17 dezembro, 2007

Melhor da insônia...

Eu tô aqui... a toa, descobrindo os prazeres de ter comprado um notebook, pois estou deitadinha, segurando ele no colo... dei adeus à minha cadeira velha, e por enquanto o que me prende é só o fio do speedy, pois essas coisas do wi-fi ainda é muita "mudernidade" pra mim. Tô aqui com a mtv ligada num horario tosco, passando Pump the Jam... sinta você tal precariedade!!! De férias, as vésperas do Natal, e faltando um mês pra mais um aniversário. E odeio essa época: as pessoas ficam legais demais, ou chatas demais... esse clima natalino não é pra mim... meus Natais não são divertiiiiidos há algum tempo... sempre aquilo mesmo, tudo trivial. Também o fato do meu revellion prometer tão pouco quanto o Natal, ajuda a deprimir... aliás, não somente o Ano Novo e sim todo o resto das férias... provavelmente continuarei como estou... com o note no colo, desrregulada no fuso-horário, com noites de absurda insônia, e tendo surtos consumistas... Essa semana já foram duas calças, um short, uma blusinha, uma bolsa... e falta ainda achar uma sandália!!!! Onde vou parar com isso???

Tava aqui também pensando sobre as pessoas, como elas são engraçadas! As vezes eu preciso de férias de alguns, como agora... estou num bom período pra não ter muita gente perto... Sem badalações... no máximo saidinhas básicas com um ou outro. E me diverti com o sentimentalismo de alguns... acho tão bonitinho homem sentimental! Bonitinho quando tá longe!!! Mas esse que eu me refiro de fato é muito simpático, contando seus fracassos amorosos e suas voltas por cima... todo carente, uma graça! Pena que é uma incógnita... não se sabe até onde ele é o quê. Pois além da faceta 'carente', que nem todo mundo conhece, existem os lados 'pegador', 'noiado', 'workaholic' e 'amigão'!!! Na verdade ele deve ser esquizofrenico!!!!
Lembrei de um outro aí... que estava fora, e tem o poder de me deixar neurótica, até longe e sem notícias... se eu vejo, é porque vi... se não, é porque não... Mas enfim, não vamos começar a falar de mim, senão descubro que sou esquizofrenica igual ao moço bonitão que falei...

Tem também o meu amigo, querido demais da conta, que evaporou sem me deixar a par dos fatos... e tá me desesperando! Não gosto de precisar deduzir as coisas, exatamente pelo fato de ser muito boa nisso!!! Matar amigo de preocupação não vale!

(Sim, tudo isso é insônia... Pelo menos agora o clipe é Stay, do U2.... vou dormir bem.)

15 dezembro, 2007

Bom, primeiro post a bordo do meu computador novo... por isso, erros estão previamente perdoados...
É péssimo perder de 3874973947 a 0 de um notebook, mas é ótimo saber que ele não vai pifar e você perder todas as informações a qualquer momento... se bem que nessa troca, conclui que nem tudo que eu julgava fundamental no outro, realmente era... Mas estou apanhando viu?!?!
Sexta feira de rever amigas que não via a tempos... pra isso, sacrifiquei (ou melhor, sacrificaram pra mim, pois desistiram...) uma opera (sim! Pasmem...) que um graaaande querido estava coreografando... mas comigo ou sem, ele arrasaria!
De resto, um sentimento de necessidade de férias de algumas pessoas... sim, as vezes é necessário, por mais que as ame. E muita preocupação com outras... amigos queridos que somem, justo no meio da turbulência e me deixam arrancando os cabelos sem notícias (sim, é pra você mesmo o recado!!!)... Mas entre mortos e feridos eu sei que todos se salvarão.
Eu já estou salva... agradecendo pelas coisas fluírem, e me protegendo da 'zica alheia'.... porque gente pra derrubar é o que não falta!!! Mas meu santo é fortíssimo e vai dar tudo certo!!!! Já está dando!!!

ps: Essa vida de Windows vista e sem mouse, complica meu cérebro... foram uns 10 minutos, só pra escrever esse post!!!!!!

11 dezembro, 2007

Body Trá lá lá...

Sim, ontem ou hoje... não lembro ao certo, completo dois anos de Body Pump... O meu "fascinio" pelos programas já se foi (sim, eu era enlouquecida!), apesar de ainda gostar muito. Não choro mais em treinos, não idealizo um grande futuro na ginástica nem nada. Não vou viver de aula, isso é fato. Vivo o que tem pra hoje e aos poucos mudo os planos.
Mas o que aquele treinamento representou, foi um marco, hehehe... Cafona dizer assim, mas é. A questão de "conseguir", ir lá, provar, fazer. Me lembro do colegial, onde eu não via a hora. Lembro da "culpa" das aulas, e dos professores incríveis que eu tive, pois foram eles que escolheram minha profissão, não eu. Afinal, o que eu faria na Educação Física?! E por causa das aulas eu fui, e estou, e continuarei. Pude partir pra uma área onde descobri muitos caminhos, e acredito achar ainda mais, pois o caminho ainda é longo...
E naquele tal treino, foi onde eu provei pra mim que dava! Sim, dava pra jogar todo um plano de futuro fora, e fazer outro. Dava pra camuflar a timidez que sempre me seguiu, e parecer que fazia aquilo há anos! Dava pra sair do "mundinho" família-amiguinhos-estudos", conhecer gente nova, ferver por outros lugares, fazer amizades pra vida toda. Dava pra ficar mais esperta, pois o mundo é mau e sempre tem alguém pra te derrubar. Mas elas não sabem que seu santo é forte, e você não cai!
E se não fosse aquele fim de semana, e tooooodos os anos e as expectativas que antecederam o tal treino, eu não teria me encantando, desencantado, conhecido tanta gente, me protegido da 'zica' dos outros... Não teria coragem de mudar o rumo, não estudaria no melhor lugar possível, com as melhores pessoas possíveis, não daria tantas risadas, não contaria tantos "bafões", meus netos ficariam sem história... ou melhor, no máximo teriam umas histórias sem graça de uma produtora de moda de segunda mão... ou de uma publicitária frustrada!
Obrigada Body Pump!

10 dezembro, 2007

Quando bati o olho, acreditei que Deus existe. No meio daquele povo feio, estranho, quase bizarro, uma figura tão bacana... só podia ser milagre.
Ficamos na mesma "turma", e eu fiquei feliz pois teria algo pra distrair, pois de resto, só haveriam conteúdos que eu já sabia... mas ossos do ofício, então melhor que tivesse algo pra olhar.
O nome, o jeito, o cabelo, as piadas... tudo seguiam o meu "padrão de qualidade", pois se for pensar bem, eu me interesso sempre por pessoas iguais. Era um cópia bem feita do anterior, que era quase gêmeo do anterior-anterior, e assim por diante.
E a cada hora eu estava mais apaixonada. Era de fato o homem da minha vida. E no meio daqelas dinâmicas, palestrinhas e exercícios de teatro (aliás, teatro é algo tããão "assimmmm, não seeeei, sei lááá") , eu pensava no nosso futuro, trazê-lo em casa, cinemas de mãos dadas, dvd's abraçadinhos, jantares, viagens, casamento, festa, filhos! Imagina! Era tudo que eu queria. Achei! É esse!
Não fosse o fato das horas de curso passarem voando, eu mal saber seu nome, e não ter a menor perspectiva de vê-lo de novo... eu jurava que ele era O cara!

06 dezembro, 2007

Não sei você...

Dá mesmo esse pânico! Essa coisa de não saber o caminho, ou até saber, mas não conseguir andar direito. Parece que você está apostando corrida, mas só você está com as pernas amarradas... E tem esse negócio do perfil também? Já fez DISC? (Joga no Google se não sabe benhê!)... Sou D (predominando horroooooores) com C. Diretiva e Calculista... Pensa? Sou uma chata! Sei só mandar, não sirvo pra obedecer, mas ninguém nasce mandando! Esse D, me acelera, me fazer querer ter/fazer/ser tudo, mandar, poder, ganhar! Eu amo esse lado D... aí tem o C, um saco, chata, pessimista, culpada. Meu freio de mão, que quando puxo, dou cavalo-de-pau... por isso dá surto as vezes. Porque não entendo como posso ter duas pessoas brigando dentro de mim ao mesmo tempo. Alguém tão prática e eficiente que eu gosto tanto, mesmo sabendo que ela não é lá tão amorosa nem compreensiva, mas foda-se, ela rende! E a outra, mala, sonolenta, preguiçosa, que quando quer, quer os mííínimos detalhes, pensa em todas as consequências, e geralmente desiste por causa delas. E aí te cobram. E você precisa ser legal, amar ao próximo, estar bonita, não falar palavrão. E arrumar um emprego. Mas quem quer contratar o Garfield? Sim, porque esse meu perfil é de Garfield, mandona... mas preguiçosa. Aí tem que mudar, e você se maaaaata pra não desistir, pra correr atrás. E quando percebe, ninguém tá nem aí pra sua mudança, porque ja arrumaram outra pessoa. Aí para pra pensar, se era isso mesmo que você queria... será que era? Dúvida. Talvez você possa se realizar fazendo outra coisa. Ou não. Ou é fase, e tudo vai passar, você vai ganhar na loteria, e abrir uma empresa. Ou vai vender a casa mesmo. Vai nada, pois apesar do seu 'D', você não manda tanto assim. Ele pensa que manda. E além de tudo, tá sozinha. Porque ainda não decidiu se quer continuar dando murro em ponta de faca, ou que abrir mercado. Ou o coração mesmo. Na verdade, os olhos. Mas será que passei do ponto de fazer isso? Me fodi? Porque agora todo mundo pensa que eu quero uma coisa, e eu não quero. Ou melhor não sei se quero. Quero, mas meu "C" acha muito difícil e arriscado pra ir atrás. Mas também posso querer outras coisas. Só que agora ninguém acredita mais que eu possa mudar de perfil. Afinal, sempre fui tão "D" nos meu objetivos, que ninguém acreditaria se eu mudasse. Talvez nem eu. E assim você segue, sozinha e louca pra alguém acreditar em você. Acelerando e freiandos seus C's e D's sem que eles entrem em sintonia, nem muito menos decidam o que será de você. Mas ninguém sabe mesmo se tá indo pelo caminho certo.
Aliás, que caminho é esse? O tal do certo? Alguém já perguntou se existe?

29 novembro, 2007

It's the end of the world...

Sabe 'zica'? É... urucubaca mesmo! Me jogaram das fortes...
Tá tudo um erro, estou gorda, encalhada, insatisfeita no trabalho, sem um puto no bolso... muito menos na conta, em pé de guerra em casa, com chefe atrás de mim, entrando de férias sem a menor previsão de viajar ou me divertir de verdade...

Mas eu tô ÓTIMA!

O mundo tá meio caindo em cima da minha cabeça, mas eu estou é me divertindo com ele... situação engraçada essa... Óbvio que se você me pegar atacada em algum momento, é por causa dessa zona toda que eu escrevi aí em cima... mas de maneira geral, eu estou muito bem, nem ligando pro inferno aqui do meu ladinho... Será um sinal?!

...bur I feel fiiiiiiiiiiiiiine!!!

27 novembro, 2007

Jesus amado, que dia enorme... não tá passando, juro!
Desde a laboral láááá no começo da manhã, até esse momento "papos bobos no msn", parece que já passaram uns 4 dias!!! Estou cansada, mas o corpo não desliga. O fuso está todo bagunçado, isso que eu nem de férias - oficialmente - ainda estou.
O dia está comprido, mas até não esteve ruim... gastei energia, fiz muita coisa, rendeu! Encontrei gente querida, gente que me serviu de inspiração, e hoje posso dizer que caminho lado a lado... além é claro, de comprovar a tese que "uma vez amor platônico, sempre amor platônico", é no mínimo engraçado encontrar 'amores' após muito tempo... Claro que não existe mais "aquela coisa", mas sempre fica um sentimento "fofinho"... um brilhinho no olho... Mais legal ainda, quando ele serviu como alguma inspiração, e hoje você vê que deu certo... é lindo, mas também é bizarro! Mas isso é outra história...

