06 junho, 2010

Tati Bernardi deve ser sincronizada com a minha rotina

Adoro Tati Bernardi (http://www.tatibernardi.com.br/), não é de hoje, são milhões de coisas que já li, são milhões de textos que eu já reproduzi aqui (com créditos, sempre!)... o que me assusta é o quanto as coisas que acontecem batem com os posts dos textos no site, mesmo que as vezes só eu veja a semelhança, rs!
Mas esse último, tem menos de 24h de "sincronia com a realidade", então me assustou mesmo...

O garoto

Você já foi ele. Eu penso. Com 22 anos e depois outras vezes também, um pouco mais velha que isso. Eu enlouquecia meu namorado, sumia, não atendia o celular, atrasava, vivia confusa se queria ele ou o ex ou o próximo. Eu gostava dele, eu queria dormir de conchinha e planejar coisinhas, mas algo me chamava pra ir conferir a noite e a tarde e a manhã e a casa dos amigos e as viagens e uma loucura. Uma vontade que, pra falar a verdade, não sinto muita falta. Porque era uma vontade meio sofrida (eu de fato sofria!). E quando ele se enchia, eu chorava: “mas eu tô sofrendo, você não vê? Eu não sei onde quero trabalhar, eu não sei onde quero morar...e a minha mãe, e o mundo e mil coisas”. E ainda colocava a culpa nele: “e eu só tô assim confusa porque você, aquele dia, lembra? Fez aquilo comigo!”. E ele, sei lá porque, acabava me deixando dormir na casa dele, e me abraçava bem forte a noite. E assim eu seguia, no fundo, sabendo o quanto eu era maquiavélica.

E agora esse garoto faz exatamente isso comigo. O que eu fazia com meus namorados quando eu tinha 22 anos. E então o quê? Não sei, não sei. Eu só queria abraçar ele bem forte a noite. E deixar ele seguir sabendo, no fundo, o quanto é maquiavélico.

Garotos bobos espertos são uma gracinha.

14 maio, 2010

14

Eu tenho essa mania chata, de criar significado pra tudo. E de querer escrever posts pra tudo. Deve ser muito neurônio, muita sinapse aí eu fico criando, criando, criando. E o corpo não dá conta de transformar tudo em realidade.
O fato é, eu tenho certeza que tem alguma ligação eu amar tanto gente nascida no dia 14. Do primeiro semestre do ano. De março e abril. Sim! Eu tenho certeza que tem algum significado! Assim como eu ter melhores amigas aquarianas e muitos problemas, mas ao mesmo tempo muita afinidade com homens aquarianos e piscianos. Tudo significa algo, nem que eu mesma tenha criado isso.
Mas fora o 14 de janeiro que esta magnífica e modesta criatura que vos escreve nasceu, e ela se ama pra caralho apesar de ter muita vontade de fugir de si mesma boa parte das horas. Fora isso, devo agradecer pelos 14 de marços e 14 de maios do mundo, que brindam mais outonos de gente tão especial.
Nos marços estão o Fabio, aquele das aulas da Cia Brasil, aquele que me divertia só de ficar assistindo aulas de hidro e natação (que saudade de ter tempo pra "perder" assim), que me trancava no carro pra ter DR com a namorada, que me fez achar do caralho dar aula, que mesmo sem saber me enfiou na Ed. Física, que arrasou no último WS SP e me fez ter certeza que ele "não me enganou", que hoje em dia pode lembrar tudo isso comigo quando vem tomar cerveja nos meus aniversários ou me dá aulas "como nos velhos tempos" na Bio toda terça e quinta.
E o Olavo... que eu nem sei o que é, de tanta coisa que é. Só de pensar em continuar esse texto eu já tenho vontade de chorar. Se o Fabio me fez valer escolher a Ed. Física, o Olavo fez valer cada dia e cada centavo gasto em 4 anos de Mackenzie. E faz valer cada minuto junto e faz valer qualquer vontade de ser como ele. Ultrapassou todos os limites de professor, de mestre, de orientador, de exemplo, de pai, de inspiração. É isso, o Olavo pra mim é alguém que ultrapassou os meus limites de gostar e de respeitar alguém assim tão "de graça". Porque sim, ele nunca fez nada para ser tão especial, muito pelo contrário. Mas ele simplesmente É.

Já nos maios, e visto que escrevo isso as 0h40 de um 14 de maio, podemos chamar também de "hoje"... Ticiana, Tici, Atum, Johnny - pra mim o apelido preferido, com história, rs. O que a tecnologia não faz, né?! Eu não faço a menor idéia, como/quando foi nosso primeiro contato. Ela lá, e eu aqui. Talvez eu saiba o porque, e embora esse porque hoje em dia não faça tanto sentido, obrigada viu Dona Body Systems?! Taí uma coisa boa que essa empresa fez/faz por mim: me apresenta meus melhores amigos. E aí a moral da história é: a gente descobriu um monte de coisa igual, e outro monte de diferente. E descobriu que dá pra acompanhar junto mesmo que os caminhos fiquem tão diferentes. E que Fortaleza nem fica tão longe assim quando a gente não quer. E nem Paris, e nem Belém. E nem sei lá onde essa menina vai parar da próxima vez. Tomara que não seja mais na Benedito Calixto.
E o Top, digo... o San, o Sandrinho. Aff, que aperto que dá no coração digitar esse nome! Porque diferente dessa menina bonita e fashion de Fortaleza do parágrafo acima, esse aqui eu ainda não me habituei em conviver virtualmente. O caminho foi inverso, e assim dói mais. Mas eu preciso agradecer a Body Systems de novo e eternamente. E cada dia que ele sentou ali do lado da Paty e do Capi. E cada risada cínica que ele deu sentado ali que me fez rir também. E a carta que ele "respondeu" a minha carta do Big Bang. E o meu aniversário estilo "transparência nível 10", até o dia amanhecer, literalmente. E os buffalos que ele relutou em aparecer, mas acabou ficando um pouquinho. Preciso agradecer ter achado alguém tão "eu", profissional na arte de ser cuzão com si mesmo e um pouquinho com os outros, mas no fundo, um puta tonto rs! Ele foi tão eu, mas tãããão eu, que fez exatamente o que eu disse que era certo fazer, mas nunca tive coragem. Agora ele é como se fosse um "eu" com coragem, sabe?! E assim como o Olavo que nunca fez nada pra ser e "É", ele nunca fez nada pra me matar de orgulho, mas me mata. E de saudades!

Meus piscianos, meus taurinos, meus amigos. Muitos outonos, catorzes, maios, marços...

09 maio, 2010

Bem vinda ao mundo!

É a primeira vez que eu parei. É a primeira vez que eu posso escolher o que fazer assim "do nada". É a primeira vez que ninguém espera mais nada de mim. É a primeira vez que eu não sei o que fazer, de verdade.
Apesar da maravilha de ter uma vida mais "própria", ainda que longe do ideal de "independência". Mas é muito estranho ninguém esperar nada de você. Sempre houve uma expectativa... de tirar uma nota boa, de passar de ano, de não dar vexame, de ser formar, de tirar carta, de arrumar um marido. Sempre teve.
Agora, nada. Agora são as minhas. Quais são elas? Alguém viu minhas expectativas por aí?

Mas aí o que eu faço com esse monte de plano que eu fiz e agora eu já não sei mais se quero colocar em prática? E mais ainda, o que eu faço com esses planos todos que já deram certo, e agora eu não sei se era mesmo pra ter dado? Eu parecia tão firme nos meus propósitos, que eles foram acontecendo um a um, guardadas as devidas proporções. Mas e aí, qual é a graça? Será que foi tudo um baita engano? Ou eu sou mesmo uma pessoa abençoada, que teve a sorte de ter até hoje quase tudo o que quis na vida (até porque, se fosse tudo, ficaria até chato)?

Nestes tempos de crise, relacionamentos patético e hormônios descontrolados (ando meio monotemática em relação aos dois últimos itens citados) eu perdi toda e qualquer certeza que carreguei pelos anos todos. E estou quase enlouquecendo por causa disso! Por isso, peço compreensão com posts chatos, crises de humor, transparência exagerada ou qualquer outra reação desproporcional aos fatos banais da vida!
Mas sei que adquiri uma certeza nova, única: Que aos pouquinhos (afinal, lembrem-se, eu sou capricorniana, pessoa apegaaaaaada) eu vou me dar o direito de mudar de idéia, de não cumprir mais os planos só porque estavam planejados. De parar mais vezes.

26 abril, 2010

Remake

Gosto de reler meus posts. Engraçado como minhas crises e lamentações se repetem, só variando a proporção e o estilo de escrever. Bem possível que não sejam 'as minhas', mas as de todo mundo.
O post abaixo é do fim de 2008, mas eu poderia ter escrito ele ontem, hoje ou mês que vem.

A diferença é que eu tinha uma faculdade pra terminar, um estágio pra cumprir, um salário que não pagava nem minha gasolina da semana, um tcc pra fazer... enfim, todas essas desculpas esfarrapadas que vão fazendo a gente se prender na rotina e nunca arriscar.

Agora, eu tenho uma pós pra terminar, uma carteira assinada, muitos e-mails no Outlook, três quilos a menos, uma vida amorosa com um pouco mais de emoção (o que não significa que esteja 'ok'), o mesmo amor platônico, umas pessoas pra ter como inspiração para "desapegar", uma saudade brutal da vida de faculdade e um pouquinho mais de coragem. Coragem pra pelo menos pensar em correr risco em algum momento da vida.
E isso, pra capricorniana aqui, é um progresso do tamanho do mundo.
Talvez eu tenha agora também, o peso de ser "gente grande", uma dúvida de "o que será que eu queria da vida mesmo?" e um saco bem mais cheio do que naquela época. Mas o desapego, base fundamental pro "surto", é desenvolvido num processo bem, mas bem lento! Quem sabe, né?!



24/11/08
Morna


Ócio, orkut, uma boa vasculhada e assim surge um motivo de terapia...






Talvez seja afobação minha, inveja, dor de cotovelo...


A real é que crescemos, e eu resolvi recordar quem cresceu comigo... E descobri que para a grande maioria, mudanças grandiosas aconteceram.. pro bem e pro mal...


Há os que faliram, os que empreenderam, os que viajaram, os que cairam do cavalo, os que casaram, as que engravidaram, há de tudo...


E eu me enxerguei no meio deles, indo pelo caminho do mais ou menos, do morno. Não sei bem pra onde, mas indo. Talvez indo pra onde me falaram e eu acreditei.


O fato é que, nesses anos todos (que tudo bem, se for pensar são poucos) meio que "nada" aconteceu... Não houve uma grande mudança, uma grande alegria, uma grande decepção, um grande amor, uma grande traição, uma falência (toc, toc, toc), um prêmio da loteria, eu não enriqueci, nem surtei, nem comprei um apartamento, nem fui deserdada, nem fugi, nem me arrependi profundamente, nem tive uma idéia mirabolante, nem quebrei a casa toda, nem, nem, nem...


Simplesmente "não houve".


Não que seja uma reclamação, sabe?! Fiz bons amigos, dei boas risadas, chorei quando foi necessário, conquistei objetivos que jamais pensei que fosse, tomei umas cervejas, beijei umas bocas, escrevi uns posts, fui à Salvador matar saudades, xinguei umas pessoas, trabalhei em uns lugares, fiz umas compras, cantei umas músicas... não é ruim, tenho sido feliz...


Mas é que é sempre no "meio termo", na zona de conforto. É a parte lisa do asfalto. Que é legal, mas é o mais fácil. O que é bom, que me evita grandes transtornos... mas também me priva de grandes acontecimentos.


Sinto falta da trilha, da estrada de terra... das atitudes drásticas, das coisas emocionantes, das histórias e das fotos inesquecíveis.


Mas esse caminho que leva a gente da frustração pra atitude é difícil de achar... Exige vontade, exige paciência... mas deve ser quente... e valer a pena.

24 abril, 2010

Eu sinto uma certa pena de mim, criando pessoas na minha cabeça que são versões que eu queria ter de pessoas da vida. Na verdade nem sei se é de mim, ou das pessoas. Porque a 'minha' pessoa é muito bacana, e te olhar na vida real chega a ser triste. Triste pela minha falta de senso, e pelo o que você poderia ser.

