14 maio, 2010

14

Eu tenho essa mania chata, de criar significado pra tudo. E de querer escrever posts pra tudo. Deve ser muito neurônio, muita sinapse aí eu fico criando, criando, criando. E o corpo não dá conta de transformar tudo em realidade.
O fato é, eu tenho certeza que tem alguma ligação eu amar tanto gente nascida no dia 14. Do primeiro semestre do ano. De março e abril. Sim! Eu tenho certeza que tem algum significado! Assim como eu ter melhores amigas aquarianas e muitos problemas, mas ao mesmo tempo muita afinidade com homens aquarianos e piscianos. Tudo significa algo, nem que eu mesma tenha criado isso.
Mas fora o 14 de janeiro que esta magnífica e modesta criatura que vos escreve nasceu, e ela se ama pra caralho apesar de ter muita vontade de fugir de si mesma boa parte das horas. Fora isso, devo agradecer pelos 14 de marços e 14 de maios do mundo, que brindam mais outonos de gente tão especial.
Nos marços estão o Fabio, aquele das aulas da Cia Brasil, aquele que me divertia só de ficar assistindo aulas de hidro e natação (que saudade de ter tempo pra "perder" assim), que me trancava no carro pra ter DR com a namorada, que me fez achar do caralho dar aula, que mesmo sem saber me enfiou na Ed. Física, que arrasou no último WS SP e me fez ter certeza que ele "não me enganou", que hoje em dia pode lembrar tudo isso comigo quando vem tomar cerveja nos meus aniversários ou me dá aulas "como nos velhos tempos" na Bio toda terça e quinta.
E o Olavo... que eu nem sei o que é, de tanta coisa que é. Só de pensar em continuar esse texto eu já tenho vontade de chorar. Se o Fabio me fez valer escolher a Ed. Física, o Olavo fez valer cada dia e cada centavo gasto em 4 anos de Mackenzie. E faz valer cada minuto junto e faz valer qualquer vontade de ser como ele. Ultrapassou todos os limites de professor, de mestre, de orientador, de exemplo, de pai, de inspiração. É isso, o Olavo pra mim é alguém que ultrapassou os meus limites de gostar e de respeitar alguém assim tão "de graça". Porque sim, ele nunca fez nada para ser tão especial, muito pelo contrário. Mas ele simplesmente É.

Já nos maios, e visto que escrevo isso as 0h40 de um 14 de maio, podemos chamar também de "hoje"... Ticiana, Tici, Atum, Johnny - pra mim o apelido preferido, com história, rs. O que a tecnologia não faz, né?! Eu não faço a menor idéia, como/quando foi nosso primeiro contato. Ela lá, e eu aqui. Talvez eu saiba o porque, e embora esse porque hoje em dia não faça tanto sentido, obrigada viu Dona Body Systems?! Taí uma coisa boa que essa empresa fez/faz por mim: me apresenta meus melhores amigos. E aí a moral da história é: a gente descobriu um monte de coisa igual, e outro monte de diferente. E descobriu que dá pra acompanhar junto mesmo que os caminhos fiquem tão diferentes. E que Fortaleza nem fica tão longe assim quando a gente não quer. E nem Paris, e nem Belém. E nem sei lá onde essa menina vai parar da próxima vez. Tomara que não seja mais na Benedito Calixto.
E o Top, digo... o San, o Sandrinho. Aff, que aperto que dá no coração digitar esse nome! Porque diferente dessa menina bonita e fashion de Fortaleza do parágrafo acima, esse aqui eu ainda não me habituei em conviver virtualmente. O caminho foi inverso, e assim dói mais. Mas eu preciso agradecer a Body Systems de novo e eternamente. E cada dia que ele sentou ali do lado da Paty e do Capi. E cada risada cínica que ele deu sentado ali que me fez rir também. E a carta que ele "respondeu" a minha carta do Big Bang. E o meu aniversário estilo "transparência nível 10", até o dia amanhecer, literalmente. E os buffalos que ele relutou em aparecer, mas acabou ficando um pouquinho. Preciso agradecer ter achado alguém tão "eu", profissional na arte de ser cuzão com si mesmo e um pouquinho com os outros, mas no fundo, um puta tonto rs! Ele foi tão eu, mas tãããão eu, que fez exatamente o que eu disse que era certo fazer, mas nunca tive coragem. Agora ele é como se fosse um "eu" com coragem, sabe?! E assim como o Olavo que nunca fez nada pra ser e "É", ele nunca fez nada pra me matar de orgulho, mas me mata. E de saudades!

Meus piscianos, meus taurinos, meus amigos. Muitos outonos, catorzes, maios, marços...

09 maio, 2010

Bem vinda ao mundo!

