Não quero ser gente grande se ser gente grande for perder a noção do que é trabalho e o que é casa. E entrar numa gigante bola de neve onde não dá tempo de ver a história passar. Não quero ser gente grande se eu precisar encontrar e perder tudo que eu me apego o tempo todo. Nem se o ditado do "tudo que é bom dura pouco" for verdade. O meu bom, parece fadado a durar somente o tempo da conquista. E se isso for regra de gente grande, eu não quero. Também não quero se for pra ter que fazer essa cara de 'tudo bem' e chorar sozinha de madrugada. Porque eu quero chorar no meio da rua, pra todo mundo ver, fazer birra e bater o pézinho de manha falando "Não queroooooooo" no meio shopping, daquele jeito que fica todo mundo olhando. Mas se gente grande não pode fazer isso, então não quero ser não. Se gente grande precisa ficar sempre nesse dilema de escolher o certo sem saber qual a diferença de certo e errado, eu não quero! Por que eu quero minha mãe e meu pai eternamente escolhendo o que é melhor pra mim, sem me preocupar se de fato é mesmo. Por que eu sei que é. Mas se gente grande precisa escolher sozinha, eu tô fora! E também eu desisto, se gente grande sempre tiver que assumir tudo assim abraçando o mundo. E também não quero se gente grande precisar parar de viver os melhores momentos para começar tudo do zero atrás de outros momentos, simplesmente porque a "fase mudou". Eu quero a minha fase o tempo todo comigo, com todas as risadas, as diversões e as lembranças. Se gente grande for essa coisa de ficar se despedindo o tempo todo do que eu não quero, eu quero me mudar pra Terra do Nunca...
27 janeiro, 2010
04 janeiro, 2010
Os Queridos
Que ser humano brilhante!
Nossa, todo mundo adora ela! Uma querida! Taí alguém uma pessoa comunicativa... fala bem, sabe argumentar, não fica tímida. Parece que faz isso há anos! E inteligente, né?! Nossa, informada, interessada, qualquer coisa que você pergunta ela sabe, e se por acaso não souber, no dia seguinte ela traz uma enciclopédia, porque sim, ela adora estudar! Pró-ativa, pau pra toda obra! Resolve problemas como ninguém, dá idéias como ninguém, executa como ninguém. Nunca vi fazer nada mal feito! Além de tudo gente boa, né?! Boazinha, simpática, mas ainda assim discreta, na dela. Que querida! E bonitinha né? Sempre arrumada, cabelo em ordem, maquiagem leve, toda 'no lugar'. Tem classe, educada, tem assunto, boa amiga, super querida. Deve ser o máximo trabalhar, jantar, conversar, comer, casar com a querida! Porque ela é o máximo... uma graça de pessoa!
A querida? Ah, ela é aquela que está sempre ali do lado de fora, pois queridos nunca entram. Os queridos não são donos, não são chefes, não são cafetões. Queridos dão as boas idéias, executam partes trabalhosas, enfeitam tudo, fazem bastante, mas nunca são os verdadeiros autores. Queridas nunca são as desejadas, muito menos as bem comidas. Não pegam os homens bonitos, legais e fiéis. Mas são as grandes conselheiras quando eles sofrem. Queridos nunca são pegadores, nem casam com mulheres fantásticas. Queridos nunca são lembrados na lista da festa ou na convocação da reunião. Mas ajudam a ligar pra convidar ou avisar quem está na pauta. Queridos são a guarnição, nunca o prato principal. Resolvem os problemas para os filhas da puta, que insistem em usar sempre a mesma estratégia. E querido, como é querido, faz tudo pra agradar as pessoas e seguir sendo querido por alguém. Os queridos no fundo são uns baita de uns carentes, que se deixam enganar pela fantasia de um dia algum filha da puta o deixar participar da reunião, entrar na festa, comer alguém, ser dono de alguma coisa. Eu queria mesmo era aprender a ser filha da puta.
27 dezembro, 2009
Um dia de insônia, achado no meio da limpeza de fim de ano...
Olha eu te amo tanto e você sabe...
... é assim. Cafona como uma música do Roberto Carlos. Por que esse negócio de amor já é meio cafona, e esse é pior ainda.
E você sabe, e eu sei que eu amo tanto que chega a doer um pouquinho. Mas é daquelas dores "gostosas", que eu fui deixando aqui, e cultivando todos os dias pra ela doer um pouco mais.
E você sabe, e todo mundo sabe, e eu sei... desde aquele bendito dia na piscina naquele ano que eu nem lembro mais qual era, que você veio chegando todo "homem da minha vida" com as suas tatuagens, e seu ódio por Legião Urbana (Quer alguém mais "homem da minha vida" que alguém da sua geração que odeia Legião?), e sua idade que eu achei sexy, suas piadas sem tanta graça que eram hilárias, sua voz meio estranha e sua coragem de mudar tudo já naquela altura do campeonato... E tem essa coisa de todo mundo te adorar, e o tanto de coincidências que aconteceram nas nossas vidas antes, e na "nossa vida" depois. E todas as minhas gafes que você, do alto do seu cavalheirismo, fingiu que nem percebeu. Você é mesmo um gentleman e acho que percebe que tem horas que fica difícil segurar tudo isso sozinha. Não cabe, transborda.
Mas esse "tudo isso" é tão meu, que dá pavor de dividir, embora você já saiba há um tempão, porque você, telepaticamente, sempre sabe o que eu sinto, o que eu preciso, como naquelas horas que você me dá aqueles abraços que me dão vontade de chorar de alívio e ficar presa ali dentro pra sempre.
E é tanto, que é melhor ficar subentendido mesmo, como naquela música (eu disse que esse treco de amor é meio cafona...). Porque eu quero te deixar aqui guardado comigo o tempo todo, levar você dentro da bolsa. Não importa se eu for casar e ter 3 filhos lindos com você, ou se eu só for ver você novamente daqui 15 anos, num encontro casual num restaurante ou num consultório médico. Eu sei que desse jeito, cafona, dolorido, eu tenho sempre uma versão de "você" aqui comigo, intacto, platônico. Mas meu. Pra sempre.