13 abril, 2010

Por favor, me engane

Eu deixo você me enganar. Aliás, eu tenho até pedido. Por favor, me engane.
Pode, você pode me enganar e me fazer achar que você é legal. Me engana que é um cara bacana e finge que você realmente não fala isso para mais ninguém. E que você realmente estava ansioso.
Vou me deixar enganar pra dar mais risada com você. E rir das suas piadas baratas. E fingir que eu gosto desse jeito que você me olha as vezes. Eu nem preciso fingir, eu gosto. Mas tá, eu finjo então que é só pra mim que você olha desse jeito.
Por favor me engana sempre que você ligar falando isso. Eu caio direitinho, pode confiar! Faço questão de acreditar que você realmente queria ficar comigo hoje. E que é uma pena não ter dado certo. Pode me enganar e botar meu ego lá nas alturas. Eu te engano também e finjo que eu não sei das suas outras histórias ali do meu lado.
Eu deixo você me enganar que adorou. E que eu não devo mais demorar tanto. E que terá juros e correção monetária. E que a gente é namorado. Me engana enquanto a gente dorme junto igual namoradinhos. Enquanto eu olho você dormir, mesmo sem saber direito porque eu tô lá. Mas pode me enganar sim. Naquela mãozinha dada de dedos entrelaçados também. E em todas as horas que eu acho que até "poderia ser, né?". Eu adoro ser enganada. Sabendo.

04 abril, 2010

Rainha do gelo e a Fulana Maldita

Ela mentaliza "Eu sou a rainha do gelo! Eu sou a rainha do gelo!". E enquanto isso, ele vem chegando, ela ouve a voz pelo corredor.

Pronto, chegou! Daquele jeito de sempre, galanteador. Engraçado é ela abominar esse estilo "el comedor" que ele tem. Mas tem coisas que ninguém explica, e não é o primeiro cara sem explicação que faz isso. Será então que no fundo ela até gosta dessa linha galã de novela?!

Não, ela não gosta. É um encosto, um alter-ego, uma personalidade enviada pelo capeta, só pode. Essa sim, essa Fulana Maldita, toma conta da outra e adora um galãzinho barato, uma cantada escrota, e adora criar pessoas que só existem na cabeça dela. Mora dentro da Rainha do Gelo, que luta pra não ser dominada, afinal, a Rainha é esperta, já tomou muita pedrada na cabeça e saber analiticamente como agir em todos os casos. A Rainha do Gelo tem gestos calculados, tudo esquematizado pra sair por cima, sempre. Geralmente dá certo. 90% das vezes, é tudo como ela quer.
A Rainha sabe, com certeza milimétrica, que o Galã é só uma diversãozinha, que ela deve brincar e guardar no armário, como se fosse mais um Ken da coleção. E que isso não tem nada de errado, afinal, o trato é exatamente esse. As regras estavam bem claros no contrato e a Rainha a-do-ra um contrato! 

Mas é só o tal do Galãzinho barato chegar pelo corredor que essa piranha dessa Fulana aparece e grita alto na orelha da outra. Deve estar louca pra dar, não é possível!!! Ela não sabe o que ela fala, confunde todas as coisas, acha tão bonitinho essas coisas de novela mexicana que o Galã faz. Ouve músicas que lembram coisas e acha significados em todas aquelas coisas que não tem significado algum. Essa porra dessa Fulana criou um Galã só dela, que a Rainha não enxerga de jeito nenhum, e que eu olhando aqui de fora, acho que não existe mesmo.
Olha lá a Fulana com um massarico, tentando derreter o gelo da Rainha a qualquer custo... O resto são cenas dos próximos capítulos...

25 março, 2010

Amigo

Eu estou sempre com você aqui no meu acostamento. Vou caminhando e você vem ao lado, as vezes na pista, as vezes mais escondido. Mas você está aqui. Eu vou me divertindo pelo caminho, depois vou me irritando, depois descubro que homem é uma raça de idiota e mulher uma raça de gente trouxa. E você está aqui, vou te atualizando das minhas descobertas.
Depois eu saio com alguém, ou faço um cú doce pro cara que eu conheci e se acha capaz de comer todo mundo. Desculpa né, mas eeeeu, o cara só é capaz de comer se eu quiser. E eu até quero. Ou não. Depende do humor. Aí eu conto pra você e você dá risada. Porque a gente é amigo. E amigo conta do cara que quer comer, da menina que você tá pegando, das razões de fazer tanto cú doce. A gente é amigo e eu mando mensagens no seu celular, porque agora eu só trabalho e não tive tempo de ligar no seu aniversário. E você me perdoa, porque a gente é amigo. Amigo entende isso. A gente lembra da época das viagens, que a gente dormia junto em barracas e colchões infláveis. Bem coisa de amigo dividir esses perrengues. E a gente lamenta por não dar mais tempo, afinal, a gente ria muito. Pior é você, que trabalha em 3 lugares né?! Por isso eu te perdoei quando não ligou no meu aniversário. Mas o que eu não contei foi que eu tremi inteira quando vi sua mensagem. E depois me achei a maior babaca do mundo, quase tendo um infarto por causa de um sms. Babaca. E aí a gente se encontra por acaso, tem conversas bobas e se abraça. Você me conta dos treinos, dos campeonatos. Porque amigos se abraçam. E eu acho tão legal você jogar, competir. Mesmo eu afirmando que esse abraço aí é diferente demais dos meus outros amigos. Aliás, eu mal abraço os outros. Talvez não sejam tão meus amigos assim? Esses outros amigos não escutam o quanto eu sou chata, enquanto eu corrijo as referências bibliográficas do trabalho deles. Aliás, eu nem me preocupo com o trabalho deles. Você eu sei que é meu amigo, então eu saio de onde for, num impulso, pra fazer isso. É, eles não devem ser tão amigos então. Pra amigos como você eu reclamo das celulites, do chefe, ou de como eu piorei depois que parei de treinar. E você, como bom amigo, diz que eu tô ótima. E eu como acredito nos amigos, acho mesmo que eu tô ótima mesmo, pelo menos enquanto eu tô com você. E se eu estiver muito cansada, o tal do seu abraço me dá sempre vontade de chorar. Eu já chorei de cansaço com você, lembra? Porque não precisa ter vergonha de chorar, afinal a gente é amigo. E é o abraço de amigo melhor do mundo. Eu podia viver dentro de um abraço de amigo desses. Eu choro depois do abraço também, internamente. E choro por dentro depois de corrigir o seu trabalho, enquanto você agradece. E choro por dentro com o seu beijo de tchau, e seu abraço que dava pra morar dentro. E enquanto eu conto do cara que come todo mundo. E na hora das celulites. E porque eu adoro essa sua tatuagem. E porque você em quadra é lindo. Eu sempre choro pela nossa amizade. Eu choro por você ser o melhor dos amigos que alguém poderia pensar. Eu choro porque você é realmente meu amigo. Mas eu tô feliz, porque amigos fazem a gente feliz. Sempre.

06 março, 2010

Workahoquê?

Aconteceu! Todas as profecias! Tudo! Tudo que eu jurei que não ia acontecer!
Aí você planeja que vai só trabalhar por amor e porque isso te deixar feliz e com pessoas legais e sorrir e se divertir e ver seus amigos antigos periódicamente e tudo vai ser sempre essa época dourada...
E aí sua pele está ruim, seu cabelo horroroso e sua saúde não deve estar aquela Brastemp também... seus amigos antigos você mal troca um e-mail, afinal tem outros 983984938938983 pra responder e mandar, seu carro está caindo aos pedaços, porque parar pra ir ao mecânico parece uma perda de tempo irreversível. Aliás, tudo parece perder tempo, dar prejuízo. Mas e quem disse que usar todo esse tempo te deixa feliz. Te deixa escrava de você mesmo, pois um lado precisa terminar tudo e o outro precisa se lamentar, pois você poderia usar esse tempo para você. Mas quem é você? Que não fala com amigos, que não sai, não ri, não bebe, não fode, não para nem 3 dias com um esmalte na unha. Você é quem? Aquela que xinga a si mesma por trabalhar tanto, mas não exita se alguém chamar pra trabalhar mais. Você é aquela que perdeu o assunto com os outros, pois o seu é contar o que acontece no e-mail ou na última ligação, ou reunião. E aquela também que se questiona de ter dito que faria diferente a vida toda e não está fazendo nada mais que i-gual-zi-nho a todo mundo.

27 janeiro, 2010

Não quero ser gente grande se ser gente grande for perder a noção do que é trabalho e o que é casa. E entrar numa gigante bola de neve onde não dá tempo de ver a história passar. Não quero ser gente grande se eu precisar encontrar e perder tudo que eu me apego o tempo todo. Nem se o ditado do "tudo que é bom dura pouco" for verdade. O meu bom, parece fadado a durar somente o tempo da conquista. E se isso for regra de gente grande, eu não quero. Também não quero se for pra ter que fazer essa cara de 'tudo bem' e chorar sozinha de madrugada. Porque eu quero chorar no meio da rua, pra todo mundo ver, fazer birra e bater o pézinho de manha falando "Não queroooooooo" no meio shopping, daquele jeito que fica todo mundo olhando. Mas se gente grande não pode fazer isso, então não quero ser não. Se gente grande precisa ficar sempre nesse dilema de escolher o certo sem saber qual a diferença de certo e errado, eu não quero! Por que eu quero minha mãe e meu pai eternamente escolhendo o que é melhor pra mim, sem me preocupar se de fato é mesmo. Por que eu sei que é. Mas se gente grande precisa escolher sozinha, eu tô fora! E também eu desisto, se gente grande sempre tiver que assumir tudo assim abraçando o mundo. E também não quero se gente grande precisar parar de viver os melhores momentos para começar tudo do zero atrás de outros momentos, simplesmente porque a "fase mudou". Eu quero a minha fase o tempo todo comigo, com todas as risadas, as diversões e as lembranças. Se gente grande for essa coisa de ficar se despedindo o tempo todo do que eu não quero, eu quero me mudar pra Terra do Nunca...

04 janeiro, 2010

Os Queridos

Que ser humano brilhante!
Nossa, todo mundo adora ela! Uma querida! Taí alguém uma pessoa comunicativa... fala bem, sabe argumentar, não fica tímida. Parece que faz isso há anos! E inteligente, né?! Nossa, informada, interessada, qualquer coisa que você pergunta ela sabe, e se por acaso não souber, no dia seguinte ela traz uma enciclopédia, porque sim, ela adora estudar! Pró-ativa, pau pra toda obra! Resolve problemas como ninguém, dá idéias como ninguém, executa como ninguém. Nunca vi fazer nada mal feito! Além de tudo gente boa, né?! Boazinha, simpática, mas ainda assim discreta, na dela. Que querida! E bonitinha né? Sempre arrumada, cabelo em ordem, maquiagem leve, toda 'no lugar'. Tem classe, educada, tem assunto, boa amiga, super querida. Deve ser o máximo trabalhar, jantar, conversar, comer, casar com a querida! Porque ela é o máximo... uma graça de pessoa!
A querida? Ah, ela é aquela que está sempre ali do lado de fora, pois queridos nunca entram. Os queridos não são donos, não são chefes, não são cafetões. Queridos dão as boas idéias, executam partes trabalhosas, enfeitam tudo, fazem bastante, mas nunca são os verdadeiros autores. Queridas nunca são as desejadas, muito menos as bem comidas. Não pegam os homens bonitos, legais e fiéis. Mas são as grandes conselheiras quando eles sofrem. Queridos nunca são pegadores, nem casam com mulheres fantásticas. Queridos nunca são lembrados na lista da festa ou na convocação da reunião. Mas ajudam a ligar pra convidar ou avisar quem está na pauta. Queridos são a guarnição, nunca o prato principal. Resolvem os problemas para os filhas da puta, que insistem em usar sempre a mesma estratégia. E querido, como é querido, faz tudo pra agradar as pessoas e seguir sendo querido por alguém. Os queridos no fundo são uns baita de uns carentes, que se deixam enganar pela fantasia de um dia algum filha da puta o deixar participar da reunião, entrar na festa, comer alguém, ser dono de alguma coisa. Eu queria mesmo era aprender a ser filha da puta.

27 dezembro, 2009

Um dia de insônia, achado no meio da limpeza de fim de ano...

Olha eu te amo tanto e você sabe...