22 novembro, 2007

Tati Bernardi, como sempre incrível! www.tatibernardi.com.br

Eu odeio a Mariúsca Cristina

Mariúsca Cristina tem bigode. Que ela tinge com blondor vagabundo e fica parecendo um gato de rua. Ela tem uma pancinha nojenta cheia de pêlos que ela também tinge com o mesmo blondor vagabundo. Sempre que pode, ela valoriza sua pancinha com alguma mini-blusa de tecido vagabundo com brilhos e calça justérrima com barras de lantejoula.
Mariúsca Cristina, ou Mariúúúú para os colegas (pobre nunca fala que tem amigo, só tem colega), tem um sonho: conhecer o Cristo Redentor. E nesse final de semana, Janderson, seu namorado que trabalha no ramo alimentício (ele limpa o banheiro de um restaurante), planejou pedi-la em casamento justamente no Cristo. Só que vai ser naquele cabeçudo de Serra Negra mesmo. Que é o que dá pra fazer.
Mariúsca vai aceitar, feliz da vida e, para comemorar, o casal vai dormir em um hotel beira de estrada e pedir camarão. A última vez que Mariúúúú comeu camarão foi, foi...Na verdade essa é a primeira vez que ela come camarão. Mais tarde Janderson vai acordar com a maior dor de barriga porque o camarão tava estragado mas vai se recusar a passar mal, afinal, aquele danado do peixe custou mais de vinte reais o casal.
E eu odeio a Mariúsca, com toda a força do meu ser. Odeio sua voz de sonsa e seu sotaque entre o analfabeto e o mongolóide. Odeio que ela rebole sua bunda gigantesca como se uma bunda valesse qualquer diploma, livro, filme, viagem ou bom papo. Ela só tem aquela bunda e um pouco de talento para tirar cutículas. Mas o que eu mais odeio nessa vaca da Mariúsca é que ela tem a única coisa que eu quis ter a minha vida inteira e jamais consegui: ela é ininterruptamente feliz.
Janderson é baixinho, pobre, emberebado, burro e fede. Mas ela é o ama simplesmente porque resolveu que ama e nunca entrou em crise pra saber se ele é ou não bom o suficiente pra ela. Poxa, se ele a leva no Cristo e compra camarão deve ser o homem da sua vida. Seu emprego no salão de beleza de quinta categoria fica a 3 horas e meia da sua casa e paga 345 reais por mês. Mas a desgraçada faz todo o trajeto, ida e volta, na chuva ou no sol, andando ou parada, sorrindo.
Ela nunca conheceu seu pai, nem sabe quem é. Nem por isso faz de sua vida um drama. Aliás, ela odeia filme de drama. Aliás, ela odeia filme porque dá sono. Odeia ler também. O que ela gosta mesmo é de ver os programas dominicais com bandas de pagode. Ela não sofre porque não dá para ir a Paris todo mês ou porque o novo filme do Lars Von Trien tinha esgotado logo quando chegou sua vez. Aliás, ela nem sabe direito onde fica Paris e se você falar “Lars Von Trien” para ela, vai ouvir um “vai você, sua besta”.
Mariúsca não sabe o que é verotina. O remédio que o psiquiatra me passou pra ver se eu volto a ver um pouco de graça na vida. verotina pra ela deve ser a nova manicure. Ou, porque o nome é um pouco mais chique que Mariúsca, a nova cabeleireira. Verotina, me corta um pouco as pontas. Mas se eu explicar pra ela que na verdade é “verotina, não me deixe cortar os pulsos” ela não vai entender nada. Certamente ela me diria: “mas com uma vida tão linda, cheia de Jandersons, colegas da condução, blondor, camarões, bandas de pagode e cristos cabeçudos de Serra Negra, como é que um ser humano vai querer morrer?
Mariúsca não sabe que mesmo eu fazendo musculação 3 vezes pó semana, corrida duas e drenagem uma, eu ainda acho que deveria ter uma lei que me proibisse de andar sem canga pelas areias de Maresias. Ela também não sabe o desespero que é você ler, ler e ler, e continuar sabendo que não leu nem um quinto do que deveria ter lido pra ser alguém minimamente culto. Ela não sabe a agonia que é estar parado no trânsito da Rebouças com tantas praias lindas no Brasil e tantos cafés perfeitos na Europa. Ela não sabe como é terrível esperar que apareça alguém pra me fazer feliz se eu mesma sou incapaz disso.
Ai, Mariúsca! Você me arrancou um bife! E ela se mata de rir da minha desgraça.

21 novembro, 2007

Voltei e nem dei as caras!
Dias ótimos, essas viagens são aquelas de extravazar mesmo... Se eu fosse uns 5 anos mais velhas, detestaria... mas como eu pretendo ter as tais histórias pros netos, é tudo muito divertido... Essa coisa de beber muito, dormir pouco e em qualquer lugar (dormimos quase um por cima do outro), chegar a pontos ridículos de intimidade com seus amigos (dormir junto e trocar de roupa na frente de todos já é a coisa mais normal do mundo)... beijar pessoas que você não sabe de onde surgiram, rir, cair, dançar, perder a voz, torcer... é tudo parte do processo e é muito bom.
Talvez fosse até melhor, se eu não fosse tão tonta e me abalasse com as atitudes minúsculas das pessoas comigo... E pior que são essas mesmas que pra mim, fazem toda a diferença... e me enlouquecem também. Mas isso é ooooutra história...
O legal é ver a nossa (nós=amigos de faculdade) ligação! É algo diferente, de qualquer outra relação de amizade que eu já tenha tido... Nós brigamos, nós xingamos, falamos mal, surtamos... e na verdade, a gente se ama muito, se cuida, se protege, quer estar junto! É a perfeita definição de família não?! E acho que todo mundo sabe que corremos contra o tempo, pois uma hora esse amor todo acaba... não por nossa culpa, e sim por conta da vida, de cada um precisar ir defender a sua... Então parece, e é fato, que queremos aproveitar todo segundo, todo milésimo, fazer tudo tão grande e tão intenso a ponto de se tornar inesquecível. Em muitas vezes... conseguimos! O Mack É inesquecível...


Enquanto isso, há todo o resto da vida rolando... Essa coisa de "passar de pato pra ganso" tem sido cada vez mais louca... Querer tocar a própria vida e não poder, ou poder e não querer... o momento é esse. Não dá pra saber até onde é confortável se virar sozinha. Mas nem sempre a gente fica só no confortável, senão não evolui! Faz parte também, tropeçar na pedra, se irritar com o barulho, se machucar no espinho, levar água gelada na cabeça...
A vida não pode ser o tempo todo gostosa... mas aí a gente vai se distraindo com as obrigações... e lembra da água fria ou do espinho, só quando ele dói. No resto do tempo, precisamos ter foco, cumprir, fazer, ser, tudo! Por isso, a possibilidade do dolce far niente das férias me desespera um pouco...
Sim, eu fico cansada, e aaaaamo não ter o que fazer. Mas isso dura dois ou três dias... depois, minha mente ociosa passa a lembrar dos espinhos, das pedras e do que mais estiver errado... e de como as vezes eu fico impotente pra tentar fazer certo, ou como fazer certo pode doer também... Já viu né... se eu embarcar no "cabeça vazia é oficina do diabo"... lá veeeem post deprê!

13 novembro, 2007

Lá vamos nós rumo a mais um feriado e aquelas viagens de faculdade que rendem história pra contar (ou não) aos netos...
Vou seguir aproveitando meus surtos de loucura, já que vivo 80% em modo "moça responsável".
Aquela zona, banheiros ruins, pouco sono... aquelas baladas, aquelas cervejas, momentos e risadas que depois a gente nunca esquece!
Deus guarde nossas almas... porque os corpos estarão ferviiiiiiidos!

08 novembro, 2007

Pelo menos assim de longe...

Ele é o cara!
Ele é lindo, não tem uma mísera mulher que não torça o pescoço quando ele está por perto. Mesmo assim, não é metido. É esperto eu diria, sabe com quem se relacionar. Ele é educado, faz a linha 'bonzinho', daqueles que ajudam, são cavalheiros. Ele conversa bastante, mas é tímido. E fica lindo sem graça. Sabe dar indiretas, e rebate bem quando não quer papo. É carente, é crianção. Mas ao mesmo tempo é experiente, sabe o que e como fazer. E tem todo aquele charme peculiar aos homens experientes. É interessante, daqueles que dá vontade de sempre descobrir mais um pouquinho. Tem olhos azuis e muitas histórias. Sabe contá-las de modo interessante. Por fora parece um pegador nato, mas basta dois dedinhos de conversa pra ver que ele quer alguém pra andar de mãos dadas.
Ele parece muito mesmo ser 'o' cara... mas fica aqui a pergunta... ele existe?

06 novembro, 2007

Eu "si" divirto

Dias engraçados fazem a gente descobrir coisas em nós mesmos que são novidade. Tenho notado muitas coisas...
Eu tenho plena convicção que todo mundo vai entender minhas preguiças, acreditar nas minhas mentiras, relevar minhas burradas.
Não sei fugir de cantadas, a não ser das pessoas que não gosto. Quando tenho a mínima afeição por alguém - o que não significa interesse - fico com a aquela cara de 'pirulito', sem saber o que responder. Se a pessoa insiste, mudo o foco, pois ainda não tenho o poder de abrir buracos no chão.
Fico pasma com os comentários que solto as vezes... aquelas palavras que brotam, e quando vi, falei! Um flerte fora de hora, uma frase esnobe, um comentário maldoso pra pessoa errada. Não é todo mundo que entende, ou quando entende eu fico constrangida pela pessoa... mas escapou! No fundo é bom, deixar tudo as claras... se fazer entender! Especialmente sobre os flertes fora de hora! Hahaha!
Sou uma mãezona, boba, que se emociona com qualquer bobagem, ou melhor, que acha bobagens coisas importantes! Tenho orgulho coletivo, alegria coletiva, vergonha coletiva... Esse mal canceriano que me faz ver todo como filhos! Sinto saudades antecipadas das coisas... nem acabaram mesmo, e já fico em crise... boba, mas divertida!

04 novembro, 2007

Cá estou eu terminando o feriado, depois de muitos dias sem escrever, meio nervosa com a família, com planos indefinidos de revellion, que tendem a não dar certo, graças - sempre - a minha dependência, mas tudo bem, podia ser pior. Cá estou eu, em final de semestre, atrapalhada, sem disciplina, acumulando tudo pra mesma hora, ou ficando muito tempo sem o que fazer. Cá estou eu negligenciando com as coisas de trabalho, meio preguiçosa, mas no fundo sabendo o que eu estou fazendo, e disposta a arcar com qualquer consequência depois. Cá estou eu, meio indecisa do que eu quero daqui pra frente, mas me dando esse direito. Cá estou eu, com uma tatuagem nova, tomando cerveja por aí, e me dando ao luxo de ter toda a pseudo-irresponsabilidade (pseudo porque mesmo até nas minhas irresponsabilidades eu faço questão de ter toda a consciência) que a idade me permite. Cá estou eu fazendo questão de ser assim, pois descobri que tenho todo o resto da vida pra ter compromisso, fazer certo, ir bem...
Dando minhas risadas, as minhas voltas, os meus momentos.... cá estou eu.

25 outubro, 2007

E essa semana eu fiquei doente... uma coisa ruim, uma bad, sabe? Tudo junto? Tipo isso. E aí resolvi curtir a bad e ficar irresponsável, mas eu tenho o velho defeito de não conseguir! E eu tirei o ciso, e dói, mas até que não foi tão ruim quanto os outros, de dois anos atrás. No mínimo, valeu por eu não ter ficado aos prantos na cadeira do dentista dessa vez.
E eu não sei lidar com esse negócio de dor, sabe? Fico possuída, uma frase fora do contexto, e eu sou capaz de matar quem estiver na minha frente. Portanto fica o conselho: Quando eu tiver dor, se afaste, a não ser que eu peça. Ou fique bem quietinho.
E eu odeio discutir minha vida com os outros. Por que as pessoas, especialmente as da família, insistem em querer convencer os outros de que você tem uma vida incrível?! Não, minha vida não é incrível! É ótima, tudo bem, sou muito feliz... mas ela está longe do que poderia ser... por minha culpa mesmo, é! E aí você começa a pensar em tudo que tá errado, acho que deve ser essa tpm chegando... afinal já é dia 25... normal! E você se frustra, porque não deu certo com aquele cara, e aquele outro é um puto. E você tem um trabalho que não presta, só porque precisa ter. E você espera, porque tem aquela proposta incrível daquela empresa, eles te adoram! E tem aquele convite do seu amigo pra trabalhar junto. E tem aquele projeto, que um dia vai dar certo... mas ele anda, anda e não sai do lugar!!!
Ele, o trabalho do amigo, a empresa que te adoram, a seleção que você foi, o cara puto, a sua conta bancária, os papéis bagunçados do seu quarto, o seu peso... Nada sai do lugar!!! O que tem de tão difícil as coisas passarem do projeto pra prática? Eu JURO que a parte que me cabe, eu faço! E me esforço, e faço bonito, faço direito (tá, ok, a parte do peso eu não faço tão bem assim)... E depois que eu termino e tá tudo lindo, tenho que sentar e esperar, porque eu ainda não consegui abraçar o mundo, e existem coisas que não cabem à mim. E eu não me conformo com isso, principalmente em épocas de doenças, cisos e tpm's...

20 outubro, 2007

Nãããããããão!!!

Eu tenho essa coisa de ser meio "mãe" das pessoas que eu gosto... Creio que pelo meu ascendente em Câncer, e essa coisa de cuidar e tal; mas também, e acho que bem, mais porque eu gosto de mandar em tudo...
Mas nem sempre dá pra mandar em tudo, ou melhor, quando se trata da vida dos outros, quase nunca. Aí sou obrigada a assistir gente que eu gosto tanto, se dando mal, fazendo cagada, indo pro lado errado... e sou obrigada a assistir.
Dá aquela vontade de falar "Eu falei"... e não pode. Dá vontade de consertar... e não pode. Dá vontade de falar "Bem feito"... e não pode!
Que desespero! Acho que preciso largar de ser tão pseudo-controladora... kkk!

16 outubro, 2007

Vidinha de montanha russa...