... é assim. Cafona como uma música do Roberto Carlos. Por que esse negócio de amor já é meio cafona, e esse é pior ainda.
E você sabe, e eu sei que eu amo tanto que chega a doer um pouquinho. Mas é daquelas dores "gostosas", que eu fui deixando aqui, e cultivando todos os dias pra ela doer um pouco mais.
E você sabe, e todo mundo sabe, e eu sei... desde aquele bendito dia na piscina naquele ano que eu nem lembro mais qual era, que você veio chegando todo "homem da minha vida" com as suas tatuagens, e seu ódio por Legião Urbana (Quer alguém mais "homem da minha vida" que alguém da sua geração que odeia Legião?), e sua idade que eu achei sexy, suas piadas sem tanta graça que eram hilárias, sua voz meio estranha e sua coragem de mudar tudo já naquela altura do campeonato... E tem essa coisa de todo mundo te adorar, e o tanto de coincidências que aconteceram nas nossas vidas antes, e na "nossa vida" depois. E todas as minhas gafes que você, do alto do seu cavalheirismo, fingiu que nem percebeu. Você é mesmo um gentleman e acho que percebe que tem horas que fica difícil segurar tudo isso sozinha. Não cabe, transborda.
Mas esse "tudo isso" é tão meu, que dá pavor de dividir, embora você já saiba há um tempão, porque você, telepaticamente, sempre sabe o que eu sinto, o que eu preciso, como naquelas horas que você me dá aqueles abraços que me dão vontade de chorar de alívio e ficar presa ali dentro pra sempre.
E é tanto, que é melhor ficar subentendido mesmo, como naquela música (eu disse que esse treco de amor é meio cafona...). Porque eu quero te deixar aqui guardado comigo o tempo todo, levar você dentro da bolsa. Não importa se eu for casar e ter 3 filhos lindos com você, ou se eu só for ver você novamente daqui 15 anos, num encontro casual num restaurante ou num consultório médico. Eu sei que desse jeito, cafona, dolorido, eu tenho sempre uma versão de "você" aqui comigo, intacto, platônico. Mas meu. Pra sempre.
25 dezembro, 2009
Balanço geral
Teoricamente 2009 foi o ano mais perfeito dos últimos tempos.
Tudo que eu sempre materializei aconteceu, se concretizou, deu certo. Exceto no campo sentimental, mas esse eu já havia previsto que iria abdicar por um tempo, e assim o fiz.
Na prática, eu não sei até onde tudo foi perfeito. Nunca fiquei tão confusa, nunca tive tantas escolhas importantes, nunca fiquei tão nervosa, nem levei tantos projetos ao mesmo tempo. Caos total durante muitos meses.
E o pior, nunca tive tantas dúvidas. Se tudo o que eu quis aconteceu de um jeito ou de outro esse ano, porque eu ainda não sei se é tudo isso que eu quero mesmo?
Comecei um 2009 muito, mas muito diferente de como termino, e de como virá 2010. Talvez mais madura, talvez menos. A única coisa que posso afirmar, é que termino realizada, ao menos na teoria. Eu quis, eu consegui. Seja lá quais foram os efeitos depois, mas consegui.
Talvez eu comece um 2010 tentando ser mais tranquila, deixando a vida me levar... feliz e agradecendo, por tudo que Deus me deu, como na música...
Tudo que eu sempre materializei aconteceu, se concretizou, deu certo. Exceto no campo sentimental, mas esse eu já havia previsto que iria abdicar por um tempo, e assim o fiz.
Na prática, eu não sei até onde tudo foi perfeito. Nunca fiquei tão confusa, nunca tive tantas escolhas importantes, nunca fiquei tão nervosa, nem levei tantos projetos ao mesmo tempo. Caos total durante muitos meses.
E o pior, nunca tive tantas dúvidas. Se tudo o que eu quis aconteceu de um jeito ou de outro esse ano, porque eu ainda não sei se é tudo isso que eu quero mesmo?
Comecei um 2009 muito, mas muito diferente de como termino, e de como virá 2010. Talvez mais madura, talvez menos. A única coisa que posso afirmar, é que termino realizada, ao menos na teoria. Eu quis, eu consegui. Seja lá quais foram os efeitos depois, mas consegui.
Talvez eu comece um 2010 tentando ser mais tranquila, deixando a vida me levar... feliz e agradecendo, por tudo que Deus me deu, como na música...
22 novembro, 2009
Se o time com quem você joga é melhor que o seu, faz todo sentido que ele vença, a não ser que você esteja com sorte, ou em um dia mais inspirado que o normal. E assim sempre foi, o time bom ganhando e o 'meia-boca' levando a tabela como dava...
E é assim que a gente se acostuma, se um dia fizer um golzinho, bom pra gente! Até o grande time parar de jogar....
Perder pra time pior, não. Não faz sentido. Quem manipulou a arbitragem? O que houve com os seus jogadores? Que tipo de técnico é você, que perde o controle de tudo e aos 40 do segundo tempo leva uma goleada?
E não adianta estar vencendo outros campeonatos, desculpa, mas eu quero é "aquele" título. Não me pergunte por que, afinal nem o próprio técnico entendeu a razão desse título ser tão importante. Mas é!
Na real, eu acho mesmo é que não quero mais competir.
E é assim que a gente se acostuma, se um dia fizer um golzinho, bom pra gente! Até o grande time parar de jogar....
Perder pra time pior, não. Não faz sentido. Quem manipulou a arbitragem? O que houve com os seus jogadores? Que tipo de técnico é você, que perde o controle de tudo e aos 40 do segundo tempo leva uma goleada?
E não adianta estar vencendo outros campeonatos, desculpa, mas eu quero é "aquele" título. Não me pergunte por que, afinal nem o próprio técnico entendeu a razão desse título ser tão importante. Mas é!
Na real, eu acho mesmo é que não quero mais competir.
