Aniversário de São Paulo, cidade aquariana. Talvez por isso eu me dê tão bem com o lugar, afinal boa parte dos meus "amores" são de Aquário. Há também a parcela pisciana, onde os público masculino predomina.
Sou paulistana, apaixonada, mas essa coisa meio "The O.C" - como diria o Randall, mas pra mim está mais pra Desperate Housewives - onde cresci, chamada Alphaville, é um oásis de onde não sei se tenho "peito" (no sentido figurado, já que no literal não me falta, rs!) de sair. Na verdade, aqui é a tal da Grande São Paulo, e em vinte anos os 23 km da Castello Branco passaram a parecer tão normais, que muitas vezes nem me considero morando em outra cidade (Deixando claro aos que não sabem, Alphaville é um bairro, dividido entre as cidades de Barueri e Snta. de Parnaíba, sendo esta última, o pedaço que vivo). Mas moro, mesmo com o crescimento absurdamente rápido daqui do bairro, visto com desespero por olhos que, como os meus, antigamente enxergavam milhares de árvores, terrenos e até bichinhos que hoje viraram prédios, pessoas e carros.
O fato é, eu AMO São Paulo, e ao mesmo tempo sinto que não tenho "coragem" de viver nela, coisa que sempre fez parte dos meus planos, mas que hoje, diante de uma possibilidade mais ou menos (talvez o 'menos' ainda predomine, mas o 'mais' existe de fato) próxima de ir arrumar um canto e tocar minha vida, vejo que não me encontraria, não acharia um bairro pra mim, uma rua, um apartamento, nada! Relação de amor bizarra essa... ordinária até. Amar ir, andar, até pegar trânsito... Amar a noite, as ruas, o "fervo". É tudo o máximo, da José Paulino (minha 2ª casa!) à Oscar Freire. Amar me perder por tantos lugares que ainda não fui, visitar os amigos em caminhos que o carro vai sozinho até.
Amar fazer de tudo na cidade, mas não ver a hora de pegar a Castello de novo - mesmo que parada - pra voltar pra casa. Eu amo usar São Paulo, e devolver quando é conveniente... a realidade é essa.
É amor ordinário, mas é verdadeiro!