Esse é o post número 100 do blog... até que tá durando hein? Embora eu odeie quando os post viram "meu querido diário..." como esse aliás, mas vamo indo...
Muito projeto, pouco resultado, um dia lotado, outro vazio. É assim que anda a rotina... completamente instável.
Quando eu quero, falta tempo pra mim, pras minhas coisas, pros amigos... Quando não quero, tenho muito tempo a toa... difícil esse acordo viu?!
A perspectiva é de um final de ano "pseudo-trabalhando" bastante, e tendo quase nada de retorno... Mas é a famosa fase de "adquirir experiência", que no momento é bastante bem-vinda! Então mãos a obra, levamos uns tapas, damos uns tropeços, mas a esperança é de isso ser bem retribuido lá na frente.
Na faculdade, não tenho feito metade das coisas que gostaria/deveria fazer, nem tenho tido um terço da vontade que eu queria também... mas no quesito "farra" a empolgação anda grande, véspera de viagem e tudo mais, a vontade é de torrar todo o salário nos fervos! Mas não pode Natane, não pode...

15 outubro, 2007

Sobre o sexo e o Nutella...

É triste a conclusão, mas é bem real. Em certos momentos, um pote de Nutella vale muito mais que sexo para o ser humano, especialmente do sexo feminino... Vejamos alguns itens:

- Sexo, pelo menos na parte "normal" da população, não é feito pelo menos geralmente, em qualquer lugar, qualquer hora, com qualquer um... Nutella é facilmente encontrado na maioria dos supermercados;
- Sexo, dependendo da produção que você queira para o momento, tem um custo ilimitado... Nutella no máximo, custa uns 6, 7 reais (hahaha);
- Nutella engorda e sexo gasta calorias, ok. Mas as vezes o peso na consciência no dia seguinte pode ser muuuuuito pior que umas gramas a mais de chocolate... E nada que uma boa corridinha depois de comer não resolva!;
- Você não precisa "ter" dor de cabeça quando não quer comer Nutella;
- Nutella não fala nada quando você está de Tpm;
- Você não corre o risco de escolher o "Nutella errado", nem muito menos de ter ressaca moral quando acordar no dia seguinte;
- Não há a menor encanação sobre roupa/lingerie/corpo/forma/etc na frente do Nutella;
- Com o Nutella não há riscos de fofocas, comentários, nada a respeito do momento "a dois";
- Nutella é algo abundante no mercado, por isso não há dificuldade em encontrar um que preste...

Ok, sem comparativos a respeito da "graça" entre uma coisa e outra... mas se a busca for pelo mais fácil...
Quem tiver a sorte de poder combinar... levante as mãos pro cééééu!

09 outubro, 2007

Mais um daqueles dias que eu teria muito o que escrever, sobre a atual "crise de Peter Pan", essa minha vontade toda de congelar, e não avançar mais na "adultisse"... tá bom assim, juro!
Também poderia escrever sobre minha volta às raízes adolescentes no fim de semana, sobre como é bacana e meio enlouquecedor ter 'affairs' com estranhos, sobre como esses affairs fazem você cair na real no que diz respeito aos "não-estranhos", sobre como é legal ser amiga do Olavo... Juro, eu tinha muita coisa legal pra escrever... mas esse negócio de trabalha-estuda-corre-ri-temproblema-trabalha-estuda, tá fazendo meu olhinho ir fechando........ fechaaaanndo.... zzzzzzzzzzzzzz

05 outubro, 2007

Evento...

O fato de eu não ter agredido, muito menos matado ninguém essa semana é um grande avanço... Mas não se pode ver somente o lado ruim... dá pra dar umas risadas e ver todo mundo, e saber de muita coisa, e ignorar rigorosamente todo mundo que eu quero. Belíssima sensação de vingança! Hahahaha! Dá pra ver também quem realmente gosta de você, que te 'atura' e quem te odeia. Já estão todos na minha listinha! Ha ha ha!
Depois de uma noite de sono muuuuuuuuito bem dormido, hoje deve ser o dia de terminar tudo em cerveja... assim espero, então... mãos a obra!

01 outubro, 2007

Porque nem tudo está perdido...

E aquele trabalho todo, que te irritou, te deu olheiras e mau humor... as vezes é reconhecido pelas pessoas que gostam de você. E isso é bom! E isso vale!
E aquela equipe que 'montou' em você, hoje consegue andar sozinha, mesmo que aos trancos e barrancos... mas algum efeito você fez. E aquela pessoa que você não dava nada, aparece como alguém importante, que surpreende... Talvez seja até um novo amigo, um novo "algo", vai saber...
E aquele encontro, com aquele cara de tantos anos atrás? Como pode ter sido tão absurdamente legal? Bem na hora que você tava desiludindo das coisas, ele vem e te mostra que você fez certo, por causa dele inclusive... E olha puta mudança que só um cara fez na sua vida toda? Ele nem deve saber de tudo, deve imaginar uma parcelinha de culpa, mas 'magina', ele saber que você mudou t-u-d-o por causa dele... e hoje sabe (embora algumas crises existênciais estejam no meio do caminho) que fez as escolhas certas!!! Bacana encostar a cabeça no travesseiro, e lembrar do bem que ele te fez, e como é gostoso tê-lo mesmo que de pouquinho, na vida ainda...
Ver as coisas caminhando, mesmo que elas tropecem, ver o seu 'poder', mesmo que seja uma bobagem... faz crer que a "tragédia" não é tão grande assim... É até divertidinho vai?!

Tati Bernardi, e de novo, e sempre!

Não é a primeira, nem a segunda, nem a terceira vez que eu "roubo" algo dela pra por aqui... Mas eu dou o crédito pelo menos, hehe! E vale a pena, porque ela ahasa, vale a visita: http://tatibernardi.com.br/artigos.php
Texto fudido, que cabe pra mim, e pra um certa "Johnny" amiga minha... E deve caber em algum momento da vida pra toda mulher-boba-sentimental-neurótica. Ou seja, pra todo mundo! Aí vai...

O contrato

Combinamos que não era amor. Escapou ali um abraço no meio do escuro. Mas aquilo ali foi sono, não sei o que foi aquilo. Foi a inércia do amor que está no ar mas não necessariamente dentro de nós.
A gente foi ao cinema, coisa que namorados fazem. Mas amigos fazem também, não? Somos amigos. Escapou ali um beijo na orelha e uma mão que quis esquentar a outra. Mas a gente correu pra fazer piadinha sexual disso, como sempre. E a orelha ouviu uma sacanagem qualquer, e a mão se encaixou ali no meio das minhas pernas.
Você me chamou de amor ontem, enquanto a gente transava. Eu quis chorar. Mas também quis rir muito da sua cara. Acabei só esquecendo isso.
Talvez o “mô” que você murmurou, seja porque no dia anterior, naquela mesma cama, você tenha comido alguma “Mônica”. Prefiro pensar assim. Se eu for muito, mas muito escrota, talvez eu me proteja de me assustar muito. Caso você seja escroto. Eu sendo de pedra não quebro com a sua pedra. Sei lá.
Aí teve aquela cena também. De quando eu fui te dar tchau só com a manta branca e o cabelo todo bagunçado. E você olhou do elevador e me perguntou: não to esquecendo nada? E eu quis gritar: tá, tá esquecendo de mim. E você depois perguntou: não tem nada meu aí? E eu quis gritar: tem, tem eu. Eu sempre fui sua. Eu já era sua antes mesmo de saber que você um dia não ia me querer.
Mas a gente combinou que não era amor. Você abriu minha água com gás predileta e meu sabonete de manteiga de cacau. E fuçou todas as minhas gavetas enquanto eu tomava banho. E cheirou meu travesseiro pra saber se ainda tinha seu cheiro. Ou pra tentar lembrar meu cheiro e ver se ele ainda te deixa sem vontade de ir embora. Mas ainda assim, não somos íntimos. Nada disso.
Só estamos aqui, reunidos nesse momento, porque temos duas coisas muito simples em comum: nada melhor pra fazer e vontade de fazer sexo.
Só isso. É o que está no contrato. E eu assino embaixo. Melhor assim. Muito melhor assim. Tô super bem com tudo isso. Nossa, nunca estive melhor. Mas não faz isso. Não me olha assim e diz que vai refazer o contrato. Não faz o mundo inteiro brilhar mais porque você é bobo. Não faz o mundo inteiro ficar pequeno só porque o seu chapéu é muito legal. Não deixa eu assim, deslizando pelas paredes do chuveiro de tanto rir porque seu cabelo fica ridículo molhado. Não faz a piada do vampiro só porque você achou que eu estava em dias estranhos. Não transforma assim o mundo em um lugar mais fácil e melhor de se viver. Não faz eu ser assim tão absurdamente feliz só porque eu tenho certeza absoluta que nenhum segundo ao seu lado é por acaso.
Combinamos que não era amor e realmente não é. Mas esse algo que é, é realmente muito libertador. Porque quando você está aqui, ou até mesmo na sua ausência, o resto todo vira uma grande comédia. E aquele cara mais novo, e aquele outro mais velho, e aquele outro que escreve, e aquele outro que faz filme, e aquele outro divertido, e aquele outro da festa, e aquele outro amigo daquele outro. E todos aqueles outros viram formiguinhas de nariz vermelho. E eu tenho vontade de ligar pra todos eles e falar: putz, cara, e você acha mesmo que eu gostei de você? Coitado.
Adoro como o mundo fica coitado, fica quase, fica de mentira, quando não é você. Porque esses coitados todos só serviram pra me lembrar o quão sagrado é não querer tomar banho depois. O quão sagrado é ser absurdamente feliz mesmo sabendo a dor que vem depois. O quão sagrado é ver pureza em tudo o que você faz, ainda que você faça tudo sendo um grande safado. O quão sagrado é abrir mão de evoluir só porque andar pra trás é poder cruzar com você de novo.
Não é amor não. É mais que isso, é mais que amor. Porque pra te amar mais, eu tenho que te amar menos. Porque pra morrer de amor por você, eu tive que não morrer. Porque pra ter você por perto um pouco, eu tive que não querer mais ter você por perto pra sempre.
E eu soquei meu coração até ele diminuir. Só pra você nunca se assustar com o tamanho. E eu tive que me fantasiar de puta, só pra ter você aqui dentro sem medo. Medo de destruir mais uma vez esse amor tão santo, tão virgem. E eu vou continuar me fantasiando de não amor, só pra você poder me vestir e sair por aí com sua casca de não amor.
E eu vou rir quando você me contar das suas meninas, e eu vou continuar dizendo “bonito carro, boa balada, boa idéia, bonita cor, bonito sapato”. E eu vou continuar sendo só daqui pra fora. Porque no nosso contrato, tomamos cuidado em escrever com letras maiúsculas: não existe ninguém aqui dentro.
Mas quando, de vez em quando, o seu ninguém colocar ali, meio sem querer, a mão no meu joelho, só para me enganar que você é meu dono. Só para enganar o cara da mesa ao lado que você é meu dono. Eu vou deixar. Vai que um dia você acredita.

26 setembro, 2007

Burro de carga

Eu juro que eu preciso parar de carregar o mundo nas costas... Quer dizer, nem sei se carrego mesmo, mas querer eu quero! Afinal, não tem nada demais apertar o 'foda-se', dar serviço pros outros e tirar o meu da reta...
Mas por que eu não consigo? Aí fico aqui, pegando todas as tarefas e responsabilidades pra mim, com essas olheiras e essa cara de cansada olhando pro jogo do SP na tv, com todo mundo achando que eu sou a dona da situação, e por isso, devo arcar com tudo, num mau humor que dá gosto, me culpando e me orgulhando das coisas que eu faço, ao mesmo tempo.
Lindo! Lindo eu ser responsável, gostar de trabalhar, fazer as coisas direito... pontos pra mim!

Mas eu a parte de curtir um pouco, se cansar menos, deixar os outros fazerem? Por que esse bloqueio em simplesmente, transferir a responsabilidade? E eu faço tudo direitinho, não dou trabalho pra ninguém, não descanso, agrado todo mundo, faço cara de "magina, é fácil"... Deve ser a genética, meu pai era igualzinho...
E em troca? Umas reclamações, umas demonstrações de afeto dos amigos, afinal nem tudo está perdido! Ah, e tem a coisa de esquecer completamente de mim mesma, ficar acabada, sem tempo nem pra pseudo-flertar com o bofe de sempre, sem paciencia pra tentar arrumar tempo, atacando por qualquer coisa, uma pilha, resumidamente...
E tô precisando achar o "off", e não veio escrito no manual!

20 setembro, 2007

Eu juro que eu tava super afim de escrever um post, falando dessa coisas toda de ter que correr atrás das coisas, não ter tempo para nada, esperar ajudar dos outros e só quebrar a cara, e perceber que a vida é 'by yourself'... Também queria escrever sobre como as vezes aparecem umas 'luzinhas' no fim do túnel, aquele elogio legal, aquele abraço do amigo querido... Além de escrever como o cansaço me deixa maluca, alternando esses momentos de "abraço gostoso do amigo", com momentos de crise de choro, por ter tanta coisa pra fazer e ninguém ajudar, com momentos de ir pra micareta pra "desanuviar"...
Eu juro que queria postar sobre isso... mas ontem eu precisava dormir, e hoje não dá tempo tá?!
Até a próxima!