03 novembro, 2009
Xico Sá lendo meus pensamentos
Eis que @xicosa coloca um link no Twitter... eu pensativa no últimos acontecimentos, abro. E descubro que ele é vidente!
http://www.carapuceiro.zip.net/ - Que vale sempre a visita...
A GENTE SE VÊ (O REMIX)
Em uma megalópole como SP e outras tantas grandes cidades, haja encontros e desencontros, Sophia querida, alguns não tão graves, acontece, outros infinitamente dolorosos, que nos perturbam os sentidos, que fazem a gente maldizer os céus, os astros, o destino.
Fica tudo na base do “a gente se vê”... E fudeus, adeus!
Não que fosse acontecer um casamento ou algo do gênero a partir daquele encontro, nada disso, mas foram encontros bonitos, fortes, que se acabam ali mesmo, na poeira da estrada, numa tarde fria, em um café da manhã, numa simples despedida sob a neblina na Dutra ou Anchieta.
“A gente se vê.” Pronto, eis a senha para o terror, o “never more”, o nunca mais do corvo do escritor Edgar A. Poe.
A gente se vê. Corta para uma multidão no viaduto do Chá.
A gente se vê. Corta para uma saída de estádio lotado em dia de decisão do campeonato.
A gente se vê. Corta para “onde está Wally”.
Nada mais detestável de ouvir do que essa maldita frase. Logo depois a porta bate e nem por milagre.
Jovens mancebos, evitem essa sentença mais sem graça. Raparigas em flor, esqueçam, esqueçam.
Melhor dizer logo que vai comprar cigarro, o velho king size filtro do abandono. Melhor dizer que vai pra nunca mais. Melhor o silêncio, o telefone na caixa postal, o telefone desligado, o fora da área, a clandestinidade amorosa, o desprezo on the rock´s.
A gente se vê uma ova. Seja homem, troque de palavras, use o código do bom-tom e da decência. A gente se vê é a mãe, ora, ora.
Como canta o Rei, use a inteligência uma vez só, quantos idiotas vivem só...
Esse “a gente se vê” deveria ser proibido por lei. Constar nos artigos constitucionais, ser crime inafiançável no Código Penal.
A gente se vê é pior do que a gente se esbarra por ai. Pior do que deixar ao acaso, que jamais abolirá a saudade, que vira uma questão de azar e sorte.
Melhor dizer logo “foi bom, meu bem, mas não te quero mais”. YO NO TE QUIERO MÁS, como na camiseta mexicana que ganhei de una hermosa chica. Dizer foi bom meu bem e pronto, ficamos por aqui, assim é a vida, sempre mais para curta do que longa-metragem.
A gente se vê é a bobeira-mor dos tempos do amor líquido e do sexo sem compromisso. A gente se vê é a vovozinha, foda-se!
Seja homem, seja mulher, diga na lata.
Não engane a moça, que a moça é fino trato, que não merece desdém.
A fila anda, jogue limpo.
A gente se vê. Corta para uma multidão no show do Morumbi. A gente se vê. A gente se vê. Corta para a multidão no Campo de Marte. A gente se vê. Corta para o formigueiro do Maracanã. A gente se vê. Corta para a São João com a Ipiranga. Corta para a 25 de Março em véspera natalina. A gente se vê. Corta para um engarrafamento gigante na marginal do Tietê...
A gente se vê. Então aproveita e vai olhar se eu estou na esquina
http://www.carapuceiro.zip.net/ - Que vale sempre a visita...
A GENTE SE VÊ (O REMIX)
Em uma megalópole como SP e outras tantas grandes cidades, haja encontros e desencontros, Sophia querida, alguns não tão graves, acontece, outros infinitamente dolorosos, que nos perturbam os sentidos, que fazem a gente maldizer os céus, os astros, o destino.
Fica tudo na base do “a gente se vê”... E fudeus, adeus!
Não que fosse acontecer um casamento ou algo do gênero a partir daquele encontro, nada disso, mas foram encontros bonitos, fortes, que se acabam ali mesmo, na poeira da estrada, numa tarde fria, em um café da manhã, numa simples despedida sob a neblina na Dutra ou Anchieta.
“A gente se vê.” Pronto, eis a senha para o terror, o “never more”, o nunca mais do corvo do escritor Edgar A. Poe.
A gente se vê. Corta para uma multidão no viaduto do Chá.
A gente se vê. Corta para uma saída de estádio lotado em dia de decisão do campeonato.
A gente se vê. Corta para “onde está Wally”.
Nada mais detestável de ouvir do que essa maldita frase. Logo depois a porta bate e nem por milagre.
Jovens mancebos, evitem essa sentença mais sem graça. Raparigas em flor, esqueçam, esqueçam.
Melhor dizer logo que vai comprar cigarro, o velho king size filtro do abandono. Melhor dizer que vai pra nunca mais. Melhor o silêncio, o telefone na caixa postal, o telefone desligado, o fora da área, a clandestinidade amorosa, o desprezo on the rock´s.
A gente se vê uma ova. Seja homem, troque de palavras, use o código do bom-tom e da decência. A gente se vê é a mãe, ora, ora.
Como canta o Rei, use a inteligência uma vez só, quantos idiotas vivem só...
Esse “a gente se vê” deveria ser proibido por lei. Constar nos artigos constitucionais, ser crime inafiançável no Código Penal.
A gente se vê é pior do que a gente se esbarra por ai. Pior do que deixar ao acaso, que jamais abolirá a saudade, que vira uma questão de azar e sorte.
Melhor dizer logo “foi bom, meu bem, mas não te quero mais”. YO NO TE QUIERO MÁS, como na camiseta mexicana que ganhei de una hermosa chica. Dizer foi bom meu bem e pronto, ficamos por aqui, assim é a vida, sempre mais para curta do que longa-metragem.
A gente se vê é a bobeira-mor dos tempos do amor líquido e do sexo sem compromisso. A gente se vê é a vovozinha, foda-se!
Seja homem, seja mulher, diga na lata.
Não engane a moça, que a moça é fino trato, que não merece desdém.
