15 dezembro, 2008

Semanas e semanas sem escrever...
O fim de ano estava me impedindo, e talvez eu nem estivesse tão interessante assim pra ser lida... na verdade eu não estou mesmo, mas tem horas que é bom dar o ar da graça.
Não tem nada interessante, o momento é de muita expectativa, muito "pode ser", mesmo sabendo que isso tudo vai se concretizar em pouca coisa...
Não, eu não estou sendo pessimista, como eu costumo ser quase que diariamente. Mas é que são muitas possibilidades, muitas incertezas, mas no final das contas vou precisar escolher uma realização só (se tiver realização mesmo)... Porque aprendi que se anda dando um passo após o outro, e que eu fico insuportável tentando abraçar o mundo.
Mas esse é o pior sentimento que eu, do alto da minha pseudo auto-confiança, posso ter... A incerteza, o 'pode ser', aquilo que não depende exclusivamente de mim. Serão muitas e muitas sessões de terapia, para que eu consiga aceitar - nem que seja um pouquinho - que querendo ou não tem coisas que a gente não pode controlar, sem me sentir a mais vulnerável, confusa e impotente das criaturas!

24 novembro, 2008

Morna

Ócio, orkut, uma boa vasculhada e assim surge um motivo de terapia...

Talvez seja afobação minha, inveja, dor de cotovelo...
A real é que crescemos, e eu resolvi recordar quem cresceu comigo... E descobri que para a grande maioria, mudanças grandiosas aconteceram.. pro bem e pro mal...
Há os que faliram, os que empreenderam, os que viajaram, os que cairam do cavalo, os que casaram, as que engravidaram, há de tudo...
E eu me enxerguei no meio deles, indo pelo caminho do mais ou menos, do morno. Não sei bem pra onde, mas indo. Talvez indo pra onde me falaram e eu acreditei.
O fato é que, nesses anos todos (que tudo bem, se for pensar são poucos) meio que "nada" aconteceu... Não houve uma grande mudança, uma grande alegria, uma grande decepção, um grande amor, uma grande traição, uma falência (toc, toc, toc), um prêmio da loteria, eu não enriqueci, nem surtei, nem comprei um apartamento, nem fui deserdada, nem fugi, nem me arrependi profundamente, nem tive uma idéia mirabolante, nem quebrei a casa toda, nem, nem, nem...
Simplesmente "não houve".
Não que seja uma reclamação, sabe?! Fiz bons amigos, dei boas risadas, chorei quando foi necessário, conquistei objetivos que jamais pensei que fosse, tomei umas cervejas, beijei umas bocas, escrevi uns posts, fui à Salvador matar saudades, xinguei umas pessoas, trabalhei em uns lugares, fiz umas compras, cantei umas músicas... não é ruim, tenho sido feliz...
Mas é que é sempre no "meio termo", na zona de conforto. É a parte lisa do asfalto. Que é legal, mas é o mais fácil. O que é bom, que me evita grandes transtornos... mas também me priva de grandes acontecimentos.
Sinto falta da trilha, da estrada de terra... das atitudes drásticas, das coisas emocionantes, das histórias e das fotos inesquecíveis.
Mas esse caminho que leva a gente da frustração pra atitude é difícil de achar... Exige vontade, exige paciência... mas deve ser quente... e valer a pena.

02 novembro, 2008

Blônica... é isso!

