Cá estou, dando risada da minha loucura. Afinal é tudo que eu posso fazer... Reclamar, emburrar, deprimir... nada disso vai me tornar menos neurótica, menos estranha, menos psicótica, menos nada!
Nasci assim, vou morrer quase assim (afinal, pra alguma coisa o passar dos anos deve servir)... Pessimista, reclamona, "platônica", bipolar, neurótica, que alterna momentos achando que o mundo conspira seriamente contra mim e momentos achando que tudo é "um sinal", está tudo escrito, e as coisas que acontecem são só um aviso que vou ser rica, linda e bem casada. Seja por sorte, por esforço ou por merecer depois de tanto penar!
A grande qualidade que tenho, é conseguir ver o que passa na minha cabeça "de fora". Talvez por isso eu seja tão consciente (85% do tempo) das minhas falhas... Como disse uma vez um amigo queridíssimo e blogueiro, consigo ser espectadora de mim mesma.
E na boa, olhando assim de fora... eu sou bizarra, mas eu sou MUITO engraçada! Voltando pra casa do trabalho hoje, tive plena certeza. Como alguém pode ter idéias tão estapafúrdias? As coisas pelo ângulo que enxergo, geralmente tem um tom platônico e dramático, mas nunca perdem a parte da "brincadeira". Acho que é uma defesa.
Meus pensamentos tem um pouco de neurose, mas um humor que eu gostaria de conseguir compartilhar, com os que não possuem a chance de transitar nessa cabecinha. Eu sempre quero encontrar uma razão pra cada coisa, cada ato, cada palavra de alguém, mas eu também sempre faço uma piadinha por nunca encontrar. Tem essa coisa de enxergar o que mais ninguém vê, de ter insights brilhantes, que após meio minuto eu percebo completamente fora de questão. Tem isso de achar que todo mundo é "meu"... seja meu pai, meu filho, meu amor, meu inimigo. Mas é MEU, eu preciso associar... Tem tanta coisa... coisas que só esse meu "eu-espectador" vê, que só ele ri, que só ele entende....
Tipo esse post!