A fila anda, jogue limpo.
A gente se vê. Corta para uma multidão no show do Morumbi. A gente se vê. A gente se vê. Corta para a multidão no Campo de Marte. A gente se vê. Corta para o formigueiro do Maracanã. A gente se vê. Corta para a São João com a Ipiranga. Corta para a 25 de Março em véspera natalina. A gente se vê. Corta para um engarrafamento gigante na marginal do Tietê...
A gente se vê. Então aproveita e vai olhar se eu estou na esquina
01 novembro, 2009
Falou por mim...
Precisei copiar, Ana Reber, lá do http://www.blonicas.zip.net/ (recomendo passar lá sempre) escreveu simplesmente tudo!!!
Então, é natal?
De Ana Reber.
Eu não tenho tido tempo para escrever. Mas como também não tenho tempo de ir ao banheiro, prometo que assim que der uma brecha, levo meu laptop para lá e já resolvo as duas coisas ao mesmo tempo. Alguns amigos reclamam de não me encontrar. Pois saiba que nem eu me vejo mais. Quando acordo e olho para o espelho do banheiro, meu reflexo já está na cozinha mandando café fervendo pela goela abaixo. O que me alivia é saber que eu não sou a única. A falta de tempo é mesmo o mal da nossa época. Eu falo com a minha mãe entre um farol e outro, leio enquanto almoço, trabalho enquanto estou dormindo, namoro no tempo de um café (expresso). Por isso resolvi escrever essa carta de desabafo a você, Papai Noel. Desculpe a sinceridade, mas dá para largar a coxa de frango, subir no trenó e acelerar esse processo natalino? Tô com pressa de fim de ano. Tô com vontade de um pouco de calma daqueles dois dias em que o mundo inteiro para pra cortar o peru, se embebedar com a família, esquecer do trabalho, procurar os presentes debaixo da árvore, ou no meu caso procurar a própria árvore. Já que a minha família nunca foi muito ligada nesse lance de tradição. Quero que cheguem logo aqueles dois dias em que todo mundo já parou de se esmagar no shopping pra comprar presente, o panetone já está na dispensa, o trânsito está mais tranquilo e a minha avó já está fazendo bobe no cabelo. Eu juro Papai Noel, se você adiantar o natal, eu aguento qualquer coisa: revejo pela quadragésima vez todos os filmes do Didi, a Xuxa vestida de princesa, a missa do Galo. Não precisa nem trazer presente, só um pouco de sossego já tá bom demais. E por falar em presentes, vou aproveitar para tirar uma dúvida que eu tenho desde os cinco anos: como você faz para chegar a tempo na minha casa, com tanto pacote para entregar pelo mundo? Se por acaso minha teoria de que você controla o tempo se confirmar, me empresta o seu relógio dois minutinhos?
http://www.blonicas.zip.net/
Então, é natal?
De Ana Reber.
Eu não tenho tido tempo para escrever. Mas como também não tenho tempo de ir ao banheiro, prometo que assim que der uma brecha, levo meu laptop para lá e já resolvo as duas coisas ao mesmo tempo. Alguns amigos reclamam de não me encontrar. Pois saiba que nem eu me vejo mais. Quando acordo e olho para o espelho do banheiro, meu reflexo já está na cozinha mandando café fervendo pela goela abaixo. O que me alivia é saber que eu não sou a única. A falta de tempo é mesmo o mal da nossa época. Eu falo com a minha mãe entre um farol e outro, leio enquanto almoço, trabalho enquanto estou dormindo, namoro no tempo de um café (expresso). Por isso resolvi escrever essa carta de desabafo a você, Papai Noel. Desculpe a sinceridade, mas dá para largar a coxa de frango, subir no trenó e acelerar esse processo natalino? Tô com pressa de fim de ano. Tô com vontade de um pouco de calma daqueles dois dias em que o mundo inteiro para pra cortar o peru, se embebedar com a família, esquecer do trabalho, procurar os presentes debaixo da árvore, ou no meu caso procurar a própria árvore. Já que a minha família nunca foi muito ligada nesse lance de tradição. Quero que cheguem logo aqueles dois dias em que todo mundo já parou de se esmagar no shopping pra comprar presente, o panetone já está na dispensa, o trânsito está mais tranquilo e a minha avó já está fazendo bobe no cabelo. Eu juro Papai Noel, se você adiantar o natal, eu aguento qualquer coisa: revejo pela quadragésima vez todos os filmes do Didi, a Xuxa vestida de princesa, a missa do Galo. Não precisa nem trazer presente, só um pouco de sossego já tá bom demais. E por falar em presentes, vou aproveitar para tirar uma dúvida que eu tenho desde os cinco anos: como você faz para chegar a tempo na minha casa, com tanto pacote para entregar pelo mundo? Se por acaso minha teoria de que você controla o tempo se confirmar, me empresta o seu relógio dois minutinhos?
http://www.blonicas.zip.net/
26 outubro, 2009
Eu não sei ser moderna.
Não sei achar tudo normal, embora lute diariamente pra parecer que sei.
Não, não sei não ser neurótica, nem ciumenta, nem achar que as nossas borboletas voam e voltam pro nosso jardim. Se a borboleta é minha, eu quero ela aqui!
Não sei não ficar esperando a ligação do dia seguinte, e pensar se foi bom, ruim, lindo, traumático, ou se você vai me odiar a vida inteira.
Não sei não me sentir uma vaca depois de qualquer primeira noite.
Não sei não ficar puta com as grosserias alheias e nem sei também não me derreter toda com um pedido de desculpas bem manso.
Não sei não julgar, as coisas, os outros e principalmente eu mesma. E achar que meus erros são os maiores erros, e minhas inseguranças as menos seguras do planeta.
Não sei achar que sou forte e encaro tudo, antes de ter uma crise existencial e depois ser forte e encarar tudo...
Não sei não ser mulher típica, no melhor dos dias de surto!
Não sei achar tudo normal, embora lute diariamente pra parecer que sei.