É a primeira vez que eu parei. É a primeira vez que eu posso escolher o que fazer assim "do nada". É a primeira vez que ninguém espera mais nada de mim. É a primeira vez que eu não sei o que fazer, de verdade.
Apesar da maravilha de ter uma vida mais "própria", ainda que longe do ideal de "independência". Mas é muito estranho ninguém esperar nada de você. Sempre houve uma expectativa... de tirar uma nota boa, de passar de ano, de não dar vexame, de ser formar, de tirar carta, de arrumar um marido. Sempre teve.
Agora, nada. Agora são as minhas. Quais são elas? Alguém viu minhas expectativas por aí?

Mas aí o que eu faço com esse monte de plano que eu fiz e agora eu já não sei mais se quero colocar em prática? E mais ainda, o que eu faço com esses planos todos que já deram certo, e agora eu não sei se era mesmo pra ter dado? Eu parecia tão firme nos meus propósitos, que eles foram acontecendo um a um, guardadas as devidas proporções. Mas e aí, qual é a graça? Será que foi tudo um baita engano? Ou eu sou mesmo uma pessoa abençoada, que teve a sorte de ter até hoje quase tudo o que quis na vida (até porque, se fosse tudo, ficaria até chato)?

Nestes tempos de crise, relacionamentos patético e hormônios descontrolados (ando meio monotemática em relação aos dois últimos itens citados) eu perdi toda e qualquer certeza que carreguei pelos anos todos. E estou quase enlouquecendo por causa disso! Por isso, peço compreensão com posts chatos, crises de humor, transparência exagerada ou qualquer outra reação desproporcional aos fatos banais da vida!
Mas sei que adquiri uma certeza nova, única: Que aos pouquinhos (afinal, lembrem-se, eu sou capricorniana, pessoa apegaaaaaada) eu vou me dar o direito de mudar de idéia, de não cumprir mais os planos só porque estavam planejados. De parar mais vezes.

26 abril, 2010

Remake

Gosto de reler meus posts. Engraçado como minhas crises e lamentações se repetem, só variando a proporção e o estilo de escrever. Bem possível que não sejam 'as minhas', mas as de todo mundo.
O post abaixo é do fim de 2008, mas eu poderia ter escrito ele ontem, hoje ou mês que vem.

A diferença é que eu tinha uma faculdade pra terminar, um estágio pra cumprir, um salário que não pagava nem minha gasolina da semana, um tcc pra fazer... enfim, todas essas desculpas esfarrapadas que vão fazendo a gente se prender na rotina e nunca arriscar.

Agora, eu tenho uma pós pra terminar, uma carteira assinada, muitos e-mails no Outlook, três quilos a menos, uma vida amorosa com um pouco mais de emoção (o que não significa que esteja 'ok'), o mesmo amor platônico, umas pessoas pra ter como inspiração para "desapegar", uma saudade brutal da vida de faculdade e um pouquinho mais de coragem. Coragem pra pelo menos pensar em correr risco em algum momento da vida.
E isso, pra capricorniana aqui, é um progresso do tamanho do mundo.
Talvez eu tenha agora também, o peso de ser "gente grande", uma dúvida de "o que será que eu queria da vida mesmo?" e um saco bem mais cheio do que naquela época. Mas o desapego, base fundamental pro "surto", é desenvolvido num processo bem, mas bem lento! Quem sabe, né?!



24/11/08
Morna


Ócio, orkut, uma boa vasculhada e assim surge um motivo de terapia...






Talvez seja afobação minha, inveja, dor de cotovelo...


A real é que crescemos, e eu resolvi recordar quem cresceu comigo... E descobri que para a grande maioria, mudanças grandiosas aconteceram.. pro bem e pro mal...


Há os que faliram, os que empreenderam, os que viajaram, os que cairam do cavalo, os que casaram, as que engravidaram, há de tudo...


E eu me enxerguei no meio deles, indo pelo caminho do mais ou menos, do morno. Não sei bem pra onde, mas indo. Talvez indo pra onde me falaram e eu acreditei.


O fato é que, nesses anos todos (que tudo bem, se for pensar são poucos) meio que "nada" aconteceu... Não houve uma grande mudança, uma grande alegria, uma grande decepção, um grande amor, uma grande traição, uma falência (toc, toc, toc), um prêmio da loteria, eu não enriqueci, nem surtei, nem comprei um apartamento, nem fui deserdada, nem fugi, nem me arrependi profundamente, nem tive uma idéia mirabolante, nem quebrei a casa toda, nem, nem, nem...


Simplesmente "não houve".


