertido... Essa coisa de beber muito, dormir pouco e em qualquer lugar (dormimos quase um por cima do outro), chegar a pontos ridículos de intimidade com seus amigos (dormir junto e trocar de roupa na frente de todos já é a coisa mais normal do mundo)... beijar pessoas que você não sabe de onde surgiram, rir, cair, dançar, perder a voz, torcer... é tudo parte do processo e é muito bom.
Talvez fosse até melhor, se eu não fosse tão tonta e me abalasse com as atitudes minúsculas das pessoas comigo... E pior que são essas mesmas que pra mim, fazem toda a diferença... e me enlouquecem também. Mas isso é ooooutra história...
O legal é ver a nossa (nós=amigos de faculdade) ligação! É algo diferente, de qualquer outra relação de amizade que eu já tenha tido... Nós brigamos, nós xingamos, falamos mal, surtamos... e na verdade, a gente se ama muito, se cuida, se protege, quer estar junto! É a perfeita definição de família não?! E acho que todo mundo sabe que corremos contra o tempo, pois uma hora esse amor todo acaba... não por nossa culpa, e sim por conta da vida, de cada um precisar ir defender a sua... Então parece, e é fato, que queremos aproveitar todo segundo, todo milésimo, fazer tudo tão grande e tão intenso a ponto de se tornar inesquecível. Em muitas vezes... conseguimos! O Mack É inesquecível...


Enquanto isso, há todo o resto da vida rolando... Essa coisa de "passar de pato pra ganso" tem sido cada vez mais louca... Querer tocar a própria vida e não poder, ou poder e não querer... o momento é esse. Não dá pra saber até onde é confortável se virar sozinha. Mas nem sempre a gente fica só no confortável, senão não evolui! Faz parte também, tropeçar na pedra, se irritar com o barulho, se machucar no espinho, levar água gelada na cabeça...
A vida não pode ser o tempo todo gostosa... mas aí a gente vai se distraindo com as obrigações... e lembra da água fria ou do espinho, só quando ele dói. No resto do tempo, precisamos ter foco, cumprir, fazer, ser, tudo! Por isso, a possibilidade do dolce far niente das férias me desespera um pouco...
Sim, eu fico cansada, e aaaaamo não ter o que fazer. Mas isso dura dois ou três dias... depois, minha mente ociosa passa a lembrar dos espinhos, das pedras e do que mais estiver errado... e de como as vezes eu fico impotente pra tentar fazer certo, ou como fazer certo pode doer também... Já viu né... se eu embarcar no "cabeça vazia é oficina do diabo"... lá veeeem post deprê!