24 abril, 2010
Eu sinto uma certa pena de mim, criando pessoas na minha cabeça que são versões que eu queria ter de pessoas da vida. Na verdade nem sei se é de mim, ou das pessoas. Porque a 'minha' pessoa é muito bacana, e te olhar na vida real chega a ser triste. Triste pela minha falta de senso, e pelo o que você poderia ser.
13 abril, 2010
Por favor, me engane
Eu deixo você me enganar. Aliás, eu tenho até pedido. Por favor, me engane.
Pode, você pode me enganar e me fazer achar que você é legal. Me engana que é um cara bacana e finge que você realmente não fala isso para mais ninguém. E que você realmente estava ansioso.
Vou me deixar enganar pra dar mais risada com você. E rir das suas piadas baratas. E fingir que eu gosto desse jeito que você me olha as vezes. Eu nem preciso fingir, eu gosto. Mas tá, eu finjo então que é só pra mim que você olha desse jeito.
Por favor me engana sempre que você ligar falando isso. Eu caio direitinho, pode confiar! Faço questão de acreditar que você realmente queria ficar comigo hoje. E que é uma pena não ter dado certo. Pode me enganar e botar meu ego lá nas alturas. Eu te engano também e finjo que eu não sei das suas outras histórias ali do meu lado.
Eu deixo você me enganar que adorou. E que eu não devo mais demorar tanto. E que terá juros e correção monetária. E que a gente é namorado. Me engana enquanto a gente dorme junto igual namoradinhos. Enquanto eu olho você dormir, mesmo sem saber direito porque eu tô lá. Mas pode me enganar sim. Naquela mãozinha dada de dedos entrelaçados também. E em todas as horas que eu acho que até "poderia ser, né?". Eu adoro ser enganada. Sabendo.
04 abril, 2010
Rainha do gelo e a Fulana Maldita
Ela mentaliza "Eu sou a rainha do gelo! Eu sou a rainha do gelo!". E enquanto isso, ele vem chegando, ela ouve a voz pelo corredor.
Pronto, chegou! Daquele jeito de sempre, galanteador. Engraçado é ela abominar esse estilo "el comedor" que ele tem. Mas tem coisas que ninguém explica, e não é o primeiro cara sem explicação que faz isso. Será então que no fundo ela até gosta dessa linha galã de novela?!
Não, ela não gosta. É um encosto, um alter-ego, uma personalidade enviada pelo capeta, só pode. Essa sim, essa Fulana Maldita, toma conta da outra e adora um galãzinho barato, uma cantada escrota, e adora criar pessoas que só existem na cabeça dela. Mora dentro da Rainha do Gelo, que luta pra não ser dominada, afinal, a Rainha é esperta, já tomou muita pedrada na cabeça e saber analiticamente como agir em todos os casos. A Rainha do Gelo tem gestos calculados, tudo esquematizado pra sair por cima, sempre. Geralmente dá certo. 90% das vezes, é tudo como ela quer.
A Rainha sabe, com certeza milimétrica, que o Galã é só uma diversãozinha, que ela deve brincar e guardar no armário, como se fosse mais um Ken da coleção. E que isso não tem nada de errado, afinal, o trato é exatamente esse. As regras estavam bem claros no contrato e a Rainha a-do-ra um contrato!
Mas é só o tal do Galãzinho barato chegar pelo corredor que essa piranha dessa Fulana aparece e grita alto na orelha da outra. Deve estar louca pra dar, não é possível!!! Ela não sabe o que ela fala, confunde todas as coisas, acha tão bonitinho essas coisas de novela mexicana que o Galã faz. Ouve músicas que lembram coisas e acha significados em todas aquelas coisas que não tem significado algum. Essa porra dessa Fulana criou um Galã só dela, que a Rainha não enxerga de jeito nenhum, e que eu olhando aqui de fora, acho que não existe mesmo.
Olha lá a Fulana com um massarico, tentando derreter o gelo da Rainha a qualquer custo... O resto são cenas dos próximos capítulos...
25 março, 2010
Amigo
Eu estou sempre com você aqui no meu acostamento. Vou caminhando e você vem ao lado, as vezes na pista, as vezes mais escondido. Mas você está aqui. Eu vou me divertindo pelo caminho, depois vou me irritando, depois descubro que homem é uma raça de idiota e mulher uma raça de gente trouxa. E você está aqui, vou te atualizando das minhas descobertas.
Depois eu saio com alguém, ou faço um cú doce pro cara que eu conheci e se acha capaz de comer todo mundo. Desculpa né, mas eeeeu, o cara só é capaz de comer se eu quiser. E eu até quero. Ou não. Depende do humor. Aí eu conto pra você e você dá risada. Porque a gente é amigo. E amigo conta do cara que quer comer, da menina que você tá pegando, das razões de fazer tanto cú doce. A gente é amigo e eu mando mensagens no seu celular, porque agora eu só trabalho e não tive tempo de ligar no seu aniversário. E você me perdoa, porque a gente é amigo. Amigo entende isso. A gente lembra da época das viagens, que a gente dormia junto em barracas e colchões infláveis. Bem coisa de amigo dividir esses perrengues. E a gente lamenta por não dar mais tempo, afinal, a gente ria muito. Pior é você, que trabalha em 3 lugares né?! Por isso eu te perdoei quando não ligou no meu aniversário. Mas o que eu não contei foi que eu tremi inteira quando vi sua mensagem. E depois me achei a maior babaca do mundo, quase tendo um infarto por causa de um sms. Babaca. E aí a gente se encontra por acaso, tem conversas bobas e se abraça. Você me conta dos treinos, dos campeonatos. Porque amigos se abraçam. E eu acho tão legal você jogar, competir. Mesmo eu afirmando que esse abraço aí é diferente demais dos meus outros amigos. Aliás, eu mal abraço os outros. Talvez não sejam tão meus amigos assim? Esses outros amigos não escutam o quanto eu sou chata, enquanto eu corrijo as referências bibliográficas do trabalho deles. Aliás, eu nem me preocupo com o trabalho deles. Você eu sei que é meu amigo, então eu saio de onde for, num impulso, pra fazer isso. É, eles não devem ser tão amigos então. Pra amigos como você eu reclamo das celulites, do chefe, ou de como eu piorei depois que parei de treinar. E você, como bom amigo, diz que eu tô ótima. E eu como acredito nos amigos, acho mesmo que eu tô ótima mesmo, pelo menos enquanto eu tô com você. E se eu estiver muito cansada, o tal do seu abraço me dá sempre vontade de chorar. Eu já chorei de cansaço com você, lembra? Porque não precisa ter vergonha de chorar, afinal a gente é amigo. E é o abraço de amigo melhor do mundo. Eu podia viver dentro de um abraço de amigo desses. Eu choro depois do abraço também, internamente. E choro por dentro depois de corrigir o seu trabalho, enquanto você agradece. E choro por dentro com o seu beijo de tchau, e seu abraço que dava pra morar dentro. E enquanto eu conto do cara que come todo mundo. E na hora das celulites. E porque eu adoro essa sua tatuagem. E porque você em quadra é lindo. Eu sempre choro pela nossa amizade. Eu choro por você ser o melhor dos amigos que alguém poderia pensar. Eu choro porque você é realmente meu amigo. Mas eu tô feliz, porque amigos fazem a gente feliz. Sempre.