Tati Bernardi... no Blônicas - www.blonicas.zip.net

" (...)
Eu queria cutucar as pessoas na rua e perguntar como elas fazem pra ter pernas grossas e filhos pendurados nas pernas grossas. Eu não faço a menor idéia de como se vive, se cresce, se multiplica. Eu só me como por dentro, me corrôo de ciúmes, fico tentando segurar tudo com medo que eu comece a despedaçar no meio da rua. Eu me maquio pouco, como pouco, transo, digo e amo pelas beiradas. Tudo pra eu me arrepender menos na hora de limpar a sujeira. Tudo pra, arrogantemente, não sentir a vida como bicho.
(...)
Como é que se vive? Eu queria cutucar as pessoas. E se você não suportar mais? Como é que faz? Como eu faço pra disfarçar a solidão profunda que sinto no meio de reuniões, no meio de papos leves, fins de sexo e começos de relacionamento? Como eu faço pra ficar perfeita o tempo todo ou virar um bicho estranho e não precisar mais de ninguém? Eu jamais serei o que eu quero e jamais serei o que eu sou sem precisar disfarçar que quase sou o que eu quero. E cada hora eu quero uma coisa. E no fundo eu não quero porra nenhuma. Talvez só encher um pouco o saco, provocar, ser expulsa do peito de todo mundo porque não agüento morar nesses lugares obscuros que são os outros e suas más intenções disfarçadas. Tudo é uma jaula, até minha fuga. Principalmente minha fuga. E eu estou cansada demais. É só olhar pra mim. Olheiras, ossos e escárnio.
Gosto das pessoas fortes e burras. Gosto porque jamais vou odiar o que não amo. Como é bom cagar pro mundo e andar de cu ereto. Basta amar alguma coisa para eu enfiar o rabo entre as pernas. Para eu arquear os ombros pra frente. Porque quero proteger tanto você dentro do meu peito que acabo andando como se eu tivesse grávida na garganta. Cada vez que eu quero falar ou comer ou gritar ou viver. Vem o medo de que você me saia pelos buracos da cara. Medo de vomitar você.
Como é que se vive? Como é que se ama em meio aos fedores e sujeiras e desistências da sua casa? Como é que se espera alguém voltar do seu mundo particular se eu acabo, por conta de um medo absurdo, indo para o meu para não ter que ver você longe? Esperar o quê? A vida secar tudo, murchar tudo. Não quero viver a porra do momento como dizem. Me sinto o tempo todo uma inocente me debatendo nas paredes de uma piada de mau gosto. Só queria achar a saída e rir por último. Como se eu tivesse tamanho ou força pra peitar assim as coisas como elas são. Ser humano é constatar nosso tamanho ridículo perto das coisas como elas são. Ser humano é a coisa mais linda e sábia a se fazer. Mas ser humano dói em mim de uma maneira tão especial e absurda e assustadora que, em meio a toda essa auto-estima de merda, ganho certo arrogância. Não tenho mais bunda, nem dinheiro, nem peitos, nem sorrisos, nem amigos, nem viagens, nem línguas, nem nada do que os outros..mas tenho meu jeito de bloquear a vida fora e mergulhar aqui nessa coisa horrorosa. Nessa lista VIP da pior festa do ano só tem o meu nome. E lá vou eu voltar pra mim e esperar algum saudosismo escondida atrás da minha porta, com a arma na mão. A porta com todos os trinquinhos. O olho mágico vendo o escuro eterno das pessoas que desistem porque até eu mesma sempre desisto.
Aos poucos os olhos se preenchem. As pernas engrossam. Minha voz volta a parecer a voz de uma garota que merece ser amada. Compro uma roupa bonita. Mudo de analista. Escolho uma comédia ou uma revista de fofocas. E então estou pronta de novo. Sou uma armadilha pra ratos. Sem queijo. O que me faz pensar que só atraio quem merece. "

27 outubro, 2008

Acabei de criar outro blog... um blog de trabalho, e me lembrei como a minha vida bloguística está largadas às traças...
Ando escrevendo... muito, pra tudo, é trabalho, é pesquisa, é estudo... E "me" escrever está cada dia mais escasso... Nem ler meus blogs que tanto gostava, achar pessoas novas que escrevem coisas legais... não tenho mais isso.
Tenho estado assim, fazendo tudo que os outros precisam, e afogando aquilo que eu quero. Talvez não afogando... ou adiando, sei lá. Muito desse me esquecimento agora deve valer a longo prazo... mas dá no saco as vezes. Vontade de falar foda-se pra tudo, bater o pé e fazer birra... E não pode... tem que escrever, que entregar, que arrumar...
Tem mesmo é que abstrair, um dia alguma coisa recompensa.