14 setembro, 2007

Mensagem subliminar

Sou péssima nisso. Sempre acho que entendi, mas na real entendi tudo errado! Como eu vou entender o que significou aquele abraço, ou aquele corte na conversa, ou aquela atitude "amigona" demais?! A pessoa me odeia, me ama, tá afim de mim, não quer papo....o que ela quer?
Tá te tratando bem ou é falsa? Tá só puxando conversa ou quer te pegar? Adora você ou só faz tipo porque você paga o salário dela, e no fundo te acha uma idiota? Não gosta de você ou simplesmente não tava afim de continuar o papo?
Nunca dá pra saber, então também nunca dá pra saber como reagir... retribuir a educação, também achar o outro idiota, cortar o papo, mudar o assunto, continuar, dar a entender que se ele quiser pegar você, você vai achar o máximo...
Suposições... um dia a gente acerta!

10 setembro, 2007

Espelho

Porque você tá tentando abraçar o mundo... e tem horas que só se fode. Trabalha igual uma camela, pra gente folgada. Fica cansada de novo, sem nem ter se recuperado da ressaca de ontem. Come muito e fica culpada... depois corre, mesmo que "roubando", pra se redimir da culpa. Você resolve treinar, e dessa vez parece que vai dar certo... essa tal dessa endorfina vicia, não?
Você, que devia dar aula de ginástica, "trabalha" digitando coisas no computador, sendo que a dona do serviço está sentada belíssima ao seu lado... você não entende, apenas faz... Na pior das hipóteses, você está aprendendo a não ser tão idiota na próxima.
E quando você percebeu, tava cheia de projetos, o que é ótimo! A questão é que você adora que tudo fique pronto logo, e nenhum deles vai acontecer agora... você se empolga, mas logo vê que vai demorar... broxa um pouco, mas exercita a paciência. Você jura pra si mesma que não vai mais se envolver em nada. Não consegue! Apesar dessa bagunça toda, talvez no futuro, com um pouco de sorte e esperteza, esse congestionamento de projetos te renda algo.
E aí lembra que precisa lembrar das outras pessoas... aqueles, os amigos que as obrigações te fizeram largar de lado. Mas... como é que faz? Você não consegue parar, nem se adequar, apesar de saber que administra muito mal o tempo... Porque você não pode dizer que te falta tempo, pois não falta! É que é tudo fracionado, sobra meia horinha aqui, 40 minutos ali... se desse pra juntar tudo, teria tempo de sobra né?!
E você volta cantando e falando sozinha, e pensa que sua família te dá muito trabalho. Mas ainda bem que consegue ver o lado divertido das coisas, e como tem gente que dá tanto valor pra bobagem?!!?!?!? Você adoraria que cada um cuidasse da sua vida e pudesse tocar a sua tranquilinha...
Mas no fundo, é tudo muito divertido na sua vida... as pessoas que convive, as bobagens que faz... você ri bastante pelo menos... mesmo nem tudo estando do seu gosto. Você se irrita fácil, conviver com aquele povo não é fácil...hahaha, são tão infantis, enquanto você é toda "mãe". Mas tem gente que salva, aqueles que você adoraria levar pra casa "pra criar", apesar de não ser muito seu forte. Afinal, são eles que animam seus churrascos, e são culpados por boa parte das suas risadas durante o dia...
E sua correria só aumenta... dorme pouco, e precisa estar feliz e animada, afinal tem um monte de operários te esperando logo cedo... Talvez você seja a única coisa legal no dia deles... pensa nisso!
Você se prende há habitos antigos, é tradicional, sentimental... precisa trabalhar o seu "desprendimento"! Você consegue enxergar suas situações de fora, e vê o caos da sua vida sentimental... nunca conseguiu fazer a coisa certa, no lugar certo, na hora certa. Acha que nunca tá certo! Talvez ache tanto, que nem consegue enxergar a hora que acerta... vai passar a chance e você vai estar aí... reclamando... Enquanto isso, vai pensando nas coisas erradas quando não tem coisa melhor pra fazer. E o símbolo do errado te vê todo dia, te adora, e te encontra após o trabalho, com as roupas sociais que você tanto adora... Você, claro faz cara de paisagem (mentira, todo mundo sabe que não consegue disfarçar muito bem)... As coisas já foram melhores com vocês... agora tá tudo calmo, e você ainda não decidiu se dá Graças à Deus, ou se odeia! É bom e ruim, você conclui. Depois pensa, e se confunde... será que existe algo realmente, ou tá usando isso só pra deixar 'preenchido' um espaço que tava meio vazio? Você não sabe, mas se pensar muito, fica louca! Deixa pra lá e vai levando...
Você olha pra tudo que tem, a correria, os mil projetos, o caos amoroso, a ansiedade pra ver as coisas acontecerem... e até que fica feliz com o que tem! Bom né... Se você contasse pra alguém, não iam entender muito, mas acho que iam gostar!

04 setembro, 2007

Na próxima encarnação...

Vou nascer mais alta, mais magra e de cabelo liso. Vou ser disciplinada, correr todos os dias... quem sabe fazer umas provas, levar a sério, mas por prazer não profissão... Vou ter mais jeito com esportes, principalmente com os que tem bola, que são meu maior inferno. Não vou ter amores platônicos, nem acordar de mau humor... Vou viajar mais, e aprender mais línguas. Vou saber juntar dinheiro, e não me encantar com a primeira calça jeans que eu ver após receber um salário... Aliás, vou ter um bom salário, quem sabe fazer Educação Física mesmo, mas dessa vez com mais certeza de que seja o caminho certo. Vou amaaaar dar aula, e meus alunos vão me adorar! Vou fazer um bom trabalho, e o mais importante... vou acreditar que faço um bom trabalho. Vou saber me organizar, fazer tudo com antecedência, ler bastante... Vou ter uma aplicação no banco, ter segurança. Não vou brigar em casa, vou ser um poço de paciência e compreensão. Vou ser menos egoísta, menos responsável, bem menos pessimista, menos capricorniana. Vou achar o cara certo! Vou acreditar que é possível casar e ser pra sempre. Não vou perder tempo com homens comprometidos, enrolados, que não retribuem, que mal sabem da sua existência... nada desse tipo! Ele vai ser "O" cara, e vai surgir do nada. Vou me estressar menos, vou entender que existem pessoas escrotas no mundo, e é fato que vou precisar conviver com algumas. Não vou me preocupar tanto com os outros. Vou ter amigos que compreendam mais o meu lado "desnaturada". Vou me importar menos com os que não compreendem. Vou manter amizades longas, vou ligar mais pras pessoas. Não vou ser tão desnaturada, pretendo pelo menos! Não vou ligar pro que pensam as pessoas, assim, não preciso perder tempo 'fingindo que não ligo'. Não vou sentir tantas saudades, vou viver o hoje. Não vou usar as noites para ter insônia, nem pra repensar sobre a vida. Vou simplesmente dormir! Vou poder ter um blog pra escrever coisas legais, e não 'desabafos' da minha própria frustração...

02 setembro, 2007

Nada melhor...

... que ter um dia pra ficar na sua própria companhia, falar sozinha, pensar no que quiser... Se curtir!
Nada como sol, pro dia ficar bonito, pra tirar a cor 'de nada', pra se sentir viva. Nada como sair pra caminhar e dar Graças à Deus por ter um lugar tão bacana pra viver, mesmo que lutando todo mês, rsrs, mas conseguir viver relativamente bem. Nada como estar sozinha, sem ninguém pra opinar, cobrar, pra nada... nada como se bastar! Óbvio, ninguém vive assim sempre, mas ter um dia de "eu mesma" é essencial. Nada como ter um cachorro, que te diverte quando precisa de férias das pessoas. Nada como descobrir que é época de amoras, e ficar catando-as da árvore, igualzinho como era na infância... se pudesse escolher um gosto pra minha infância, seria de amora. Nada como "por ordem na casa", e deixar tudo encaminhado, pra não se atropelar depois. Nada como um bom banho, uma boa 'sessão de beleza', nada como ficar bem!
Nada melhor -mesmo com todos os dramas e problemas- que ser eu mesma!

Oficialmente é dia 01!

E eu nem esperei sexta que vem pra postar! Não sei se quando eu publicar esse post irá aparecer dia 02, mas pra mim ainda é dia 01, e é meu dia, e dos meu colegas de profissão, então parabéns pra nós! Apesar de eu não saber por quanto tempo essa profissão ainda será a minha profissão.

Estou cansada, bodiada, testando o quanto eu consigo ser pentelha com as pessoas no msn, quando estou entediada, rsrs! E culpada comigo mesma, por não estar no pique de sair. E brava pelas pessoas que não retornam minhas ligações, mas ok... (vamos lembrar sempre que sou uma pessoa calma, tranquila, centrada... hahahaha!) E empolgada com os planos novos... ou melhor, empolgada não, pois estou bem pé no chão, mas estou esperançosa de que a longo prazo eu consiga tirar coisas legais, desse turbilhão de coisas que tô me enfiando... São projetos grandes, que se trabalhar direitinho, vai ser bem legal... veremos!
Hoje foi dia de perceber como eu gosto de marketing, e como eu tenho a mania de carregar o grupo que eu estiver participando nas costas... Ainda bem pelo menos, que na maioria eu consigo dar conta... a primeira ação de mkt, bolada em quinze minutos, semi-sozinha no grupo, ficou bem demais! Percebi também como adoro mandar, e como sou boa nisso! Hahahaha, tenho futuro nesse negócio!
Ah! Além de provar pra mim mesmo que no campo dos 'relacionamentos' eu não gosto de nada normal, nada fácil. Não... eu não me interesso... sequer olho, pelo mais bonitinho, nem muito menos por aquilo que está perto de mim... Legal é o longe, o perdido, o difícil, o fora do padrão... Mas ah... por trás dessa dificuldade toda, aquela cara de 'ter a pegada' deve no mínimo, valer a pena! Ui!

31 agosto, 2007

Semanal

Os posts estão virando semanais... Aliás tudo está cíclico. E eu estou a perfeita i-d-o-s-a!
A segunda é preguiçosa e não anda, a primeira aula me irrita muito, o dentista, que é "o cara" da anestesia trata dos meus dentes bichados... Eu planejo muito e faço pouco.
A terça é caos total, varia do desanimo à pura animação várias vezes em poucas horas. Tenho sono, meus alunos me animam, corro e odeio jogar... No final, percebo como sou boba e ainda gosto de quem não precisava.
A quarta é uma mistura de 'day-off' (ou melhor, manhã-off) e coisas entediantes... sabe? Daqueles de ficar de mau humor, ou da filosofia "Se o estupro é inevitável..."
A quinta apesar do sono (que a essas alturas da semana ja é MUITO SONO), a coisa vai ficando bem! Trabalho, corrida, matérias legais, boas "vistas" e projetos promissores... Mas como nem tudo é perfeito, meu nível de "tolerância" com as pessoas já não está lá aquela maravilha!
A sexta é gostosinha como a quinta, exceto pela Sociologia! Rs, de resto, tudo muito bom, tudo muito bem... não fosse o fato de eu estar 'só o fiapo', e a semana não terminar aí! É o dia onde a minha coragem de por o pé pra fora de casa a noite é nula, mesmo com a culpa por não conseguir ver ninguém e a cobrança das amigas. Mas é mais forte do que eu! Veja só, cá estou eu escrevendo em plena sexta a noite, rs! Estou mesmo ficando velha...
O sábado, pelo menos nos próximos meses é enfiado numa sala, numa academia, o dia todinho!!! Ok, se Deus quiser vai me render alguma coisa isso, ou pelo menos algo a mais no currículo. Mas vamos combinar que colocar meu corpinho podre numa cadeira o sábado inteirinho é duuuuro! Conclusão, sábado a noite quase perdido, só ando aceitando caso a proposta seja irrecusável... Senão, a Blockbuster é minha melhor companhia! Velha né?!
Sobra o domingo... certo? Mas domingo nunca é muito bem aproveitado, a não ser pra por o sono em dia, fazer aquela sessão beleza que não dá durante semana, ver a família... essas coisas!
Ou seja, por esses tempos, minha vidinha 'social' está aposentada, e tudo tem dia, hora, é marcado!
Até postar! Aguarde o próximo, nesse bat-horário, nesse bat-canal, nesse bat-blog!

25 agosto, 2007

Fraqueza

E aí eu mantive toda a pose, aliás, tava começando a me convercer que nem era só pose, mas que eu tava "me curando" de verdade desse karma. Eu passei a acreditar no teatro que eu inventei, e isso tava virando verdade, eu tava bem, gostando mesmo!
Mas eu tava gastando energia pra isso, pondo a cabeça pro outro lado, pondo o corpo pra trabalhar em prol do meu "esquecimento".
Só que a cabeça e o corpo trabalharam tanto... que eu cansei! Aí cansada, vi tudo indo por água abaixo, minha máscara caindo, sensível, carente, e eu voltando a te ver como sempre, ou quase sempre vi... Você lá, de estímulo, de conforto... E agora?! Fala pra mim que eu vou descansar, dormir bastante e conseguir voltar pro teatrinho que tava indo tão bem, fala?!!?!?!

19 agosto, 2007

Casar ou comprar uma bicicleta?!