Depois eu saio com alguém, ou faço um cú doce pro cara que eu conheci e se acha capaz de comer todo mundo. Desculpa né, mas eeeeu, o cara só é capaz de comer se eu quiser. E eu até quero. Ou não. Depende do humor. Aí eu conto pra você e você dá risada. Porque a gente é amigo. E amigo conta do cara que quer comer, da menina que você tá pegando, das razões de fazer tanto cú doce. A gente é amigo e eu mando mensagens no seu celular, porque agora eu só trabalho e não tive tempo de ligar no seu aniversário. E você me perdoa, porque a gente é amigo. Amigo entende isso. A gente lembra da época das viagens, que a gente dormia junto em barracas e colchões infláveis. Bem coisa de amigo dividir esses perrengues. E a gente lamenta por não dar mais tempo, afinal, a gente ria muito. Pior é você, que trabalha em 3 lugares né?! Por isso eu te perdoei quando não ligou no meu aniversário. Mas o que eu não contei foi que eu tremi inteira quando vi sua mensagem. E depois me achei a maior babaca do mundo, quase tendo um infarto por causa de um sms. Babaca. E aí a gente se encontra por acaso, tem conversas bobas e se abraça. Você me conta dos treinos, dos campeonatos. Porque amigos se abraçam. E eu acho tão legal você jogar, competir. Mesmo eu afirmando que esse abraço aí é diferente demais dos meus outros amigos. Aliás, eu mal abraço os outros. Talvez não sejam tão meus amigos assim? Esses outros amigos não escutam o quanto eu sou chata, enquanto eu corrijo as referências bibliográficas do trabalho deles. Aliás, eu nem me preocupo com o trabalho deles. Você eu sei que é meu amigo, então eu saio de onde for, num impulso, pra fazer isso. É, eles não devem ser tão amigos então. Pra amigos como você eu reclamo das celulites, do chefe, ou de como eu piorei depois que parei de treinar. E você, como bom amigo, diz que eu tô ótima. E eu como acredito nos amigos, acho mesmo que eu tô ótima mesmo, pelo menos enquanto eu tô com você. E se eu estiver muito cansada, o tal do seu abraço me dá sempre vontade de chorar. Eu já chorei de cansaço com você, lembra? Porque não precisa ter vergonha de chorar, afinal a gente é amigo. E é o abraço de amigo melhor do mundo. Eu podia viver dentro de um abraço de amigo desses. Eu choro depois do abraço também, internamente. E choro por dentro depois de corrigir o seu trabalho, enquanto você agradece. E choro por dentro com o seu beijo de tchau, e seu abraço que dava pra morar dentro. E enquanto eu conto do cara que come todo mundo. E na hora das celulites. E porque eu adoro essa sua tatuagem. E porque você em quadra é lindo. Eu sempre choro pela nossa amizade. Eu choro por você ser o melhor dos amigos que alguém poderia pensar. Eu choro porque você é realmente meu amigo. Mas eu tô feliz, porque amigos fazem a gente feliz. Sempre.
06 março, 2010
Workahoquê?
Aconteceu! Todas as profecias! Tudo! Tudo que eu jurei que não ia acontecer!
Aí você planeja que vai só trabalhar por amor e porque isso te deixar feliz e com pessoas legais e sorrir e se divertir e ver seus amigos antigos periódicamente e tudo vai ser sempre essa época dourada...
E aí sua pele está ruim, seu cabelo horroroso e sua saúde não deve estar aquela Brastemp também... seus amigos antigos você mal troca um e-mail, afinal tem outros 983984938938983 pra responder e mandar, seu carro está caindo aos pedaços, porque parar pra ir ao mecânico parece uma perda de tempo irreversível. Aliás, tudo parece perder tempo, dar prejuízo. Mas e quem disse que usar todo esse tempo te deixa feliz. Te deixa escrava de você mesmo, pois um lado precisa terminar tudo e o outro precisa se lamentar, pois você poderia usar esse tempo para você. Mas quem é você? Que não fala com amigos, que não sai, não ri, não bebe, não fode, não para nem 3 dias com um esmalte na unha. Você é quem? Aquela que xinga a si mesma por trabalhar tanto, mas não exita se alguém chamar pra trabalhar mais. Você é aquela que perdeu o assunto com os outros, pois o seu é contar o que acontece no e-mail ou na última ligação, ou reunião. E aquela também que se questiona de ter dito que faria diferente a vida toda e não está fazendo nada mais que i-gual-zi-nho a todo mundo.
Aí você planeja que vai só trabalhar por amor e porque isso te deixar feliz e com pessoas legais e sorrir e se divertir e ver seus amigos antigos periódicamente e tudo vai ser sempre essa época dourada...