Não que seja uma reclamação, sabe?! Fiz bons amigos, dei boas risadas, chorei quando foi necessário, conquistei objetivos que jamais pensei que fosse, tomei umas cervejas, beijei umas bocas, escrevi uns posts, fui à Salvador matar saudades, xinguei umas pessoas, trabalhei em uns lugares, fiz umas compras, cantei umas músicas... não é ruim, tenho sido feliz...


Mas é que é sempre no "meio termo", na zona de conforto. É a parte lisa do asfalto. Que é legal, mas é o mais fácil. O que é bom, que me evita grandes transtornos... mas também me priva de grandes acontecimentos.


Sinto falta da trilha, da estrada de terra... das atitudes drásticas, das coisas emocionantes, das histórias e das fotos inesquecíveis.


Mas esse caminho que leva a gente da frustração pra atitude é difícil de achar... Exige vontade, exige paciência... mas deve ser quente... e valer a pena.

24 abril, 2010

Eu sinto uma certa pena de mim, criando pessoas na minha cabeça que são versões que eu queria ter de pessoas da vida. Na verdade nem sei se é de mim, ou das pessoas. Porque a 'minha' pessoa é muito bacana, e te olhar na vida real chega a ser triste. Triste pela minha falta de senso, e pelo o que você poderia ser.

13 abril, 2010

Por favor, me engane

Eu deixo você me enganar. Aliás, eu tenho até pedido. Por favor, me engane.
Pode, você pode me enganar e me fazer achar que você é legal. Me engana que é um cara bacana e finge que você realmente não fala isso para mais ninguém. E que você realmente estava ansioso.
Vou me deixar enganar pra dar mais risada com você. E rir das suas piadas baratas. E fingir que eu gosto desse jeito que você me olha as vezes. Eu nem preciso fingir, eu gosto. Mas tá, eu finjo então que é só pra mim que você olha desse jeito.
Por favor me engana sempre que você ligar falando isso. Eu caio direitinho, pode confiar! Faço questão de acreditar que você realmente queria ficar comigo hoje. E que é uma pena não ter dado certo. Pode me enganar e botar meu ego lá nas alturas. Eu te engano também e finjo que eu não sei das suas outras histórias ali do meu lado.
Eu deixo você me enganar que adorou. E que eu não devo mais demorar tanto. E que terá juros e correção monetária. E que a gente é namorado. Me engana enquanto a gente dorme junto igual namoradinhos. Enquanto eu olho você dormir, mesmo sem saber direito porque eu tô lá. Mas pode me enganar sim. Naquela mãozinha dada de dedos entrelaçados também. E em todas as horas que eu acho que até "poderia ser, né?". Eu adoro ser enganada. Sabendo.

04 abril, 2010

Rainha do gelo e a Fulana Maldita

Ela mentaliza "Eu sou a rainha do gelo! Eu sou a rainha do gelo!". E enquanto isso, ele vem chegando, ela ouve a voz pelo corredor.

Pronto, chegou! Daquele jeito de sempre, galanteador. Engraçado é ela abominar esse estilo "el comedor" que ele tem. Mas tem coisas que ninguém explica, e não é o primeiro cara sem explicação que faz isso. Será então que no fundo ela até gosta dessa linha galã de novela?!

Não, ela não gosta. É um encosto, um alter-ego, uma personalidade enviada pelo capeta, só pode. Essa sim, essa Fulana Maldita, toma conta da outra e adora um galãzinho barato, uma cantada escrota, e adora criar pessoas que só existem na cabeça dela. Mora dentro da Rainha do Gelo, que luta pra não ser dominada, afinal, a Rainha é esperta, já tomou muita pedrada na cabeça e saber analiticamente como agir em todos os casos. A Rainha do Gelo tem gestos calculados, tudo esquematizado pra sair por cima, sempre. Geralmente dá certo. 90% das vezes, é tudo como ela quer.
A Rainha sabe, com certeza milimétrica, que o Galã é só uma diversãozinha, que ela deve brincar e guardar no armário, como se fosse mais um Ken da coleção. E que isso não tem nada de errado, afinal, o trato é exatamente esse. As regras estavam bem claros no contrato e a Rainha a-do-ra um contrato! 

Mas é só o tal do Galãzinho barato chegar pelo corredor que essa piranha dessa Fulana aparece e grita alto na orelha da outra. Deve estar louca pra dar, não é possível!!! Ela não sabe o que ela fala, confunde todas as coisas, acha tão bonitinho essas coisas de novela mexicana que o Galã faz. Ouve músicas que lembram coisas e acha significados em todas aquelas coisas que não tem significado algum. Essa porra dessa Fulana criou um Galã só dela, que a Rainha não enxerga de jeito nenhum, e que eu olhando aqui de fora, acho que não existe mesmo.
Olha lá a Fulana com um massarico, tentando derreter o gelo da Rainha a qualquer custo... O resto são cenas dos próximos capítulos...