Não, não sei não ser neurótica, nem ciumenta, nem achar que as nossas borboletas voam e voltam pro nosso jardim. Se a borboleta é minha, eu quero ela aqui!
Não sei não ficar esperando a ligação do dia seguinte, e pensar se foi bom, ruim, lindo, traumático, ou se você vai me odiar a vida inteira.
Não sei não me sentir uma vaca depois de qualquer primeira noite.
Não sei não ficar puta com as grosserias alheias e nem sei também não me derreter toda com um pedido de desculpas bem manso.
Não sei não julgar, as coisas, os outros e principalmente eu mesma. E achar que meus erros são os maiores erros, e minhas inseguranças as menos seguras do planeta.
Não sei achar que sou forte e encaro tudo, antes de ter uma crise existencial e depois ser forte e encarar tudo...
Não sei não ser mulher típica, no melhor dos dias de surto!
21 outubro, 2009
Não, não é o tcc, você ficou 3 anos se planejando pra isso.
Não, não é o trabalho, qualquer ser humano normal trabalha e estuda, isso não é desculpa.
Não, não é o mundo conspirando contra você, afinal, você é só mais uma.
É um negócio, um treco, uma coisa. É maior que você. Não cabe na sua sala, no seu carro, na sua mesa do escritório, nem na sua bolsa.
É um aperto, uma interrogação que fica cutucando sua nuca, sua barriga, seu olho, tudo que te incomoda. E fica cochichando no seu ouvido, umas coisas que você não consegue entender.
É uma placa confusa, que não mostra o caminho. Ou mostra vários e não te ninguém pra pedir informação.
É um calendário, cheio de dias passando correndo, e você parada olhando e ficando pra trás. E um desespero vindo, uma sensação que só você tá perdendo. E ninguém sabe em que parte da história tudo virou essa zona. A lembrança é que estava tudo bem e o furacão veio, mas não marcou dia. Só derrubou tudo. E você não tem idéia de qual coisa é pra levantar primeiro.
Não, não é o trabalho, qualquer ser humano normal trabalha e estuda, isso não é desculpa.
Não, não é o mundo conspirando contra você, afinal, você é só mais uma.
É um negócio, um treco, uma coisa. É maior que você. Não cabe na sua sala, no seu carro, na sua mesa do escritório, nem na sua bolsa.
É um aperto, uma interrogação que fica cutucando sua nuca, sua barriga, seu olho, tudo que te incomoda. E fica cochichando no seu ouvido, umas coisas que você não consegue entender.
É uma placa confusa, que não mostra o caminho. Ou mostra vários e não te ninguém pra pedir informação.
É um calendário, cheio de dias passando correndo, e você parada olhando e ficando pra trás. E um desespero vindo, uma sensação que só você tá perdendo. E ninguém sabe em que parte da história tudo virou essa zona. A lembrança é que estava tudo bem e o furacão veio, mas não marcou dia. Só derrubou tudo. E você não tem idéia de qual coisa é pra levantar primeiro.
É que tem horas que dá vontade de surtar...
E não saber mais que você é, de onde veio, pra onde foi. E vomitar tudo isso que você tá empurrando, mas não sei pra onde, porque ninguém sabe. E dar um grito de desespero, mesmo que seja abafadinho no travesseiro pra não acordar ninguém.
Por que de tanto empurrar, uma hora o espaço acaba. E você continua forçando, como se desse pra andar e ignorar aquela parede te avisando. A parede que mostra que você já perdeu o controle de tudo, e pode ou ficar empurrando o 'nada' ou achar outra parede, outro lado. Mas dói, confunde. A parede está ali mesmo? Você que perdeu as forças? O outro lado parece mais leve?
Tem horas também que dá vontade de chorar...
E não saber mais que você é, de onde veio, pra onde foi. E vomitar tudo isso que você tá empurrando, mas não sei pra onde, porque ninguém sabe. E dar um grito de desespero, mesmo que seja abafadinho no travesseiro pra não acordar ninguém.
Por que de tanto empurrar, uma hora o espaço acaba. E você continua forçando, como se desse pra andar e ignorar aquela parede te avisando. A parede que mostra que você já perdeu o controle de tudo, e pode ou ficar empurrando o 'nada' ou achar outra parede, outro lado. Mas dói, confunde. A parede está ali mesmo? Você que perdeu as forças? O outro lado parece mais leve?
Tem horas também que dá vontade de chorar...
10 outubro, 2009
08 setembro, 2009
As "pessoas karmas", são as que o tempo passa, as coisas a acontecem e nós estamos sempre lá, sem resolver a situação. E não é assim mesmo?
Tantos anos, tantas histórias, algumas fotos, boas risadas, conversas históricas. Nos conhecemos tão bem, nos gostamos e ainda assim não "desencantamos". Não sei ao certo qual é o problema, mas talvez a graça seja deixar exatamente assim. Eu já pensei de tudo, em o que fazer, o que não fazer, porque é assim, ou porque deixa de ser. E não cheguei a conclusão alguma. Desisti. Qualquer hora a gente pensa nisso de novo.
Mas descobri que existe outra "modalidade" de karma. Não é uma pessoa. É um momento. Um comportamento. Uma história. É sempre a mesma e vai passando de pessoa pra pessoa. Quando eu acho que aprendi a lição e não vou mais fazer tudo errado de novo, vou ser inteligente e não falar tanta merda no impulso, o tal karma volta, em outro corpo! Eu diria que "reencarna". E eu acredito tudo de novo, suspiro de novo, dou risada a toa de novo, falo besteiras piores, fico idiota de novo, mesmo sabendo que eu já fiz tudo isso da outra vez, em um momento idêntico... entendi tudo errado, sabendo que eu estava entendendo errado. Não fui enganada por ninguém. Sempre estive consciente dos fatos. Fiz tudo de caso pensado. Por quê? Porque talvez eu tenha uma necessidade capricorniana de ter sentimentos platônicos e ame entender errado pra poder criar um mundo perfeito na minha cabeça. Porque talvez eu goste de ter motivo pra fazer posts como esse, que talvez só eu entenda de fato. Ou talvez eu queira que alguém me prove que eu posso estar enganada sim.