15 outubro, 2008

Quero, consigo, logo... enjôo

Essa é a eterna paranóia... a de "conseguir". E o pior de tudo, é que a bicha é tinhosa e consegue mesmo tudo! Ou quase tudo, mas até aí o lucro já é bem grande...
São anos sonhando, meses planejando, uma vida correndo atrás, séculos na maior ansiedade... Até que as coisas simplesmente acontecem, e 'voilá'! Aquele emprego, aquele cara, aquela roupa, aquele sei lá o quê deu certo! Conseguiu!
Você se olha no espelho e se sente foda, e pode mesmo! Nunca consegue nada a toa, se deu certo é porque foi tudo meticulosamente planejado... nem que seja pelo destino!
No auge, com todas a congratulações e festinha, tudo é lindo e legal... No primeiro dia, no primeiro encontro, semana, mês...
Aí já, sabendo que você é foda e consegue o que quer, as coisas que antes pareciam tão legais e impossíveis, já estão começando a ficar sem glamour... No dia seguinte, já é meio sem graça... Na outra semana... caralho, é um saco isso! No próximo mês tudo o que você levou um tempão pra chegar, vira a coisa mais insuportável da vida...
E eis que começa outra paranóia... a culpa de enjoar. Como? Com que direito você acha que pode dizer que não está feliz, se tudo - eu disse t-u-d-o - que você desejou a vida toda tá acontecendo? Umas pessoas te invejam, outras te admiram e outras ainda estão super felizes por você... E você não??? Como pode? É ingratidão isso!!! Deus, Ala, o destino, os astros, os extra-terrestres... sei lá que criatura te deu tudo e agora você vem falando que não quer mais? Mal-agradecida! Isso é não dar valor pro que você tem!!!
E as coisas ficam gritando na sua cabeça... a sua ingratidão e o "tudo que você sempre quis" ficam brigando com a vontade de jogar tudo pro alto, e falar que não quer mais.
E ao contrário do que parece, você dá o maior valor do mundo a tudo que conseguiu, que tem, que passou. São as melhores lembranças do mundo, é a melhor sensação do universo ter conseguido tudo... E é esse o problema... a sensação. É ela que precisa ser sentida de novo, mas não conquista-se duas vezes a mesma coisa. A vontade é de sonhar de novo, planejar de novo, ousar de novo, pra se sentir "foda" mais uma vez, e curtir, e enjoar, e sonhar, e planejar, e construir e conquistar e tudo e tal...

29 setembro, 2008

Chega de saudade, a realidade é que sem ela......

E o meu caminho é cheio dessas... Essas pessoas que estão ali no canto, que passam meio despercebido as vezes... Essas que além do nome, você não sabe muita coisa. Mas você gosta. E não tem porquê, embora quase ninguém entenda isso.
Eu gosto e pronto! São tantos, e toda hora tem um indo embora, um mudando... Em geral, pra melhor. Ou é você que muda, que precisa sair e deixar a pessoa lá.
E quando é pro bem, a gente fica feliz, fica orgulhosa, sei lá, fica bem de ver o outro! Mas ele vai pra outro lado e você não tem tempo - nem espaço - de falar nada! Até porque... como chegar "se declarando" e contando toda a diferença que a pessoa fez pra você, se vocês se tratam meramente com um "Oi!"... é no mínimo estranho!
E são tantas as pessoas que não fazem a menor idéia de como "tudo" muda por causa delas, sem que elas nem façam nada... Chegam, passam, mudam tudo e vão embora sem imaginar! E sem saber como a gente fica agradecido. Eu queria esse "tempo" de conseguir falar "Obrigado" por aquela aula naquele dia, por aquela música daquela vez, por aquele comentário engraçado, por aquela visita no blog, por qualquer coisinha que ela tenha feito, que fez toda a diferença. E ter tempo de dizer que a sensação de alguém passar, marcar e muito provavelmente nunca mais ser vista é das coisas mais estranhas... mas ainda assim torço pelo sucesso! Odeio essa coisa de "ir embora", das pessoas mais próximas, até as mais coadjuvantes... C'est la vie... Boa sorte!!!