25 março, 2010

Amigo

Eu estou sempre com você aqui no meu acostamento. Vou caminhando e você vem ao lado, as vezes na pista, as vezes mais escondido. Mas você está aqui. Eu vou me divertindo pelo caminho, depois vou me irritando, depois descubro que homem é uma raça de idiota e mulher uma raça de gente trouxa. E você está aqui, vou te atualizando das minhas descobertas.
Depois eu saio com alguém, ou faço um cú doce pro cara que eu conheci e se acha capaz de comer todo mundo. Desculpa né, mas eeeeu, o cara só é capaz de comer se eu quiser. E eu até quero. Ou não. Depende do humor. Aí eu conto pra você e você dá risada. Porque a gente é amigo. E amigo conta do cara que quer comer, da menina que você tá pegando, das razões de fazer tanto cú doce. A gente é amigo e eu mando mensagens no seu celular, porque agora eu só trabalho e não tive tempo de ligar no seu aniversário. E você me perdoa, porque a gente é amigo. Amigo entende isso. A gente lembra da época das viagens, que a gente dormia junto em barracas e colchões infláveis. Bem coisa de amigo dividir esses perrengues. E a gente lamenta por não dar mais tempo, afinal, a gente ria muito. Pior é você, que trabalha em 3 lugares né?! Por isso eu te perdoei quando não ligou no meu aniversário. Mas o que eu não contei foi que eu tremi inteira quando vi sua mensagem. E depois me achei a maior babaca do mundo, quase tendo um infarto por causa de um sms. Babaca. E aí a gente se encontra por acaso, tem conversas bobas e se abraça. Você me conta dos treinos, dos campeonatos. Porque amigos se abraçam. E eu acho tão legal você jogar, competir. Mesmo eu afirmando que esse abraço aí é diferente demais dos meus outros amigos. Aliás, eu mal abraço os outros. Talvez não sejam tão meus amigos assim? Esses outros amigos não escutam o quanto eu sou chata, enquanto eu corrijo as referências bibliográficas do trabalho deles. Aliás, eu nem me preocupo com o trabalho deles. Você eu sei que é meu amigo, então eu saio de onde for, num impulso, pra fazer isso. É, eles não devem ser tão amigos então. Pra amigos como você eu reclamo das celulites, do chefe, ou de como eu piorei depois que parei de treinar. E você, como bom amigo, diz que eu tô ótima. E eu como acredito nos amigos, acho mesmo que eu tô ótima mesmo, pelo menos enquanto eu tô com você. E se eu estiver muito cansada, o tal do seu abraço me dá sempre vontade de chorar. Eu já chorei de cansaço com você, lembra? Porque não precisa ter vergonha de chorar, afinal a gente é amigo. E é o abraço de amigo melhor do mundo. Eu podia viver dentro de um abraço de amigo desses. Eu choro depois do abraço também, internamente. E choro por dentro depois de corrigir o seu trabalho, enquanto você agradece. E choro por dentro com o seu beijo de tchau, e seu abraço que dava pra morar dentro. E enquanto eu conto do cara que come todo mundo. E na hora das celulites. E porque eu adoro essa sua tatuagem. E porque você em quadra é lindo. Eu sempre choro pela nossa amizade. Eu choro por você ser o melhor dos amigos que alguém poderia pensar. Eu choro porque você é realmente meu amigo. Mas eu tô feliz, porque amigos fazem a gente feliz. Sempre.

06 março, 2010

Workahoquê?

Aconteceu! Todas as profecias! Tudo! Tudo que eu jurei que não ia acontecer!
Aí você planeja que vai só trabalhar por amor e porque isso te deixar feliz e com pessoas legais e sorrir e se divertir e ver seus amigos antigos periódicamente e tudo vai ser sempre essa época dourada...
E aí sua pele está ruim, seu cabelo horroroso e sua saúde não deve estar aquela Brastemp também... seus amigos antigos você mal troca um e-mail, afinal tem outros 983984938938983 pra responder e mandar, seu carro está caindo aos pedaços, porque parar pra ir ao mecânico parece uma perda de tempo irreversível. Aliás, tudo parece perder tempo, dar prejuízo. Mas e quem disse que usar todo esse tempo te deixa feliz. Te deixa escrava de você mesmo, pois um lado precisa terminar tudo e o outro precisa se lamentar, pois você poderia usar esse tempo para você. Mas quem é você? Que não fala com amigos, que não sai, não ri, não bebe, não fode, não para nem 3 dias com um esmalte na unha. Você é quem? Aquela que xinga a si mesma por trabalhar tanto, mas não exita se alguém chamar pra trabalhar mais. Você é aquela que perdeu o assunto com os outros, pois o seu é contar o que acontece no e-mail ou na última ligação, ou reunião. E aquela também que se questiona de ter dito que faria diferente a vida toda e não está fazendo nada mais que i-gual-zi-nho a todo mundo.