E aí sua pele está ruim, seu cabelo horroroso e sua saúde não deve estar aquela Brastemp também... seus amigos antigos você mal troca um e-mail, afinal tem outros 983984938938983 pra responder e mandar, seu carro está caindo aos pedaços, porque parar pra ir ao mecânico parece uma perda de tempo irreversível. Aliás, tudo parece perder tempo, dar prejuízo. Mas e quem disse que usar todo esse tempo te deixa feliz. Te deixa escrava de você mesmo, pois um lado precisa terminar tudo e o outro precisa se lamentar, pois você poderia usar esse tempo para você. Mas quem é você? Que não fala com amigos, que não sai, não ri, não bebe, não fode, não para nem 3 dias com um esmalte na unha. Você é quem? Aquela que xinga a si mesma por trabalhar tanto, mas não exita se alguém chamar pra trabalhar mais. Você é aquela que perdeu o assunto com os outros, pois o seu é contar o que acontece no e-mail ou na última ligação, ou reunião. E aquela também que se questiona de ter dito que faria diferente a vida toda e não está fazendo nada mais que i-gual-zi-nho a todo mundo.
27 janeiro, 2010
Não quero ser gente grande se ser gente grande for perder a noção do que é trabalho e o que é casa. E entrar numa gigante bola de neve onde não dá tempo de ver a história passar. Não quero ser gente grande se eu precisar encontrar e perder tudo que eu me apego o tempo todo. Nem se o ditado do "tudo que é bom dura pouco" for verdade. O meu bom, parece fadado a durar somente o tempo da conquista. E se isso for regra de gente grande, eu não quero. Também não quero se for pra ter que fazer essa cara de 'tudo bem' e chorar sozinha de madrugada. Porque eu quero chorar no meio da rua, pra todo mundo ver, fazer birra e bater o pézinho de manha falando "Não queroooooooo" no meio shopping, daquele jeito que fica todo mundo olhando. Mas se gente grande não pode fazer isso, então não quero ser não. Se gente grande precisa ficar sempre nesse dilema de escolher o certo sem saber qual a diferença de certo e errado, eu não quero! Por que eu quero minha mãe e meu pai eternamente escolhendo o que é melhor pra mim, sem me preocupar se de fato é mesmo. Por que eu sei que é. Mas se gente grande precisa escolher sozinha, eu tô fora! E também eu desisto, se gente grande sempre tiver que assumir tudo assim abraçando o mundo. E também não quero se gente grande precisar parar de viver os melhores momentos para começar tudo do zero atrás de outros momentos, simplesmente porque a "fase mudou". Eu quero a minha fase o tempo todo comigo, com todas as risadas, as diversões e as lembranças. Se gente grande for essa coisa de ficar se despedindo o tempo todo do que eu não quero, eu quero me mudar pra Terra do Nunca...
04 janeiro, 2010
Os Queridos
Que ser humano brilhante!
Nossa, todo mundo adora ela! Uma querida! Taí alguém uma pessoa comunicativa... fala bem, sabe argumentar, não fica tímida. Parece que faz isso há anos! E inteligente, né?! Nossa, informada, interessada, qualquer coisa que você pergunta ela sabe, e se por acaso não souber, no dia seguinte ela traz uma enciclopédia, porque sim, ela adora estudar! Pró-ativa, pau pra toda obra! Resolve problemas como ninguém, dá idéias como ninguém, executa como ninguém. Nunca vi fazer nada mal feito! Além de tudo gente boa, né?! Boazinha, simpática, mas ainda assim discreta, na dela. Que querida! E bonitinha né? Sempre arrumada, cabelo em ordem, maquiagem leve, toda 'no lugar'. Tem classe, educada, tem assunto, boa amiga, super querida. Deve ser o máximo trabalhar, jantar, conversar, comer, casar com a querida! Porque ela é o máximo... uma graça de pessoa!
A querida? Ah, ela é aquela que está sempre ali do lado de fora, pois queridos nunca entram. Os queridos não são donos, não são chefes, não são cafetões. Queridos dão as boas idéias, executam partes trabalhosas, enfeitam tudo, fazem bastante, mas nunca são os verdadeiros autores. Queridas nunca são as desejadas, muito menos as bem comidas. Não pegam os homens bonitos, legais e fiéis. Mas são as grandes conselheiras quando eles sofrem. Queridos nunca são pegadores, nem casam com mulheres fantásticas. Queridos nunca são lembrados na lista da festa ou na convocação da reunião. Mas ajudam a ligar pra convidar ou avisar quem está na pauta. Queridos são a guarnição, nunca o prato principal. Resolvem os problemas para os filhas da puta, que insistem em usar sempre a mesma estratégia. E querido, como é querido, faz tudo pra agradar as pessoas e seguir sendo querido por alguém. Os queridos no fundo são uns baita de uns carentes, que se deixam enganar pela fantasia de um dia algum filha da puta o deixar participar da reunião, entrar na festa, comer alguém, ser dono de alguma coisa. Eu queria mesmo era aprender a ser filha da puta.
27 dezembro, 2009
Um dia de insônia, achado no meio da limpeza de fim de ano...
Olha eu te amo tanto e você sabe...
... é assim. Cafona como uma música do Roberto Carlos. Por que esse negócio de amor já é meio cafona, e esse é pior ainda.
E você sabe, e eu sei que eu amo tanto que chega a doer um pouquinho. Mas é daquelas dores "gostosas", que eu fui deixando aqui, e cultivando todos os dias pra ela doer um pouco mais.
E você sabe, e todo mundo sabe, e eu sei... desde aquele bendito dia na piscina naquele ano que eu nem lembro mais qual era, que você veio chegando todo "homem da minha vida" com as suas tatuagens, e seu ódio por Legião Urbana (Quer alguém mais "homem da minha vida" que alguém da sua geração que odeia Legião?), e sua idade que eu achei sexy, suas piadas sem tanta graça que eram hilárias, sua voz meio estranha e sua coragem de mudar tudo já naquela altura do campeonato... E tem essa coisa de todo mundo te adorar, e o tanto de coincidências que aconteceram nas nossas vidas antes, e na "nossa vida" depois. E todas as minhas gafes que você, do alto do seu cavalheirismo, fingiu que nem percebeu. Você é mesmo um gentleman e acho que percebe que tem horas que fica difícil segurar tudo isso sozinha. Não cabe, transborda.
Mas esse "tudo isso" é tão meu, que dá pavor de dividir, embora você já saiba há um tempão, porque você, telepaticamente, sempre sabe o que eu sinto, o que eu preciso, como naquelas horas que você me dá aqueles abraços que me dão vontade de chorar de alívio e ficar presa ali dentro pra sempre.