21 setembro, 2008

E eu com meu pijama multicolorido broxante, num domingo a noite frio... tô aqui tentando descobrir o que passa pela minha cabeça. Difícil né?! Se nem eu sei... quem mais poderia saber?
Eu tô até feliz, mas é aquele "de modo geral", porque minha amiga foi promovida, e um grande amigo está feliz e contente com seu namorado. Tô feliz porque ontem foi engraçado, e vai ter fofoca pra dar risada pelos próximos 3 meses. Feliz porque eu trabalho onde eu sempre disse que queria trabalhar, e todo mundo morre de inveja. E porque reconhecem meu trabalho na faculdade e gostam de mim.
Mas será que é isso mesmo? Que a gente deve ser feliz "no geral", mesmo como "específico" todo dando errado? E aquela saudade doída que eu tenho do cara que eu adoro e some sem deixar rastro? E do meu puta amigo que tá tão longe, e nem sabe se volta? E a confusão amorosa que me divide entre aceitar a realidade e as coisas palpáveis ou continuar esperando o príncipe no cavalo branco? E se o trabalho nem é aquilo tudo, mas assumir isso seria praticamente negar tudo que eu falei a vida toda?! E se eu quisesse falar tanto pra tanta gente, e não pudesse ou por "não poder" mesmo, ou "não poderem" comigo?!
Por que que a gente tem obrigação de achar as coisas legais, só pelo conjunto da obra? Bem coisa de domingo a noite mesmo...

18 setembro, 2008

Eu ensaio, ensaio, e não consigo escrever aqui... Mas se nem as unhas eu tenho feito mais, quem dira escrever?! Quem dirá sair?! Ou arrumar um flertezinho? A não ser os da rotina. Nada, nada mais dá tempo.
Meu medo é acabar entediada, sem inspiração, com as unhas sem fazer... e dando murro em ponta de faca.

11 setembro, 2008

Eu adoraria ser terrorista por um dia...
Sabe? Sair bombardeando tudo o que der vontade... aquele motoqueiro que bateu no seu espelho, o chefe, o filho do chefe, a pessoa da mesa ao lado, os professores, a faculdade, os computadores, os oficios, a mãe, o cachorro, o papagaio, o telefone... Com direito a família e amigos no pacote... explodir todo mundo!
Vamos torcer pra eu menstruar logo, antes que alguém corra perigo!

28 agosto, 2008

Eu queria mesmo... e tinha tantos comentários e coisas pra botar aqui...
Mas o corpo não permite, de comentar do Romulo, de falar do(s) trabalho(s), das incertezas, das conquistas...
Mas o meu olhinho tá fechando e amanhã tem "Lacef" e "Body Systems" no telefone, Biomecânica, salto sobre barreira, comissão de formatura, unhas, cabelo e sombrancelhas pra fazer, Pibic pra pensar e tudo mais que as poucas 24hs do dia permitem...

Boa noite! Até qualquer hora!

17 agosto, 2008

O Phelps... O trabalho... A capricorniana...

Em tempos de Olimpíadas, volta às aulas e poucas idéias em meio a rotina, cá estou eu tirando a poeira do blog...
Aproveito o sábado com uma saída bem frustrada, e assisto o Michael Phelps ganhando a oitava medalha, na última prova da natação.
Eu amo piscina, muito, desde sempre. A coisa mais legal, fora a minha sagrada Ginástica Artística (que eu choro, é cafona mas é verdade), foi ter assistido as provas da piscina. Mas tem horas que me dá um bode! Eu sei, o Phelps é foda pra caralho e tudo e tal... Mas... ele não é humano! Então... qual é a graça?! O tanto de "laboratório" do cara pra fazer o que ele faz, tira o tesão de qualquer humano em competir!!! A final do 4x100 e do 4x200 foram de matar, mas mesmo assim, pra mim aquilo lá é tudo "de mentira"! Mas esse é o real "alto nível"... é tão alto, que os atletas viram meio mutantes.
Aqui no esporte de "baixo nível", venho tocando a vidinha, me matando em aulas práticas (eu disse, baixo nível), com um sedentarismo que me frustra, muitos prazos, e muitas coisas se ajeitando... Como boa capricorniana, abençoada por Deus e de santo bem forte, eu sempre faço acontecer como eu quero. É só esperar...