... é assim. Cafona como uma música do Roberto Carlos. Por que esse negócio de amor já é meio cafona, e esse é pior ainda.
E você sabe, e eu sei que eu amo tanto que chega a doer um pouquinho. Mas é daquelas dores "gostosas", que eu fui deixando aqui, e cultivando todos os dias pra ela doer um pouco mais.
E você sabe, e todo mundo sabe, e eu sei... desde aquele bendito dia na piscina naquele ano que eu nem lembro mais qual era, que você veio chegando todo "homem da minha vida" com as suas tatuagens, e seu ódio por Legião Urbana (Quer alguém mais "homem da minha vida" que alguém da sua geração que odeia Legião?), e sua idade que eu achei sexy, suas piadas sem tanta graça que eram hilárias, sua voz meio estranha e sua coragem de mudar tudo já naquela altura do campeonato... E tem essa coisa de todo mundo te adorar, e o tanto de coincidências que aconteceram nas nossas vidas antes, e na "nossa vida" depois. E todas as minhas gafes que você, do alto do seu cavalheirismo, fingiu que nem percebeu. Você é mesmo um gentleman e acho que percebe que tem horas que fica difícil segurar tudo isso sozinha. Não cabe, transborda.
Mas esse "tudo isso" é tão meu, que dá pavor de dividir, embora você já saiba há um tempão, porque você, telepaticamente, sempre sabe o que eu sinto, o que eu preciso, como naquelas horas que você me dá aqueles abraços que me dão vontade de chorar de alívio e ficar presa ali dentro pra sempre.
E é tanto, que é melhor ficar subentendido mesmo, como naquela música (eu disse que esse treco de amor é meio cafona...). Porque eu quero te deixar aqui guardado comigo o tempo todo, levar você dentro da bolsa. Não importa se eu for casar e ter 3 filhos lindos com você, ou se eu só for ver você novamente daqui 15 anos, num encontro casual num restaurante ou num consultório médico. Eu sei que desse jeito, cafona, dolorido, eu tenho sempre uma versão de "você" aqui comigo, intacto, platônico. Mas meu. Pra sempre.

25 dezembro, 2009

Balanço geral

Teoricamente 2009 foi o ano mais perfeito dos últimos tempos.
Tudo que eu sempre materializei aconteceu, se concretizou, deu certo. Exceto no campo sentimental, mas esse eu já havia previsto que iria abdicar por um tempo, e assim o fiz.
Na prática, eu não sei até onde tudo foi perfeito. Nunca fiquei tão confusa, nunca tive tantas escolhas importantes, nunca fiquei tão nervosa, nem levei tantos projetos ao mesmo tempo. Caos total durante muitos meses.
E o pior, nunca tive tantas dúvidas. Se tudo o que eu quis aconteceu de um jeito ou de outro esse ano, porque eu ainda não sei se é tudo isso que eu quero mesmo?
Comecei um 2009 muito, mas muito diferente de como termino, e de como virá 2010. Talvez mais madura, talvez menos. A única coisa que posso afirmar, é que termino realizada, ao menos na teoria. Eu quis, eu consegui. Seja lá quais foram os efeitos depois, mas consegui.
Talvez eu comece um 2010 tentando ser mais tranquila, deixando a vida me levar... feliz e agradecendo, por tudo que Deus me deu, como na música...

22 novembro, 2009

Se o time com quem você joga é melhor que o seu, faz todo sentido que ele vença, a não ser que você esteja com sorte, ou em um dia mais inspirado que o normal. E assim sempre foi, o time bom ganhando e o 'meia-boca' levando a tabela como dava...
E é assim que a gente se acostuma, se um dia fizer um golzinho, bom pra gente! Até o grande time parar de jogar....
Perder pra time pior, não. Não faz sentido. Quem manipulou a arbitragem? O que houve com os seus jogadores? Que tipo de técnico é você, que perde o controle de tudo e aos 40 do segundo tempo leva uma goleada?
E não adianta estar vencendo outros campeonatos, desculpa, mas eu quero é "aquele" título. Não me pergunte por que, afinal nem o próprio técnico entendeu a razão desse título ser tão importante. Mas é!
Na real, eu acho mesmo é que não quero mais competir.

03 novembro, 2009

Xico Sá lendo meus pensamentos

Eis que @xicosa coloca um link no Twitter... eu pensativa no últimos acontecimentos, abro. E descubro que ele é vidente!

http://www.carapuceiro.zip.net/ - Que vale sempre a visita...

A GENTE SE VÊ (O REMIX)

Em uma megalópole como SP e outras tantas grandes cidades, haja encontros e desencontros, Sophia querida, alguns não tão graves, acontece, outros infinitamente dolorosos, que nos perturbam os sentidos, que fazem a gente maldizer os céus, os astros, o destino.

Fica tudo na base do “a gente se vê”... E fudeus, adeus!

Não que fosse acontecer um casamento ou algo do gênero a partir daquele encontro, nada disso, mas foram encontros bonitos, fortes, que se acabam ali mesmo, na poeira da estrada, numa tarde fria, em um café da manhã, numa simples despedida sob a neblina na Dutra ou Anchieta.

“A gente se vê.” Pronto, eis a senha para o terror, o “never more”, o nunca mais do corvo do escritor Edgar A. Poe.

A gente se vê. Corta para uma multidão no viaduto do Chá.

A gente se vê. Corta para uma saída de estádio lotado em dia de decisão do campeonato.

A gente se vê. Corta para “onde está Wally”.

Nada mais detestável de ouvir do que essa maldita frase. Logo depois a porta bate e nem por milagre.

Jovens mancebos, evitem essa sentença mais sem graça. Raparigas em flor, esqueçam, esqueçam.

Melhor dizer logo que vai comprar cigarro, o velho king size filtro do abandono. Melhor dizer que vai pra nunca mais. Melhor o silêncio, o telefone na caixa postal, o telefone desligado, o fora da área, a clandestinidade amorosa, o desprezo on the rock´s.

A gente se vê uma ova. Seja homem, troque de palavras, use o código do bom-tom e da decência. A gente se vê é a mãe, ora, ora.

Como canta o Rei, use a inteligência uma vez só, quantos idiotas vivem só...

Esse “a gente se vê” deveria ser proibido por lei. Constar nos artigos constitucionais, ser crime inafiançável no Código Penal.

A gente se vê é pior do que a gente se esbarra por ai. Pior do que deixar ao acaso, que jamais abolirá a saudade, que vira uma questão de azar e sorte.

Melhor dizer logo “foi bom, meu bem, mas não te quero mais”. YO NO TE QUIERO MÁS, como na camiseta mexicana que ganhei de una hermosa chica. Dizer foi bom meu bem e pronto, ficamos por aqui, assim é a vida, sempre mais para curta do que longa-metragem.

A gente se vê é a bobeira-mor dos tempos do amor líquido e do sexo sem compromisso. A gente se vê é a vovozinha, foda-se!

Seja homem, seja mulher, diga na lata.

Não engane a moça, que a moça é fino trato, que não merece desdém.

A fila anda, jogue limpo.

A gente se vê. Corta para uma multidão no show do Morumbi. A gente se vê. A gente se vê. Corta para a multidão no Campo de Marte. A gente se vê. Corta para o formigueiro do Maracanã. A gente se vê. Corta para a São João com a Ipiranga. Corta para a 25 de Março em véspera natalina. A gente se vê. Corta para um engarrafamento gigante na marginal do Tietê...

A gente se vê. Então aproveita e vai olhar se eu estou na esquina

01 novembro, 2009

Falou por mim...

Precisei copiar, Ana Reber, lá do http://www.blonicas.zip.net/ (recomendo passar lá sempre) escreveu simplesmente tudo!!!

Então, é natal?

De Ana Reber.

Eu não tenho tido tempo para escrever. Mas como também não tenho tempo de ir ao banheiro, prometo que assim que der uma brecha, levo meu laptop para lá e já resolvo as duas coisas ao mesmo tempo. Alguns amigos reclamam de não me encontrar. Pois saiba que nem eu me vejo mais. Quando acordo e olho para o espelho do banheiro, meu reflexo já está na cozinha mandando café fervendo pela goela abaixo. O que me alivia é saber que eu não sou a única. A falta de tempo é mesmo o mal da nossa época. Eu falo com a minha mãe entre um farol e outro, leio enquanto almoço, trabalho enquanto estou dormindo, namoro no tempo de um café (expresso). Por isso resolvi escrever essa carta de desabafo a você, Papai Noel. Desculpe a sinceridade, mas dá para largar a coxa de frango, subir no trenó e acelerar esse processo natalino? Tô com pressa de fim de ano. Tô com vontade de um pouco de calma daqueles dois dias em que o mundo inteiro para pra cortar o peru, se embebedar com a família, esquecer do trabalho, procurar os presentes debaixo da árvore, ou no meu caso procurar a própria árvore. Já que a minha família nunca foi muito ligada nesse lance de tradição. Quero que cheguem logo aqueles dois dias em que todo mundo já parou de se esmagar no shopping pra comprar presente, o panetone já está na dispensa, o trânsito está mais tranquilo e a minha avó já está fazendo bobe no cabelo. Eu juro Papai Noel, se você adiantar o natal, eu aguento qualquer coisa: revejo pela quadragésima vez todos os filmes do Didi, a Xuxa vestida de princesa, a missa do Galo. Não precisa nem trazer presente, só um pouco de sossego já tá bom demais. E por falar em presentes, vou aproveitar para tirar uma dúvida que eu tenho desde os cinco anos: como você faz para chegar a tempo na minha casa, com tanto pacote para entregar pelo mundo? Se por acaso minha teoria de que você controla o tempo se confirmar, me empresta o seu relógio dois minutinhos?

http://www.blonicas.zip.net/

26 outubro, 2009

Eu não sei ser moderna.
Não sei achar tudo normal, embora lute diariamente pra parecer que sei.
Não, não sei não ser neurótica, nem ciumenta, nem achar que as nossas borboletas voam e voltam pro nosso jardim. Se a borboleta é minha, eu quero ela aqui!
Não sei não ficar esperando a ligação do dia seguinte, e pensar se foi bom, ruim, lindo, traumático, ou se você vai me odiar a vida inteira.
Não sei não me sentir uma vaca depois de qualquer primeira noite.
Não sei não ficar puta com as grosserias alheias e nem sei também não me derreter toda com um pedido de desculpas bem manso.
Não sei não julgar, as coisas, os outros e principalmente eu mesma. E achar que meus erros são os maiores erros, e minhas inseguranças as menos seguras do planeta.
Não sei achar que sou forte e encaro tudo, antes de ter uma crise existencial e depois ser forte e encarar tudo...
Não sei não ser mulher típica, no melhor dos dias de surto!

21 outubro, 2009

Não, não é o tcc, você ficou 3 anos se planejando pra isso.
Não, não é o trabalho, qualquer ser humano normal trabalha e estuda, isso não é desculpa.
Não, não é o mundo conspirando contra você, afinal, você é só mais uma.
É um negócio, um treco, uma coisa. É maior que você. Não cabe na sua sala, no seu carro, na sua mesa do escritório, nem na sua bolsa.
É um aperto, uma interrogação que fica cutucando sua nuca, sua barriga, seu olho, tudo que te incomoda. E fica cochichando no seu ouvido, umas coisas que você não consegue entender.
É uma placa confusa, que não mostra o caminho. Ou mostra vários e não te ninguém pra pedir informação.
É um calendário, cheio de dias passando correndo, e você parada olhando e ficando pra trás. E um desespero vindo, uma sensação que só você tá perdendo. E ninguém sabe em que parte da história tudo virou essa zona. A lembrança é que estava tudo bem e o furacão veio, mas não marcou dia. Só derrubou tudo. E você não tem idéia de qual coisa é pra levantar primeiro.
É que tem horas que dá vontade de surtar...
E não saber mais que você é, de onde veio, pra onde foi. E vomitar tudo isso que você tá empurrando, mas não sei pra onde, porque ninguém sabe. E dar um grito de desespero, mesmo que seja abafadinho no travesseiro pra não acordar ninguém.
Por que de tanto empurrar, uma hora o espaço acaba. E você continua forçando, como se desse pra andar e ignorar aquela parede te avisando. A parede que mostra que você já perdeu o controle de tudo, e pode ou ficar empurrando o 'nada' ou achar outra parede, outro lado. Mas dói, confunde. A parede está ali mesmo? Você que perdeu as forças? O outro lado parece mais leve?
Tem horas também que dá vontade de chorar...