E tem aquela hora que você percebe que sua vida mudou. Você vê que seus amigos mudaram, alguns sumiram, outros apareceram... Seu jeito mudou, ganhou coisas boas, mas esqueceu outras pelo caminho. Seus objetivos são muito diferentes daqueles do começo, você se desiludiu com muita coisa, mas viu outras, quebrou uns preconceitos, abriu horizontes... isso é legal! Mas é meio triste ver que aquele 'sonho' todo das antigas não existe, as pessoas se separam, as coisas mudam, cada um corre atrás do seu, tudo muda. E por mais que você se esforçasse, aquela coisa linda que era tudo, nunca vai se repetir... Podem vir outras 'coisas lindas', mas eu queria "aquela", igualzinha, sem tirar nem por! E isso, pode ter certeza, não volta nunca mais...
Cheguei num ponto onde amo muito tudo o que acontece atualmente, tenho diversão e pessoas incríveis ao meu redor todo dia, cada vez mais vejo opções novas de escolhas na vida... Mas ao mesmo tempo, tenho saudades daquela realidade antiga, daquela "segurança" de ter objetivos mais certos, saber o que eu amava, quem eu queria comigo sempre, o que eu gostava, quem era minhas 'inspirações'...
Essa é a fase mais perdida de todos os tempos... acho que até por conta da idade, da transição pra vida de 'gente grande, trabalhadora, independente'. Vejo muitas opções, na profissão, nas amizades, nos relacionamentos... e simplesmente não sei o que eu quero pra nenhuma dessas áreas! Não sei mais se confio nas pessoas, se gosto de quem eu realmente digo gostar, se eu vivo o hoje e "cago" pro amanhã, se eu penso como estarei daqui 10 anos... Não tenho mais certeza se gosto do que faço, ou melhor, eu gosto. Só não sei se é o que eu quero fazer pra sempre... Mas também não sei se eu preciso fazer a mesma coisa pra sempre! Preciso?
Enfim, tô no auge dessa crise toda que qualquer ser nessa fase da vida passa... ok, normal né?! Ok nada!!!!!!!!!!!! Se eu fosse uma jovem comum, dessas que adora crise existencial, seria...
O fato é que sou uma capricorniana com cabeça meio "idosa", que ja tomou bastante susto na vida!!! Portanto segurança, ou melhor, a falta dela, é a única coisa que me deixa totalmente louca! Gosto daquilo que é certo, que é determinado, que é objetivo! E nem tudo tem sido desse jeito.
Essa coisa de não saber se casa ou compra um frango definitivamente, não é pra mim...

15 agosto, 2007

Tudo que eu quero na vida!

Quero um trabalho novo. Mas talvez em outra área. Quero escrever meu artigo, mesmo sem saber por onde começar. Quero um chefe legal. Quero dinheiro. Quero trabalhar com o que eu amo. Quero que gostem de mim. Quero gostar das pessoas. Quero fazer pós, outra pós, mestrado. Quero montar uma empresa. Quero dar aulas. Quero ter "nome". Mas também quero parar de pensar em trabalho. Quero surtar, jogar tudo pro alto. Quero ir embora de casa, por a mochila nas costas e tchau! Quero viver na praia, ir morar fora, fazer intercâmbio. Quero ficar rica. Mas não quero pensar só em dinheiro. Quero ter saúde. Quero emagrecer, mas quero comer todas as coisas boas que eu quiser. Quero me jogar na balada toda noite. Quero acordar sem olheiras. Quero um namorado, um ficante, um amante, um rolo. Sei lá o que, mas eu quero! Quero não depender de ninguém, mas quero poder ser 'sustentada' pra sempre. Quero um 'amigo gay' full time comigo. Mas quero poder ficar sozinha. Quero ter filhos, desde que eles não me dêem muito trabalho. Quero inglês fluente. Quero aprender por osmose (rs!). Quero um marido parecido com um professor (ou dois? ou três?) meu. Quero casar com um amor de infância. Ou com algum amor platônico. Ou com algum desses dois ou três professores (rs!). Quero clonar pessoas e guardar. Quero alisar o cabelo. Quero acordar de bom humor. Quero mandar em todo mundo. Quero tomar porre. Quero falar bobagens, ser sincera, contar pra todos o que penso das pessoas. Quero ser menos antipática, menos esnobe (eu sei, eu sou). Mas não quero falar com qualquer um. Quero comprar roupas, e muitos scarpins. Quero enjoar e querer sair de Havaianas. Quero dirigir muito rápido e cantar muito alto. Quero ver o pôr-do-sol do meu caminho de volta da faculdade, em todas as minhas voltas pra casa. Quero um apartamento pra eu poder decorar como quiser. Quero poder decidir mais coisas. Quero quebrar a cara, voltar atrás pedir desculpas. Quero estar certa. Quero brigar, depois fazer as pazes. Quero achar que é pra sempre, depois querer terminar. Quero sair com as amigas, tomar cerveja, falar mal de homens. Quero ser menos desnaturada com as amigas. Quero falar menos besteira bêbada. Quero fazer mais besteira bêbada! Quero voltar a nadar, a fazer ginástica, a correr. Quero ser disciplinada, parar de tomar refrigerante, comer bem. Quero parar no tempo. E ao mesmo tempo quero que o tempo voe. Quero parar de ser ansiosa. Quero escrever melhor. Quero ser menos pessimista, menos capricorniana, menos séria. Quero muitas fotos. Quero muitoas risadas, muitas noites em claro. Quero manter as pessoas na minha vida. Quero criar vergonha na cara! Quero tudo!!!
Quero parar de querer... começar a ter!!!
Não adianta, a gente sabe quando uma coisa vai dar errado... E quando o negócio começa errado, não tem jeito! Por mais que você se esforce, la no fundo você sabe que não vai adiantar nada, porque VAI DAR ERRADO!
Eu sofro desse 'mal mediúnico', sempre sei quando as coisas não vão dar certo... e mesmo assim, algo me empurra e eu vou! As vezes eu contribuo pra catástrofe, outras até tento consertar... juro, boa vontade eu até tenho... Mas nem tudo é como a gente quer... não sou a mais legal das pessoas, quando o santo não bate... Não bate! Quando não 'é'... Não é!
Quando a gente perde o tesão por algo, melhor procurar outra coisa... melhor mudar o foco, esquecer as cagadas e ir atrás do que interessa...
Então é isso que eu vou atrás!

10 agosto, 2007

Só um alô

O blogspot andou meio de mal comigo esses dias, não abria o blog, nem o dos outros... quase surtei! Mas tudo bem, afinal eu não andava naquela inspiração toda.
Lá se foi a primeira semana de aulas, tudo bom, tudo bem... estou na pilha de aproveitar esse semestre de 'oba-oba', escrever coisas, fazer projetos, etc... Ainda mais depois de umas e outras aulas com "professores prodígio", rs! Inspira bastante!
Agora trabalhar não tem sido meu barato... não tô sabendo muito bem se ando gostando do que faço, mas tô levando... Como não sei fazer coisa mal feita, tô pelo menos me esforçando... mas ai... será que é isso mesmo!?
Por enquanto 'é o que tem', e fora isso acho que tô finalmente conseguindo parar de perder tempo com as minhas frustrações e com as pessoas que não me retribuem como eu queria (distância bendita!), procurando ficar na correria, fazer curso, ter compromisso, pois é quando eu fico mais feliz... Sofro daquele mal de "mente vazia é oficina do diabo" sabe?!
E vamo levando!!!

07 agosto, 2007

Aí é você que reclama demais, exige demais, não dá valor pra nada que tem...
Pelo fato de ter uma casa boa, comida, carro e conseguir "se virar" com o dinheiro todos os meses, a sua obrigação é sorrir nas ruas, cumprimentar todo mundo, e ser MUUUUUIIIITOOOOO feliz, afinal você tem saúde, amigos, casa, comida e roupa lavada! Alguém precisa de mais?!
Claaaaro que o fato de você brigar com sua indisciplina todo dia, não conseguir fazer metade do que pretende, não ter lá tantas pessoas assim te apoiando, não estar muito certa dos rumos que quer dar na vida, depender dos outros quando o que você mais queria era ir embora e tocar a vida sozinha, enfim, esses "detalhezinhos" não te dão o direito de ficar nervosa, brava, triste, brigar, ter tpm, estressar... Imagina, é praticamente um pecado!!! Tem tanta gente que daria tudo pra estar no seu lugar!
Então, pessoas que tem "o básico"... uni-vos!!! Vamos todos sair sorrindo por aí, mostrando como é legal nossa vida e nossa pseudo-felicidade!!! Como somos realizados! Como nos conformamos com o que temos, somente porque temos!

02 agosto, 2007

Suficiente

E aí você percebe que não precisa de muita coisa pra ficar bem...
Dá pra ser feliz tendo dívidas, não sendo correspondida, tendo uma família que te enlouquece, gente que te "apurrinha". Isso tudo faz parte, serve pra deixar os momentos legais com mais valor.
Um cuidado com si própria, uma melhora na auto-estima, mesmo que te custe alguns cheques. Uma compra, que te dá a sensação de "conquista", mesmo que daqui uns dois meses você nem lembre mais. Uma boa amiga, Mc Donalds, umas bobeiras, risadas... a impressão de que você realmente tem alguém pra sempre, por mais que a vida siga caminhos diferentes. Um bom vinho, gente vivida, engraçada e interessante. Ou pelo menos com alguma das três características, rs! Bom papo, boas piadas, risadas verdadeiras. A sensação de esquecer um pouco do "resto da vida", e melhor ainda... a sensação de ser querida por aquelas pessoas. De algum jeito ou de outro, com ou sem intimidade/proximidade, saber que você faz diferença pra elas.
É bom voltar pra casa (mesmo que ouvindo Audioslave e lembrando de quem não precisava), sabendo que alguém ficou feliz por sua causa...

26 julho, 2007

Se isso não é amor... o que mais pode ser?

... Já dizia o Jota Quest! Ok, amor é um nome muito pesado pra ser usado, até mesmo por mim, a mais passional, iludida e boba das criaturas. Seria melhor dizer "se isso não é paixonite, o que mais pode ser?", rsrs! Mas ia ficar feio e diferente da música. Enfim.
Mas que diabo de relação é essa? Eu te adoro, a gente conversa, ri, sai, eu te conto coisas que não contaria pra ninguém, ou melhor, só pros amigos gays! Você também me adora, se abre comigo, me diverte, conta seus planos, essas coisas todas que grandes amigos fazem. Mas tanto eu, quanto você, temos outros 'grandes amigos'... e algo de diferente acontece. Não sei bem onde, se no tratamento, se no carinho, se no cuidado... você sabe! Eu tava acostumada a disfarçar esse meu tratamento 'plus' pra você, mas e agora você resolveu fazer também!
Eu não entendo a tal da relação, essa amizade que eu adoro, mas com cuidados de namorado, e intimidade de 'amigo gay' (rs, sou recorrente nesse assunto né?!).
E ainda como diria o Flausino "Estou aprendendo também..."

25 julho, 2007

Passando do prazo

Tava ficando tudo certinho. A nossa distância tava fazendo eu pensar em outras coisas. Aí, só uma história mal colocada, fez com que eu ficasse nervosa de novo, a gente nunca prevê a atitude das pessoas, e as vezes elas podem fod*r tudo sem que a gente possa interferir. Mas quer saber? Eu não quero pensar nisso agora!!! Como diria o Zé Renato e sua sááábia filosofia "Pisou na merda, abre os dedos".

Tem feito um frio do cão, e chovido muito, o suficiente pra me deprimir, mesmo que eu não tivesse motivos... Essa coisa de férias+frio+chuva, na melhor das hipóteses, me rende uns quilos a mais.
Por incrível que pareça, não vejo a hora das férias acabarem. Já fiz uma quantidade razoável das coisas que eu tinha prometido resolver nas férias. Estou feliz, pois a minha 'bad' dos últimos dias está indo embora, estou voltando ao meu normal, vendo as coisas como elas realmente são, sem muita ilusão. Além disso, fiz bons contatos profissionais, e finalmente minha tatuagem, coisa que jurei que não ia deixar passar dessas férias. Ah! E não me 'isolei' das pessoas, como acontecem em algumas férias minhas... vi bastante gente, saí um número considerável de vezes, meus amigos me fizeram muuuuuuuuuuito bem.
Claro, não cumpri tudo que prometi, férias a partir de certo ponto, acabam comigo, pois fico mais preguiçosa e indisciplinada do que ja sou naturalmente, se é que isso é possível! Ou seja, fiz um monte de cagada nesses dias também. Muitas coisas adiadas, muitas fugas... da dieta, das obrigações, etc. Senão não seria eu!
Por isso meu desespero pelo fim das férias!!! Esse tempo de bosta, é um mega fator agravante, pra essa preguiça dominar meu ser, e eu não conseguir mais cumprir obrigação nenhuma! Algo me domina, quando eu vou ver, a merda já tá feita! Chega de férias antes que eu adquira dupla personalidade! E antes que eu perca o emprego, engorde 400kg, seja posta pra fora de casa... porque vontade mesmo... só de comer e dormir! Credo!

24 julho, 2007

Antonio Prata

Adoro crônicas, vez ou outra brinco de rascunhar alguma. Mas tô longe de prestar, quem sabe um dia.
Na minha "ronda" diária pelos blogs, cruzei com essa no blog do Antonio Prata (http://blogdoantonioprata.blogspot.com/), ao mesmo tempo tem tudo e nada a ver comigo agora. Mas isso não faz diferença, o que importa é que é bem bacana:
(tem uma muito boa dele no Blônicas hoje, mas resolvi diversificar um pouco a fonte, rsrs!)

