Consumida. Nada me definiria melhor.
A começar por mais de um mês sem digitar o link do blog, sem rabiscar os dias que passam na agenda, sem controlar o calendário menstrual, sem um flerte novo ou sem conseguir ir ao cabelereiro...
Parece que estou esperando o tempo passar porque vai chegar alguma coisa mais legal, eu só não sei onde essa coisa legal está. Enquanto isso, eu mato o tempo de saco cheio de que era de sempre, e tentando acostumar com o novo de sempre que pode durar bastante tempo. Parece que está tudo bom e como eu sempre quis que estivesse, mas não tá bom. Eu gosto e desgosto o tempo inteiro. E me questiono, e me culpo e tento me convencer que está tudo certo, mesmo estando errado.
E de fora tenho visto o quanto a gente pode se surpreender. O acaso, o destino ou Deus não fazem muita questão de explicações, e tenho ficado bem triste com isso. Porque é duro ver pessoas que se doam pra vida, tendo a vida recortada... E ainda que haja alguma razão - e eu realmente creio que haja - nem todas são visíveis e dói de ver. De verdade. Pensar que do dia pra noite, sem a menor explicação Divina, podem tirar da nossa vida a razão de tudo que fomos ou fizemos na vida. E precisar encontrar outra razão, me parece uma tarefa difícil demais para quem se doou tanto e fez com que tantas outras fizessem o mesmo. Dói olhar e não poder voltar a fita e evitar sei lá o que fosse. Desespera. Mas talvez seja preciso evoluir mais o espírito, para enxergar essas razões...