10 outubro, 2009

Será que eu já posso enlouquecer? Ou devo apenas sorrir???

É a pergunta de todos os dias...

08 setembro, 2009

As "pessoas karmas", são as que o tempo passa, as coisas a acontecem e nós estamos sempre lá, sem resolver a situação. E não é assim mesmo?
Tantos anos, tantas histórias, algumas fotos, boas risadas, conversas históricas. Nos conhecemos tão bem, nos gostamos e ainda assim não "desencantamos". Não sei ao certo qual é o problema, mas talvez a graça seja deixar exatamente assim. Eu já pensei de tudo, em o que fazer, o que não fazer, porque é assim, ou porque deixa de ser. E não cheguei a conclusão alguma. Desisti. Qualquer hora a gente pensa nisso de novo.

Mas descobri que existe outra "modalidade" de karma. Não é uma pessoa. É um momento. Um comportamento. Uma história. É sempre a mesma e vai passando de pessoa pra pessoa. Quando eu acho que aprendi a lição e não vou mais fazer tudo errado de novo, vou ser inteligente e não falar tanta merda no impulso, o tal karma volta, em outro corpo! Eu diria que "reencarna". E eu acredito tudo de novo, suspiro de novo, dou risada a toa de novo, falo besteiras piores, fico idiota de novo, mesmo sabendo que eu já fiz tudo isso da outra vez, em um momento idêntico... entendi tudo errado, sabendo que eu estava entendendo errado. Não fui enganada por ninguém. Sempre estive consciente dos fatos. Fiz tudo de caso pensado. Por quê? Porque talvez eu tenha uma necessidade capricorniana de ter sentimentos platônicos e ame entender errado pra poder criar um mundo perfeito na minha cabeça. Porque talvez eu goste de ter motivo pra fazer posts como esse, que talvez só eu entenda de fato. Ou talvez eu queira que alguém me prove que eu posso estar enganada sim.
Não consigo me lembrar exatamente como ou quando foi.
Sei que de repente, parecia que eu tinha sido atingida por uma pedrada e acordei sem lembrar onde eu tinha parado.
Nessa altura, controle já não era uma palavra do meu vocabulário. Perdendo os prazos, ficando doente, sem a menor noção do que é prioridade ou não. E sem poder parar pra colocar as coisas em ordem, pois o negócio é produzir, pensar, criar. É contraditório produzir no meio da bagunça, mas agora não dá tempo pra pensar nisso, deixa pra outra hora e faz o seu trabalho.
Dá um aperto no coração lembrar de como tudo estava calmo, estruturado, bem pensado. E do dia pra noite, o furacão fez o teto desabar, os papéis voarem. Mas quando foi esse furacão? De onde ele veio? Por onde passou? O desespero de não saber onde se perdeu é maior que qualquer outro que tenha justificativa.

15 julho, 2009

200!

Post número duzentos, em quase quatro anos.
Duzentos desabafos, questionamentos, choradeiras, alegrias, reclamações, bons textos copiados (sempre com créditos), duzentas coisas reais misturadas com um pouco de ficção e umas pirações minhas.
O blog tão low profile, que é "meu pra mim". Olha quem tem vontade, ou quem eu convido. É mais aquele 'querido diário' do que um lugar pra todos olharem, diário que agora fica um pouquinho mais aberto, mas não quer dizer que eu vá mostrar pra todo mundo.
Eu cresci, ele cresceu comigo. Dá pra ver, porque depois que a gente vira gente grande, não é todo dia que dá pra ficar chorando as mágoas no teclado. Tem horas que o negócio é engolir uns sapos e correr que os dias não ficam te esperando. Nem seu chefe, nem sua conta, nem seu amor, nem nada que essas coisas da vida real fazem pra gente. Por isso, quando dá, a gente para um pouquinho pra surtar, e é pra cá que eu corro. Pra palavras. Afinal, ninguém tem nada a ver com as minhas reclamações, e as letras não dão opinião, nem muito menos reclamam por eu falar demais as vezes.
E assim, devagar e sempre, virão mais duzentos.

01 julho, 2009

SER FELIZ OU TER RAZÃO

Textinho desses que rodam na Internet, que ninguém nunca sabe ao certo o autor. Eu fui apresentada à ele pelo Ferdinand, meu professor mega querido e conselheiro lindíssimo nas horas vagas. É bem clichê, mas vê se não faz todo sentido?!

Oito da noite, numa avenida movimentada.
O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos. O endereço é novo e ela consultou no mapa antes de sair. Ele conduz o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado. Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados.
Mas ele ainda quer saber:
- Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devias ter insistido um pouco mais...
E ela diz:
- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão e, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!

24 junho, 2009

Tá aí... hoje ouvi que nada dá pra gente ser apaixonada por algo a vida inteira... A gente se apaixonada, vive aquilo tudo de intenso, depois a coisa fica morna, a gente volta a ser racional. E vira amor. Amor que a gente vê defeitos e qualidades, sabe onde estão as falhas. E nem por isso está errado. É legal também caminhar com os pés no chão e não somente no deslumbre das nuvens que vemos na paixão.
Foi um discurso aliviante esse, tenho a tendência de carregar a culpa constante por não conseguir me manter apaixonada pelas coisas. Paixão irracional e estúpida (que me perdoe a redundância), só aquelas que a gente não deveria ter. De resto - leia-se em trabalho, amigos, tudo - tenho o costume de achar a solução da minha vida, e depois ir passando, passando e "perder o tesão". Mas não significa que eu não queira mais. Só não dá mais o barato que dava. Mas é difícil achar coerente que eu não esteja completamente louca por aquilo que estou fazendo, parece que eu não deveria mais estar ali. Mas é normal, qualquer um enlouqueceria se vivesse só de paixão. Tô feliz de saber que sou normal...

06 junho, 2009

"Eu não te completo, você não me basta, mas é lindo o gesto de se oferecer", já dizia o Paralamas.

Por que será que você surte esse efeito em mim?
Eu mal te vejo e as vezes mal lembro que você existe. E as vezes lembro com raiva de você ser tão mal agradecido. Ficamos séculos sem trocar um 'oi' sequer e não faz a menor diferença. Eu até sentiria saudades da época das conversas diárias e as provocações constantes, mas eu simplesmente parei de precisar disso. Eu evolui. E você aprendeu na porrada, não foi por falta de aviso.
Mas eu não sei o que você tem. Não sei. Simples assim!
Por que eu vivo tão bem sem você o tempo todo, mas saber que vou ter ver cinco minutos me desmancha? Não faz sentido. E não é que eu fique esperando essa oportunidade, pensando nesse tempão sem ver e nada... Eu simplesmente não lembro da sua existência, até saber que vou te ver.
Eu até faço aquela pose firme, mas minha cara de brava é de brava boba, porque você consegue tirar todas as respostas que eu ensaiei para dar nessa hora. E tira, com gosto, sorrindo pra mim com ar de quem tinha certeza que eu iria fazer isso. E sabia mesmo, porque mesmo sem nem querer saber um da vida do outro a gente se conhece horrores. Por isso você me olha com esse olhar de quem adivinha tudo que passa na minha cabeça nessa hora e o quanto eu não entendo essa vontade te atacar, mesmo você sendo o oposto do que me atrairia pra qualquer coisa. E eu me sinto uma idiota, que não consegue enganar nem um cara como você, comprovadamente altamente enganável.
Aí nós damos umas risadas, lembramos umas histórias, falamos umas putarias e nos alfinetamos como amávamos fazer antigamente. E eu fico louca pra voltar pra esse passado nessa fração de segundo, porque era tudo perfeito, mas repetir isso no futuro não faz o menor sentido.
E aí termina tudo tão rápido que eu não consigo processar as razões de estar tão 'idiota' por sua causa, querendo ouvir essa nossa meia hora de conversa pra sempre. Mas um pra sempre eu durasse só essa meia horinha mesmo, porque eu não preciso de você pra sempre. Ou pelo menos é o que eu tenho certeza quando você não tá perto. Porque quando você está, eu desisti de entender.

30 maio, 2009

Consumida. Nada me definiria melhor.
A começar por mais de um mês sem digitar o link do blog, sem rabiscar os dias que passam na agenda, sem controlar o calendário menstrual, sem um flerte novo ou sem conseguir ir ao cabelereiro...
Parece que estou esperando o tempo passar porque vai chegar alguma coisa mais legal, eu só não sei onde essa coisa legal está. Enquanto isso, eu mato o tempo de saco cheio de que era de sempre, e tentando acostumar com o novo de sempre que pode durar bastante tempo. Parece que está tudo bom e como eu sempre quis que estivesse, mas não tá bom. Eu gosto e desgosto o tempo inteiro. E me questiono, e me culpo e tento me convencer que está tudo certo, mesmo estando errado.

E de fora tenho visto o quanto a gente pode se surpreender. O acaso, o destino ou Deus não fazem muita questão de explicações, e tenho ficado bem triste com isso. Porque é duro ver pessoas que se doam pra vida, tendo a vida recortada... E ainda que haja alguma razão - e eu realmente creio que haja - nem todas são visíveis e dói de ver. De verdade. Pensar que do dia pra noite, sem a menor explicação Divina, podem tirar da nossa vida a razão de tudo que fomos ou fizemos na vida. E precisar encontrar outra razão, me parece uma tarefa difícil demais para quem se doou tanto e fez com que tantas outras fizessem o mesmo. Dói olhar e não poder voltar a fita e evitar sei lá o que fosse. Desespera. Mas talvez seja preciso evoluir mais o espírito, para enxergar essas razões...

11 abril, 2009

Feliz, parece... É bom se sentir querida e necessária pra algo. É bom conseguir aquilo que se imaginou a vida toda. Nem que seja o início daquilo que estava projetado...
Mas isso não faz com que eu me sinta confortável. Nem um pouco, atualmente. Pelo menos não ainda.
Muitas coisas pendentes, histórias mal resolvidas e medos para driblar. E ninguém mais do que eu, se incomoda com pendências... e com incertezas.
Por isso, muito "pé atrás", meu e dos outros. Sempre gostei de pisar no lugar certo, porque odeio tropeçar. Odeio. Então, melhor passar um tempinho sem ir em frente, só observando e esperando. Por mais que a ansiedade me consuma e eu tenha vontade lá no fundo de mostrar para que eu vim até aqui.
Porque pra casa ser boa, a construção precisa ser planejada. E planejar é comigo mesmo! Embora pouca gente entenda a minha pseudo "lerdeza" e até os meus medos iniciais. Mas essas geralmente são as que mais tropeçam e caem pelo caminho. E eu nem diria que são medos, são mais um "estudo de território", para saber como e quando agir, assim que eu precisar. Mais estratégia, do que medo.
E no meio dessa felicidade, desse desconforto, de tanta instabilidade... despedidas. Que não são novidade, mas que são dos piores martírios para mim, adoradora da rotina e da estabilidade.
Chorei. Muito. Chorei em público e chorei escondido, porque eu tenho vontade de ter as pessoas para mim. Num potinho, dentro da minha bolsa, comigo onde eu for.
E a vida real não é assim. Talvez por isso eu crie as "minhas pessoas", dentro da minha cabeça. Lá, elas tem a imagem que eu quero e estão sempre lá pra mim.
Mas existem pessoas que são do mundo, e por mais que não tenham lá muito juízo as vezes, contam com a sorte e com a competência. E acima de tudo, com a coragem. Talvez daí venha a minha grande admiração e até uma pontinha de inveja, confesso.
Dessa coragem de se desprender e arriscar. E de não ter medo do "não dar certo". E passar por cima de toda a sua zona de conforto, para achar algo mais longe. Isso tudo me desperta uma admiração absurda, especialmente quando isso tudo cresce na frente dos seus olhos. E morro de orgulho. E espero uma próxima encarnação mais "desprendida", para conseguir fazer parecido.
Mas aperta o peito. Porque o orgulho desse sucesso todo, briga com a vontade de deixar tudo como estava. Porque a gente acostuma, mesmo que não esteja junto todo dia.
Posso não ver ninguém do mesmo jeito. Mas o "não ver" em São Paulo é diferente do "não ver" em Auckland. E dói. E a lágrima cai do olho. Mas é assim, uma hora o avião decola.