O SALTO
(crônica para a revista Capricho)


A gente não tem como saber se vai dar certo. Talvez, lá adiante, haja uma mesa num restaurante, onde você mexerá o suco com o canudo, enquanto eu quebro uns palitos sobre o prato -- pequenas atividades às quais nos dedicaremos com inútil afinco, adiando o momento de dizer o que deve ser dito. Talvez, lá adiante: mas entre o silêncio que pode estar nos esperando então e o presente -- você acabou de sair da minha casa, seu cheiro ainda surge vez ou outra pelo quarto –, quem sabe não seremos felizes? Entre a concretude do beijo de cinco minutos atrás e a premonição do canudo girando no copo pode caber uma vida inteira. Ou duas.
Passos improvisados de tango e risadas, no corredor do meu apartamento. Uma festa cheia de amigos queridos, celebrando alguma coisa que não saberemos direito o que é, mas que deve ser celebrada. Abraços, borrachudos, a primeira visão de seu necessaire (para que tanto creme, meu Deus?!), respirações ofegantes, camarões, cafunés, banhos de mar – você me agarrando com as pernas e tapando o nariz, enquanto subimos e descemos com as ondas -- mãos dadas no cinema, uma poltrona verde e gorda comprada num antiquário, um tatu bola na grama de um sítio, algumas cidades domesticadas sob nossos pés, postais pregados com tachinhas no mural da cozinha e garrafas vazias num canto da área de serviço. Então, numa manhã, enquanto leio o jornal, te verei escovando os dentes e andando pela casa, dessa maneira aplicada e displicente que você tem de escovar os dentes e andar ao mesmo tempo e saberei, com a grandiosa certeza que surge das pequenas descobertas, que sou feliz.
Talvez, céus nublados e pancadas esparsas nos esperem mais adiante. Silêncios onde deveria haver palavras, palavras onde poderia haver carinho, batidas de frente, gritos até. Depois faremos as pazes. Ou não?
Tudo que sabemos agora é que eu te quero, você me quer e temos todo o tempo e o espaço diante de nossos narizes para fazer disso o melhor que pudermos. Se tivermos cuidado e sorte – sobretudo, talvez, sorte -- quem sabe, dê certo? Não é fácil. Tampouco impossível. E se existe essa centelha quase palpável, essa esperança intensa que chamamos de amor, então não há nada mais sensato a fazer do que soltarmos as mãos dos trapézios, perdermos a frágil segurança de nossas solidões e nos enlaçarmos em pleno ar. Talvez nos esborrachemos. Talvez saiamos voando.
Não temos como saber se vai dar certo -- o verdadeiro encontro só se dá ao tirarmos os pés do chão --, mas a vida não tem nenhum sentido se não for para dar o salto.

21 julho, 2007

Onde aperta o "off"?

Não ando na melhor das fases.
Estou numas de não conseguir me auto-controlar... uma coisa meio "anjinho X diabinho" falando na minha cabeça. Estabeleço um monte de coisas, e no dia seguinte descubro que não tenho "peito" (trocadilho infame no meu caso, eu sei) ou disposição suficiente pra cumprir as coisas. Mas tá errado! Eu sempre tive! What the hell?
E essa briga de anjo e diabo, que na verdade tá mais pra "Natane 30 anos X Natane 14 anos", deixa um conflito constante de escolha-conseqüência, vontade-responsabilidade e qualquer outra coisa do tipo na minha cabeça. Tem alguma entidade me dominando, pois nem tudo que eu tenho feito é realmente aquilo que eu gostaria/deveria fazer!
Tô louquinha! Me sentindo personagem de filme, aquelas bem problemáticas, que se apaixonam pela pessoa errada, fracassam no trabalho, rompem com a família... Mas no filme, um belo dia aparece um bofe novo, um emprego lindo e uma reconciliação e tudo fica bem.
No meu caso, enquanto eu espero meu bofe e meu emprego, fico louca, tomando atitudes erradas e me culpando depois, comendo igual uma porca, tomando remédio pra emagrecer, e arrasando na insônia... Dormir pra quê?
A cabeça ligadona, as responsabilidades, os erros, as escolhas, sempre devendo algo, sempre em falta com alguém, escolhendo as coisas erradas, as pessoas erradas, o coração descontrolado, a insegurança, a vontade de tomar atitudes, nem sempre a coragem... tô meio surtando, e não consigo nem relaxar um pouco, porque a cabeça simplesmente não para!!!
Aline Durel, eu quero uns 3 Lexotan's...

18 julho, 2007

Estado civil: S-O-L-T-E-I-R-A

Nessa vibe de 'amigos antigos', percebi que 99,9% deles estão namorando. Meus primos todos namoram, sério, aqueles de aaaanos mesmo. Se não namoram, já tiveram algum relacionamento longo. O mesmo vale pros amigos. Sobra um ou dois.
E eu não. Pois é, nunca namorei, nada de compromisso, relacionamento longo, conhecer família, nadinha! Ok, confesso que já quis, mas esse meu dedo podre, escolheu errado; ou o universo nunca conspirou pra que fosse a pessoa certa, no lugar certo, na hora certa; ou eu nunca parei pra pensar com carinho no assunto. Não sei, não tem resposta.
O fato é: depois de algum tempo, as pessoas cobram.
Na família, porque você é a única que nunca levou ninguém pro almoço dominical, porque você está ficando "velha" e não sai da gandaia, porque sua mãe não dorme a noite, achando que você está desprotegida. Seus amigos, saem todos de casalzinho e você lá ou se sujeita a ficar belíssima de 'vela', ou põe seu pijaminha simpático, vê o Jô e dorme. Coisa aliás que tende a aumentar conforme seus amigos acham legal sair de casalzinho, pois não tem graça ir pro fervo sozinha! Aí, você está automaticamente rotulada como 'a encalhada', que só trabalha, ou só estuda, e vai ser assim a vida toda, tadinha... Mas imagina que alguém vai comentar isso né... coitada, vamos abafar o caso. Mas... "a gente podia pensar em alguém pra apresentar pra ela né?Vai que dá certo!"... As pessoas ficam com dó! Pode ter sentimento pior, pode ter frase pior que "Tadinha..."
ODEIO "tadinha..."!!! ODEIO!
A questão é: e se eu não quero namorar? Juro, não quero agora, nem depois, nem daqui a pouco! Óbvio, que falo a curto prazo, não quero morrer sozinha, se bem que sou uma grande companhia a mim mesma, mas quero alguém sim. Mas... NÃO AGORA! Tá tudo bem do jeito que tá, sempre esteve, no geral. Também não estou dizendo que quero ficar largada. É bom alguém, um 'affair', uma ligação de vez em quando, uma pessoa pra pensar, um "belisco", um rolo, um "algo", pra esquentar um pouco a cabeça... e o coração. Mas isso precisa significar um namoro? Desses que todos cobram? De por foto no orkut, ficar babona, apresentar família? Se significar deixa quieto, que eu não quero! Não acho que eu vá ter paciência e tempo pra isso agora, pois tô concentrada em juntar histórias e conselhos do que "não fazer" pros meus netos...
Então, que fique claro, chega de "tadinha", eu QUERO estar solteira! Até que o próximo "amor da minha vida" apareça e me faça mudar de idéia, ok?!
Engraçado demais esse 'trem' de ver a vida de amigos antigos não? Tava aqui, fuçando na vida alheia de gente antiga no orkut... época de colégio.
Loucura né?! Ver pra onde foi, o que virou, o que sobrou de cada um na minha vida. Sinceramente, quase nada além de uma ou duas amizades com contato freqüente até hoje, umas promessas nunca cumpridas de sair pra tomar uma, por o papo em dia, essas coisas...
Tenho boas lembranças do tempo de escola... fiz maternal no Mackenzie (o bom filho a casa torna!), por isso acho engraçado e as vezes até emocionante ver algumas coisas do Campus da faculdade. Outro dia sozinha, quase chorei em pleno banheiro da piscina, lembrando daquela época, hahaha! Mack marcou!!!
Depois, mudei de escola, Pio X, onde fiquei quase até o colegial... Muito tempo, bastante história, as freiras, as professoras, os 'platônicos', a natação... mas pouquíssimas amizades que continuaram. Hoje as vezes encontro algumas pessoas, e me pergunto o que eu tinha na cabeça de ser amiga de gente tão "uó".
Terminei na Fieb, lugar pra onde eu relutei demais pra ir, mas que hoje não me arrependo nadinha vendo o povo do Pio. Jesus me chicoteie! Lá... muuuuuuitas histórias, uma adolescência "bem vivida, bem bebida (rs) e mal dormida", alguns amigos, muitos 'conhecidos', muitos churrasco, alguns porre, muitas risadas. Talvez pela própria fase da vida, tenha sido onde eu mais aproveitei. Outro dia tava comentando, que talvez essa minha 'velhice precoce', seja porque comecei a causar muito novinha, e causei messssmo!!! É a época onde eu mais me culpo de não conservar as amizades. Claro, sempre tem aquelas 3, 4 que você saí as vezes, que entendem do que passa atualmente na sua vida... mas boa parte das pessoas eu "perdi".
E saber como elas andam hoje em dia é muito engraçado. Eu com esse "instinto materno exacerbado", olho e fico tão "Nossa! Como vocês cresceram!!!", parece que só eu posso ficar velha, trabalhar, dirigir, ter responsabilidade, mudar... Eles deviam ser "minhas crianças" pra sempre! Tá errado isso!!! Rs!
Provavelmente ao final da faculdade o mesmo se repita, sobrem só "aquela meia dúzia", se bem que a nossa relação é tão diferente das minhas outras "salas" da vida, que vai saber né... vai que a gente continua namorando pra sempre?! Quarentões, tomando porre em churrasco, seria no mínimo engraçado!!!

14 julho, 2007

Sexta 13,

Que o blog vai publicar como sábado 14.
Ontem comentaram sobre a cara "confissões de adolescente" que o blog tá ficando, rs! Eu também acho, e de-tes-to. Mas ando com necessidade de desanuviar escrevendo, e sem a menor vontade de gastar neurônios fazendo textos bacanas. Então vão esses com cara de "meu querido diário..." mesmo. É o que tem!

Sexta feira 13. Não que eu seja de acreditar nessas coisas, mas hoje e os dias que antecederam estavam "osso"!!! Aliás, acho que hoje foi só o fechamento de uma seqüência de dias terríveis!
Tô numa puta bad desde a volta do Intermack, com vontade de 'me jogar do trio elétrico' (vide posts bem antigos), sumir, mandar todo mundo à merda, or something like this.
E olha que eu até tentei... tive um surto meio "Cris Nicolloti", e mandei umas coisas tomarem no cú. Assim, tudo muito bem pensado, de maneira que eu pudesse reverter. Coisa que saí correndo e fiz, assim que o surto passou. Sabia! Tem horas que eu detesto me conhecer muito bem. Mas tá certo, fui bela e responsável, e ainda posso tirar proveito disso futuramente.
Pra fechar a semana, acordei "com a macaca", aliás eu diria que acordei com o zoológico todo! Fui a um compromisso que só me fez passar nervoso, e me sentir despreparada, na frente daquele monte de gente formada, com pós, mestrado e o cacete... Mas eles tinham uma cara de "vaso" tão grande, que eu tenho certeza que trabalharia melhor que todos, só por ser um pouquinho mais viva que aquele bando de cones! Eu já tinha brigado em casa, já tava querendo atropelar as pessoas na rua, e me vem com essa? Pelamor!!!
A companhia da Camila aliviou um pouco minha revolta, tanto que ela foi comigo pro meu "ato transgressor" do dia, fazer uma tatuagem!!!!!!!!!!
Fiquei feliz, pois consegui cumprir a auto-promessa que desse mês não passaria. A decisão foi 'na loka', super do nada, mas foi ótimo! Tava adiando demais, e hoje parecia o dia mais que ideal! A dor foi suave, ficou uma graça! Agora estou na espera do quebra pau que vai rolar em casa, pois minha 'patroa' ainda não avistou as minhas três belíssimas estrelinhas!
Ainda assim, não supriu minha necessidade de cometer desvios de conduta, com a intenção de melhorar essa bad... O fim de semana tem churrasco em casa... onde eu pretendo ser normal, e no dia seguinte, uma vontade louca de morder a língua e se deixar influenciar por amigos perdidos, e fazer coisas perdidas...
Ai ai ai, se controla Dona Nat

13 julho, 2007

Xico é tudo!!!