E é tanto, que é melhor ficar subentendido mesmo, como naquela música (eu disse que esse treco de amor é meio cafona...). Porque eu quero te deixar aqui guardado comigo o tempo todo, levar você dentro da bolsa. Não importa se eu for casar e ter 3 filhos lindos com você, ou se eu só for ver você novamente daqui 15 anos, num encontro casual num restaurante ou num consultório médico. Eu sei que desse jeito, cafona, dolorido, eu tenho sempre uma versão de "você" aqui comigo, intacto, platônico. Mas meu. Pra sempre.
... é assim. Cafona como uma música do Roberto Carlos. Por que esse negócio de amor já é meio cafona, e esse é pior ainda.
E você sabe, e eu sei que eu amo tanto que chega a doer um pouquinho. Mas é daquelas dores "gostosas", que eu fui deixando aqui, e cultivando todos os dias pra ela doer um pouco mais.
E você sabe, e todo mundo sabe, e eu sei... desde aquele bendito dia na piscina naquele ano que eu nem lembro mais qual era, que você veio chegando todo "homem da minha vida" com as suas tatuagens, e seu ódio por Legião Urbana (Quer alguém mais "homem da minha vida" que alguém da sua geração que odeia Legião?), e sua idade que eu achei sexy, suas piadas sem tanta graça que eram hilárias, sua voz meio estranha e sua coragem de mudar tudo já naquela altura do campeonato... E tem essa coisa de todo mundo te adorar, e o tanto de coincidências que aconteceram nas nossas vidas antes, e na "nossa vida" depois. E todas as minhas gafes que você, do alto do seu cavalheirismo, fingiu que nem percebeu. Você é mesmo um gentleman e acho que percebe que tem horas que fica difícil segurar tudo isso sozinha. Não cabe, transborda.
Mas esse "tudo isso" é tão meu, que dá pavor de dividir, embora você já saiba há um tempão, porque você, telepaticamente, sempre sabe o que eu sinto, o que eu preciso, como naquelas horas que você me dá aqueles abraços que me dão vontade de chorar de alívio e ficar presa ali dentro pra sempre.
E é tanto, que é melhor ficar subentendido mesmo, como naquela música (eu disse que esse treco de amor é meio cafona...). Porque eu quero te deixar aqui guardado comigo o tempo todo, levar você dentro da bolsa. Não importa se eu for casar e ter 3 filhos lindos com você, ou se eu só for ver você novamente daqui 15 anos, num encontro casual num restaurante ou num consultório médico. Eu sei que desse jeito, cafona, dolorido, eu tenho sempre uma versão de "você" aqui comigo, intacto, platônico. Mas meu. Pra sempre.
25 dezembro, 2009
Balanço geral
Teoricamente 2009 foi o ano mais perfeito dos últimos tempos.
Tudo que eu sempre materializei aconteceu, se concretizou, deu certo. Exceto no campo sentimental, mas esse eu já havia previsto que iria abdicar por um tempo, e assim o fiz.
Na prática, eu não sei até onde tudo foi perfeito. Nunca fiquei tão confusa, nunca tive tantas escolhas importantes, nunca fiquei tão nervosa, nem levei tantos projetos ao mesmo tempo. Caos total durante muitos meses.
E o pior, nunca tive tantas dúvidas. Se tudo o que eu quis aconteceu de um jeito ou de outro esse ano, porque eu ainda não sei se é tudo isso que eu quero mesmo?
Comecei um 2009 muito, mas muito diferente de como termino, e de como virá 2010. Talvez mais madura, talvez menos. A única coisa que posso afirmar, é que termino realizada, ao menos na teoria. Eu quis, eu consegui. Seja lá quais foram os efeitos depois, mas consegui.
Talvez eu comece um 2010 tentando ser mais tranquila, deixando a vida me levar... feliz e agradecendo, por tudo que Deus me deu, como na música...
Tudo que eu sempre materializei aconteceu, se concretizou, deu certo. Exceto no campo sentimental, mas esse eu já havia previsto que iria abdicar por um tempo, e assim o fiz.
Na prática, eu não sei até onde tudo foi perfeito. Nunca fiquei tão confusa, nunca tive tantas escolhas importantes, nunca fiquei tão nervosa, nem levei tantos projetos ao mesmo tempo. Caos total durante muitos meses.
E o pior, nunca tive tantas dúvidas. Se tudo o que eu quis aconteceu de um jeito ou de outro esse ano, porque eu ainda não sei se é tudo isso que eu quero mesmo?
Comecei um 2009 muito, mas muito diferente de como termino, e de como virá 2010. Talvez mais madura, talvez menos. A única coisa que posso afirmar, é que termino realizada, ao menos na teoria. Eu quis, eu consegui. Seja lá quais foram os efeitos depois, mas consegui.
Talvez eu comece um 2010 tentando ser mais tranquila, deixando a vida me levar... feliz e agradecendo, por tudo que Deus me deu, como na música...
22 novembro, 2009
Se o time com quem você joga é melhor que o seu, faz todo sentido que ele vença, a não ser que você esteja com sorte, ou em um dia mais inspirado que o normal. E assim sempre foi, o time bom ganhando e o 'meia-boca' levando a tabela como dava...
E é assim que a gente se acostuma, se um dia fizer um golzinho, bom pra gente! Até o grande time parar de jogar....
Perder pra time pior, não. Não faz sentido. Quem manipulou a arbitragem? O que houve com os seus jogadores? Que tipo de técnico é você, que perde o controle de tudo e aos 40 do segundo tempo leva uma goleada?
E não adianta estar vencendo outros campeonatos, desculpa, mas eu quero é "aquele" título. Não me pergunte por que, afinal nem o próprio técnico entendeu a razão desse título ser tão importante. Mas é!
Na real, eu acho mesmo é que não quero mais competir.
E é assim que a gente se acostuma, se um dia fizer um golzinho, bom pra gente! Até o grande time parar de jogar....
Perder pra time pior, não. Não faz sentido. Quem manipulou a arbitragem? O que houve com os seus jogadores? Que tipo de técnico é você, que perde o controle de tudo e aos 40 do segundo tempo leva uma goleada?