29 julho, 2008

Sou feliz por ser neurótica...

Porque é assim, sossego mesmo não tem a menor graça!
O legal é ter insônia... preocupação, espinhas e futuras rugas! É ter diversos tipos de "toc's", neuroses e crises.
Bom mesmo é estourar o cartão de crédito, comer toda a dispensa e a geladeira, morrer de culpa depois!
Chorar de desespero, brigar com a família, se sentir uma idiota...
Ver que as coisas estão fugindo do seu controle, que as oportunidades surgem pra você, mas quando você está pronta pra agarrar, descobre que nada depende de você, e forças ocultas irão te levar... seja lá pra onde...
A graça é só pensar em trabalho, dinheiro e conta, não sair nem ver os amigos e se pegar diversas vezes pensando "Vai dar minha filha... vai arrumar um bofe... vai no cabelereiro que você tá horrível, vai fazer qualquer coisa! Sei lá!!!", mas voltar pra vida real, pois você não tem tempo pra isso... Sim, daqui uns 15 anos, quando você estiver riquíssima e sozinha, vai lembrar e pensar "Por que eu não fui dar? Rir? Sair?!"... mas isso não vem ao caso agora!
O interessante é essa insegurança de nunca saber se está fazendo certo, achar que nada está bom e sempre ter aquele pessimismo que mostra que o mundo conspira contra você, entende?!

Essa é a graça da vida!!!

20 julho, 2008

Alguém aqui disse "férias"?

Já houve um ano, que eu arrumei um emprego bem na época de férias... e passei o mês todo trabalhando, sem poder colocar o pé pra fora do bairro, acordando cedo e tal...
A história se repete, dessa vez com maior gravidade. Um turbilhão de coisas acontecendo, pensei que havia ganho duas belas e formosas semaninhas de "botar os pés pra cima"... Afinal, esse ano está sendo um furacão de coisas e novidades e acontecimentos e tudo e tal...
Bela mentira! Estou é trabalhando mais! As propostas tentadoras adoram aparecer nessas horas mais impróprias!
E cá estou eu, no olho do furacão... Com um santo final de semana livre, e em casa, pra comer e beber até explodir, cuidar um pouco da carcaça e pensar, pensar, pensar... Afinal, como eu disse, as propostas mais tentadoras surgem sempre nas horas que elas não devem... Uma delas é a minha novidade do momento!
Sabe aquele tipo de coisa que você sempre disse que queria, e quando pode ter, não sabe direito se deve?! Porque pra ter isso que você tanto disse que queria, precisa mexer em tanta coisa, que dá até medo de não ser lá "tudo aquilo"... Sabe?!
E nessa brincadeira... as minhas férias tão innndo embooora...

03 julho, 2008

Questão de sobrevivência...

Engraçada essa vida moderna...
Temos saúde, temos casa boa, dia ensolarado, trabalho, milhões de coisas... mas basta dar um probleminha, que seja bobo... NELE... só NELE! E pronto, toda a estabilidade de uma pessoa vai por água abaixo...
Me senti assim hoje, ao saber da pane no sistema de internet da Telefônica... Sim... sou uma usuária de Speedy, e acho isso quase arcaico, em tempos de wireless, 3G e o escambau, mas eu não sou muito dessas "últimas gerações", então estou aqui prometendo usar os recursos sem fio do meu notebook há séculos, só prometendo...
Eis que menos de um dia de "pau geral", e eu, assim como as empresas, os bancos (e tudo mais que depedende mais do sistema que esta que vos escreve) e etc... Surtei!!! E quando disseram que não tinham previsão?!
Como??? Meus e-mails!? Meu orkut?! O Google?! As músicas?! O site da Americanas?! De fofocas?! Como saber o que vai acontecer com o Malvino Salvador na novela?! E o horóscopo?! Meu saldo no banco!?!?!!?!? A contas!? O msn?!
Me senti ridícula... depedente, idiota mesmo... Como se tudo que é meu dependesse disso... do mais importante como as contas e o banco... até o Malvino ou o meu orkut. Bom... se até meu diário é virtual, vejam a gravidade do caso...
Acho que preciso (eu e todo mundo) ligar mais, encontrar mais as pessoas, ir tomar um ar, fazer uma caminhada, pisar mais na grama... e teclar, clicar, "baixar" menos...
Desconectar!