UM GAY É TUDO NAS NUESTRAS VIDAS

Nada como um gay nas nossas pobres existências sobre a terra, essa passagenzinha de nada, velho e bom Allan Kardec, meu camarada.
Sim, um gay de verdade, com toda a sua riqueza & almodovares corazones.
Agora falando mais sério ainda: um gay é tudo em nossas pobres & toscas vidas.
Duas ou três coisas que deveríamos saber mesmo sobre eles: toda grande mulher tem um gay como principal e inseparável amigo; festa sem gay não decola, não emplaca, não orna; o mundo sem estas alegres criaturas seria chato pacas.
Festa sem gay não tem liga, nossas mulheres sem eles não são as mesmas malucas.
São sentenças bíblicas. Deveriam constar de lei federal, nas tábuas de Moisés, em todos os testamentos. Você já viu uma festa sem gay animada?
A pista não pega fogo, as mulheres não têm com quem tricotar sobre o modelito da perua de vermelho... Seja forró, o velho e flamejante roque, música eletrônica ou um sambinha esquema novo na laje da gostosa.
Seja em Nova York, Moça Bonita, Crato, Aratama, Floripa, seja ouvindo a Nhocuné Soul na vila homônina da ZL paulistana.
A mesma lição da festa perfeita vale para a amizade das nossas gazelas. Mulher sem um amigo gay nos arredores não tem graça. Com um gay como melhor amigo, ela fica mais inteligente, mais bem-humorada, mas faceira, acerta a roupa que veste, endoida o cabelo pra sair da rotina, melhora tudo, incluindo as filosofias e mumunhas de alcova.
E você, cabrón, enquanto a amada vai ver o filme-cabeça com a biba amiga, ainda pode ficar em casa curtindo tranqüilamente aquele Santos x São Paulo, aquele Sport x Corinthians, aquele Grêmio x Boca, aquele Fla X Galo, aquele Fogão x Goiás, aquele Icasa x Porto pela terceirona...
Ora, nada melhor para nos livrar daquele filme iraniano, paquistanês, taiwanês, tibetano...
Uma beleza, uma mão-na-roda essa parelha. Sem esquecer, claro, que você, cabrón, também terá um grande amigo, normalmente brilhante, para quebrar um pouco a rotina da testosterona à milanesa do boteco, pra sair um pouco daquela prosa oleosa de macho, saco.
E você ainda pode aquendá-lo, vez por outra, com uma graça do tipo “amigo gay para mim é homem eu só... ". Bem, deixa pra lá, meu bom rapaz, vou nessa, valeu, a gente se fala.



www.carapuceiro.zip.net

11 julho, 2007

Parabéns!

Seus planos estão dando certo!
Sim, porque eu sei que mesmo sem saber, você tem planos maléficos no seu sub-consciente, de tentar me enlouquecer, confundir minha cabeça, embaralhar meus sentimentos... Muito bom! Está conseguindo!!!
Eu não sei mais se quero ficar perto ou longe de você, se quero ser sua amiga, se quero te pedir em casamento. Você tem o dom de me fazer sentir amor e ódio ao mesmo tempo, alternar momentos em que te vejo como irmão e momentos onde quero te atacar loucamente.
Realmente tem horas que a gente tem tudo a ver... gostamos das mesmas coisas, temos os mesmos objetivos, histórias parecidas, histórias em comum, coincidências das mais variadas... até detestamos as mesmas coisas! As nossas conversas são boas e longas, damos muita risada juntos.
Quem vê de fora, acha a gente perfeito! Tem horas que eu também acho... Começo a imaginar como seria... Depois, acho melhor não, afinal é tão legal do jeito que é, que poderia estragar tudo depois. Gosto das coisas como são, me divirto pelo menos, e sei que você também gosta. É legal se sentir querida.
Suas atitudes me confundem, me fazem as vezes que é sério, que é coisa da minha cabeça, que é tesão, que é brincadeira sua, que é pra sempre... cada hora uma coisa. Você poderia ser mais claro não? Mas acho que você vê graça exatamente nisso, em jogar comigo...
O que me fod* é gostar demais de você, não no sentido 'homem e mulher' da coisa, mas de você como amigo, como pessoa. Não quero correr o risco de ter ver longe, independente do "cargo" que você tenha na minha vida. Isso causa essa confusão mental toda... esse medo de fazer alguma cagada que possa te afastar, junto com esse seu "morde-assopra" comigo, estão indo direto ao objetivo: me deixar louca!
Eu me conheço, e sei que essa 'mini-bad' toda vai passar logo, é só uma crise e vamos continuar nesse chove não molha divertido que sempre foi... o importante é você perto.
Feriadinho mackenzista, viagem, jogos de faculdade.
Foi ótimo, tô ficando meio velha pra esse negócio de causar muito, tomar muito porre tudo e tal.
Mas a vibe que eu tava também era bem gostosinha. Grandes amigos, boas risadas, conversas como 'amigos de longa data', um empréstimo fabuloso de colchão, alergia, cerveja, tpm, caminhadas pra comer, mais risadas, táxis, baladinha, cervejada, música, sono atrasado, voz rouca hoje, alguns dias 'desligada'... foi tudo muito bem. Apenas alguns momentos de confusão mental, graças á uma puta amizade, que é boa, mas me dá ódio as vezes. Bom, isso não vem ao caso...
Agora é hora de voltar, programar a diversão nas férias, e correr atras das coisas. Alguns projetos, e uma luta contra a preguiça... trabalhar é preciso!!!

04 julho, 2007

5 anos...

Dia 5, 5 anos...
Na verdade não lembro muito bem da noite do dia 4 de julho de 2002... lembro sim da manhã... eu tinha acabado de voltar de férias, minha mãe estava quase boa da cirurgia... tava tudo aparentemente bem. E de repente eu me vi na sala de espera de um hospital, meio de pijama ainda, de óculos escuros marrom, chorando... chorando muito. Sou péssima pra essas coisas de doença na família... sempre procurei fugir, e voltar só quando estivesse tudo bem. Mas daquela vez não dava... as coisas aconteceram em cima de mim, literalmente. Acho que chorei tanto durante o dia, que a noite minha memória deletou. Provavelmente eu dormi na casa da minha tia, com a Camila, minha prima, fiel escudeira e sempre minha distração nesses momentos fodas...
O dia 5 eu lembro quase tudo... visitamo-os de manhã... foi uma sensação estranha, tava feio de olhar. Saí literalmente sem saber o que achava melhor. Fomos pra casa da minha avó, almoçamos. Logo após, a gente ainda tava na mesa, tocou o telefone. Aí nem precisava muita explicação, era tão óbvia aquela ligação... Parece que tava só esperando a nossa visita de manhã. Saí na área da casa, sentei, e fazer o quê? E pensar o quê? Dessa parte em diante tem um pequeno "apagão", rs. Depois lembro da lanchonete do hospital, e eu ligando pra Lays pra avisar, mas ela não estava, lembro do carro da minha tia, no caminho pro cemitério, lembro da minha indignação (¬¬) ao ser perguntada se queria escolher caixão (pode?!!!), lembro do único momento que vi a Camila chorar por algo realmente relevante, lembro do nosso diálogo tão sincero, tão cúmplice... Acho que de alguma forma ela o tinha como pai também, afinal, era seu padrinho. Lembro da noite mal dormida, o único momento que eu realmente desabei, sozinha (claro, rs, senão não seria eu). O dia 6 também tenho algumas "fotos" na memória... a ligação da Lays, a minha tia semi-desmaiando (ai... que uó! ¬¬), eu me mantendo afastada o máximo possível do velório, indo me distrair com pessoas engraçadas, o enterro em si, que vi sozinha e meio de longe... As coisas que uma amiga espírita disse, no único momento que me aproximei, e me arrancam lágrimas até hoje, aquilo foi a sensação mais louca de toda a minha vida, porque só nós três (eu, ele e minha mãe) sabíamos daquilo que ela falava... e só!
Não lembro nada sobre a minha mãe, não faço idéia de como foram esses dias pra ela... Quanto a mim, me orgulho da minha postura na época, e até hoje... Acho que nunca "sofriiiiiii", sabe? Porque sei que no fundo as coisas aconteceram da maneira certa, sei que talvez o sofrimento fosse muito maior se ele estivesse aqui agora, pois as coisas estariam muuuuuito diferentes da minha atual realidade. Me orgulho da força que tive e tenho, e de toda a maturidade que ganhei com isso tudo...
Sei também que ele se orgulha da minha postura também, afinal, alguém que lutou a vida toda pra me dar tudo e me ver feliz, não ia curtir ver meu sofrimento logo por sua causa! Além do mais, esse negócio de ser forte, e só fraquejar sozinha nas noites de insônia é hereditário, né?!
E assim completam 5 anos... que as vezes parecem ter passado rápido, as vezes parecem ser 10, 20, 50... e a saudade sempre bate, mas a vida continua.

03 julho, 2007

Pit Stop

Essa semana é aquela de reorganizar as coisas, por o sono em dia, pra continuar a pauleira...
Fim de semana foi bem legal, bem dentro do esperado. Sexta ótima pizza, com ótimos amigos, e um novidade surpreendente... Mas que confirma a tradição de que 'o proibido é mais gostoso'... agora que tá "permitido" eu tô meio desencantada... Mas o futuro a Deus pertence!!!
Sábado e domingo de trabalho louuuuco no WS, ninguém subiu e desceu tanto a rampa daquele ginásio como eu!!! Haja perna! Haja número pra contar aquele tanto de gente! Mas foi um evento lindo, e tem um grande valor "emocional" pra mim... Fora que é ótimo, porque a gente mata saudades de um monte de gente querida... E eu me divirto horrores com os meninos, dormimos todos juntos (ou melhor, eles dormem e roncam, eu fico acordada), rimos, aproveitamos, afinal é só de 3 em 3 meses...
Mas cansou hein?! Me dei o direito de dormir o dia todo ontem, estou nova... agora planejando a viagem do feriado, que vai ser só fervo também! Rezando pra que eu não esqueça de levar minha compostura na mala, e use-a lá!!!
Assim, os dias passam mais rápido, eu continuo fazendo cara de paisagem pros problemas e pras encheções de saco que rodeiam o meu dia-a-dia... TÔ BOA!

26 junho, 2007

Animação!

Sim, estou empolgada! Dias legais possivelmente legais se aproximando!
Eu fico extremamente ansiosa, planejando tudo, arrumando, correndo atrás, é legal! Talvez na hora H as coisas nem sejam tão boas, ou não aconteçam como planejado. Mas esse clima de preparação é gostoso... Dá pra 'tapear' o ócio de férias desempregada...
Dá também pra abafar os problemas e ficar bem. Estou feliz esses dias... fazendo questão de ignorar o que me chateia, e sem a menor paciência de escutar problemas alheios... Aliás, acho isso um defeito em mim, me torna uma amiga nem tão boa... mas eu não dou trabalho pra quase ninguém... por isso não quero trabalho pra mim, certo?!
De resto, ainda tô brigando com a minha indisciplina, meu sono, minha fome, minha preguiça... mas não está mais me chateando tanto... tô naquela fase "o importante é ter saúde", sabe? Pelo menos até a próxima Tpm chegar, rs!

24 junho, 2007

Strange feeling

Sempre tem algum momento, onde nos vemos obrigados a presenciar cenas chatas. Não dá pra fechar o olho na hora, esperar passar pra abrir de novo. Tem horas que tem que segurar "no carão", e fingir que tá tudo ótimo, que é super normal, que é lindo! Não, não é...
Mas nesse caso, nem chega a ser o fim do mundo, afinal, já era esperado o fatídico encontro alguma hora. É "normal", mas vamos combinar que tá longe de ser bacana... Pra quem vê, pelo menos, pro protagonista está tudo ótimo aparentemente.
Você está linda, com aquela cara de "fico feliz de ter ver feliz" ou então de "nem lembro o que houve"... - tá você realmente não lembra muito, mas ainda ficou um pouquinho - mas no fundo, rola aquela coceirinha de incomodo...
Mas melhor ser a favor da política da boa vizinhança... ahasar na amizade... a gente nunca sabe o dia de amanhã!

23 junho, 2007

Mini-flashback

Me senti hoje fazendo mini flashback's, como diriam "Os Normais"... Frenqüentar lugares que ia na adolescência (eu sei, não faz tanto tempo, mas é que eu era precoce e comecei cedo), é uma experiência muito louca após uns anos....
Eu, com a minha velhice e meu instinto materno precoces, me sinto a perfeita "tia" vendo a galera que eu via tão novinha, tão mudada, ou tão igual... Aquele grupinho de amigas fofoqueiras que continua, aquele amigo que era chatão e virou o maior gato, aquele que era vagabundo e agora é nerd, aquele que você não apostava muita coisa e hoje mora na Europa, aquele que era cdf e hoje virou maconheiro, e por aí vai...
Essa sensação louca, de tudo tão igual e tão diferente ao mesmo tempo. Alguns reecontros são bem vindos, outros faço questão de fazer cara de paisagem e fingir que nem conheço. E Alphacity é sempre Alphacity. A mulecada tem a mesma cara, a cada "galera" que passa. É engraçado de olhar os 13, 14 anos, e lembrar de mim. É tão recente, mas nesse tempo amadureci tão bruscamente, que parece que tenho uns 30 e tô lembrando de mim há quinze anos.
Aquele clima de "amigas antigas" foi muito bacana... dá segurança saber que não é preciso o "todo-dia", pra que os laços continuem fortes. As coisas acontecem, vem e vão, pro bem e pro mal, mas nós seguimos nos conhecendo só de olhar.
Ah sim! O amor da adolescência... nossa, que loucura ver de novo! Sim, porque foi platônico, como tantos... ou melhor, foi frustrado! Mas olhando hoje, era muita pretensão minha querer que funcionasse, naqueles tempos de 'gata borralheira'. Eu sempre fui pretensiosa, e boa parte das portadas que levei na cara foram por isso. Mas não aprendo.
Enfim, de fato na época, a diferença de idade pesava, eu tava na fase do patinho feio, e era mesmo muita, mas muuuuita pretensão achar que haveria chance. Acho que foi meu primeiro pé na bunda assim, digamos... concreto, que eu me recorde. Reencontrar após tanto tempo e tanta coisa, é no mínimo interessante. Perceber o meu "semi-bom gosto" é legal, entender o tamanho da pretensão na época me conforta, e ver que hoje em dia o cenário é diferente também é ótimo. Me acho muito longe da transição "gata borralheira-cinderela", mas agora sei o quanto de areia cabe no meu caminhão. Antes diferença de idade era pretensão, agora é necessidade. E é possível notar isso. Enfim... voltei pra casa mexida, não sei bem como, nem porquê. Mas não é ruim a sensação, esperemos até o próximo mini-flashback para saber a definição!