E não adianta estar vencendo outros campeonatos, desculpa, mas eu quero é "aquele" título. Não me pergunte por que, afinal nem o próprio técnico entendeu a razão desse título ser tão importante. Mas é!
Na real, eu acho mesmo é que não quero mais competir.
03 novembro, 2009
Xico Sá lendo meus pensamentos
Eis que @xicosa coloca um link no Twitter... eu pensativa no últimos acontecimentos, abro. E descubro que ele é vidente!
http://www.carapuceiro.zip.net/ - Que vale sempre a visita...
A GENTE SE VÊ (O REMIX)
Em uma megalópole como SP e outras tantas grandes cidades, haja encontros e desencontros, Sophia querida, alguns não tão graves, acontece, outros infinitamente dolorosos, que nos perturbam os sentidos, que fazem a gente maldizer os céus, os astros, o destino.
Fica tudo na base do “a gente se vê”... E fudeus, adeus!
Não que fosse acontecer um casamento ou algo do gênero a partir daquele encontro, nada disso, mas foram encontros bonitos, fortes, que se acabam ali mesmo, na poeira da estrada, numa tarde fria, em um café da manhã, numa simples despedida sob a neblina na Dutra ou Anchieta.
“A gente se vê.” Pronto, eis a senha para o terror, o “never more”, o nunca mais do corvo do escritor Edgar A. Poe.
A gente se vê. Corta para uma multidão no viaduto do Chá.
A gente se vê. Corta para uma saída de estádio lotado em dia de decisão do campeonato.
A gente se vê. Corta para “onde está Wally”.
Nada mais detestável de ouvir do que essa maldita frase. Logo depois a porta bate e nem por milagre.
Jovens mancebos, evitem essa sentença mais sem graça. Raparigas em flor, esqueçam, esqueçam.
Melhor dizer logo que vai comprar cigarro, o velho king size filtro do abandono. Melhor dizer que vai pra nunca mais. Melhor o silêncio, o telefone na caixa postal, o telefone desligado, o fora da área, a clandestinidade amorosa, o desprezo on the rock´s.
A gente se vê uma ova. Seja homem, troque de palavras, use o código do bom-tom e da decência. A gente se vê é a mãe, ora, ora.
Como canta o Rei, use a inteligência uma vez só, quantos idiotas vivem só...
Esse “a gente se vê” deveria ser proibido por lei. Constar nos artigos constitucionais, ser crime inafiançável no Código Penal.
A gente se vê é pior do que a gente se esbarra por ai. Pior do que deixar ao acaso, que jamais abolirá a saudade, que vira uma questão de azar e sorte.
Melhor dizer logo “foi bom, meu bem, mas não te quero mais”. YO NO TE QUIERO MÁS, como na camiseta mexicana que ganhei de una hermosa chica. Dizer foi bom meu bem e pronto, ficamos por aqui, assim é a vida, sempre mais para curta do que longa-metragem.
A gente se vê é a bobeira-mor dos tempos do amor líquido e do sexo sem compromisso. A gente se vê é a vovozinha, foda-se!
Seja homem, seja mulher, diga na lata.
Não engane a moça, que a moça é fino trato, que não merece desdém.
A fila anda, jogue limpo.
A gente se vê. Corta para uma multidão no show do Morumbi. A gente se vê. A gente se vê. Corta para a multidão no Campo de Marte. A gente se vê. Corta para o formigueiro do Maracanã. A gente se vê. Corta para a São João com a Ipiranga. Corta para a 25 de Março em véspera natalina. A gente se vê. Corta para um engarrafamento gigante na marginal do Tietê...
A gente se vê. Então aproveita e vai olhar se eu estou na esquina
http://www.carapuceiro.zip.net/ - Que vale sempre a visita...
A GENTE SE VÊ (O REMIX)
Em uma megalópole como SP e outras tantas grandes cidades, haja encontros e desencontros, Sophia querida, alguns não tão graves, acontece, outros infinitamente dolorosos, que nos perturbam os sentidos, que fazem a gente maldizer os céus, os astros, o destino.
Fica tudo na base do “a gente se vê”... E fudeus, adeus!
Não que fosse acontecer um casamento ou algo do gênero a partir daquele encontro, nada disso, mas foram encontros bonitos, fortes, que se acabam ali mesmo, na poeira da estrada, numa tarde fria, em um café da manhã, numa simples despedida sob a neblina na Dutra ou Anchieta.
“A gente se vê.” Pronto, eis a senha para o terror, o “never more”, o nunca mais do corvo do escritor Edgar A. Poe.
A gente se vê. Corta para uma multidão no viaduto do Chá.
A gente se vê. Corta para uma saída de estádio lotado em dia de decisão do campeonato.
A gente se vê. Corta para “onde está Wally”.
Nada mais detestável de ouvir do que essa maldita frase. Logo depois a porta bate e nem por milagre.
Jovens mancebos, evitem essa sentença mais sem graça. Raparigas em flor, esqueçam, esqueçam.
Melhor dizer logo que vai comprar cigarro, o velho king size filtro do abandono. Melhor dizer que vai pra nunca mais. Melhor o silêncio, o telefone na caixa postal, o telefone desligado, o fora da área, a clandestinidade amorosa, o desprezo on the rock´s.
A gente se vê uma ova. Seja homem, troque de palavras, use o código do bom-tom e da decência. A gente se vê é a mãe, ora, ora.
Como canta o Rei, use a inteligência uma vez só, quantos idiotas vivem só...
Esse “a gente se vê” deveria ser proibido por lei. Constar nos artigos constitucionais, ser crime inafiançável no Código Penal.
A gente se vê é pior do que a gente se esbarra por ai. Pior do que deixar ao acaso, que jamais abolirá a saudade, que vira uma questão de azar e sorte.
Melhor dizer logo “foi bom, meu bem, mas não te quero mais”. YO NO TE QUIERO MÁS, como na camiseta mexicana que ganhei de una hermosa chica. Dizer foi bom meu bem e pronto, ficamos por aqui, assim é a vida, sempre mais para curta do que longa-metragem.
A gente se vê é a bobeira-mor dos tempos do amor líquido e do sexo sem compromisso. A gente se vê é a vovozinha, foda-se!
Seja homem, seja mulher, diga na lata.