Tantos anos, tantas histórias, algumas fotos, boas risadas, conversas históricas. Nos conhecemos tão bem, nos gostamos e ainda assim não "desencantamos". Não sei ao certo qual é o problema, mas talvez a graça seja deixar exatamente assim. Eu já pensei de tudo, em o que fazer, o que não fazer, porque é assim, ou porque deixa de ser. E não cheguei a conclusão alguma. Desisti. Qualquer hora a gente pensa nisso de novo.
Mas descobri que existe outra "modalidade" de karma. Não é uma pessoa. É um momento. Um comportamento. Uma história. É sempre a mesma e vai passando de pessoa pra pessoa. Quando eu acho que aprendi a lição e não vou mais fazer tudo errado de novo, vou ser inteligente e não falar tanta merda no impulso, o tal karma volta, em outro corpo! Eu diria que "reencarna". E eu acredito tudo de novo, suspiro de novo, dou risada a toa de novo, falo besteiras piores, fico idiota de novo, mesmo sabendo que eu já fiz tudo isso da outra vez, em um momento idêntico... entendi tudo errado, sabendo que eu estava entendendo errado. Não fui enganada por ninguém. Sempre estive consciente dos fatos. Fiz tudo de caso pensado. Por quê? Porque talvez eu tenha uma necessidade capricorniana de ter sentimentos platônicos e ame entender errado pra poder criar um mundo perfeito na minha cabeça. Porque talvez eu goste de ter motivo pra fazer posts como esse, que talvez só eu entenda de fato. Ou talvez eu queira que alguém me prove que eu posso estar enganada sim.
Não consigo me lembrar exatamente como ou quando foi.
Sei que de repente, parecia que eu tinha sido atingida por uma pedrada e acordei sem lembrar onde eu tinha parado.
Nessa altura, controle já não era uma palavra do meu vocabulário. Perdendo os prazos, ficando doente, sem a menor noção do que é prioridade ou não. E sem poder parar pra colocar as coisas em ordem, pois o negócio é produzir, pensar, criar. É contraditório produzir no meio da bagunça, mas agora não dá tempo pra pensar nisso, deixa pra outra hora e faz o seu trabalho.
Dá um aperto no coração lembrar de como tudo estava calmo, estruturado, bem pensado. E do dia pra noite, o furacão fez o teto desabar, os papéis voarem. Mas quando foi esse furacão? De onde ele veio? Por onde passou? O desespero de não saber onde se perdeu é maior que qualquer outro que tenha justificativa.
Sei que de repente, parecia que eu tinha sido atingida por uma pedrada e acordei sem lembrar onde eu tinha parado.
Nessa altura, controle já não era uma palavra do meu vocabulário. Perdendo os prazos, ficando doente, sem a menor noção do que é prioridade ou não. E sem poder parar pra colocar as coisas em ordem, pois o negócio é produzir, pensar, criar. É contraditório produzir no meio da bagunça, mas agora não dá tempo pra pensar nisso, deixa pra outra hora e faz o seu trabalho.
Dá um aperto no coração lembrar de como tudo estava calmo, estruturado, bem pensado. E do dia pra noite, o furacão fez o teto desabar, os papéis voarem. Mas quando foi esse furacão? De onde ele veio? Por onde passou? O desespero de não saber onde se perdeu é maior que qualquer outro que tenha justificativa.
15 julho, 2009
200!
Post número duzentos, em quase quatro anos.
Duzentos desabafos, questionamentos, choradeiras, alegrias, reclamações, bons textos copiados (sempre com créditos), duzentas coisas reais misturadas com um pouco de ficção e umas pirações minhas.
O blog tão low profile, que é "meu pra mim". Olha quem tem vontade, ou quem eu convido. É mais aquele 'querido diário' do que um lugar pra todos olharem, diário que agora fica um pouquinho mais aberto, mas não quer dizer que eu vá mostrar pra todo mundo.
Eu cresci, ele cresceu comigo. Dá pra ver, porque depois que a gente vira gente grande, não é todo dia que dá pra ficar chorando as mágoas no teclado. Tem horas que o negócio é engolir uns sapos e correr que os dias não ficam te esperando. Nem seu chefe, nem sua conta, nem seu amor, nem nada que essas coisas da vida real fazem pra gente. Por isso, quando dá, a gente para um pouquinho pra surtar, e é pra cá que eu corro. Pra palavras. Afinal, ninguém tem nada a ver com as minhas reclamações, e as letras não dão opinião, nem muito menos reclamam por eu falar demais as vezes.
E assim, devagar e sempre, virão mais duzentos.
Duzentos desabafos, questionamentos, choradeiras, alegrias, reclamações, bons textos copiados (sempre com créditos), duzentas coisas reais misturadas com um pouco de ficção e umas pirações minhas.
O blog tão low profile, que é "meu pra mim". Olha quem tem vontade, ou quem eu convido. É mais aquele 'querido diário' do que um lugar pra todos olharem, diário que agora fica um pouquinho mais aberto, mas não quer dizer que eu vá mostrar pra todo mundo.
Eu cresci, ele cresceu comigo. Dá pra ver, porque depois que a gente vira gente grande, não é todo dia que dá pra ficar chorando as mágoas no teclado. Tem horas que o negócio é engolir uns sapos e correr que os dias não ficam te esperando. Nem seu chefe, nem sua conta, nem seu amor, nem nada que essas coisas da vida real fazem pra gente. Por isso, quando dá, a gente para um pouquinho pra surtar, e é pra cá que eu corro. Pra palavras. Afinal, ninguém tem nada a ver com as minhas reclamações, e as letras não dão opinião, nem muito menos reclamam por eu falar demais as vezes.
E assim, devagar e sempre, virão mais duzentos.
01 julho, 2009
SER FELIZ OU TER RAZÃO
Textinho desses que rodam na Internet, que ninguém nunca sabe ao certo o autor. Eu fui apresentada à ele pelo Ferdinand, meu professor mega querido e conselheiro lindíssimo nas horas vagas. É bem clichê, mas vê se não faz todo sentido?!