19 junho, 2007

Lá se vai mais um...

Minha vida ultimamente é dividida em semestres... e um já está na beira do precipício, logo mais acaba. Ontem, em mais uma noite de insônia, fiz aquela retrospectiva básica de sempre...
Foi um semestre "de férias", bem divertido... no geral, cumpri a minha promessa de aproveitar e pensar na "vida real" outra hora...
Na faculdade, fiz o suficiente. Passei longe de fazer o meu máximo, mas a intenção era essa, acho eu...
Agora vivo aquele momento "pré-férias" que a gente faz mil planos pra fazer em um mês, mas eu quero fazer tudo em uma semana, rs! Só que a falta de disciplina que reinou nos últimos tempos, e continua aqui, briga com a minha ansiedade de querer resolver tudo, e o tempo vai passando... Quer apostar quanto, que as férias vão terminar, eu vou passar um mês e meio a toa, e não vou resolver metade das coisas que eu quero?!!?!
É duro quando a gente se conhece né?!

14 junho, 2007

Mesmo em meio a provas, falta de grana, ressaca moral e tudo mais que seja, está tudo dentro dos conformes...
Esse clima de fim de provas me lembra que vou passar um mês provavelmente no puro ócio (odeio isso), mas tenho que admitir que dá um certo alívio... Principalmente quando sair minha nota de fisiologia, rs! Já estou naqueles dias onde todos os neurônios foram gastos, faltam duas horas pra minha próxima prova, e eu não tenho condições psicológicas nem de olhar a matéria...
O problema da ressaca moral já foi devidamente enterrado, afinal o que eu iria contar pros netos, não fossem as minhas super cagadas? Não resisti só fazendo cara de "não lembro" e me redimi do pecado, e fui perdoada, até a página dois pelo menos. Mas o que vale é a intenção, então é um peso a menos nas minhas costas...
A tpm já passou, o mundo não é mais uma merda, é só algo não muito agradável, mas que eu tento ignorar o tempo todo, muitas vezes com êxito.
De resto, fico aqui com minhas frustrações culturais e profissionais à respeito de tanta coisa que eu queria fazer, aprender, trabalhar... mas meu fator financeiro ou qualquer outra coisa que o valha, não permite... Essa coisa de ter outras obrigações e por isso ter que "esconder" os meus objetivos, pra usar só quando der tempo, realmente me frustra... mas acho que deve ser à mim e a torcida do Flamengo né?
Uma hora a coisa dá certo... aaaaaaaaaaaaah dá!

12 junho, 2007

Valentines

Minha opinião sobre o dia dos namorados é mais ou menos as mesma que sobre dia das mães, pais, mulher, criança... Se você ama alguém, todo dia é dia... odeio obrigação de presentear, ser legal, carinhosa... essas coisas acontecem quando dá vontade! Não num dia específico onde todo mundo ganha presente e não briga... me soa falso. Mas deixa pra lá, pra não parecer desculpa de mulher solteira em pleno dia dos namorados... Bom proveito pra quem namora!!!

Pra mim, que ganhei uma caixa de bombons da mamy (fofa né? meu pai sempre me deu quando criança, rs!), é mais um dia normal, de prova de vôlei, e uma noite que provavelmente passarei em claro............... por causa da Fisiologia de amanhã... belo motivo!

Feliz dia da prova de vôlei e da caixa de chocolates!

09 junho, 2007

Mais uma do Blonicas...

Cada vez que visito esse blog, encontro algo que gostaria de ter escrito... nesse dia de ressaca moral... outro texto que diz muito, esse é do Henrique Szklo:

Sinto que perdi o rumo de minha vida para sempre. Não há como recuperá-lo. Não há retorno. Não tem um trevo lá na frente onde eu possa pegar o caminho de volta e descobrir o exato momento onde eu estraguei tudo. O que está feito está feito.E a pergunta que me surge agora é: o que fazer? Se estou no caminho errado eu devo continuar em frente ou parar de vez? Para piorar, o que significa continuar e o que significa parar ainda são incógnitas para mim. Por enquanto gasto meu tempo apenas lamentando as escolhas que fiz no passado. Mesmo sem saber qual delas exatamente me tirou do caminho. Não importa. E o pior de tudo é que nem a consciência desta situação está me preocupando. Parece que a coisa que eu mais temia na vida aconteceu: desisti de lutar. Perdeu-se em algum lugar no passado recente aquela chama que me fazia espernear a cada obstáculo. O choque elétrico já não me faz gritar, apenas me provoca uma dormência momentânea. Tenho a sensação agora de que nada é necessário, nada é imprescindível, nada tem importância. Deixa a vida me levar, vida leva eu. Não tenho mais motivação para criar. Pra quê criar? Como diria a minha mãe, que vantagem Maria leva? Tanto faz. Se eu fizer ou deixar de fazer a vida vai continuar igual. Meus impulsos naturais para o trabalho criativo sempre foram a minha vaidade intelectual e uma certa vontade de ser celebridade. Agora que não reconheço em mim nem uma coisa nem outra, ficou difícil manter o interesse num assunto que só traz inseguranças e dúvidas. Lamentavelmente sinto que o bambu quebrou. Acostumado a viver vergado, tinha a sensação de que isso nunca iria acontecer. Que eu sempre, de um jeito ou de outro, acabaria encontrando uma maneira de lutar, de me indignar, de exercer o meu inconformismo atávico. Honestamente não sei o que fazer. Tento escrever coisas engraçadas mas sinto que perdi a graça. Não sinto mais dentro de mim aquele espírito zombeteiro tão necessário à manufatura do humor. Não me irrito mais com quase nada, nada me incomoda demais e as coisas que faço não têm nenhuma importância. Faço por fazer. Acabou o tesão. Impotência criativa. Causada por falta de fluxo sanguíneo na alma. Não me relaciono com quase ninguém, abandonei quase todos os meus amigos, estou fumando que nem um condenado, não estou fazendo nenhum tipo de exercício e a minha dívida artística está impagável. São tantos os projetos encavalados que não dá pra saber por onde começar. É melhor nem começar. Às vezes me dá vontade de largar tudo e sair por aí como um maltrapilho sem-teto. Ou me internar numa casa de saúde. Ou ainda virar hare-krishna, sei lá. Dá vontade de ser qualquer coisa, menos o que eu sou. Me sinto fracassado, me sinto imaturo, me sinto inútil. Não sou uma pessoa confiável nem pra mim mesmo. Sou uma farsa. Ironicamente, uma ópera-bufa. Eu não acredito em mim. E o mais chato é saber que este tipo de auto-comiseração é deprimente e só vai me levar mais e mais pra longe do caminho que eu pretendia seguir. Só a auto-estima e a confiança em si mesmo faz o ser humano avançar. Mas saber disto não está adiantando nada neste momento. Agora eu só quero descansar. Estou cansado e não quero mais lutar. Eu só quero dormir, ver televisão, navegar na internet. Eu sei que esta é uma atitude deplorável, mas até por isso mesmo, muito condizente com meu estado atual. Eu sei que se eu acreditasse em mim (com ou sem razão para isso), tudo iria melhorar. Mas depois de tudo o que eu já fiz ou deixei de fazer na vida, acreditar em mim seria quase uma ofensa à minha inteligência. No mais, vai tudo bem...

Super bad trip da madrugada...

Nossa mãe... embarquei numa bad daquelas... deve ser porque até pouco tempo atrás, tava bebada, mas enfim...
Tô eu, chorando compulsivamente, as duas da manhã, após me matar de dar risada em mais um daquele churrascos de histórias pra contar pros netos... bateu a bad, não sei se pelo celular afogado no "suco de uva", se pelas coisas acontecidas, se pelas coisas não acontecidas, se pela confusão que arrumei aqui em casa amanhã, se pelas coisas faladas, as atitudes ridículas, as engraçadas, se por não ter mantido a famosa compostura que sempre tive, JUSTO no momento onde eu mais devia ter... se por ter falado bobagem, ter parecido boba, apaixonada ou ter parecido tarada...ter parecido tanta coisa, ter agido fora da minha racionalidade capricorniana que sempre me seguiu... ô coisa louca essa! Acho que não tô acostumada em agir por instinto... é dolorido...
Analisando friamente, foi tudo quase como sempre é, eu bebo, nós bebemos, eu falo bobagem, nós falamos bobagem... mas eu acho que essa minha tpm, ou algo assim, fez com que eu visse o quanto é triste voltar pra casa sozinha. Como se eu fosse, fizesse, acontecesse... mas na real, não trago nada de bom pra casa, além de um fígado meio maltratado e uma ressaquinha moral... sensação ruim... bad solitária.
Meu lado mãe de mim mesma, sabe, que é parte desses meus 19 anos, esse tipo de coisa... que logo mais vai passar, que vou arrumar algo mais importante pra pensar, que a solidão pós churrasco... mas nesse momento, nunca tive tanta vontade de escrever pra desabafar, e nenhum texto nunca me descreveu tão bem como esse:

"Depois, no dia seguinte, lá vem a ressaca. Sempre. Adoro minhas dancinhas e gracinhas e loucurinhas. Mas no dia seguinte acordo e me pergunto: por que é que você não faz cara de paisagem e permanece fina e permanece intocável?(...)Aí a música começa e quando vou ver já imitei o Michael Jackson, a Madonna e o Tiririca, porque adoro me trair e estragar tudo. E todo mundo ri, mas ninguém me leva a sério. Mas será que quero? Mas será que alguém leva alguma coisa a sério? Eu queria me levar menos a sério. (...)Um milhão de amigos e chorando sozinha no carro. Mas no meu ap de 40 metros quadrados só cabe eu mesma. Ainda bem. A coisa que eu menos queria era alguém aqui, agora, me vendo chorar porque não tem ninguém aqui, agora.E aí o Dom Juan de saias dorme de pijama cor-de-rosa. Não peguei ninguém hoje mas ri bastante. E amanhã vou acordar num tremendo mau humor e morrendo de nojo das pessoas que falam “peguei alguém”. E amanhã vou querer acordar depois de dez anos ou há dez anos. E vou querer congelar na vida de agora, que acontece mais do que antes ou depois. E vou querer sair da gaiola da mesmice. E vou me perguntar de novo quando é que o efeito da droga que eu nunca experimentei vai passar. E vou ler esse texto que minha mão de massinha escreveu e querer me esconder ou nas dancinhas de macaco ou no pijama cor-de-rosa. Mas vou acabar publicando o que eu nunca deveria ter dito, como sempre."

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03 junho, 2007

Vida social em frangalhos, assim como minha conta bancária... sinal claro: sábado a noite rezando pro celular não tocar, inventando desculpas quando ele toca.
Ando travando uma batalha difícil nos ultimos dias, contra a minha indisciplina... Tô revoltada comigo mesma! Como pode alguém se "auto-administrar" tão mal quanto eu?
Todo dia, minha cabeça resolve funcionar antes de dormir... traço mil metas, choro as mágoas, acho novos objetivos, faço planos, prometo coisas, tenho idéias brilhantes... Chega no outro dia de manhã, anoto tudo... e lá fica. Não tenho vergonha na cara o suficiente pra cumprir o que pensei...
Tem algum curso que ensine a gente a administrar a própria vida?

Como já disse, minha vida social é ridícula... as vezes acho que está certo, pois tenho que ser responsável, e cuidar de tudo, pra depois pensar em diversão. Depois penso que tenho 20 anos, e logo mais se continuar assim, nada terei pra contar pros netos... Depois acho que estou exagerando... ah sei lá o que penso mais!!!
Meu dinheiro é algo sob o qual não tenho a menor influência... ele vai e volta sem que eu mande... ou quando eu mando acho que fiz merda.
Minha auto-estima como qualquer outra pessoa que tem hormônios descontrolados, é bipolar... e nesse quesito a minha ausência ABSOLUTA de disciplina, faz toda a diferença... Por que que quando eu me proponho a levantar cedo e ir correr, eu simplesmente não consigo "levantar cedo e ir correr"? Não é tão complicado assim, é?!
Minha vida amorosa... essa eu nem sei direito se "é" alguma coisa... acho mais fácil dizer que "não é"... por culpa minha mesmo, que apesar de na teoria, saber que eu procuro o que não existe - e que se continuar assim, terei filhos de inseminação artificial com um amigo gay - na prática continuo procurando olhando pra cima, ao invés de olhar para os lados.
Meu tempo... coitado... esse é o campeão da falta de administração, e a grande influência do caos de todo o resto. Sobra tanto tempo à toa... mas quando ele é mesmo necessário... cadê?!