Não engane a moça, que a moça é fino trato, que não merece desdém.
A fila anda, jogue limpo.
A gente se vê. Corta para uma multidão no show do Morumbi. A gente se vê. A gente se vê. Corta para a multidão no Campo de Marte. A gente se vê. Corta para o formigueiro do Maracanã. A gente se vê. Corta para a São João com a Ipiranga. Corta para a 25 de Março em véspera natalina. A gente se vê. Corta para um engarrafamento gigante na marginal do Tietê...
A gente se vê. Então aproveita e vai olhar se eu estou na esquina
01 novembro, 2009
Falou por mim...
Precisei copiar, Ana Reber, lá do http://www.blonicas.zip.net/ (recomendo passar lá sempre) escreveu simplesmente tudo!!!
Então, é natal?
De Ana Reber.
Eu não tenho tido tempo para escrever. Mas como também não tenho tempo de ir ao banheiro, prometo que assim que der uma brecha, levo meu laptop para lá e já resolvo as duas coisas ao mesmo tempo. Alguns amigos reclamam de não me encontrar. Pois saiba que nem eu me vejo mais. Quando acordo e olho para o espelho do banheiro, meu reflexo já está na cozinha mandando café fervendo pela goela abaixo. O que me alivia é saber que eu não sou a única. A falta de tempo é mesmo o mal da nossa época. Eu falo com a minha mãe entre um farol e outro, leio enquanto almoço, trabalho enquanto estou dormindo, namoro no tempo de um café (expresso). Por isso resolvi escrever essa carta de desabafo a você, Papai Noel. Desculpe a sinceridade, mas dá para largar a coxa de frango, subir no trenó e acelerar esse processo natalino? Tô com pressa de fim de ano. Tô com vontade de um pouco de calma daqueles dois dias em que o mundo inteiro para pra cortar o peru, se embebedar com a família, esquecer do trabalho, procurar os presentes debaixo da árvore, ou no meu caso procurar a própria árvore. Já que a minha família nunca foi muito ligada nesse lance de tradição. Quero que cheguem logo aqueles dois dias em que todo mundo já parou de se esmagar no shopping pra comprar presente, o panetone já está na dispensa, o trânsito está mais tranquilo e a minha avó já está fazendo bobe no cabelo. Eu juro Papai Noel, se você adiantar o natal, eu aguento qualquer coisa: revejo pela quadragésima vez todos os filmes do Didi, a Xuxa vestida de princesa, a missa do Galo. Não precisa nem trazer presente, só um pouco de sossego já tá bom demais. E por falar em presentes, vou aproveitar para tirar uma dúvida que eu tenho desde os cinco anos: como você faz para chegar a tempo na minha casa, com tanto pacote para entregar pelo mundo? Se por acaso minha teoria de que você controla o tempo se confirmar, me empresta o seu relógio dois minutinhos?
http://www.blonicas.zip.net/
Então, é natal?
De Ana Reber.
Eu não tenho tido tempo para escrever. Mas como também não tenho tempo de ir ao banheiro, prometo que assim que der uma brecha, levo meu laptop para lá e já resolvo as duas coisas ao mesmo tempo. Alguns amigos reclamam de não me encontrar. Pois saiba que nem eu me vejo mais. Quando acordo e olho para o espelho do banheiro, meu reflexo já está na cozinha mandando café fervendo pela goela abaixo. O que me alivia é saber que eu não sou a única. A falta de tempo é mesmo o mal da nossa época. Eu falo com a minha mãe entre um farol e outro, leio enquanto almoço, trabalho enquanto estou dormindo, namoro no tempo de um café (expresso). Por isso resolvi escrever essa carta de desabafo a você, Papai Noel. Desculpe a sinceridade, mas dá para largar a coxa de frango, subir no trenó e acelerar esse processo natalino? Tô com pressa de fim de ano. Tô com vontade de um pouco de calma daqueles dois dias em que o mundo inteiro para pra cortar o peru, se embebedar com a família, esquecer do trabalho, procurar os presentes debaixo da árvore, ou no meu caso procurar a própria árvore. Já que a minha família nunca foi muito ligada nesse lance de tradição. Quero que cheguem logo aqueles dois dias em que todo mundo já parou de se esmagar no shopping pra comprar presente, o panetone já está na dispensa, o trânsito está mais tranquilo e a minha avó já está fazendo bobe no cabelo. Eu juro Papai Noel, se você adiantar o natal, eu aguento qualquer coisa: revejo pela quadragésima vez todos os filmes do Didi, a Xuxa vestida de princesa, a missa do Galo. Não precisa nem trazer presente, só um pouco de sossego já tá bom demais. E por falar em presentes, vou aproveitar para tirar uma dúvida que eu tenho desde os cinco anos: como você faz para chegar a tempo na minha casa, com tanto pacote para entregar pelo mundo? Se por acaso minha teoria de que você controla o tempo se confirmar, me empresta o seu relógio dois minutinhos?
http://www.blonicas.zip.net/
26 outubro, 2009
Eu não sei ser moderna.
Não sei achar tudo normal, embora lute diariamente pra parecer que sei.
Não, não sei não ser neurótica, nem ciumenta, nem achar que as nossas borboletas voam e voltam pro nosso jardim. Se a borboleta é minha, eu quero ela aqui!
Não sei não ficar esperando a ligação do dia seguinte, e pensar se foi bom, ruim, lindo, traumático, ou se você vai me odiar a vida inteira.
Não sei não me sentir uma vaca depois de qualquer primeira noite.
Não sei não ficar puta com as grosserias alheias e nem sei também não me derreter toda com um pedido de desculpas bem manso.
Não sei não julgar, as coisas, os outros e principalmente eu mesma. E achar que meus erros são os maiores erros, e minhas inseguranças as menos seguras do planeta.
Não sei achar que sou forte e encaro tudo, antes de ter uma crise existencial e depois ser forte e encarar tudo...
Não sei não ser mulher típica, no melhor dos dias de surto!
Não sei achar tudo normal, embora lute diariamente pra parecer que sei.
Não, não sei não ser neurótica, nem ciumenta, nem achar que as nossas borboletas voam e voltam pro nosso jardim. Se a borboleta é minha, eu quero ela aqui!