27 janeiro, 2010

Não quero ser gente grande se ser gente grande for perder a noção do que é trabalho e o que é casa. E entrar numa gigante bola de neve onde não dá tempo de ver a história passar. Não quero ser gente grande se eu precisar encontrar e perder tudo que eu me apego o tempo todo. Nem se o ditado do "tudo que é bom dura pouco" for verdade. O meu bom, parece fadado a durar somente o tempo da conquista. E se isso for regra de gente grande, eu não quero. Também não quero se for pra ter que fazer essa cara de 'tudo bem' e chorar sozinha de madrugada. Porque eu quero chorar no meio da rua, pra todo mundo ver, fazer birra e bater o pézinho de manha falando "Não queroooooooo" no meio shopping, daquele jeito que fica todo mundo olhando. Mas se gente grande não pode fazer isso, então não quero ser não. Se gente grande precisa ficar sempre nesse dilema de escolher o certo sem saber qual a diferença de certo e errado, eu não quero! Por que eu quero minha mãe e meu pai eternamente escolhendo o que é melhor pra mim, sem me preocupar se de fato é mesmo. Por que eu sei que é. Mas se gente grande precisa escolher sozinha, eu tô fora! E também eu desisto, se gente grande sempre tiver que assumir tudo assim abraçando o mundo. E também não quero se gente grande precisar parar de viver os melhores momentos para começar tudo do zero atrás de outros momentos, simplesmente porque a "fase mudou". Eu quero a minha fase o tempo todo comigo, com todas as risadas, as diversões e as lembranças. Se gente grande for essa coisa de ficar se despedindo o tempo todo do que eu não quero, eu quero me mudar pra Terra do Nunca...

04 janeiro, 2010

Os Queridos

Que ser humano brilhante!
Nossa, todo mundo adora ela! Uma querida! Taí alguém uma pessoa comunicativa... fala bem, sabe argumentar, não fica tímida. Parece que faz isso há anos! E inteligente, né?! Nossa, informada, interessada, qualquer coisa que você pergunta ela sabe, e se por acaso não souber, no dia seguinte ela traz uma enciclopédia, porque sim, ela adora estudar! Pró-ativa, pau pra toda obra! Resolve problemas como ninguém, dá idéias como ninguém, executa como ninguém. Nunca vi fazer nada mal feito! Além de tudo gente boa, né?! Boazinha, simpática, mas ainda assim discreta, na dela. Que querida! E bonitinha né? Sempre arrumada, cabelo em ordem, maquiagem leve, toda 'no lugar'. Tem classe, educada, tem assunto, boa amiga, super querida. Deve ser o máximo trabalhar, jantar, conversar, comer, casar com a querida! Porque ela é o máximo... uma graça de pessoa!
A querida? Ah, ela é aquela que está sempre ali do lado de fora, pois queridos nunca entram. Os queridos não são donos, não são chefes, não são cafetões. Queridos dão as boas idéias, executam partes trabalhosas, enfeitam tudo, fazem bastante, mas nunca são os verdadeiros autores. Queridas nunca são as desejadas, muito menos as bem comidas. Não pegam os homens bonitos, legais e fiéis. Mas são as grandes conselheiras quando eles sofrem. Queridos nunca são pegadores, nem casam com mulheres fantásticas. Queridos nunca são lembrados na lista da festa ou na convocação da reunião. Mas ajudam a ligar pra convidar ou avisar quem está na pauta. Queridos são a guarnição, nunca o prato principal. Resolvem os problemas para os filhas da puta, que insistem em usar sempre a mesma estratégia. E querido, como é querido, faz tudo pra agradar as pessoas e seguir sendo querido por alguém. Os queridos no fundo são uns baita de uns carentes, que se deixam enganar pela fantasia de um dia algum filha da puta o deixar participar da reunião, entrar na festa, comer alguém, ser dono de alguma coisa. Eu queria mesmo era aprender a ser filha da puta.

27 dezembro, 2009

Um dia de insônia, achado no meio da limpeza de fim de ano...

Olha eu te amo tanto e você sabe...