01 abril, 2009

Mr Murphy

Tempestade rolando.

Num momento de marasmo na vida eu pensei "Quando vier, vem tudo junto".
Boca santa essa minha... Tudo surge ao mesmo tempo, perto dos prazos, das entregas, altos riscos, muitas trocas, muito impulso. Não é assim que eu sou, mas é assim que está sendo. Guiada pela vontade do momento. Se eu quero, vamos. Se eu não quero, não vamos.
Sei lá se é pro rumo certo e nem tem como voltar atrás pelo mesmo caminho. Mas se precisar, a gente volta seguindo outras placas. Melhor pensar assim, senão vou surtar de medo de fazer errado. E esperar que Deus esteja escrevendo certo, nas famosas linhas tortas. Porque é essa a impressão de mim mesma. Torta. Desgovernada. Com muitas possibilidades, querendo todas e nenhuma. Dessa última vez, agi pelo passado e pelo futuro. Se vai dar certo? Isso a gente abstrai. Mas é o que deu vontade. E o medo de se queimar. Era só não brincar com fogo... Mas era eu mesma que reclamava da vida apagadinha há dois meses atrás. Então não posso reclamar. Mas posso ter medo. Muito medo. E errar. Mas também dá pra acertar. Se eu não fosse capricorniana, eu enxergaria essa possibilidade. Mas a minha insônia prefere a parte do medo. E é o que tem. Na melhor das hipóteses, é aprender a lidar com isso. Porque errar, todo mundo erra. Quero ver é acertar!

15 março, 2009

Abandono absoluto do blog. Pelo menos ele é bem low profile e quase ninguém conhece, o que me faz achar menos feio largá-lo as traças.
A estabilidade e a rotina estão aumentando novamente, mas eu me questiono cada dia mais se estou fazendo o que quero. E sempre acho que não, mesmo sem saber o que exatamente é aquilo que eu quero.
Minha sina é saber tudo que eu gostaria de fazer a longo prazo, só que antes do longo, há o curto e o médio... E o que eu quero fazer neles? Só Deus sabe!

18 fevereiro, 2009

Ai, pronto, falei!

Putaqueopariu!!!!

Esse trem de ser grande e ter uma vida, tem horas que eu acho que não é pra mim!
O inferno astral veio antes, durante e depois do aniversário e faz tempo que as coisas não ficam tão longe do jeito que eu gostaria que estivessem...
Tô quase querendo apagar esse Capricórnio do meu pé, e desenhando um cabritinho cansado. Porque cansa. Aquela estrutura, aquela força toda que você tem, cai. Aquele carão de "eu sou super capaz e vou ser super bem-sucedida", borra a maquiagem. Se eu sei que eu sou tão foda assim, porque não tá dando certo?
Ou é uma lição pra baixar minha bola? Se é, eu super aprendi já, porque tô cada dia mais acreditando que sou uma pobre mortal que vai viver de dinheiro da mãe até casar, estudar, estudar, estudar, abrir uma lojinha com o marido (isso é, se rolar o marido) e socar o diploma, a fisiologia, as atividades rítmicas, os mil reais por mês, os milhões de certificados e o caralho a quatro na gaveta. Se era essa a intenção do inferno astral-moral-profissional-psicológico, já tô quase, quase convencida da minha anterior falta de modéstia sobre minhas capacidades e minha atual capacidade de não conseguir nada. Nem um emprego, nem uma boa idéia, nem dizer coisas inteligentes, nem lembrar como se ensina uma cambalhota, nem muito menos ficar feliz com alguma coisa que esteja acontecendo.
Agradeço a Deus pela saúde, teto, comida e pela calmaria em casa, que é o básico e um monte de gente já nem tem... mas no resto, das duas uma: ou tá vindo pra mim o prêmio da Mega-Sena, ou estão pegando muito pesado comigo!

07 fevereiro, 2009

Letras...

Uma volta à rotina muito, mas MUITO longe do que era minha rotina tão amada. Com um bonito porre no meio do caminho, pra ver se as coisas ficavam mais simpáticas. E não tá bom, eu não gosto. Mas vou precisar me conformar e tocar o barco. Mesmo que seja meio de cara feia, ou com vontade de afundar o barco mesmo.

Coisa de fim de semana, entrei numas de desenterrar cds... achei um Paralamas do Sucesso de uns 12 anos atrás - que demonstrou meu precoce bom gosto musical (que eu não sei se consegui conservar tão intacto assim) e também que eu estou ficando velha, com cd's bastante antigos, amigas casando, filhos nascendo, essas coisas todas que o relógio faz com a gente.

Eu não sou de ficar vendo significado em tudo quanto é letra de música, aliás, já fiz isso muito na minha adolescência típica de comédia romântica, mas essa letra aí, excluindo a coisa meio "auto-ajuda" do "Seja você, bla bla bla", fez bastante sentido na atual conjuntura das coisas. Pelo menos pra mim, mas é isso o que importa mesmo.

Seja Você - Os Paralamas Do Sucesso

Vai sempre ter alguém
Com mais dinheiro, mais respeito
Mais ou menos tudo o que se pode ter
Vai sempre sobrar, faltar
Alguma coisa, somos imperfeitos
E o que falta cega p'ro que já se tem

Eu não te completo
Você não me basta
Mas é lindo o gesto de se oferecer
O que eu quero nem sempre eu preciso
Mas dê um sorriso quando me entender

Seja você
Seja só você
Seja você
Seja só você

25 janeiro, 2009

Abominável relógio

Não existe nada que eu sinta mais medo na vida que o tempo. Que a gente nunca sabe se tá correndo ou se tá devagar. Medo desse tempo que voa quando a festa é boa, o abraço é gostoso ou o jantar está uma delícia e que passa lento nas aulas chatas, na fila do banco ou quando você está apertado para fazer xixi. Esse tempo que nunca deixa eu cumprir tudo que eu quero, porque ele não me deixar aprender a organizá-lo. Ele que passa voando com as risadas das viagens de faculdade e demora pra me deixar passar no mestrado. Que me deixa esperando o homem da minha vida e que faz rapidinho o resto do mundo achar o seu. Que foi tão rápido enquanto meu pai estava aqui e demorava tanto nas cirurgias da minha mãe. Tempo que desorienta, se perde e me acorda atrasada pros mais importantes compromissos, ou que voa se eu tenho insônia e preciso levantar logo. Que é tão inflexível as vezes que frustra meus projetos, e tão amplo quando a gente recusa, que deixa qualquer um culpado.
Tempo chato que é incontrolável, e não tá nem aí se não vai dar pra fazer tudo, se vai deixar alguém esperando, se vai ser entediante, se tá fora dos planos, se vai dar pra casar e engravidar, se despedir, ou se alguém vai engordar e ter mais celulites por culpa dele. Que não dá pra zerar, nem pra parar.
E o pior de tudo... tempo que é inimigo da memória... que leva da gente cheiros, imagens, feições, lembranças, vozes. Cada segundo que passa por maior que seja o nosso esforço, ficam mais longe o cheiro de casa, a voz do pai, a feição dos amigos de infância, o som das risadas, as imagens das viagens boas. O maior medo é do tempo fazer a gente esquecer do que não volta.

18 janeiro, 2009

E não é que passou o aniversário?
E foi tudo normal... ligações normais, mau humor normal, bom humor posterior normal, festinha normal, bolo normal. Não que seja uma reclamação, mas eu prefiro coisas que superem expectativas... Mas tudo bem, tudo bem, meus amigos são queridos, minha família me agradou, e foi tudo ok. Além claro da minha vida profissional (se é que eu posso chamar a minha situação com este nome) me proporcionar mais ataques de nervos do que qualquer outro momento da vida. Eu não fui mesmo feita pra fazer escolhas, porque eu quero tudo... e tudo é muita coisa pro momento...
Mais velha, mas não menos desequilibrada e neurótica... tentando entender esse meu apego sem sentido por tudo, que talvez só Freud explique... Um apego que não é só pelo o que é meu... é por coisas, por pessoas que ás vezes estão no meu campo de visão, mas não necessariamente são "meus", sabe?! E então cria-se - na minha cabeça - um negócio platônico... com tudo e todos. Uma relação que só faz sentido pra mim... Deve ser tanta vontade de controlar tudo, na minha "relação" eu consigo... só o resto do mundo que não sabe. E no resto do mundo eu não controlo... e as coisas, as pessoas... mudam, vão embora, seguem seu curso e por isso sofro, devo admitir.
Mas só aqui entre nós, porque eu detesto admitir esse tipo de coisa... ainda mais um papo de louco desses, de sofrer por não conseguir controlar "coisas" que nem são minhas. Jesus! Se alguém me ouve, vão querer me internar!!!

08 janeiro, 2009

Repeteco de vocês...

Um breve "insônia = recordar é viver" nos arquivos do blog, e este vale a pena repetir. Tem quase um ano e "guardadas as devidas proporções", o "você(S)" continua mais ou menos igual...

18 Janeiro, 2008

Os "você"

Eu gosto de "você". De tudo que existe em "você" e tudo em volta. Eu gosto do seu cenário.Gosto do seu jeito comigo. Da sua educação que há muito não via em ninguém. Gosto porque você é educado sem ser impessoal. É cavalheiro, e me faz achar que sou a mais legal do planeta. Gosto que você sabe muito, de muita coisa. Eu gosto de te ouvir, poderia perder dias, horas, meses fazendo isso. Gosto das suas indiretas. Alías, elas eu não gosto, eu amo mesmo! Me divirto, embora quebre a cabeça tentando saber se o que disse é realmente o que quer dizer. Gosto das suas piadas, mesmo só você rindo delas.

Eu gosto do jeito que a gente é parecido. Que odiamos a mesma banda. Gosto da sua família grande. Gosto do seu perfume, que fica por horas mesmo depois que vai embora. Gosto de encontrar você por acaso. Gosto do jeito que você abraça. Gosto que perdoa meus micos, meus excessos, até minhas bebedeiras. Gosto dos nossos papos furados, das suas histórias de quando era mais novo. Gosto do seu jeito 'sem noção' as vezes. Gosto do fato de t-o-d-o mundo te achar a coisa mais querida do mundo. Eu também acho!

Gosto desse seu suspense. E da sua beleza, das tatuagens, dos olhos. Gosto da sua "idade". Da sua história de vida. Gosto quando fica tímido. E da sua risada sem graça, mas engraçada, sabe? Gosto, e morro de inveja da sua disciplina. Gosto das frases que joga no ar, até de não saber se estou sendo "muito saídinha" eu gosto. Gosto das suas provocações. Gosto da sua carência, de saber seus "traumas", da sua insegurança. Esse medinho fica fofo em você. Gosto de saber que esse 1,80 é só fachada.

Gosto que você é lindo. E loiro. E família. E trabalhador. E tem barriga de tanquinho. Gosto até desse seu comportamento meio esnobe. Você pode, porque Deus foi Pai com você hein? Gosto da sua mãe, rs, isso é importante. Mas... eu já disse que gosto que você é lindo?

Eu gosto mesmo desse "você". Mesmo que esse "VOCÊ" que eu invento, sejam esses "vocês" que eu não consigo juntar em um só.