Não sei não ficar esperando a ligação do dia seguinte, e pensar se foi bom, ruim, lindo, traumático, ou se você vai me odiar a vida inteira.
Não sei não me sentir uma vaca depois de qualquer primeira noite.
Não sei não ficar puta com as grosserias alheias e nem sei também não me derreter toda com um pedido de desculpas bem manso.
Não sei não julgar, as coisas, os outros e principalmente eu mesma. E achar que meus erros são os maiores erros, e minhas inseguranças as menos seguras do planeta.
Não sei achar que sou forte e encaro tudo, antes de ter uma crise existencial e depois ser forte e encarar tudo...
Não sei não ser mulher típica, no melhor dos dias de surto!
21 outubro, 2009
Não, não é o tcc, você ficou 3 anos se planejando pra isso.
Não, não é o trabalho, qualquer ser humano normal trabalha e estuda, isso não é desculpa.
Não, não é o mundo conspirando contra você, afinal, você é só mais uma.
É um negócio, um treco, uma coisa. É maior que você. Não cabe na sua sala, no seu carro, na sua mesa do escritório, nem na sua bolsa.
É um aperto, uma interrogação que fica cutucando sua nuca, sua barriga, seu olho, tudo que te incomoda. E fica cochichando no seu ouvido, umas coisas que você não consegue entender.
É uma placa confusa, que não mostra o caminho. Ou mostra vários e não te ninguém pra pedir informação.
É um calendário, cheio de dias passando correndo, e você parada olhando e ficando pra trás. E um desespero vindo, uma sensação que só você tá perdendo. E ninguém sabe em que parte da história tudo virou essa zona. A lembrança é que estava tudo bem e o furacão veio, mas não marcou dia. Só derrubou tudo. E você não tem idéia de qual coisa é pra levantar primeiro.
Não, não é o trabalho, qualquer ser humano normal trabalha e estuda, isso não é desculpa.
Não, não é o mundo conspirando contra você, afinal, você é só mais uma.
É um negócio, um treco, uma coisa. É maior que você. Não cabe na sua sala, no seu carro, na sua mesa do escritório, nem na sua bolsa.
É um aperto, uma interrogação que fica cutucando sua nuca, sua barriga, seu olho, tudo que te incomoda. E fica cochichando no seu ouvido, umas coisas que você não consegue entender.
É uma placa confusa, que não mostra o caminho. Ou mostra vários e não te ninguém pra pedir informação.
É um calendário, cheio de dias passando correndo, e você parada olhando e ficando pra trás. E um desespero vindo, uma sensação que só você tá perdendo. E ninguém sabe em que parte da história tudo virou essa zona. A lembrança é que estava tudo bem e o furacão veio, mas não marcou dia. Só derrubou tudo. E você não tem idéia de qual coisa é pra levantar primeiro.
É que tem horas que dá vontade de surtar...
E não saber mais que você é, de onde veio, pra onde foi. E vomitar tudo isso que você tá empurrando, mas não sei pra onde, porque ninguém sabe. E dar um grito de desespero, mesmo que seja abafadinho no travesseiro pra não acordar ninguém.
Por que de tanto empurrar, uma hora o espaço acaba. E você continua forçando, como se desse pra andar e ignorar aquela parede te avisando. A parede que mostra que você já perdeu o controle de tudo, e pode ou ficar empurrando o 'nada' ou achar outra parede, outro lado. Mas dói, confunde. A parede está ali mesmo? Você que perdeu as forças? O outro lado parece mais leve?
Tem horas também que dá vontade de chorar...
E não saber mais que você é, de onde veio, pra onde foi. E vomitar tudo isso que você tá empurrando, mas não sei pra onde, porque ninguém sabe. E dar um grito de desespero, mesmo que seja abafadinho no travesseiro pra não acordar ninguém.
Por que de tanto empurrar, uma hora o espaço acaba. E você continua forçando, como se desse pra andar e ignorar aquela parede te avisando. A parede que mostra que você já perdeu o controle de tudo, e pode ou ficar empurrando o 'nada' ou achar outra parede, outro lado. Mas dói, confunde. A parede está ali mesmo? Você que perdeu as forças? O outro lado parece mais leve?
Tem horas também que dá vontade de chorar...
10 outubro, 2009
08 setembro, 2009
As "pessoas karmas", são as que o tempo passa, as coisas a acontecem e nós estamos sempre lá, sem resolver a situação. E não é assim mesmo?
Tantos anos, tantas histórias, algumas fotos, boas risadas, conversas históricas. Nos conhecemos tão bem, nos gostamos e ainda assim não "desencantamos". Não sei ao certo qual é o problema, mas talvez a graça seja deixar exatamente assim. Eu já pensei de tudo, em o que fazer, o que não fazer, porque é assim, ou porque deixa de ser. E não cheguei a conclusão alguma. Desisti. Qualquer hora a gente pensa nisso de novo.
Mas descobri que existe outra "modalidade" de karma. Não é uma pessoa. É um momento. Um comportamento. Uma história. É sempre a mesma e vai passando de pessoa pra pessoa. Quando eu acho que aprendi a lição e não vou mais fazer tudo errado de novo, vou ser inteligente e não falar tanta merda no impulso, o tal karma volta, em outro corpo! Eu diria que "reencarna". E eu acredito tudo de novo, suspiro de novo, dou risada a toa de novo, falo besteiras piores, fico idiota de novo, mesmo sabendo que eu já fiz tudo isso da outra vez, em um momento idêntico... entendi tudo errado, sabendo que eu estava entendendo errado. Não fui enganada por ninguém. Sempre estive consciente dos fatos. Fiz tudo de caso pensado. Por quê? Porque talvez eu tenha uma necessidade capricorniana de ter sentimentos platônicos e ame entender errado pra poder criar um mundo perfeito na minha cabeça. Porque talvez eu goste de ter motivo pra fazer posts como esse, que talvez só eu entenda de fato. Ou talvez eu queira que alguém me prove que eu posso estar enganada sim.