... é assim. Cafona como uma música do Roberto Carlos. Por que esse negócio de amor já é meio cafona, e esse é pior ainda.
E você sabe, e eu sei que eu amo tanto que chega a doer um pouquinho. Mas é daquelas dores "gostosas", que eu fui deixando aqui, e cultivando todos os dias pra ela doer um pouco mais.
E você sabe, e todo mundo sabe, e eu sei... desde aquele bendito dia na piscina naquele ano que eu nem lembro mais qual era, que você veio chegando todo "homem da minha vida" com as suas tatuagens, e seu ódio por Legião Urbana (Quer alguém mais "homem da minha vida" que alguém da sua geração que odeia Legião?), e sua idade que eu achei sexy, suas piadas sem tanta graça que eram hilárias, sua voz meio estranha e sua coragem de mudar tudo já naquela altura do campeonato... E tem essa coisa de todo mundo te adorar, e o tanto de coincidências que aconteceram nas nossas vidas antes, e na "nossa vida" depois. E todas as minhas gafes que você, do alto do seu cavalheirismo, fingiu que nem percebeu. Você é mesmo um gentleman e acho que percebe que tem horas que fica difícil segurar tudo isso sozinha. Não cabe, transborda.
Mas esse "tudo isso" é tão meu, que dá pavor de dividir, embora você já saiba há um tempão, porque você, telepaticamente, sempre sabe o que eu sinto, o que eu preciso, como naquelas horas que você me dá aqueles abraços que me dão vontade de chorar de alívio e ficar presa ali dentro pra sempre.
E é tanto, que é melhor ficar subentendido mesmo, como naquela música (eu disse que esse treco de amor é meio cafona...). Porque eu quero te deixar aqui guardado comigo o tempo todo, levar você dentro da bolsa. Não importa se eu for casar e ter 3 filhos lindos com você, ou se eu só for ver você novamente daqui 15 anos, num encontro casual num restaurante ou num consultório médico. Eu sei que desse jeito, cafona, dolorido, eu tenho sempre uma versão de "você" aqui comigo, intacto, platônico. Mas meu. Pra sempre.

25 dezembro, 2009

Balanço geral

Teoricamente 2009 foi o ano mais perfeito dos últimos tempos.
Tudo que eu sempre materializei aconteceu, se concretizou, deu certo. Exceto no campo sentimental, mas esse eu já havia previsto que iria abdicar por um tempo, e assim o fiz.
Na prática, eu não sei até onde tudo foi perfeito. Nunca fiquei tão confusa, nunca tive tantas escolhas importantes, nunca fiquei tão nervosa, nem levei tantos projetos ao mesmo tempo. Caos total durante muitos meses.
E o pior, nunca tive tantas dúvidas. Se tudo o que eu quis aconteceu de um jeito ou de outro esse ano, porque eu ainda não sei se é tudo isso que eu quero mesmo?
Comecei um 2009 muito, mas muito diferente de como termino, e de como virá 2010. Talvez mais madura, talvez menos. A única coisa que posso afirmar, é que termino realizada, ao menos na teoria. Eu quis, eu consegui. Seja lá quais foram os efeitos depois, mas consegui.
Talvez eu comece um 2010 tentando ser mais tranquila, deixando a vida me levar... feliz e agradecendo, por tudo que Deus me deu, como na música...

22 novembro, 2009

Se o time com quem você joga é melhor que o seu, faz todo sentido que ele vença, a não ser que você esteja com sorte, ou em um dia mais inspirado que o normal. E assim sempre foi, o time bom ganhando e o 'meia-boca' levando a tabela como dava...
E é assim que a gente se acostuma, se um dia fizer um golzinho, bom pra gente! Até o grande time parar de jogar....
Perder pra time pior, não. Não faz sentido. Quem manipulou a arbitragem? O que houve com os seus jogadores? Que tipo de técnico é você, que perde o controle de tudo e aos 40 do segundo tempo leva uma goleada?
E não adianta estar vencendo outros campeonatos, desculpa, mas eu quero é "aquele" título. Não me pergunte por que, afinal nem o próprio técnico entendeu a razão desse título ser tão importante. Mas é!
Na real, eu acho mesmo é que não quero mais competir.

03 novembro, 2009

Xico Sá lendo meus pensamentos

Eis que @xicosa coloca um link no Twitter... eu pensativa no últimos acontecimentos, abro. E descubro que ele é vidente!

http://www.carapuceiro.zip.net/ - Que vale sempre a visita...

A GENTE SE VÊ (O REMIX)

Em uma megalópole como SP e outras tantas grandes cidades, haja encontros e desencontros, Sophia querida, alguns não tão graves, acontece, outros infinitamente dolorosos, que nos perturbam os sentidos, que fazem a gente maldizer os céus, os astros, o destino.

Fica tudo na base do “a gente se vê”... E fudeus, adeus!

Não que fosse acontecer um casamento ou algo do gênero a partir daquele encontro, nada disso, mas foram encontros bonitos, fortes, que se acabam ali mesmo, na poeira da estrada, numa tarde fria, em um café da manhã, numa simples despedida sob a neblina na Dutra ou Anchieta.

