08 setembro, 2009

Não consigo me lembrar exatamente como ou quando foi.
Sei que de repente, parecia que eu tinha sido atingida por uma pedrada e acordei sem lembrar onde eu tinha parado.
Nessa altura, controle já não era uma palavra do meu vocabulário. Perdendo os prazos, ficando doente, sem a menor noção do que é prioridade ou não. E sem poder parar pra colocar as coisas em ordem, pois o negócio é produzir, pensar, criar. É contraditório produzir no meio da bagunça, mas agora não dá tempo pra pensar nisso, deixa pra outra hora e faz o seu trabalho.
Dá um aperto no coração lembrar de como tudo estava calmo, estruturado, bem pensado. E do dia pra noite, o furacão fez o teto desabar, os papéis voarem. Mas quando foi esse furacão? De onde ele veio? Por onde passou? O desespero de não saber onde se perdeu é maior que qualquer outro que tenha justificativa.