Parabéns

E eu fico completamente insuportável, a medida que meu aniversário se aproxima...
Sempre há planos de uma mega festa, com Dj Gringo, luzes e go-go boys... que vão se destruindo a cada dia da primeira quinzena de janeiro e se transformando meio que em um mau humor... uma vontade de dormir o dia todo no dia 14...
Eu não sei porque isso acontece, mas nunca falha! Deve ser a coisa do inferno astral ou alguma merda desse tipo... porque parece que toda a minha falta de realização cresce, a minha paciência evapora e todo mundo fica pentelho, falso, enjoado.
Acho que é aí que eu vejo o quanto eu não fiz ao longo de um ano inteiro, tudo aquilo que eu havia prometido. Vejo que continuei reclamando, e esperando Alah, o Papai Noel ou o Super-homem virem aqui tirar esses problemas chatos, depositarem dinheiro na minha conta, decidirem o que eu quero da vida, me darem um marido perfeito e um cirurgião plástico competente. Ou então esperando a Tati Bernardi escrever um daqueles textos que eu vejo que não é só comigo que as merdas acontecem... E prometo mais. E espero mais.
E fico chata! Tão chata que nem eu me aguento! Mais chata ainda porque eu preciso parecer legal, afinal - não que eu seja uma pessoa mega popular, mas... - eu conheço um número considerável de pessoas, e no meio delas tem uma galera que gosta de mim. Ou seja, eles vem "suuuuuuuuuuuper queridos", com desejos, cartões, presentes, e "onde vai ser a festaaaaaaaaaa???". Que festa?! E eu lá quero festa?! Eu quero só agradecer à Deus pela minha saúde (pra não dizer que não fico feliz por nada), me lamentar das promessas, prometer mais e sumir. Fico chata por dentro, querendo nunca mais precisar conversar comigo mesma.
Querendo apertar o "mudo". Um aniversário inteiro, em silêncio! E depois o dia acabava e todo mundo fingia que não aconteceu nada.
Mas você não pode ser tão mal educada assim, minha filha! As pessoas te ligam, vão te ver e você com essa cara feia? Isso é ser mau agradecida! E no fundo, eu fico feliz e grata com as pessoas, a questão não são elas e sim eu! E aí vou eu, com a minha máscara de aniversariante, meu chapéu e minha lingua de sogra, meus "obrigados" e meu sorriso de alegriafelicidadegratidãoeeuadoreiopresenteesuapresençaviu? comemorar mais um ano da minha chatice de dentro.
Ps: Ainda assim, me ligue, vá cantar parabéns pra mim, me dê um presentinho... e principalmente, me dê um abraço. Me aguente! Mesmo não sendo assim tão fácil. No final do dia sou tomada por um bom humor que só pode vir daí!

02 janeiro, 2009

2009!

Pela primeira vez, acho que quase consegui tirar férias mesmo... tipo, férias mentais. Foram sete dias abstraindo do planeta - uns 85% pelo menos - e me preocupando em caminhar na rua de terra, nadar na represa, na piscina, comer, tomar sol e cerveja. Bicho-grilo... Providencial! Mas ontem já começou a me dar uma saudadezinha do notebook...
De ano novo, a resolução é uma só... aliás, minto... duas: aproveitar e desencanar. E juro que vou tentar muito cumprí-las... Sendo meu último ano antes da "vida real", resolvi que quero chutar o balde em todo momento que for oportuno... Ter as melhores lembranças da época de faculdade, assim como já venho tendo. Mas quero tê-las sozinhas, livres de encanações, culpas, preocupações. Aproveitar! Fazer a linha "Zeca", deixando a vida me levar... vou precisar de muuuuito esforço pra conseguir fazer isso, mas a intenção é que em 2010 eu pense no resto!
O blog-terapeuta deve me ser muito útil nessa 'abstração' toda... mas isso são cenas dos próximos capítulos....
Feliz 2009!

23 dezembro, 2008

Caprica!!!

Não que eu seja uma exímia adepta ao esoterismo... não sei exatamente se acredito, se não, ou até onde eu acredito, mas isso é discussão pra outra hora...
O fato é que este signo que rege os nascidos entre 21/12 e 19/01, é o meu, Capricórnio, signo de terra.
E são tantas as coincidências da minha personalidade com as características ditas do signo, que eu acho que deve haver algum sentido (ou no mínimo uma coincidência assustadora).
Por isso... não custa dar uma olhadinha no horóscopo de vez em quando (rs!) e eu até tatuei o símbolo, que confirma a minha raiz na terra.
Por conta da entrada do signo, achei esse texto num blog (Créditos: www.bloglog.com.br/leiloca - nada como as férias pra deixar a gente desocupada né?!)... E ele, assim como todos os outros textos capricornianos, me fazem gritar um "Sou eu!!!" em cada parágrafo... (A pontuação é uma tristeza, mas não tive paciência de arrumar tudo...).

"Capricórnio é signo de elemento terra,como Touro e Virgem.
É exigente, perfeccionista e chato (...).
Vamos ao simbólico : aos 8 , o capricorniano engraxa os sapatos do dono do Banco .
Aos 17 ele é boy do Banco. Aos 25 ,gerente e, aos 60 ,ele compra o Banco !

Capricórnio é representado por uma cabra que sobe a montanha, lentamente , mas com passos seguros.
É prudente , econômico ( pão duro mesmo ,eheh ) , paciente e rabugento .
Claro que se for um capricorniano ,com ascendente e Lua em Gêmeos conjunto a Júpiter , será um gastador.
Lembrem-se que a astrologia é individualizada ,ok? Se fosse generalizada ,o horóscopo de jornal acertaria com todo mundo , concorda?

Capricónio geralmente é fiel. Fiel à pessoa amada, aos amigos, aos ideais, fiel ao podólogo, à cabelereira , à terapeuta , ao supermercado, ao clínico geral, afinal, time que está ganhando não se muda.
Assaz teimoso, é casado com o trabalho.
Por exemplo, quem não pertence a esse signo, mas tem Lua
em Capricórnio, vai nascer trabalhando praticamente já no berçário .

Extremamente observador , é o melhor imitador .

(...)
Regido por Saturno ,um planeta lindo com seus anéis, o capricorniano se cobra muito e não se permite errar. Aparentemente pode passar um clima meio frio , mas tudo não passa de defesa.
Não implica ...mas quando implica ...meu amor...
Tem personalidade forte , é inteligente e empreendedor
. Começa com um negócio pequeno e anos depois está com várias filiais. (Deus te ouça!!!)
É chegadérrimo à sapatos . Quando gosta de um , compra o mesmo modelo ,de várias cores.
(S-O-U E-U!)
Gosta de dormir com aquela roupinha velha , surrada , mas gostosa .
Quando gosta de uma roupa , repete tanto a mesma , que as vezes a própria roupa já sai sozinha .
(...)

Capricorniano de carteirinha adora ver seu trabalho reconhecido, aliás, trabalha pra isso.
Geralmente tem acúmulo de função,pois faz as coisas melhor que os outros e acaba ganhando um salário aquém ,pois ralou por três pessoas. Mas o que importa pra ele é que o trabalho ficou exímio , mesmo que ele esteja exaurido. O foco dele é o resultado do trabalho. (Verdade! Verdade!Verdade!)
Geralmente faz sucesso , mas não é deslumbrado ,pois acha que o sucesso, assim como o dinheiro ,são apenas o resultado de um trabalho bem feito .

Responsável, pontual,ralador, a vida lhe exige o suor da fronte. E ele dá.

Geralmente na segunda metade da vida Saturno lhe dá uma trégua e ele acha tempo pra
curtir ,viajar ,etc.
Mas mesmo aposentado , inventa uma atividade , é linkado com a rotina e com a produção.
(...)
Capricórnio é o velho, o sábio .
Jesus é Capricórnio..."

15 dezembro, 2008

Semanas e semanas sem escrever...
O fim de ano estava me impedindo, e talvez eu nem estivesse tão interessante assim pra ser lida... na verdade eu não estou mesmo, mas tem horas que é bom dar o ar da graça.
Não tem nada interessante, o momento é de muita expectativa, muito "pode ser", mesmo sabendo que isso tudo vai se concretizar em pouca coisa...
Não, eu não estou sendo pessimista, como eu costumo ser quase que diariamente. Mas é que são muitas possibilidades, muitas incertezas, mas no final das contas vou precisar escolher uma realização só (se tiver realização mesmo)... Porque aprendi que se anda dando um passo após o outro, e que eu fico insuportável tentando abraçar o mundo.
Mas esse é o pior sentimento que eu, do alto da minha pseudo auto-confiança, posso ter... A incerteza, o 'pode ser', aquilo que não depende exclusivamente de mim. Serão muitas e muitas sessões de terapia, para que eu consiga aceitar - nem que seja um pouquinho - que querendo ou não tem coisas que a gente não pode controlar, sem me sentir a mais vulnerável, confusa e impotente das criaturas!

24 novembro, 2008

Morna

Ócio, orkut, uma boa vasculhada e assim surge um motivo de terapia...

Talvez seja afobação minha, inveja, dor de cotovelo...
A real é que crescemos, e eu resolvi recordar quem cresceu comigo... E descobri que para a grande maioria, mudanças grandiosas aconteceram.. pro bem e pro mal...
Há os que faliram, os que empreenderam, os que viajaram, os que cairam do cavalo, os que casaram, as que engravidaram, há de tudo...
E eu me enxerguei no meio deles, indo pelo caminho do mais ou menos, do morno. Não sei bem pra onde, mas indo. Talvez indo pra onde me falaram e eu acreditei.
O fato é que, nesses anos todos (que tudo bem, se for pensar são poucos) meio que "nada" aconteceu... Não houve uma grande mudança, uma grande alegria, uma grande decepção, um grande amor, uma grande traição, uma falência (toc, toc, toc), um prêmio da loteria, eu não enriqueci, nem surtei, nem comprei um apartamento, nem fui deserdada, nem fugi, nem me arrependi profundamente, nem tive uma idéia mirabolante, nem quebrei a casa toda, nem, nem, nem...
Simplesmente "não houve".
Não que seja uma reclamação, sabe?! Fiz bons amigos, dei boas risadas, chorei quando foi necessário, conquistei objetivos que jamais pensei que fosse, tomei umas cervejas, beijei umas bocas, escrevi uns posts, fui à Salvador matar saudades, xinguei umas pessoas, trabalhei em uns lugares, fiz umas compras, cantei umas músicas... não é ruim, tenho sido feliz...
Mas é que é sempre no "meio termo", na zona de conforto. É a parte lisa do asfalto. Que é legal, mas é o mais fácil. O que é bom, que me evita grandes transtornos... mas também me priva de grandes acontecimentos.
Sinto falta da trilha, da estrada de terra... das atitudes drásticas, das coisas emocionantes, das histórias e das fotos inesquecíveis.
Mas esse caminho que leva a gente da frustração pra atitude é difícil de achar... Exige vontade, exige paciência... mas deve ser quente... e valer a pena.

02 novembro, 2008

Blônica... é isso!

Tati Bernardi... no Blônicas - www.blonicas.zip.net

" (...)
Eu queria cutucar as pessoas na rua e perguntar como elas fazem pra ter pernas grossas e filhos pendurados nas pernas grossas. Eu não faço a menor idéia de como se vive, se cresce, se multiplica. Eu só me como por dentro, me corrôo de ciúmes, fico tentando segurar tudo com medo que eu comece a despedaçar no meio da rua. Eu me maquio pouco, como pouco, transo, digo e amo pelas beiradas. Tudo pra eu me arrepender menos na hora de limpar a sujeira. Tudo pra, arrogantemente, não sentir a vida como bicho.
(...)
Como é que se vive? Eu queria cutucar as pessoas. E se você não suportar mais? Como é que faz? Como eu faço pra disfarçar a solidão profunda que sinto no meio de reuniões, no meio de papos leves, fins de sexo e começos de relacionamento? Como eu faço pra ficar perfeita o tempo todo ou virar um bicho estranho e não precisar mais de ninguém? Eu jamais serei o que eu quero e jamais serei o que eu sou sem precisar disfarçar que quase sou o que eu quero. E cada hora eu quero uma coisa. E no fundo eu não quero porra nenhuma. Talvez só encher um pouco o saco, provocar, ser expulsa do peito de todo mundo porque não agüento morar nesses lugares obscuros que são os outros e suas más intenções disfarçadas. Tudo é uma jaula, até minha fuga. Principalmente minha fuga. E eu estou cansada demais. É só olhar pra mim. Olheiras, ossos e escárnio.
Gosto das pessoas fortes e burras. Gosto porque jamais vou odiar o que não amo. Como é bom cagar pro mundo e andar de cu ereto. Basta amar alguma coisa para eu enfiar o rabo entre as pernas. Para eu arquear os ombros pra frente. Porque quero proteger tanto você dentro do meu peito que acabo andando como se eu tivesse grávida na garganta. Cada vez que eu quero falar ou comer ou gritar ou viver. Vem o medo de que você me saia pelos buracos da cara. Medo de vomitar você.
Como é que se vive? Como é que se ama em meio aos fedores e sujeiras e desistências da sua casa? Como é que se espera alguém voltar do seu mundo particular se eu acabo, por conta de um medo absurdo, indo para o meu para não ter que ver você longe? Esperar o quê? A vida secar tudo, murchar tudo. Não quero viver a porra do momento como dizem. Me sinto o tempo todo uma inocente me debatendo nas paredes de uma piada de mau gosto. Só queria achar a saída e rir por último. Como se eu tivesse tamanho ou força pra peitar assim as coisas como elas são. Ser humano é constatar nosso tamanho ridículo perto das coisas como elas são. Ser humano é a coisa mais linda e sábia a se fazer. Mas ser humano dói em mim de uma maneira tão especial e absurda e assustadora que, em meio a toda essa auto-estima de merda, ganho certo arrogância. Não tenho mais bunda, nem dinheiro, nem peitos, nem sorrisos, nem amigos, nem viagens, nem línguas, nem nada do que os outros..mas tenho meu jeito de bloquear a vida fora e mergulhar aqui nessa coisa horrorosa. Nessa lista VIP da pior festa do ano só tem o meu nome. E lá vou eu voltar pra mim e esperar algum saudosismo escondida atrás da minha porta, com a arma na mão. A porta com todos os trinquinhos. O olho mágico vendo o escuro eterno das pessoas que desistem porque até eu mesma sempre desisto.
Aos poucos os olhos se preenchem. As pernas engrossam. Minha voz volta a parecer a voz de uma garota que merece ser amada. Compro uma roupa bonita. Mudo de analista. Escolho uma comédia ou uma revista de fofocas. E então estou pronta de novo. Sou uma armadilha pra ratos. Sem queijo. O que me faz pensar que só atraio quem merece. "