“A gente se vê.” Pronto, eis a senha para o terror, o “never more”, o nunca mais do corvo do escritor Edgar A. Poe.

A gente se vê. Corta para uma multidão no viaduto do Chá.

A gente se vê. Corta para uma saída de estádio lotado em dia de decisão do campeonato.

A gente se vê. Corta para “onde está Wally”.

Nada mais detestável de ouvir do que essa maldita frase. Logo depois a porta bate e nem por milagre.

Jovens mancebos, evitem essa sentença mais sem graça. Raparigas em flor, esqueçam, esqueçam.

Melhor dizer logo que vai comprar cigarro, o velho king size filtro do abandono. Melhor dizer que vai pra nunca mais. Melhor o silêncio, o telefone na caixa postal, o telefone desligado, o fora da área, a clandestinidade amorosa, o desprezo on the rock´s.

A gente se vê uma ova. Seja homem, troque de palavras, use o código do bom-tom e da decência. A gente se vê é a mãe, ora, ora.

Como canta o Rei, use a inteligência uma vez só, quantos idiotas vivem só...

Esse “a gente se vê” deveria ser proibido por lei. Constar nos artigos constitucionais, ser crime inafiançável no Código Penal.

A gente se vê é pior do que a gente se esbarra por ai. Pior do que deixar ao acaso, que jamais abolirá a saudade, que vira uma questão de azar e sorte.

Melhor dizer logo “foi bom, meu bem, mas não te quero mais”. YO NO TE QUIERO MÁS, como na camiseta mexicana que ganhei de una hermosa chica. Dizer foi bom meu bem e pronto, ficamos por aqui, assim é a vida, sempre mais para curta do que longa-metragem.

A gente se vê é a bobeira-mor dos tempos do amor líquido e do sexo sem compromisso. A gente se vê é a vovozinha, foda-se!

Seja homem, seja mulher, diga na lata.

Não engane a moça, que a moça é fino trato, que não merece desdém.

A fila anda, jogue limpo.

A gente se vê. Corta para uma multidão no show do Morumbi. A gente se vê. A gente se vê. Corta para a multidão no Campo de Marte. A gente se vê. Corta para o formigueiro do Maracanã. A gente se vê. Corta para a São João com a Ipiranga. Corta para a 25 de Março em véspera natalina. A gente se vê. Corta para um engarrafamento gigante na marginal do Tietê...

A gente se vê. Então aproveita e vai olhar se eu estou na esquina

01 novembro, 2009

Falou por mim...

Precisei copiar, Ana Reber, lá do http://www.blonicas.zip.net/ (recomendo passar lá sempre) escreveu simplesmente tudo!!!

Então, é natal?

De Ana Reber.

Eu não tenho tido tempo para escrever. Mas como também não tenho tempo de ir ao banheiro, prometo que assim que der uma brecha, levo meu laptop para lá e já resolvo as duas coisas ao mesmo tempo. Alguns amigos reclamam de não me encontrar. Pois saiba que nem eu me vejo mais. Quando acordo e olho para o espelho do banheiro, meu reflexo já está na cozinha mandando café fervendo pela goela abaixo. O que me alivia é saber que eu não sou a única. A falta de tempo é mesmo o mal da nossa época. Eu falo com a minha mãe entre um farol e outro, leio enquanto almoço, trabalho enquanto estou dormindo, namoro no tempo de um café (expresso). Por isso resolvi escrever essa carta de desabafo a você, Papai Noel. Desculpe a sinceridade, mas dá para largar a coxa de frango, subir no trenó e acelerar esse processo natalino? Tô com pressa de fim de ano. Tô com vontade de um pouco de calma daqueles dois dias em que o mundo inteiro para pra cortar o peru, se embebedar com a família, esquecer do trabalho, procurar os presentes debaixo da árvore, ou no meu caso procurar a própria árvore. Já que a minha família nunca foi muito ligada nesse lance de tradição. Quero que cheguem logo aqueles dois dias em que todo mundo já parou de se esmagar no shopping pra comprar presente, o panetone já está na dispensa, o trânsito está mais tranquilo e a minha avó já está fazendo bobe no cabelo. Eu juro Papai Noel, se você adiantar o natal, eu aguento qualquer coisa: revejo pela quadragésima vez todos os filmes do Didi, a Xuxa vestida de princesa, a missa do Galo. Não precisa nem trazer presente, só um pouco de sossego já tá bom demais. E por falar em presentes, vou aproveitar para tirar uma dúvida que eu tenho desde os cinco anos: como você faz para chegar a tempo na minha casa, com tanto pacote para entregar pelo mundo? Se por acaso minha teoria de que você controla o tempo se confirmar, me empresta o seu relógio dois minutinhos?