Oito da noite, numa avenida movimentada.
O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos. O endereço é novo e ela consultou no mapa antes de sair. Ele conduz o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado. Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados.
Mas ele ainda quer saber:
- Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devias ter insistido um pouco mais...
E ela diz:
- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão e, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado. Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados.
Mas ele ainda quer saber:
- Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devias ter insistido um pouco mais...
E ela diz:
- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão e, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!
24 junho, 2009
Tá aí... hoje ouvi que nada dá pra gente ser apaixonada por algo a vida inteira... A gente se apaixonada, vive aquilo tudo de intenso, depois a coisa fica morna, a gente volta a ser racional. E vira amor. Amor que a gente vê defeitos e qualidades, sabe onde estão as falhas. E nem por isso está errado. É legal também caminhar com os pés no chão e não somente no deslumbre das nuvens que vemos na paixão.
Foi um discurso aliviante esse, tenho a tendência de carregar a culpa constante por não conseguir me manter apaixonada pelas coisas. Paixão irracional e estúpida (que me perdoe a redundância), só aquelas que a gente não deveria ter. De resto - leia-se em trabalho, amigos, tudo - tenho o costume de achar a solução da minha vida, e depois ir passando, passando e "perder o tesão". Mas não significa que eu não queira mais. Só não dá mais o barato que dava. Mas é difícil achar coerente que eu não esteja completamente louca por aquilo que estou fazendo, parece que eu não deveria mais estar ali. Mas é normal, qualquer um enlouqueceria se vivesse só de paixão. Tô feliz de saber que sou normal...
Foi um discurso aliviante esse, tenho a tendência de carregar a culpa constante por não conseguir me manter apaixonada pelas coisas. Paixão irracional e estúpida (que me perdoe a redundância), só aquelas que a gente não deveria ter. De resto - leia-se em trabalho, amigos, tudo - tenho o costume de achar a solução da minha vida, e depois ir passando, passando e "perder o tesão". Mas não significa que eu não queira mais. Só não dá mais o barato que dava. Mas é difícil achar coerente que eu não esteja completamente louca por aquilo que estou fazendo, parece que eu não deveria mais estar ali. Mas é normal, qualquer um enlouqueceria se vivesse só de paixão. Tô feliz de saber que sou normal...
06 junho, 2009
"Eu não te completo, você não me basta, mas é lindo o gesto de se oferecer", já dizia o Paralamas.
Por que será que você surte esse efeito em mim?
Eu mal te vejo e as vezes mal lembro que você existe. E as vezes lembro com raiva de você ser tão mal agradecido. Ficamos séculos sem trocar um 'oi' sequer e não faz a menor diferença. Eu até sentiria saudades da época das conversas diárias e as provocações constantes, mas eu simplesmente parei de precisar disso. Eu evolui. E você aprendeu na porrada, não foi por falta de aviso.
Mas eu não sei o que você tem. Não sei. Simples assim!
Por que eu vivo tão bem sem você o tempo todo, mas saber que vou ter ver cinco minutos me desmancha? Não faz sentido. E não é que eu fique esperando essa oportunidade, pensando nesse tempão sem ver e nada... Eu simplesmente não lembro da sua existência, até saber que vou te ver.
Eu até faço aquela pose firme, mas minha cara de brava é de brava boba, porque você consegue tirar todas as respostas que eu ensaiei para dar nessa hora. E tira, com gosto, sorrindo pra mim com ar de quem tinha certeza que eu iria fazer isso. E sabia mesmo, porque mesmo sem nem querer saber um da vida do outro a gente se conhece horrores. Por isso você me olha com esse olhar de quem adivinha tudo que passa na minha cabeça nessa hora e o quanto eu não entendo essa vontade te atacar, mesmo você sendo o oposto do que me atrairia pra qualquer coisa. E eu me sinto uma idiota, que não consegue enganar nem um cara como você, comprovadamente altamente enganável.
Aí nós damos umas risadas, lembramos umas histórias, falamos umas putarias e nos alfinetamos como amávamos fazer antigamente. E eu fico louca pra voltar pra esse passado nessa fração de segundo, porque era tudo perfeito, mas repetir isso no futuro não faz o menor sentido.
E aí termina tudo tão rápido que eu não consigo processar as razões de estar tão 'idiota' por sua causa, querendo ouvir essa nossa meia hora de conversa pra sempre. Mas um pra sempre eu durasse só essa meia horinha mesmo, porque eu não preciso de você pra sempre. Ou pelo menos é o que eu tenho certeza quando você não tá perto. Porque quando você está, eu desisti de entender.
30 maio, 2009
Consumida. Nada me definiria melhor.
A começar por mais de um mês sem digitar o link do blog, sem rabiscar os dias que passam na agenda, sem controlar o calendário menstrual, sem um flerte novo ou sem conseguir ir ao cabelereiro...
Parece que estou esperando o tempo passar porque vai chegar alguma coisa mais legal, eu só não sei onde essa coisa legal está. Enquanto isso, eu mato o tempo de saco cheio de que era de sempre, e tentando acostumar com o novo de sempre que pode durar bastante tempo. Parece que está tudo bom e como eu sempre quis que estivesse, mas não tá bom. Eu gosto e desgosto o tempo inteiro. E me questiono, e me culpo e tento me convencer que está tudo certo, mesmo estando errado.
E de fora tenho visto o quanto a gente pode se surpreender. O acaso, o destino ou Deus não fazem muita questão de explicações, e tenho ficado bem triste com isso. Porque é duro ver pessoas que se doam pra vida, tendo a vida recortada... E ainda que haja alguma razão - e eu realmente creio que haja - nem todas são visíveis e dói de ver. De verdade. Pensar que do dia pra noite, sem a menor explicação Divina, podem tirar da nossa vida a razão de tudo que fomos ou fizemos na vida. E precisar encontrar outra razão, me parece uma tarefa difícil demais para quem se doou tanto e fez com que tantas outras fizessem o mesmo. Dói olhar e não poder voltar a fita e evitar sei lá o que fosse. Desespera. Mas talvez seja preciso evoluir mais o espírito, para enxergar essas razões...