27 outubro, 2008

Acabei de criar outro blog... um blog de trabalho, e me lembrei como a minha vida bloguística está largadas às traças...
Ando escrevendo... muito, pra tudo, é trabalho, é pesquisa, é estudo... E "me" escrever está cada dia mais escasso... Nem ler meus blogs que tanto gostava, achar pessoas novas que escrevem coisas legais... não tenho mais isso.
Tenho estado assim, fazendo tudo que os outros precisam, e afogando aquilo que eu quero. Talvez não afogando... ou adiando, sei lá. Muito desse me esquecimento agora deve valer a longo prazo... mas dá no saco as vezes. Vontade de falar foda-se pra tudo, bater o pé e fazer birra... E não pode... tem que escrever, que entregar, que arrumar...
Tem mesmo é que abstrair, um dia alguma coisa recompensa.

15 outubro, 2008

Quero, consigo, logo... enjôo

Essa é a eterna paranóia... a de "conseguir". E o pior de tudo, é que a bicha é tinhosa e consegue mesmo tudo! Ou quase tudo, mas até aí o lucro já é bem grande...
São anos sonhando, meses planejando, uma vida correndo atrás, séculos na maior ansiedade... Até que as coisas simplesmente acontecem, e 'voilá'! Aquele emprego, aquele cara, aquela roupa, aquele sei lá o quê deu certo! Conseguiu!
Você se olha no espelho e se sente foda, e pode mesmo! Nunca consegue nada a toa, se deu certo é porque foi tudo meticulosamente planejado... nem que seja pelo destino!
No auge, com todas a congratulações e festinha, tudo é lindo e legal... No primeiro dia, no primeiro encontro, semana, mês...
Aí já, sabendo que você é foda e consegue o que quer, as coisas que antes pareciam tão legais e impossíveis, já estão começando a ficar sem glamour... No dia seguinte, já é meio sem graça... Na outra semana... caralho, é um saco isso! No próximo mês tudo o que você levou um tempão pra chegar, vira a coisa mais insuportável da vida...
E eis que começa outra paranóia... a culpa de enjoar. Como? Com que direito você acha que pode dizer que não está feliz, se tudo - eu disse t-u-d-o - que você desejou a vida toda tá acontecendo? Umas pessoas te invejam, outras te admiram e outras ainda estão super felizes por você... E você não??? Como pode? É ingratidão isso!!! Deus, Ala, o destino, os astros, os extra-terrestres... sei lá que criatura te deu tudo e agora você vem falando que não quer mais? Mal-agradecida! Isso é não dar valor pro que você tem!!!
E as coisas ficam gritando na sua cabeça... a sua ingratidão e o "tudo que você sempre quis" ficam brigando com a vontade de jogar tudo pro alto, e falar que não quer mais.
E ao contrário do que parece, você dá o maior valor do mundo a tudo que conseguiu, que tem, que passou. São as melhores lembranças do mundo, é a melhor sensação do universo ter conseguido tudo... E é esse o problema... a sensação. É ela que precisa ser sentida de novo, mas não conquista-se duas vezes a mesma coisa. A vontade é de sonhar de novo, planejar de novo, ousar de novo, pra se sentir "foda" mais uma vez, e curtir, e enjoar, e sonhar, e planejar, e construir e conquistar e tudo e tal...

29 setembro, 2008

Chega de saudade, a realidade é que sem ela......

E o meu caminho é cheio dessas... Essas pessoas que estão ali no canto, que passam meio despercebido as vezes... Essas que além do nome, você não sabe muita coisa. Mas você gosta. E não tem porquê, embora quase ninguém entenda isso.
Eu gosto e pronto! São tantos, e toda hora tem um indo embora, um mudando... Em geral, pra melhor. Ou é você que muda, que precisa sair e deixar a pessoa lá.
E quando é pro bem, a gente fica feliz, fica orgulhosa, sei lá, fica bem de ver o outro! Mas ele vai pra outro lado e você não tem tempo - nem espaço - de falar nada! Até porque... como chegar "se declarando" e contando toda a diferença que a pessoa fez pra você, se vocês se tratam meramente com um "Oi!"... é no mínimo estranho!
E são tantas as pessoas que não fazem a menor idéia de como "tudo" muda por causa delas, sem que elas nem façam nada... Chegam, passam, mudam tudo e vão embora sem imaginar! E sem saber como a gente fica agradecido. Eu queria esse "tempo" de conseguir falar "Obrigado" por aquela aula naquele dia, por aquela música daquela vez, por aquele comentário engraçado, por aquela visita no blog, por qualquer coisinha que ela tenha feito, que fez toda a diferença. E ter tempo de dizer que a sensação de alguém passar, marcar e muito provavelmente nunca mais ser vista é das coisas mais estranhas... mas ainda assim torço pelo sucesso! Odeio essa coisa de "ir embora", das pessoas mais próximas, até as mais coadjuvantes... C'est la vie... Boa sorte!!!

21 setembro, 2008

E eu com meu pijama multicolorido broxante, num domingo a noite frio... tô aqui tentando descobrir o que passa pela minha cabeça. Difícil né?! Se nem eu sei... quem mais poderia saber?
Eu tô até feliz, mas é aquele "de modo geral", porque minha amiga foi promovida, e um grande amigo está feliz e contente com seu namorado. Tô feliz porque ontem foi engraçado, e vai ter fofoca pra dar risada pelos próximos 3 meses. Feliz porque eu trabalho onde eu sempre disse que queria trabalhar, e todo mundo morre de inveja. E porque reconhecem meu trabalho na faculdade e gostam de mim.
Mas será que é isso mesmo? Que a gente deve ser feliz "no geral", mesmo como "específico" todo dando errado? E aquela saudade doída que eu tenho do cara que eu adoro e some sem deixar rastro? E do meu puta amigo que tá tão longe, e nem sabe se volta? E a confusão amorosa que me divide entre aceitar a realidade e as coisas palpáveis ou continuar esperando o príncipe no cavalo branco? E se o trabalho nem é aquilo tudo, mas assumir isso seria praticamente negar tudo que eu falei a vida toda?! E se eu quisesse falar tanto pra tanta gente, e não pudesse ou por "não poder" mesmo, ou "não poderem" comigo?!
Por que que a gente tem obrigação de achar as coisas legais, só pelo conjunto da obra? Bem coisa de domingo a noite mesmo...

18 setembro, 2008

Eu ensaio, ensaio, e não consigo escrever aqui... Mas se nem as unhas eu tenho feito mais, quem dira escrever?! Quem dirá sair?! Ou arrumar um flertezinho? A não ser os da rotina. Nada, nada mais dá tempo.
Meu medo é acabar entediada, sem inspiração, com as unhas sem fazer... e dando murro em ponta de faca.

11 setembro, 2008

Eu adoraria ser terrorista por um dia...
Sabe? Sair bombardeando tudo o que der vontade... aquele motoqueiro que bateu no seu espelho, o chefe, o filho do chefe, a pessoa da mesa ao lado, os professores, a faculdade, os computadores, os oficios, a mãe, o cachorro, o papagaio, o telefone... Com direito a família e amigos no pacote... explodir todo mundo!
Vamos torcer pra eu menstruar logo, antes que alguém corra perigo!

28 agosto, 2008

Eu queria mesmo... e tinha tantos comentários e coisas pra botar aqui...
Mas o corpo não permite, de comentar do Romulo, de falar do(s) trabalho(s), das incertezas, das conquistas...
Mas o meu olhinho tá fechando e amanhã tem "Lacef" e "Body Systems" no telefone, Biomecânica, salto sobre barreira, comissão de formatura, unhas, cabelo e sombrancelhas pra fazer, Pibic pra pensar e tudo mais que as poucas 24hs do dia permitem...

Boa noite! Até qualquer hora!

17 agosto, 2008

O Phelps... O trabalho... A capricorniana...

Em tempos de Olimpíadas, volta às aulas e poucas idéias em meio a rotina, cá estou eu tirando a poeira do blog...
Aproveito o sábado com uma saída bem frustrada, e assisto o Michael Phelps ganhando a oitava medalha, na última prova da natação.
Eu amo piscina, muito, desde sempre. A coisa mais legal, fora a minha sagrada Ginástica Artística (que eu choro, é cafona mas é verdade), foi ter assistido as provas da piscina. Mas tem horas que me dá um bode! Eu sei, o Phelps é foda pra caralho e tudo e tal... Mas... ele não é humano! Então... qual é a graça?! O tanto de "laboratório" do cara pra fazer o que ele faz, tira o tesão de qualquer humano em competir!!! A final do 4x100 e do 4x200 foram de matar, mas mesmo assim, pra mim aquilo lá é tudo "de mentira"! Mas esse é o real "alto nível"... é tão alto, que os atletas viram meio mutantes.
Aqui no esporte de "baixo nível", venho tocando a vidinha, me matando em aulas práticas (eu disse, baixo nível), com um sedentarismo que me frustra, muitos prazos, e muitas coisas se ajeitando... Como boa capricorniana, abençoada por Deus e de santo bem forte, eu sempre faço acontecer como eu quero. É só esperar...

29 julho, 2008

Sou feliz por ser neurótica...

Porque é assim, sossego mesmo não tem a menor graça!
O legal é ter insônia... preocupação, espinhas e futuras rugas! É ter diversos tipos de "toc's", neuroses e crises.
Bom mesmo é estourar o cartão de crédito, comer toda a dispensa e a geladeira, morrer de culpa depois!
Chorar de desespero, brigar com a família, se sentir uma idiota...
Ver que as coisas estão fugindo do seu controle, que as oportunidades surgem pra você, mas quando você está pronta pra agarrar, descobre que nada depende de você, e forças ocultas irão te levar... seja lá pra onde...
A graça é só pensar em trabalho, dinheiro e conta, não sair nem ver os amigos e se pegar diversas vezes pensando "Vai dar minha filha... vai arrumar um bofe... vai no cabelereiro que você tá horrível, vai fazer qualquer coisa! Sei lá!!!", mas voltar pra vida real, pois você não tem tempo pra isso... Sim, daqui uns 15 anos, quando você estiver riquíssima e sozinha, vai lembrar e pensar "Por que eu não fui dar? Rir? Sair?!"... mas isso não vem ao caso agora!
O interessante é essa insegurança de nunca saber se está fazendo certo, achar que nada está bom e sempre ter aquele pessimismo que mostra que o mundo conspira contra você, entende?!

Essa é a graça da vida!!!

20 julho, 2008

Alguém aqui disse "férias"?