http://www.blonicas.zip.net/

26 outubro, 2009

Eu não sei ser moderna.
Não sei achar tudo normal, embora lute diariamente pra parecer que sei.
Não, não sei não ser neurótica, nem ciumenta, nem achar que as nossas borboletas voam e voltam pro nosso jardim. Se a borboleta é minha, eu quero ela aqui!
Não sei não ficar esperando a ligação do dia seguinte, e pensar se foi bom, ruim, lindo, traumático, ou se você vai me odiar a vida inteira.
Não sei não me sentir uma vaca depois de qualquer primeira noite.
Não sei não ficar puta com as grosserias alheias e nem sei também não me derreter toda com um pedido de desculpas bem manso.
Não sei não julgar, as coisas, os outros e principalmente eu mesma. E achar que meus erros são os maiores erros, e minhas inseguranças as menos seguras do planeta.
Não sei achar que sou forte e encaro tudo, antes de ter uma crise existencial e depois ser forte e encarar tudo...
Não sei não ser mulher típica, no melhor dos dias de surto!

21 outubro, 2009

Não, não é o tcc, você ficou 3 anos se planejando pra isso.
Não, não é o trabalho, qualquer ser humano normal trabalha e estuda, isso não é desculpa.
Não, não é o mundo conspirando contra você, afinal, você é só mais uma.
É um negócio, um treco, uma coisa. É maior que você. Não cabe na sua sala, no seu carro, na sua mesa do escritório, nem na sua bolsa.
É um aperto, uma interrogação que fica cutucando sua nuca, sua barriga, seu olho, tudo que te incomoda. E fica cochichando no seu ouvido, umas coisas que você não consegue entender.
É uma placa confusa, que não mostra o caminho. Ou mostra vários e não te ninguém pra pedir informação.
É um calendário, cheio de dias passando correndo, e você parada olhando e ficando pra trás. E um desespero vindo, uma sensação que só você tá perdendo. E ninguém sabe em que parte da história tudo virou essa zona. A lembrança é que estava tudo bem e o furacão veio, mas não marcou dia. Só derrubou tudo. E você não tem idéia de qual coisa é pra levantar primeiro.
É que tem horas que dá vontade de surtar...
E não saber mais que você é, de onde veio, pra onde foi. E vomitar tudo isso que você tá empurrando, mas não sei pra onde, porque ninguém sabe. E dar um grito de desespero, mesmo que seja abafadinho no travesseiro pra não acordar ninguém.
Por que de tanto empurrar, uma hora o espaço acaba. E você continua forçando, como se desse pra andar e ignorar aquela parede te avisando. A parede que mostra que você já perdeu o controle de tudo, e pode ou ficar empurrando o 'nada' ou achar outra parede, outro lado. Mas dói, confunde. A parede está ali mesmo? Você que perdeu as forças? O outro lado parece mais leve?
Tem horas também que dá vontade de chorar...

10 outubro, 2009

Será que eu já posso enlouquecer? Ou devo apenas sorrir???

É a pergunta de todos os dias...

08 setembro, 2009

As "pessoas karmas", são as que o tempo passa, as coisas a acontecem e nós estamos sempre lá, sem resolver a situação. E não é assim mesmo?
Tantos anos, tantas histórias, algumas fotos, boas risadas, conversas históricas. Nos conhecemos tão bem, nos gostamos e ainda assim não "desencantamos". Não sei ao certo qual é o problema, mas talvez a graça seja deixar exatamente assim. Eu já pensei de tudo, em o que fazer, o que não fazer, porque é assim, ou porque deixa de ser. E não cheguei a conclusão alguma. Desisti. Qualquer hora a gente pensa nisso de novo.

Mas descobri que existe outra "modalidade" de karma. Não é uma pessoa. É um momento. Um comportamento. Uma história. É sempre a mesma e vai passando de pessoa pra pessoa. Quando eu acho que aprendi a lição e não vou mais fazer tudo errado de novo, vou ser inteligente e não falar tanta merda no impulso, o tal karma volta, em outro corpo! Eu diria que "reencarna". E eu acredito tudo de novo, suspiro de novo, dou risada a toa de novo, falo besteiras piores, fico idiota de novo, mesmo sabendo que eu já fiz tudo isso da outra vez, em um momento idêntico... entendi tudo errado, sabendo que eu estava entendendo errado. Não fui enganada por ninguém. Sempre estive consciente dos fatos. Fiz tudo de caso pensado. Por quê? Porque talvez eu tenha uma necessidade capricorniana de ter sentimentos platônicos e ame entender errado pra poder criar um mundo perfeito na minha cabeça. Porque talvez eu goste de ter motivo pra fazer posts como esse, que talvez só eu entenda de fato. Ou talvez eu queira que alguém me prove que eu posso estar enganada sim.