30 junho, 2008

Amy

Sou movida a trilha sonora... Sou daquelas que acha que aquela tal letra foi feita "pra miiiiiiiiiiiiimmmm!", só porque um ou dois versos dizem algo que parece com o que estou vivendo... Pura bobagem, "adolescentismos".


E no meu calendário de crises anuais, chegou a vez da temporada de inverno...
Inverno de novidades, de motivação, de pessoas... Tá tudo congelado, e só o que parece estar funcionando são os meus transtornos - cada vez mais obsessivos e compulsivos - minha insônia, minha insatisfação nos meus momentos "onde estou? pra onde vou?" e trilhas do R.E.M e da Amy Winehouse... rsrs!
Trilhas excelentes companheiras semi-suicidas, quando se está enjoada das pessoas, do trabalho e especialmente... de si! O que é o caso... tudo está tão chato e sem graça, que o problema só pode ser eu mesma!
A voz da Amy já um convite à achar que o mundo tá errado e chato demais. Só não se pode entrar na mesma onda que ela, não? Haha, pobrezinha perdeu a linha...

Eu, ainda bem, ainda consigo manter a classe diante do meu mundinho chato e sem futuro... até que eu consiga trocar os cds e ouvir umas coisas mais animadinhas...

25 junho, 2008

Um quartinho de Lexotan...

Eu já escrevi sobre ela antes...
Afinal, convivemos há tanto tempo, e tantas coisas já aconteceram com e por causa dela...
Já ri bastante e já chorei mais ainda por conta dela...
Já vi coisas interessantes, outras bizarras...
Já fiz deveres... já arrumei o que tava atrasado, ou simplesmente descobri algum passatempo novo... já escrevi diversas vezes aqui nesse blog por causa dela, exatamente como hoje... É quase uma fonte sem fim de inspiração.
É com ela que paro pra pensar, pro bem e pro mal, é nela que reflito e é nela onde minha severa auto-crítica me castiga quase que sem parar... Ela é minha psicóloga, mas também minha torturadora.
É com ela que passo os momentos de maior melancolia, de tudo e todos, de grandes saudades, de boas lembranças... de vontade de voltar e ter tudo igual, ou de fazer tudo diferente.
Quando ela está aqui, me vê falar sozinha e ser corajosa... depois que ela vai embora, leva um tanto bem considerável dessa coragem toda... Ela leva toda a irrealidade que eu construo.
Na verdade, eu odeio ela... essa insônia maldita!!! Especialmente quando ela vem junto com meus traumas, minhas frustrações, meus "toc's" noturnos ridículos (tipo levantar 837564 vezes num puta frio, achando que quer fazer xixi) e clipes ruins na TV. Odeio ela, que me ataca mesmo em dias escrotos e longos como hoje, quando minha mente tem total consciência que o corpo devia estar desligado... e simplesmente não está! Odeio ela, que cria meu mau humor e minha olheiras de dar dó em qualquer um amanhã...
O clipe do Foo Fighters agora é até legal... mas eu dava tudo pra não estar aqui escrevendo esse post... ó Morfeu...

20 junho, 2008

As férias que não terei...

Últimas notas, vistas, assinaturas...
Tudo ok como nos últimos dois anos, Graças à Deus!
Férias!!!!!!!