A começar por mais de um mês sem digitar o link do blog, sem rabiscar os dias que passam na agenda, sem controlar o calendário menstrual, sem um flerte novo ou sem conseguir ir ao cabelereiro...
Parece que estou esperando o tempo passar porque vai chegar alguma coisa mais legal, eu só não sei onde essa coisa legal está. Enquanto isso, eu mato o tempo de saco cheio de que era de sempre, e tentando acostumar com o novo de sempre que pode durar bastante tempo. Parece que está tudo bom e como eu sempre quis que estivesse, mas não tá bom. Eu gosto e desgosto o tempo inteiro. E me questiono, e me culpo e tento me convencer que está tudo certo, mesmo estando errado.
E de fora tenho visto o quanto a gente pode se surpreender. O acaso, o destino ou Deus não fazem muita questão de explicações, e tenho ficado bem triste com isso. Porque é duro ver pessoas que se doam pra vida, tendo a vida recortada... E ainda que haja alguma razão - e eu realmente creio que haja - nem todas são visíveis e dói de ver. De verdade. Pensar que do dia pra noite, sem a menor explicação Divina, podem tirar da nossa vida a razão de tudo que fomos ou fizemos na vida. E precisar encontrar outra razão, me parece uma tarefa difícil demais para quem se doou tanto e fez com que tantas outras fizessem o mesmo. Dói olhar e não poder voltar a fita e evitar sei lá o que fosse. Desespera. Mas talvez seja preciso evoluir mais o espírito, para enxergar essas razões...
11 abril, 2009
Feliz, parece... É bom se sentir querida e necessária pra algo. É bom conseguir aquilo que se imaginou a vida toda. Nem que seja o início daquilo que estava projetado...
Mas isso não faz com que eu me sinta confortável. Nem um pouco, atualmente. Pelo menos não ainda.
Muitas coisas pendentes, histórias mal resolvidas e medos para driblar. E ninguém mais do que eu, se incomoda com pendências... e com incertezas.
Por isso, muito "pé atrás", meu e dos outros. Sempre gostei de pisar no lugar certo, porque odeio tropeçar. Odeio. Então, melhor passar um tempinho sem ir em frente, só observando e esperando. Por mais que a ansiedade me consuma e eu tenha vontade lá no fundo de mostrar para que eu vim até aqui.
Porque pra casa ser boa, a construção precisa ser planejada. E planejar é comigo mesmo! Embora pouca gente entenda a minha pseudo "lerdeza" e até os meus medos iniciais. Mas essas geralmente são as que mais tropeçam e caem pelo caminho. E eu nem diria que são medos, são mais um "estudo de território", para saber como e quando agir, assim que eu precisar. Mais estratégia, do que medo.
E no meio dessa felicidade, desse desconforto, de tanta instabilidade... despedidas. Que não são novidade, mas que são dos piores martírios para mim, adoradora da rotina e da estabilidade.
Chorei. Muito. Chorei em público e chorei escondido, porque eu tenho vontade de ter as pessoas para mim. Num potinho, dentro da minha bolsa, comigo onde eu for.
E a vida real não é assim. Talvez por isso eu crie as "minhas pessoas", dentro da minha cabeça. Lá, elas tem a imagem que eu quero e estão sempre lá pra mim.
Mas existem pessoas que são do mundo, e por mais que não tenham lá muito juízo as vezes, contam com a sorte e com a competência. E acima de tudo, com a coragem. Talvez daí venha a minha grande admiração e até uma pontinha de inveja, confesso.
Dessa coragem de se desprender e arriscar. E de não ter medo do "não dar certo". E passar por cima de toda a sua zona de conforto, para achar algo mais longe. Isso tudo me desperta uma admiração absurda, especialmente quando isso tudo cresce na frente dos seus olhos. E morro de orgulho. E espero uma próxima encarnação mais "desprendida", para conseguir fazer parecido.
Mas aperta o peito. Porque o orgulho desse sucesso todo, briga com a vontade de deixar tudo como estava. Porque a gente acostuma, mesmo que não esteja junto todo dia.
Posso não ver ninguém do mesmo jeito. Mas o "não ver" em São Paulo é diferente do "não ver" em Auckland. E dói. E a lágrima cai do olho. Mas é assim, uma hora o avião decola.
01 abril, 2009
Mr Murphy
Tempestade rolando.
Num momento de marasmo na vida eu pensei "Quando vier, vem tudo junto".
Boca santa essa minha... Tudo surge ao mesmo tempo, perto dos prazos, das entregas, altos riscos, muitas trocas, muito impulso. Não é assim que eu sou, mas é assim que está sendo. Guiada pela vontade do momento. Se eu quero, vamos. Se eu não quero, não vamos.
Sei lá se é pro rumo certo e nem tem como voltar atrás pelo mesmo caminho. Mas se precisar, a gente volta seguindo outras placas. Melhor pensar assim, senão vou surtar de medo de fazer errado. E esperar que Deus esteja escrevendo certo, nas famosas linhas tortas. Porque é essa a impressão de mim mesma. Torta. Desgovernada. Com muitas possibilidades, querendo todas e nenhuma. Dessa última vez, agi pelo passado e pelo futuro. Se vai dar certo? Isso a gente abstrai. Mas é o que deu vontade. E o medo de se queimar. Era só não brincar com fogo... Mas era eu mesma que reclamava da vida apagadinha há dois meses atrás. Então não posso reclamar. Mas posso ter medo. Muito medo. E errar. Mas também dá pra acertar. Se eu não fosse capricorniana, eu enxergaria essa possibilidade. Mas a minha insônia prefere a parte do medo. E é o que tem. Na melhor das hipóteses, é aprender a lidar com isso. Porque errar, todo mundo erra. Quero ver é acertar!
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