Já houve um ano, que eu arrumei um emprego bem na época de férias... e passei o mês todo trabalhando, sem poder colocar o pé pra fora do bairro, acordando cedo e tal...
A história se repete, dessa vez com maior gravidade. Um turbilhão de coisas acontecendo, pensei que havia ganho duas belas e formosas semaninhas de "botar os pés pra cima"... Afinal, esse ano está sendo um furacão de coisas e novidades e acontecimentos e tudo e tal...
Bela mentira! Estou é trabalhando mais! As propostas tentadoras adoram aparecer nessas horas mais impróprias!
E cá estou eu, no olho do furacão... Com um santo final de semana livre, e em casa, pra comer e beber até explodir, cuidar um pouco da carcaça e pensar, pensar, pensar... Afinal, como eu disse, as propostas mais tentadoras surgem sempre nas horas que elas não devem... Uma delas é a minha novidade do momento!
Sabe aquele tipo de coisa que você sempre disse que queria, e quando pode ter, não sabe direito se deve?! Porque pra ter isso que você tanto disse que queria, precisa mexer em tanta coisa, que dá até medo de não ser lá "tudo aquilo"... Sabe?!
E nessa brincadeira... as minhas férias tão innndo embooora...

03 julho, 2008

Questão de sobrevivência...

Engraçada essa vida moderna...
Temos saúde, temos casa boa, dia ensolarado, trabalho, milhões de coisas... mas basta dar um probleminha, que seja bobo... NELE... só NELE! E pronto, toda a estabilidade de uma pessoa vai por água abaixo...
Me senti assim hoje, ao saber da pane no sistema de internet da Telefônica... Sim... sou uma usuária de Speedy, e acho isso quase arcaico, em tempos de wireless, 3G e o escambau, mas eu não sou muito dessas "últimas gerações", então estou aqui prometendo usar os recursos sem fio do meu notebook há séculos, só prometendo...
Eis que menos de um dia de "pau geral", e eu, assim como as empresas, os bancos (e tudo mais que depedende mais do sistema que esta que vos escreve) e etc... Surtei!!! E quando disseram que não tinham previsão?!
Como??? Meus e-mails!? Meu orkut?! O Google?! As músicas?! O site da Americanas?! De fofocas?! Como saber o que vai acontecer com o Malvino Salvador na novela?! E o horóscopo?! Meu saldo no banco!?!?!!?!? A contas!? O msn?!
Me senti ridícula... depedente, idiota mesmo... Como se tudo que é meu dependesse disso... do mais importante como as contas e o banco... até o Malvino ou o meu orkut. Bom... se até meu diário é virtual, vejam a gravidade do caso...
Acho que preciso (eu e todo mundo) ligar mais, encontrar mais as pessoas, ir tomar um ar, fazer uma caminhada, pisar mais na grama... e teclar, clicar, "baixar" menos...
Desconectar!

30 junho, 2008

Amy

Sou movida a trilha sonora... Sou daquelas que acha que aquela tal letra foi feita "pra miiiiiiiiiiiiimmmm!", só porque um ou dois versos dizem algo que parece com o que estou vivendo... Pura bobagem, "adolescentismos".


E no meu calendário de crises anuais, chegou a vez da temporada de inverno...
Inverno de novidades, de motivação, de pessoas... Tá tudo congelado, e só o que parece estar funcionando são os meus transtornos - cada vez mais obsessivos e compulsivos - minha insônia, minha insatisfação nos meus momentos "onde estou? pra onde vou?" e trilhas do R.E.M e da Amy Winehouse... rsrs!
Trilhas excelentes companheiras semi-suicidas, quando se está enjoada das pessoas, do trabalho e especialmente... de si! O que é o caso... tudo está tão chato e sem graça, que o problema só pode ser eu mesma!
A voz da Amy já um convite à achar que o mundo tá errado e chato demais. Só não se pode entrar na mesma onda que ela, não? Haha, pobrezinha perdeu a linha...

Eu, ainda bem, ainda consigo manter a classe diante do meu mundinho chato e sem futuro... até que eu consiga trocar os cds e ouvir umas coisas mais animadinhas...

25 junho, 2008

Um quartinho de Lexotan...

Eu já escrevi sobre ela antes...
Afinal, convivemos há tanto tempo, e tantas coisas já aconteceram com e por causa dela...
Já ri bastante e já chorei mais ainda por conta dela...
Já vi coisas interessantes, outras bizarras...
Já fiz deveres... já arrumei o que tava atrasado, ou simplesmente descobri algum passatempo novo... já escrevi diversas vezes aqui nesse blog por causa dela, exatamente como hoje... É quase uma fonte sem fim de inspiração.
É com ela que paro pra pensar, pro bem e pro mal, é nela que reflito e é nela onde minha severa auto-crítica me castiga quase que sem parar... Ela é minha psicóloga, mas também minha torturadora.
É com ela que passo os momentos de maior melancolia, de tudo e todos, de grandes saudades, de boas lembranças... de vontade de voltar e ter tudo igual, ou de fazer tudo diferente.
Quando ela está aqui, me vê falar sozinha e ser corajosa... depois que ela vai embora, leva um tanto bem considerável dessa coragem toda... Ela leva toda a irrealidade que eu construo.
Na verdade, eu odeio ela... essa insônia maldita!!! Especialmente quando ela vem junto com meus traumas, minhas frustrações, meus "toc's" noturnos ridículos (tipo levantar 837564 vezes num puta frio, achando que quer fazer xixi) e clipes ruins na TV. Odeio ela, que me ataca mesmo em dias escrotos e longos como hoje, quando minha mente tem total consciência que o corpo devia estar desligado... e simplesmente não está! Odeio ela, que cria meu mau humor e minha olheiras de dar dó em qualquer um amanhã...
O clipe do Foo Fighters agora é até legal... mas eu dava tudo pra não estar aqui escrevendo esse post... ó Morfeu...

20 junho, 2008

As férias que não terei...

Últimas notas, vistas, assinaturas...
Tudo ok como nos últimos dois anos, Graças à Deus!
Férias!!!!!!!

Mentira pura!
Enquanto vejo o Wagner Moura lindo-baiano-maravilhoso-baiano-sonho de vida-baiano falando com esse sotaque desesperadamente sexy-baiana na tv, penso em tudo que eu poderia programar e fazer - ou não... nesse mês propício para desanuviar a mente de um semestre tão pesado e cheio...
Ok, admito que foi mesmo um dos mais ricos, onde penei com minhas próprias dificuldades, e aprendi horrores (tá, tá eu gosto de dar uma enfeitada nessa parte, porque era o foco do semestre), mas eu quero pausa! Não quero mais brincar agora! A tia tá cansada!
Mas o que tem é pra hoje... é se conformar com o mês "escragiando", as viagens frustradas, as tardes de puro ócio em casa... talvez sejam de puro ócio... sozinha, no lab... Ó Senhor!

13 junho, 2008

Ai meu Santo Antônio!

Eu te peço, me traga alguém que me ame incondicionalmente, que seja meu companheiro e amigo em todos os momentos. Alguém que entenda meu mau humor de manhã, e minhas crises na TPM, que seja bem humorado, me faça dar muitas risadas.
Alguém que adore crianças, ache legal casar como manda o figurino, tenha uma família boa. Alguém que goste de ficar junto, mas que também faça o "dia dos amigos". Alguém que cozinhe bem, cuide da saúde e faça ginástica. Um cara trabalhador, que seja bem sucedido, mas que batalhe pra estar onde está. Que seja seguro, mas não arrogante. Que seja inteligente.
Alguém que se vista bem, ouça boas músicas e entenda meu gosto bizarro por Asa de Águia. Que perceba quando eu corto o cabelo, que elogie minhas roupas novas. Que diga que estou linda, mas se eu não estiver, que seja sincero!
Alguém que me acompanhe nas baladas por aí, mas também queira ficar vendo dvd num dia frio. Que goste de viajar. Que faça loucuras. Que queira ter filhos e cachorros. Que se cuide pra ser um velhinho enxuto.
Alguém que me deixe mandar. Ou que finja que está deixando. Alguém que brigue comigo as vezes, para eu não ficar entediada. Mas que venha fazer as pazes logo. Alguém que entenda os momentos que eu fico enjoada das pessoas e não quero ninguém. Alguém que eu não precise falar para me comunicar. E que eu sinta saudades. E que eu consiga admitir que amo.

Ah Santo Antônio! Mais um detalhezinho... Que ele seja hetero!!!
Aí complica né?!

09 junho, 2008

Eu te entendo Bruno...

Eu ainda sofro desse mal... um caso gravíssimo!!!

Blog do Bruno Mazzeo:

http://bloglog.globo.com/blog/post.do?act=loadSite&id=8218&permalink=true

03 junho, 2008

O ócio inspira...

...nem que seja pra escrever bobagem!
Estava aqui olhando que fiz 18 posts em janeiro, auge das férias, do aniversário, de um "mais novo amigo de infância" bastante significativo... Não quis nem ler, pra não ver o tanto de bobagem que devo ter escrito, rs!
Já em maio... com o "amigo de infância" bem mais quietinho e centrado em coisas que não são mais papos bobinhos pela internet, com muito Mackenzie na cabeça (leia-se em todas as categorias: estágio, faculdade, amigos, professores, professores-amigos, inimigos, chefes, trapalhadas afetivas, etc)... 2 míseros posts completamente desprovidos de inspiração.
Talvez a falta do que fazer me faça refletir mais, e refletir mais geralmente dá mais vontade de escrever.
A brincadeira agora é que passando minha belíssima semana de provas, entrarei de férias, pelo menos da faculdade, já que o "escrágio" (brincadeira, eu amo!) continua para todo o sempre! Ou seja, seguirei vendo minha linda e formosa faculdade o mês todinho. Mas quem sabe o "amigo de infância" que andava 'correndo' por aí não apareça, contando mais uma de suas histórias traumáticas/bonitas/idiotas pra me divertir! E pra me fazer postar mais...

28 maio, 2008

Do tamanho do mundo, e do meu orgulho...

"Estou tracando outro caminho agora. Vivendo uma historia diferente, a qual nunca tinha planejado ou sequer pensado ser possivel. Mas nunca saberemos o nosso caminho por outra estrada, se nao arriscarmos. E aqui estou, arriscando. Talvez eu soubesse o caminho que a minha vida seguiria, e o final que ela teria, independente do tempo que durasse. Mas aqui nao. Surpresas o tempo todo, aprendizado a todo momento... sem saber o que vai acontecer no dia seguinte.
Que falta a familia e os amigos fazem! Que falta faz um abraco, um toque, um olhar de cuidado... o calor humano que so o brasileiro tem!
Obrigado a familia e os amigos que fazem com que a minha chama continue acesa, que me dao forca para nao perder minha luz. Eh em voces que penso sempre, e muitas vezes gostaria de te-los ao meu lado para compartilhar momentos comigo aqui."
.
.
Frases do profile do Serginho no orkut, porque ele é minha referência em "cair pro mundo", e meu orgulho entre os amigos que conseguiram sair das fraldas bem cedo, gerando o mínimo de traumas. Coisa que eu não tenho o dom de fazer. Aqui, o meu "parto" é com bastante estardalhaço, mesmo comigo não sendo o tipo de pessoa que resolve ir morar na NZ sem antes pensar 29844776598479830 vezes.
Ou seja, se eu fosse... eu não iria. Pensaria tanto nos prós e contras, que a oportunidade provavelmente se perderia...
O Seh não, agarra todas! Me enche de orgulho, me enche de inspiração... Me mata de saudades!

12 maio, 2008

Tudo muda o tempo todo...

Tempo de freiadas bruscas, curvas acentuadas, lombadas sem tinta pelo meio do caminho...
Tempo de apaixonar e desapaixonar, casar e separar, dar 'a loka', arrepender, assumir e tocar a vida pra frente.
Surtar e viajar, traçar caminhos, fazer escolhas, pensar no que é melhor pra mim, não só pro meu nome, ou só pro meu bolso, ou só pra minha cabeça. O que é melhor pra tudo! O que nem sempre fica no caminho mais confortável... ando sacrificando "departamentos" em prol de um bem comum... Incomoda, mas me deixa feliz por conseguir agir assim.
Estou aprendendo a lidar com a minha impulsividade, e entender que surtar as vezes faz bem! O que tanto atormentava minha nojenta racionalidade, agora parece estar mais fácil de entender... Sinal dos tempos....

(A propósito, Salvador foi um sucesso, e desde a volta: eu quero viajar sozinha todo dia, eu arrumei outro trabalho, eu já pedi demissão, eu já trabalhei igual louca todos os dias, eu já fiz evento no fim de semana, eu já desflertei e flertei, eu já me afundei em dívidas, eu já quero férias... mas estou me divertindo!)