Mentira pura!
Enquanto vejo o Wagner Moura lindo-baiano-maravilhoso-baiano-sonho de vida-baiano falando com esse sotaque desesperadamente sexy-baiana na tv, penso em tudo que eu poderia programar e fazer - ou não... nesse mês propício para desanuviar a mente de um semestre tão pesado e cheio...
Ok, admito que foi mesmo um dos mais ricos, onde penei com minhas próprias dificuldades, e aprendi horrores (tá, tá eu gosto de dar uma enfeitada nessa parte, porque era o foco do semestre), mas eu quero pausa! Não quero mais brincar agora! A tia tá cansada!
Mas o que tem é pra hoje... é se conformar com o mês "escragiando", as viagens frustradas, as tardes de puro ócio em casa... talvez sejam de puro ócio... sozinha, no lab... Ó Senhor!

13 junho, 2008

Ai meu Santo Antônio!

Eu te peço, me traga alguém que me ame incondicionalmente, que seja meu companheiro e amigo em todos os momentos. Alguém que entenda meu mau humor de manhã, e minhas crises na TPM, que seja bem humorado, me faça dar muitas risadas.
Alguém que adore crianças, ache legal casar como manda o figurino, tenha uma família boa. Alguém que goste de ficar junto, mas que também faça o "dia dos amigos". Alguém que cozinhe bem, cuide da saúde e faça ginástica. Um cara trabalhador, que seja bem sucedido, mas que batalhe pra estar onde está. Que seja seguro, mas não arrogante. Que seja inteligente.
Alguém que se vista bem, ouça boas músicas e entenda meu gosto bizarro por Asa de Águia. Que perceba quando eu corto o cabelo, que elogie minhas roupas novas. Que diga que estou linda, mas se eu não estiver, que seja sincero!
Alguém que me acompanhe nas baladas por aí, mas também queira ficar vendo dvd num dia frio. Que goste de viajar. Que faça loucuras. Que queira ter filhos e cachorros. Que se cuide pra ser um velhinho enxuto.
Alguém que me deixe mandar. Ou que finja que está deixando. Alguém que brigue comigo as vezes, para eu não ficar entediada. Mas que venha fazer as pazes logo. Alguém que entenda os momentos que eu fico enjoada das pessoas e não quero ninguém. Alguém que eu não precise falar para me comunicar. E que eu sinta saudades. E que eu consiga admitir que amo.

Ah Santo Antônio! Mais um detalhezinho... Que ele seja hetero!!!
Aí complica né?!

09 junho, 2008

Eu te entendo Bruno...

Eu ainda sofro desse mal... um caso gravíssimo!!!

Blog do Bruno Mazzeo:

http://bloglog.globo.com/blog/post.do?act=loadSite&id=8218&permalink=true

03 junho, 2008

O ócio inspira...

...nem que seja pra escrever bobagem!
Estava aqui olhando que fiz 18 posts em janeiro, auge das férias, do aniversário, de um "mais novo amigo de infância" bastante significativo... Não quis nem ler, pra não ver o tanto de bobagem que devo ter escrito, rs!
Já em maio... com o "amigo de infância" bem mais quietinho e centrado em coisas que não são mais papos bobinhos pela internet, com muito Mackenzie na cabeça (leia-se em todas as categorias: estágio, faculdade, amigos, professores, professores-amigos, inimigos, chefes, trapalhadas afetivas, etc)... 2 míseros posts completamente desprovidos de inspiração.
Talvez a falta do que fazer me faça refletir mais, e refletir mais geralmente dá mais vontade de escrever.
A brincadeira agora é que passando minha belíssima semana de provas, entrarei de férias, pelo menos da faculdade, já que o "escrágio" (brincadeira, eu amo!) continua para todo o sempre! Ou seja, seguirei vendo minha linda e formosa faculdade o mês todinho. Mas quem sabe o "amigo de infância" que andava 'correndo' por aí não apareça, contando mais uma de suas histórias traumáticas/bonitas/idiotas pra me divertir! E pra me fazer postar mais...