Tantos anos, tantas histórias, algumas fotos, boas risadas, conversas históricas. Nos conhecemos tão bem, nos gostamos e ainda assim não "desencantamos". Não sei ao certo qual é o problema, mas talvez a graça seja deixar exatamente assim. Eu já pensei de tudo, em o que fazer, o que não fazer, porque é assim, ou porque deixa de ser. E não cheguei a conclusão alguma. Desisti. Qualquer hora a gente pensa nisso de novo.
Mas descobri que existe outra "modalidade" de karma. Não é uma pessoa. É um momento. Um comportamento. Uma história. É sempre a mesma e vai passando de pessoa pra pessoa. Quando eu acho que aprendi a lição e não vou mais fazer tudo errado de novo, vou ser inteligente e não falar tanta merda no impulso, o tal karma volta, em outro corpo! Eu diria que "reencarna". E eu acredito tudo de novo, suspiro de novo, dou risada a toa de novo, falo besteiras piores, fico idiota de novo, mesmo sabendo que eu já fiz tudo isso da outra vez, em um momento idêntico... entendi tudo errado, sabendo que eu estava entendendo errado. Não fui enganada por ninguém. Sempre estive consciente dos fatos. Fiz tudo de caso pensado. Por quê? Porque talvez eu tenha uma necessidade capricorniana de ter sentimentos platônicos e ame entender errado pra poder criar um mundo perfeito na minha cabeça. Porque talvez eu goste de ter motivo pra fazer posts como esse, que talvez só eu entenda de fato. Ou talvez eu queira que alguém me prove que eu posso estar enganada sim.
Não consigo me lembrar exatamente como ou quando foi.
Sei que de repente, parecia que eu tinha sido atingida por uma pedrada e acordei sem lembrar onde eu tinha parado.
Nessa altura, controle já não era uma palavra do meu vocabulário. Perdendo os prazos, ficando doente, sem a menor noção do que é prioridade ou não. E sem poder parar pra colocar as coisas em ordem, pois o negócio é produzir, pensar, criar. É contraditório produzir no meio da bagunça, mas agora não dá tempo pra pensar nisso, deixa pra outra hora e faz o seu trabalho.
Dá um aperto no coração lembrar de como tudo estava calmo, estruturado, bem pensado. E do dia pra noite, o furacão fez o teto desabar, os papéis voarem. Mas quando foi esse furacão? De onde ele veio? Por onde passou? O desespero de não saber onde se perdeu é maior que qualquer outro que tenha justificativa.
Sei que de repente, parecia que eu tinha sido atingida por uma pedrada e acordei sem lembrar onde eu tinha parado.
Nessa altura, controle já não era uma palavra do meu vocabulário. Perdendo os prazos, ficando doente, sem a menor noção do que é prioridade ou não. E sem poder parar pra colocar as coisas em ordem, pois o negócio é produzir, pensar, criar. É contraditório produzir no meio da bagunça, mas agora não dá tempo pra pensar nisso, deixa pra outra hora e faz o seu trabalho.
Dá um aperto no coração lembrar de como tudo estava calmo, estruturado, bem pensado. E do dia pra noite, o furacão fez o teto desabar, os papéis voarem. Mas quando foi esse furacão? De onde ele veio? Por onde passou? O desespero de não saber onde se perdeu é maior que qualquer outro que tenha justificativa.
15 julho, 2009
200!
Post número duzentos, em quase quatro anos.
Duzentos desabafos, questionamentos, choradeiras, alegrias, reclamações, bons textos copiados (sempre com créditos), duzentas coisas reais misturadas com um pouco de ficção e umas pirações minhas.
O blog tão low profile, que é "meu pra mim". Olha quem tem vontade, ou quem eu convido. É mais aquele 'querido diário' do que um lugar pra todos olharem, diário que agora fica um pouquinho mais aberto, mas não quer dizer que eu vá mostrar pra todo mundo.
Eu cresci, ele cresceu comigo. Dá pra ver, porque depois que a gente vira gente grande, não é todo dia que dá pra ficar chorando as mágoas no teclado. Tem horas que o negócio é engolir uns sapos e correr que os dias não ficam te esperando. Nem seu chefe, nem sua conta, nem seu amor, nem nada que essas coisas da vida real fazem pra gente. Por isso, quando dá, a gente para um pouquinho pra surtar, e é pra cá que eu corro. Pra palavras. Afinal, ninguém tem nada a ver com as minhas reclamações, e as letras não dão opinião, nem muito menos reclamam por eu falar demais as vezes.
E assim, devagar e sempre, virão mais duzentos.
Duzentos desabafos, questionamentos, choradeiras, alegrias, reclamações, bons textos copiados (sempre com créditos), duzentas coisas reais misturadas com um pouco de ficção e umas pirações minhas.
O blog tão low profile, que é "meu pra mim". Olha quem tem vontade, ou quem eu convido. É mais aquele 'querido diário' do que um lugar pra todos olharem, diário que agora fica um pouquinho mais aberto, mas não quer dizer que eu vá mostrar pra todo mundo.
Eu cresci, ele cresceu comigo. Dá pra ver, porque depois que a gente vira gente grande, não é todo dia que dá pra ficar chorando as mágoas no teclado. Tem horas que o negócio é engolir uns sapos e correr que os dias não ficam te esperando. Nem seu chefe, nem sua conta, nem seu amor, nem nada que essas coisas da vida real fazem pra gente. Por isso, quando dá, a gente para um pouquinho pra surtar, e é pra cá que eu corro. Pra palavras. Afinal, ninguém tem nada a ver com as minhas reclamações, e as letras não dão opinião, nem muito menos reclamam por eu falar demais as vezes.
E assim, devagar e sempre, virão mais duzentos.
01 julho, 2009
SER FELIZ OU TER RAZÃO
Textinho desses que rodam na Internet, que ninguém nunca sabe ao certo o autor. Eu fui apresentada à ele pelo Ferdinand, meu professor mega querido e conselheiro lindíssimo nas horas vagas. É bem clichê, mas vê se não faz todo sentido?!
Oito da noite, numa avenida movimentada.
O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos. O endereço é novo e ela consultou no mapa antes de sair. Ele conduz o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado. Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados.
Mas ele ainda quer saber:
- Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devias ter insistido um pouco mais...
E ela diz:
- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão e, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado. Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados.
Mas ele ainda quer saber:
- Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devias ter insistido um pouco mais...
E ela diz:
- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão e, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!
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