Você jura que me dá o truque quantas vezes for, mas mal imaginava que eu também sou truqueira e sei fazer igual. Não fiz? E você percebeu, claro, e não teve muito como dar outro truque pra sair, pois eu claramente ia perceber. Já estamos nos acostumando com nossos truques, e não temos coragem de dar o truque neles. Ficamos sem graça com nós mesmos. Acho até que é uma questão de etiqueta... ou de estratégia.
Aí eu resolvo que vou fazer "a truqueira" mais uma vez e atrapalhar seus planinhos de carne nova para dar truque por aí. Vou, faço, consigo e resolvo. Voltei a ser a number one. Ao menos por hoje. Ponto para as meninas!
E nem eu mesma acredito como pude. Eu? Logo eu? Eu não era assim! Mas eu não poderia tolerar não ser a truqueira-mór da minha listinha imaginária. Isso seria pior que qualquer atitude que eu tomasse possuída pelo "caboclo da modernidade".
E dá tudo certo. Nos conformes. Perfeito. Naquele momento, você cai como um patinho. E eu venço. Mas eu esqueci que depois disso vem o truque que você dá em mim e eu caio toda santa vez. Aqueeele, o truque de ser algo que não existe em lugar algum, só na minha mente. E eu sou obrigada a levantar, pegar minha bolsa e ir embora o quanto antes, dando o truque em mim mesma de que isso era realmente o que eu queria fazer. Era, não era?